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	<title>Festival de Veneza 2025 &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>Festival de Veneza 2025 &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Festival de Veneza: Um Palmarés Emocionante e Sem Polémicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Sep 2025 17:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Payne júri Veneza]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma cerimónia histórica marcada pela emoção e pela política A 82.ª edição do Festival de Veneza fechou com uma das cerimónias mais comoventes e politicamente ativas de que há memória. O mais antigo festival de cinema do mundo viveu um momento sem precedentes quando Pierbattista Pizzaballa, patriarca de Jerusalém, surgiu em direto da Terra Santa [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma cerimónia histórica marcada pela emoção e pela política</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A 82.ª edição do Festival de Veneza fechou com uma das cerimónias mais comoventes e politicamente ativas de que há memória. O mais antigo festival de cinema do mundo viveu um momento sem precedentes quando Pierbattista Pizzaballa, patriarca de Jerusalém, surgiu em direto da Terra Santa para apelar ao fim das hostilidades em Gaza. Foi o culminar perfeito de uma noite em que vencedores e jurados mostraram que o cinema não vive isolado da realidade — nem das guerras, nem das crises humanitárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/jennifer-lawrence-e-robert-pattinson-em-ruptura-psicologica-die-my-love-revela-o-seu-primeiro-trailer-%f0%9f%8e%ac%f0%9f%96%a4/">Jennifer Lawrence e Robert Pattinson em Ruptura Psicológica: Die My Love Revela o Seu Primeiro Trailer <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f5a4.png" alt="🖤" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Jim Jarmusch, ao receber o Leão de Ouro por&nbsp;<em>Father Mother Sister Brother</em>, lembrou que nem sempre um filme precisa de falar de política para ser político. Já a realizadora tunisina Kaouther Ben Hania fez questão de o sublinhar de forma direta, emocionando a Sala Grande com&nbsp;<em>The Voice of Hind Rajab</em>, distinguido com o Leão de Prata – Grande Prémio do Júri. O seu discurso, centrado na tragédia de Gaza, arrancou uma ovação de pé que ficará para a história da Mostra.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Interpretações premiadas de Itália à China</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O júri, presidido por Alexander Payne, conseguiu um equilíbrio raro e um consenso quase unânime. Toni Servillo foi distinguido pelo papel de Presidente da República Italiana em&nbsp;<em>La Grazia</em>, de Paolo Sorrentino, que abriu o festival. Do outro lado do mundo, a atriz chinesa Xin Zhilei brilhou intensamente em&nbsp;<em>The Sun Rises on Us All</em>, um melodrama intenso de Cai Shangjun exibido no último dia, garantindo ao Extremo Oriente uma presença de peso no palmarés.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Argumento francês e wrestling americano</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O prémio de Melhor Argumento foi para França, através da dupla Valérie Donzelli e Gilles Marchand por&nbsp;<em>À pied d’œuvre</em>. Já os Estados Unidos marcaram presença com o surpreendente Leão de Prata para Melhor Realização entregue a Benny Safdie, que levou a Veneza o improvável universo do wrestling em&nbsp;<em>The Smashing Machine</em>. O realizador não escondeu o espanto — e a gratidão — por ver o seu filme distinguido num festival tradicionalmente mais dado a dramas intimistas e obras autorais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Documentário italiano e o futuro da Mostra</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro momento alto foi o Prémio Especial do Júri para Gianfranco Rosi, que com&nbsp;<em>Sotto le Nuvole</em>&nbsp;ofereceu um olhar profundo sobre Nápoles. O reconhecimento ao documentário — género tantas vezes ofuscado pela ficção — reforçou o carácter equilibrado e plural deste palmarés.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/wake-up-dead-man-o-regresso-mais-negro-e-mais-divertido-de-benoit-blanc/">Wake Up Dead Man: O Regresso Mais Negro (e Mais Divertido) de Benoit Blanc</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O festival, que nasceu sob a égide do regime fascista, sobreviveu à guerra, à turbulência de 1968 e a muitas crises. Agora, aproxima-se o fim do ciclo de Alberto Barbera como diretor, deixando em aberto o futuro da liderança da Mostra. Mas uma coisa é certa: Veneza mantém-se como palco maior do cinema mundial, capaz de juntar política, emoção e arte numa só celebração.</p>
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		<title>Amanda Seyfried Brilha em Veneza como Ann Lee: A Feminista Shaker Esquecida pela História ✨🎬</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Sep 2025 09:06:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
		<category><![CDATA[Amanda Seyfried]]></category>
		<category><![CDATA[Brady Corbet]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo no cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Veneza 2025]]></category>
		<category><![CDATA[IndieWire]]></category>
		<category><![CDATA[Mona Fastvold]]></category>
		<category><![CDATA[movimento Shaker]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma figura quase apagada da memória O Festival de Veneza abriu espaço para uma das personagens mais improváveis a surgir no grande ecrã em 2025:&#160;Ann Lee, fundadora do movimento religioso Shaker no século XVIII e considerada por muitos como uma das primeiras feministas americanas. Em&#160;The Testament of Ann Lee, realizado por Mona Fastvold, Amanda Seyfried [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma figura quase apagada da memória</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Festival de Veneza abriu espaço para uma das personagens mais improváveis a surgir no grande ecrã em 2025:&nbsp;<strong>Ann Lee</strong>, fundadora do movimento religioso Shaker no século XVIII e considerada por muitos como uma das primeiras feministas americanas. Em&nbsp;<em>The Testament of Ann Lee</em>, realizado por Mona Fastvold, Amanda Seyfried encarna esta figura que, segundo a cineasta, estava “à beira de ser apagada da memória”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/tom-holland-assume-diagnostico-de-phda-e-explica-como-isso-afeta-a-sua-carreira-%f0%9f%8e%ad%f0%9f%95%b7%ef%b8%8f/">Tom Holland Assume Diagnóstico de PHDA e Explica Como Isso Afeta a Sua Carreira <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ad.png" alt="🎭" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f577.png" alt="🕷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascida em 1736 em Manchester, Inglaterra, Ann Lee — conhecida entre os seguidores como&nbsp;<em>Mãe Ann</em>&nbsp;— liderou uma comunidade que defendia a igualdade entre sexos, a paz, a empatia e o trabalho manual como forma de oração. Uma proposta radical para o seu tempo, que ainda hoje ressoa com surpreendente atualidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="538" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/102864-THE_TESTAMENT_OF_ANN_LEE_-_Actress_Amanda_Sefried-H-2025-1024x538.webp" alt="" class="wp-image-19226" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/102864-THE_TESTAMENT_OF_ANN_LEE_-_Actress_Amanda_Sefried-H-2025-1024x538.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/102864-THE_TESTAMENT_OF_ANN_LEE_-_Actress_Amanda_Sefried-H-2025-300x158.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/102864-THE_TESTAMENT_OF_ANN_LEE_-_Actress_Amanda_Sefried-H-2025-768x403.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/102864-THE_TESTAMENT_OF_ANN_LEE_-_Actress_Amanda_Sefried-H-2025.webp 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um biopic entre o transe e a espiritualidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Descrito pela IndieWire como um “biopic especulativo, febril e totalmente arrebatador”, o filme aproxima-se de um musical, dando especial destaque à música e à dança, elementos centrais do culto Shaker. Para os membros deste movimento, o canto e o movimento em transe eram uma forma de ligação espiritual, uma oração física e coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O compositor&nbsp;<strong>Daniel Blumberg</strong>, vencedor de um Óscar este ano pela banda sonora de&nbsp;<em>O Brutalista</em>, volta a colaborar com Fastvold, revisitando os hinos Shaker e dando-lhes uma nova vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da investigação histórica ao cinema de autor</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mona Fastvold, que coescreveu o guião com Brady Corbet (seu parceiro e realizador de&nbsp;<em>O Brutalista</em>), descobriu Ann Lee durante uma pesquisa sobre movimentos religiosos nos Estados Unidos do final do século XVIII. Em 1774, Ann emigrou com alguns discípulos para Nova Iorque, fugindo à perseguição religiosa em Inglaterra, e fundou uma comunidade que, no seu auge, chegou a contar com seis mil seguidores espalhados por 19 comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje restam apenas três membros Shaker, mas o legado sobrevive, sobretudo através da arquitetura e do mobiliário, conhecido pela sua estética minimalista e funcionalidade — peças que ainda hoje fascinam designers e colecionadores.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um olhar feminino sobre um ícone espiritual</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para Fastvold, a inspiração foi clara:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Todos os grandes ícones masculinos receberam este tratamento, como Jesus Cristo ou Joana d’Arc. Porque não dar o mesmo a uma mulher desconhecida?”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A realizadora não quis criar propaganda, mas antes tratar Ann Lee com amor e respeito, reconhecendo a sua visão de comunidade, bondade e empatia. Seyfried, pela sua vez, entrega uma interpretação intensa, transformando Ann Lee num ícone cinematográfico tão humano quanto espiritual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/south-park-vai-longe-demais-satanas-surge-gravido-de-donald-trump-no-novo-episodio-%f0%9f%91%b9%f0%9f%a4%b0%f0%9f%87%ba%f0%9f%87%b8/">South Park Vai Longe Demais? Satanás Surge ‘Grávido’ de Donald Trump no Novo Episódio <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f479.png" alt="👹" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f930.png" alt="🤰" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f1fa-1f1f8.png" alt="🇺🇸" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com&nbsp;<em>The Testament of Ann Lee</em>, Mona Fastvold reafirma-se como uma das vozes mais interessantes do cinema de autor contemporâneo, recuperando uma figura feminina que, até agora, permanecia quase esquecida pela História.</p>
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		<title>In the Hand of Dante: Oscar Isaac e um elenco de luxo brilham em Veneza no ousado filme de Julian Schnabel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 15:04:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
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		<category><![CDATA[Festival de Veneza 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma adaptação ambiciosa com duas épocas em colisão O Festival de Veneza recebeu de braços abertos In the Hand of Dante, a mais recente ousadia de Julian Schnabel(Basquiat, At Eternity’s Gate). O filme adapta o romance homónimo de Nick Tosches (2002) e coloca Oscar Isaac no centro da narrativa, interpretando duas personagens: o poeta medieval Dante Alighieri e o escritor contemporâneo Nick Tosches. ver também [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma adaptação ambiciosa com duas épocas em colisão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Festival de Veneza recebeu de braços abertos <strong><em>In the Hand of Dante</em></strong>, a mais recente ousadia de <strong>Julian Schnabel</strong>(<em>Basquiat</em>, <em>At Eternity’s Gate</em>). O filme adapta o romance homónimo de <strong>Nick Tosches</strong> (2002) e coloca <strong>Oscar Isaac</strong> no centro da narrativa, interpretando duas personagens: o poeta medieval <strong>Dante Alighieri</strong> e o escritor contemporâneo <strong>Nick Tosches</strong>.<br /><br />ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/estou-cansado-de-filmes-a-confissao-surpreendente-de-denzel-washington/">“Estou Cansado de Filmes”: A Confissão Surpreendente de Denzel Washington</a></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="578" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/GettyImages-2233577702.jpg-1024x578.webp" alt="" class="wp-image-19173" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/GettyImages-2233577702.jpg-1024x578.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/GettyImages-2233577702.jpg-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/GettyImages-2233577702.jpg-768x433.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/GettyImages-2233577702.jpg.webp 1296w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na trama, um manuscrito original da&nbsp;<em>Divina Comédia</em>&nbsp;reaparece através do Vaticano e acaba nas mãos de um chefe da máfia nova-iorquina. Tosches é então arrastado para um perigoso submundo ao tentar autenticar o documento, numa jornada onde se cruzam figuras interpretadas por&nbsp;<strong>Jason Momoa, Gerard Butler, Gal Gadot</strong>&nbsp;e outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme também reserva surpresas de peso:&nbsp;<strong>Martin Scorsese</strong>&nbsp;surge num papel substancial como mentor de Dante, enquanto&nbsp;<strong>Al Pacino</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>John Malkovich</strong>&nbsp;reforçam o elenco estelar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>De Johnny Depp a Oscar Isaac: uma longa gestação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O caminho até à tela foi demorado. Os direitos da obra foram adquiridos em 2008 pela produtora de&nbsp;<strong>Johnny Depp</strong>, que inicialmente planeava protagonizar o filme. Schnabel entrou em 2011, mas só em 2023 o projeto avançou, com Oscar Isaac a substituir Depp no papel principal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conferência de imprensa em Veneza, Isaac admitiu que foi precisamente o caráter “impossível” do projeto que o atraiu:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Ler o guião e não fazer ideia de como seria possível filmá-lo — foi isso que o tornou tão excitante.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entre aplausos e críticas divididas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A receção ao filme foi calorosa, mas não unânime. O&nbsp;<em>Hollywood Reporter</em>&nbsp;descreveu-o como “uma extravagância ambiciosa, cativante e por vezes falhada” e “uma viagem louca que não chega totalmente lá”. Ainda assim, poucos negaram a ousadia da proposta, marcada pela grandiosidade visual e pela carga simbólica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O momento foi ainda mais especial para Schnabel, que recebeu o&nbsp;<strong>Cartier Glory to the Filmmaker Award</strong>, distinção entregue a personalidades com contributos originais e relevantes para o cinema contemporâneo — honra já recebida por nomes como Ridley Scott, Wes Anderson e Claude Lelouch.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Schnabel, um “herói local” em Veneza</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de nova-iorquino, Schnabel tem uma ligação profunda a Veneza. Expôs cinco vezes na Bienal de Arte e estreou aqui a sua primeira longa,&nbsp;<em>Basquiat</em>&nbsp;(1996). Com&nbsp;<em>Before Night Falls</em>&nbsp;(2000), venceu o Grande Prémio do Júri e, em&nbsp;<em>At Eternity’s Gate</em>&nbsp;(2018), Willem Dafoe conquistou o prémio de Melhor Ator do festival.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/veneza-vs-cannes-tvcine-coloca-frente-a-frente-os-dois-maiores-festivais-do-mundo/">Veneza vs. Cannes: TVCine coloca frente a frente os dois maiores festivais do mundo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com <em>In the Hand of Dante</em>, Schnabel regressa à cidade que tantas vezes marcou a sua carreira, desta vez com um projeto que junta literatura, história, crime e fé num mosaico arriscado — e que já se tornou uma das conversas mais vibrantes da edição de 2025 da Mostra</p>
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		<title>“Broken English”: Documentário de Veneza lança nova luz sobre Marianne Faithfull</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 15:31:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[Broken English documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Veneza 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[O Festival de Veneza abriu espaço para redescobrir uma das vozes mais fascinantes e turbulentas da música britânica.&#160;Broken English, realizado pela dupla Jane Pollard e Iain Forsyth, olha de frente para a vida de Marianne Faithfull — cantora, compositora e ícone da “Swinging London” — que morreu em janeiro deste ano, aos 78 anos. ver [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Festival de Veneza abriu espaço para redescobrir uma das vozes mais fascinantes e turbulentas da música britânica.&nbsp;<em>Broken English</em>, realizado pela dupla Jane Pollard e Iain Forsyth, olha de frente para a vida de Marianne Faithfull — cantora, compositora e ícone da “Swinging London” — que morreu em janeiro deste ano, aos 78 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/carmen-maura-regressa-em-grande-calle-malaga-celebra-a-velhice-com-humor-e-humanidade-no-festival-de-veneza/">Carmen Maura regressa em grande: “Calle Málaga” celebra a velhice com humor e humanidade no Festival de Veneza</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme, exibido fora de competição, não segue o caminho tradicional do documentário musical. Em vez disso, mistura arquivo, encenação e até ficção para construir um retrato íntimo e ousado de Faithfull. Uma das ideias mais originais é a criação de um fictício “Ministério do Não Esquecimento”, dirigido por uma Tilda Swinton enigmática, encarregado de corrigir a memória histórica de uma artista tantas vezes reduzida à sombra de Mick Jagger ou ao peso das manchetes sensacionalistas.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="600" height="330" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/25marianne2-span-articleLarge.jpg" alt="" class="wp-image-19098" style="width:845px;height:auto" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/25marianne2-span-articleLarge.jpg 600w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/25marianne2-span-articleLarge-300x165.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Faithfull conheceu o estrelato em 1964 com&nbsp;<em>As Tears Go By</em>, escrita por Jagger e Keith Richards, mas a ascensão rápida trouxe também os excessos: drogas, perseguição da imprensa e, em determinado momento, a queda ao ponto de viver nas ruas de Londres. Porém, tal como o título do documentário sugere,&nbsp;<em>Broken English</em>&nbsp;também é sobre renascimento: o seu álbum homónimo de 1979 devolveu-lhe voz, energia e uma carreira que, nos anos seguintes, se manteve vibrante graças à sua disponibilidade para colaborar com novas gerações de músicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As imagens recentes mostram uma Faithfull frágil, em cadeira de rodas e dependente de oxigénio, mas ainda combativa. Durante as filmagens, a artista apelou a uma “recalibração urgente dos legados de alguns artistas brilhantes que correm o risco de serem esquecidos ou deturpados”. Essa é precisamente a missão do filme: devolver-lhe a profundidade que tantas vezes lhe foi negada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pollard confessou que, no início, Faithfull estava desconfiada da proposta — afinal, ninguém gosta da ideia de uma “instituição fictícia” a remexer no passado. Mas rapidamente percebeu que o dispositivo lhe dava liberdade para se abrir, revisitar memórias e reconsiderar a sua própria vida. O resultado é um retrato que não se limita ao registo jornalístico: aproxima-se antes da pintura ou da fotografia, procurando capturar a essência de uma mulher que nunca aceitou ser domada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado de&nbsp;<em>Broken English</em>, Veneza destacou ainda outros documentários que exploram mundos ocultos ou memórias em risco. Gianfranco Rosi filmou&nbsp;<em>Sotto le Nuvole</em>, uma poderosa ode a Nápoles e ao constante perigo dos seus vulcões, enquanto Werner Herzog apresentou&nbsp;<em>Ghost Elephants</em>, uma busca quase mística por uma espécie de elefante nas florestas de Angola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/julia-roberts-em-depois-da-cacada-o-filme-de-luca-guadagnino-que-promete-incendiar-debates-em-veneza/">Julia Roberts em “Depois da Caçada”: o filme de Luca Guadagnino que promete incendiar debates em Veneza</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas foi o regresso de Marianne Faithfull ao grande ecrã — através de um filme que desafia géneros e convenções — que mais tocou o público. Afinal, a sua vida foi tudo menos linear: da glória pop à marginalidade, da queda à redenção. Agora, com <em>Broken English</em>, fica a certeza de que a sua história não se apaga, mas ganha um novo fôlego para a eternidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-1024x576.webp" alt="" class="wp-image-19099" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-1024x576.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-768x432.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-1536x864.webp 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-2048x1152.webp 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>Park Chan-wook regressa a Veneza com No Other Choice</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Aug 2025 10:09:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
		<category><![CDATA[A Criada]]></category>
		<category><![CDATA[cinema sul-coreano]]></category>
		<category><![CDATA[Decisão de Partir]]></category>
		<category><![CDATA[Donald E. Westlake The Axe]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Veneza 2025]]></category>
		<category><![CDATA[filmes em competição Veneza]]></category>
		<category><![CDATA[No Other Choice]]></category>
		<category><![CDATA[Oldboy]]></category>
		<category><![CDATA[Park Chan-wook]]></category>
		<category><![CDATA[Trilogia da Vingança]]></category>
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					<description><![CDATA[O mestre da vingança e da comédia negra volta a desafiar o público Vinte anos depois da sua última presença no Festival de Veneza, o realizador sul-coreano&#160;Park Chan-wook, autor de&#160;Oldboy – Velho Amigo, regressa ao Lido com a estreia mundial de&#160;No Other Choice. O novo filme, inspirado no romance&#160;The Axe&#160;(1997) de Donald E. Westlake, é [&#8230;]]]></description>
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<h1 class="wp-block-heading"><strong>O mestre da vingança e da comédia negra volta a desafiar o público</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">Vinte anos depois da sua última presença no Festival de Veneza, o realizador sul-coreano&nbsp;<strong>Park Chan-wook</strong>, autor de&nbsp;<em>Oldboy – Velho Amigo</em>, regressa ao Lido com a estreia mundial de&nbsp;<em>No Other Choice</em>. O novo filme, inspirado no romance&nbsp;<em>The Axe</em>&nbsp;(1997) de Donald E. Westlake, é um&nbsp;<strong>thriller social e psicológico</strong>&nbsp;sobre um funcionário veterano de uma fábrica de papel que, após ser despedido, decide eliminar potenciais concorrentes na corrida por um novo emprego.</p>



<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DMgfMF6usDd/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DMgfMF6usDd/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank" rel="noopener"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; 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margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DMgfMF6usDd/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação partilhada por Multiiversal (@multiiversal)</a></p></div></blockquote>
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<p class="wp-block-paragraph">A longa-metragem é uma das&nbsp;<strong>21 obras em competição pelo Leão de Ouro</strong>, consolidando o regresso de um cineasta cuja carreira é marcada pela coragem em expor os recantos mais sombrios da natureza humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/pierce-brosnan-revisita-londres-e-recorda-memorias-antes-da-estreia-de-the-thursday-murder-club/">Pierce Brosnan revisita Londres e recorda memórias antes da estreia de The Thursday Murder Club</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>De Oldboy a Decisão de Partir</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Park Chan-wook conquistou fama internacional em 2004, quando&nbsp;<em>Oldboy</em>&nbsp;venceu o&nbsp;<strong>Grande Prémio em Cannes</strong>. O filme de vingança, violento e estilizado, tornou-se um clássico moderno e abriu caminho para o reconhecimento global do cinema sul-coreano. Quinze anos depois, Bong Joon-ho retomaria essa herança com&nbsp;<em>Parasitas</em>, vencedor da Palma de Ouro e do Óscar de Melhor Filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O realizador voltaria a Cannes em 2022, onde venceu o&nbsp;<strong>prémio de Melhor Realização</strong>&nbsp;com&nbsp;<em>Decisão de Partir</em>, um thriller romântico elogiado pela crítica e que confirmou a sua mestria em misturar géneros aparentemente inconciliáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O mestre da comédia negra</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecido pela&nbsp;<strong>“Trilogia da Vingança”</strong>&nbsp;(<em>Mr. Vengeance</em>,&nbsp;<em>Oldboy</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Vingança Planeada</em>), Park explora nas suas obras temas como violência, desejo, culpa e perdão, sem nunca perder de vista uma certa ironia trágica. Para o cineasta, filmar apenas o que é belo e otimista seria uma forma limitada de compreender os seres humanos:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Só reconhecendo os desejos mais obscuros de uma pessoa é que se saberá de que são feitos os seres humanos”, afirmou no Festival de Busan, em 2021.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Literário por natureza — é leitor ávido de Zola e Philip Roth — Park transpôs para o cinema obras como&nbsp;<em>Thérèse Raquin</em>em&nbsp;<em>Thirst – Este é o meu sangue…</em>&nbsp;(2009) e&nbsp;<em>Fingersmith</em>&nbsp;em&nbsp;<em>A Criada</em>&nbsp;(2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Para lá do cinema</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O realizador também deixou marca na televisão internacional, com destaque para a minissérie britânica&nbsp;<em>The Little Drummer Girl</em>, adaptação de John le Carré, e para&nbsp;<em>The Sympathizer</em>, série da HBO lançada em 2024 sobre um espião dividido entre duas lealdades.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="428" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/no-other-choice-1024x428.jpg" alt="" class="wp-image-19010" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/no-other-choice-1024x428.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/no-other-choice-300x125.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/no-other-choice-768x321.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/no-other-choice-1536x641.jpg 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/no-other-choice.jpg 1820w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>No Other Choice: mais um mergulho no abismo humano</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com&nbsp;<em>No Other Choice</em>, Park Chan-wook volta a olhar para as desigualdades sociais e a brutalidade da sobrevivência, colocando em cena um protagonista comum que se vê empurrado para decisões extremas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/chris-columbus-revela-o-arrependimento-que-ainda-o-persegue-em-harry-potter/">Chris Columbus revela o arrependimento que ainda o persegue em Harry Potter</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao regressar a Veneza depois de duas décadas, Park não traz apenas um novo filme: traz a certeza de que continua a ser uma das vozes mais radicais e inovadoras do cinema mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>“Bugonia”: Emma Stone e Yorgos Lanthimos voltam a chocar (e a fascinar) Veneza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 12:28:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
		<category><![CDATA[Bugonia]]></category>
		<category><![CDATA[cinema distópico]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Stone]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Veneza 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Jesse Plemons]]></category>
		<category><![CDATA[Save the Green Planet]]></category>
		<category><![CDATA[Yorgos Lanthimos]]></category>
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					<description><![CDATA[Emma Stone voltou a dar que falar na&#160;82.ª edição do Festival de Veneza&#160;com&#160;Bugonia, o novo filme de&#160;Yorgos Lanthimos&#160;que mistura&#160;thriller de rapto, ficção científica e sátira social. A atriz norte-americana interpreta Michelle Fuller, uma poderosa CEO farmacêutica que é raptada por dois homens convencidos de que ela… é uma extraterrestre. ver também : Daniela Melchior junta-se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Emma Stone voltou a dar que falar na&nbsp;<strong>82.ª edição do Festival de Veneza</strong>&nbsp;com&nbsp;<em>Bugonia</em>, o novo filme de&nbsp;<strong>Yorgos Lanthimos</strong>&nbsp;que mistura&nbsp;<strong>thriller de rapto, ficção científica e sátira social</strong>. A atriz norte-americana interpreta Michelle Fuller, uma poderosa CEO farmacêutica que é raptada por dois homens convencidos de que ela… é uma extraterrestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/daniela-melchior-junta-se-ao-pai-natal-mais-letal-do-cinema-em-noite-violenta-2/">Daniela Melchior junta-se ao Pai Natal mais letal do cinema em “Noite Violenta 2”</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme, que marca a&nbsp;<strong>quarta colaboração</strong>&nbsp;entre Stone e Lanthimos — depois de&nbsp;<em>The Favourite</em>,&nbsp;<em>Poor Things</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Kinds of Kindness</em>&nbsp;— está a ser descrito pela crítica como um verdadeiro “choque de géneros”: ao mesmo tempo&nbsp;<strong>suspense, paranoia, comédia negra e comentário político</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Raptores, alienígenas e eco chambers</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na história, Michelle (Stone) é sequestrada por Teddy (Jesse Plemons, nomeado ao Óscar por&nbsp;<em>The Power of the Dog</em>) e Don (Aidan Delbis). Teddy acredita que a executiva é culpada pela doença da mãe e pelo colapso das abelhas, e que a sua captura pode salvar a humanidade. O resultado é um duelo psicológico intenso, passado em grande parte na cave de Teddy, onde a CEO e o raptor entram num jogo de manipulação e poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lanthimos, conhecido por explorar o absurdo nas relações humanas, aproveita a trama para mergulhar no impacto das&nbsp;<strong>teorias da conspiração e das bolhas digitais</strong>. “Não muito da distopia do filme é ficção. É um reflexo dos nossos tempos”, explicou o realizador em Veneza.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Emma Stone de cabeça rapada e Jesse Plemons em estado bruto</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/af2b3d50-84bc-11f0-b391-6936825093bd.jpg-1024x576.webp" alt="" class="wp-image-18982" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/af2b3d50-84bc-11f0-b391-6936825093bd.jpg-1024x576.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/af2b3d50-84bc-11f0-b391-6936825093bd.jpg-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/af2b3d50-84bc-11f0-b391-6936825093bd.jpg-768x432.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/af2b3d50-84bc-11f0-b391-6936825093bd.jpg.webp 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para o papel, Stone submeteu-se a uma transformação radical: a sua personagem é obrigada a rapar o cabelo pelos sequestradores. “Foi a coisa mais fácil do mundo: só precisas de uma máquina”, ironizou a atriz, que também admitiu acreditar na possibilidade de vida extraterrestre, citando Carl Sagan como influência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Jesse Plemons trouxe profundidade ao perturbado Teddy, que, entre papel de vilão e mártir, encarna o perigo de reduzir pessoas traumatizadas a caricaturas. “Ele é um torturado que só quer ajudar, por mais louco que pareça”, afirmou o ator.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Da Coreia para Veneza</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Bugonia</em>&nbsp;é um remake livre do filme sul-coreano&nbsp;<em>Save the Green Planet!</em>&nbsp;(2003), mas Lanthimos imprime-lhe a sua marca pessoal: diálogos desconfortáveis, humor ácido e violência estilizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crítica dividiu-se, mas quase todos concordaram num ponto:&nbsp;<strong>a performance de Emma Stone é magnética</strong>. O&nbsp;<em>Hollywood Reporter</em>&nbsp;chamou ao filme “um turbilhão de géneros, suspense e humor sombrio”, enquanto o&nbsp;<em>Telegraph</em>&nbsp;lhe atribuiu cinco estrelas pela forma como Lanthimos equilibra o grotesco com o cómico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um espelho do presente</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Longe de ser apenas um exercício de ficção distópica, Lanthimos garante que&nbsp;<em>Bugonia</em>&nbsp;é um alerta. “Humanidade está a enfrentar um acerto de contas. Se não escolhermos o caminho certo, não sei quanto tempo temos”, disse, referindo-se à guerra, à tecnologia e à nossa crescente indiferença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/i-play-rocky-encontrado-o-ator-que-vai-dar-vida-a-sylvester-stallone-no-filme-sobre-os-bastidores-de-rocky/">“I Play Rocky”: Encontrado o Ator Que Vai Dar Vida a Sylvester Stallone no Filme Sobre os Bastidores de Rocky</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja pela sua crítica social, pelo humor negro ou pela coragem dos seus protagonistas,&nbsp;<em>Bugonia</em>&nbsp;já é um dos filmes mais discutidos de Veneza — e confirma que a dupla Lanthimos/Stone continua a ser uma das mais desafiantes e imprevisíveis do cinema atual.</p>
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		<title>Festival de Veneza 2025: Entre Estrelas de Hollywood e o Fantasma de Gaza 🌍🎬</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 16:13:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Veneza 2025]]></category>
		<category><![CDATA[George Clooney Jay Kelly]]></category>
		<category><![CDATA[Guillermo del Toro Frankenstein]]></category>
		<category><![CDATA[Jude Law Vladimir Putin]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts After the Hunt]]></category>
		<category><![CDATA[Kathryn Bigelow A House of Dynamite]]></category>
		<category><![CDATA[Yorgos Lanthimos Bugonia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Festival Internacional de Cinema de Veneza regressa esta quarta-feira para a sua 82.ª edição, transformando o Lido num palco onde glamour, política e cinema se cruzam inevitavelmente. O evento, que tantas vezes serviu de plataforma de lançamento para os Óscares (Nomadland, Joker, A Favorita), volta a reunir alguns dos maiores nomes da indústria — mas este ano a passadeira vermelha também [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Festival Internacional de Cinema de Veneza</strong> regressa esta quarta-feira para a sua <strong>82.ª edição</strong>, transformando o Lido num palco onde glamour, política e cinema se cruzam inevitavelmente. O evento, que tantas vezes serviu de <strong>plataforma de lançamento para os Óscares</strong> (<em>Nomadland</em>, <em>Joker</em>, <em>A Favorita</em>), volta a reunir alguns dos maiores nomes da indústria — mas este ano a passadeira vermelha também se vê envolta nas sombras da guerra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/box-office-kpop-demon-hunters-derruba-weapons-e-lidera-com-estreia-surpresa-%f0%9f%8e%b6%f0%9f%91%b9/">Box Office: Kpop Demon Hunters Derruba Weapons e Lidera com Estreia Surpresa <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3b6.png" alt="🎶" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f479.png" alt="👹" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Julia Roberts e George Clooney na ribalta <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2728.png" alt="✨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A chegada das estrelas promete agitar o festival:&nbsp;<strong>Julia Roberts</strong>&nbsp;estreia-se em Veneza com&nbsp;<em>After the Hunt</em>, de *<em>Luca Guadagnino</em>, um drama sobre agressão sexual numa universidade de elite, exibido fora de competição. Já&nbsp;<strong>George Clooney</strong>&nbsp;regressa após o entusiasmo do ano passado, agora com&nbsp;<em>Jay Kelly</em>, filme da Netflix realizado por&nbsp;<strong>Noah Baumbach</strong>, onde interpreta um ator venerado em plena crise existencial. Ao seu lado estará&nbsp;<strong>Adam Sandler</strong>, como empresário.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Concorrência de luxo na corrida ao Leão de Ouro <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f981.png" alt="🦁" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os 21 filmes a concurso destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>Bugonia</em>, de <strong>Yorgos Lanthimos</strong>, que volta a juntar-se a <strong>Emma Stone</strong> num sci-fi sobre alienígenas e poder corporativo;</li>



<li><em>Frankenstein</em>, a muito aguardada reinvenção de <strong>Guillermo del Toro</strong>, com <strong>Oscar Isaac</strong>;</li>



<li><em>A House of Dynamite</em>, o regresso explosivo de <strong>Kathryn Bigelow</strong>, com <strong>Idris Elba</strong>;</li>



<li><em>Father, Mother, Sister, Brother</em>, de <strong>Jim Jarmusch</strong>, com um elenco de luxo que inclui <strong>Cate Blanchett</strong>, <strong>Adam Driver</strong> e <strong>Tom Waits</strong>;</li>



<li><em>La Grazia</em>, novo trabalho de <strong>Paolo Sorrentino</strong>, novamente com <strong>Toni Servillo</strong>;</li>



<li><em>The Wizard of the Kremlin</em>, de <strong>Olivier Assayas</strong>, com <strong>Jude Law</strong> no papel de Vladimir Putin.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O júri é presidido por&nbsp;<strong>Alexander Payne</strong>, duas vezes vencedor do Óscar, que decidirá quem leva para casa o Leão de Ouro a&nbsp;<strong>6 de setembro</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O peso da política <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ad.png" alt="🎭" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se o glamour é inevitável, a política também não ficará à porta. O coletivo&nbsp;<strong>Venice4Palestine</strong>&nbsp;apelou a que o festival assumisse posição sobre a guerra de Gaza, pedindo inclusive a retirada dos convites a&nbsp;<strong>Gerard Butler</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Gal Gadot</strong>, acusados de apoiarem Israel. A direção do festival respondeu lembrando que Veneza sempre foi “um espaço de debate aberto” e destacou a inclusão de&nbsp;<em>The Voice of Hind Rajab</em>, de&nbsp;<strong>Kaouther Ben Hania</strong>, que recria a história real de uma menina palestiniana morta em 2024, com recurso à gravação do seu último pedido de socorro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A guerra na Ucrânia também marcará presença com&nbsp;<em>The Wizard of the Kremlin</em>, de Assayas, enquanto&nbsp;<strong>Gianfranco Rosi</strong>apresenta&nbsp;<em>Sotto le Nuvole</em>, um documentário a preto e branco sobre Nápoles.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Documentários e estreias paralelas <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4fd.png" alt="📽" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Fora de competição, surgem obras de grandes nomes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sofia Coppola</strong> dedica-se a um perfil de <strong>Marc Jacobs</strong>;</li>



<li><strong>Laura Poitras</strong> regressa com um retrato do jornalista <strong>Seymour Hersh</strong>;</li>



<li><strong>Jane Pollard</strong> e <strong>Iain Forsyth</strong> assinam um documentário sobre a falecida cantora <strong>Marianne Faithfull</strong>.</li>
</ul>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">O Festival de Veneza 2025 promete assim ser&nbsp;<strong>um espelho das tensões contemporâneas</strong>, mas também um palco de criatividade, onde os&nbsp;<strong>monstros de Del Toro</strong>, os&nbsp;<strong>alienígenas de Lanthimos</strong>&nbsp;e as&nbsp;<strong>reflexões políticas de Bigelow e Assayas</strong>vão disputar espaço nos holofotes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/o-mapa-que-me-leva-a-ti-romance-da-prime-video-passa-por-portugal-e-conquista-o-topo-do-streaming-%f0%9f%92%98%f0%9f%87%b5%f0%9f%87%b9/">O Mapa que me Leva a Ti: Romance da Prime Video Passa por Portugal e Conquista o Topo do Streaming <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f498.png" alt="💘" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f1f5-1f1f9.png" alt="🇵🇹" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>
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		<title>&#8220;Se Dizem Que Só Sei Fazer de Mim Mesmo… Não Quero Saber” — George Clooney Responde às Críticas Com a Elegância de Sempre (E Um Pouco de Desdém)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elson Baessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 09:41:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Ator George Clooney]]></category>
		<category><![CDATA[Clooney crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Clooney Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Clooney responde críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Veneza 2025]]></category>
		<category><![CDATA[filmes 2025]]></category>
		<category><![CDATA[George Clooney]]></category>
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		<category><![CDATA[Noah Baumbach]]></category>
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					<description><![CDATA[Às vésperas da estreia de Jay Kelly, de Noah Baumbach, o actor norte-americano mostra que a idade só lhe aguçou o sentido de humor — e o desinteresse pela crítica&#160; 🎬 George Clooney tem duas estatuetas douradas em casa, mais de 40 anos de carreira e uma lista de filmes que vai de comédias absurdas a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Às vésperas da estreia de Jay Kelly, de Noah Baumbach, o actor norte-americano mostra que a idade só lhe aguçou o sentido de humor — e o desinteresse pela crítica</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> George Clooney tem duas estatuetas douradas em casa, mais de 40 anos de carreira e uma lista de filmes que vai de comédias absurdas a thrillers políticos. Mas ainda há quem insista que ele “só sabe fazer de George Clooney”. E a resposta do actor a essas críticas é… bem ao estilo Clooney:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dizem que só faço de mim mesmo? Não quero saber”, afirmou, em entrevista à <em>Vanity Fair</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Já tentaram fazer de vocês mesmos? É difícil.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/1000-homens-e-eu-o-documentario-de-bonnie-blue-que-chocou-o-reino-unido-mas-nao-respondeu-ao-essencial/" data-type="post" data-id="18278">1000 Homens e Eu: O Documentário de Bonnie Blue Que Chocou o Reino Unido… Mas Não Respondeu ao Essencial</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A conversa surgiu no contexto de uma prévia sobre o novo filme de <strong>Noah Baumbach</strong>, <em>Jay Kelly</em>, que estreia mundialmente este mês no <strong>Festival de Veneza</strong>. No filme, Clooney interpreta — surpresa — um actor de 60 e tal anos a reflectir sobre a sua vida pessoal e profissional. Metaficção ou só mais um papel feito à medida? Segundo Clooney, isso pouco importa.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="568" height="1" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image.png" alt="" class="wp-image-18298" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image.png 568w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-300x1.png 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-150x1.png 150w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-500x1.png 500w" sizes="(max-width: 568px) 100vw, 568px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Clooney: entre a leveza e a densidade, com currículo para calar todos</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com papéis que vão de <em>O Brother, Where Art Thou?</em> a <em>Syriana</em> (que lhe valeu o Óscar de Melhor Actor Secundário), passando por <em>Michael Clayton</em>, <em>Up in the Air</em> ou <em>The Descendants</em>, Clooney recusa a ideia de ser um “actor de um só tom”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não há assim tantos tipos da minha idade que consigam fazer comédias amplas e depois virar para dramas sérios como <em>Syriana</em> ou <em>Michael Clayton</em>”, defende.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E não mente. Clooney tem equilibrado há décadas o lado mais comercial com projectos politicamente carregados, filmes de autor, e colaborações com realizadores como os irmãos Coen, Steven Soderbergh ou Alexander Payne. E fez tudo isto <strong>depois dos 30</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não tive sucesso a sério até aos 33 anos, com <em>Urgências</em>. Já trabalhava há 12. Isso deu-me uma perspectiva real de como tudo isto é passageiro — e de como pouco tem a ver contigo.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/brad-pitt-bate-recorde-pessoal-com-f1-fantastic-four-ruma-aos-370-milhoes-e-naked-gun-arranca-com-forca-nas-bilheteiras/" data-type="post" data-id="18282">Brad Pitt Bate Recorde Pessoal com F1, Fantastic Four Ruma aos 370 Milhões, e Naked Gun Arranca com Força nas Bilheteiras</a></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="568" height="1" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-2.png" alt="" class="wp-image-18300" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-2.png 568w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-2-300x1.png 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-2-150x1.png 150w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-2-500x1.png 500w" sizes="(max-width: 568px) 100vw, 568px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jay Kelly: Clooney ao espelho?</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escrito por <strong>Noah Baumbach</strong> e <strong>Emily Mortimer</strong>, <em>Jay Kelly</em> será lançado em sala a 14 de Novembro, com estreia na <strong>Netflix a 5 de Dezembro</strong>. O elenco é um verdadeiro desfile de estrelas: <strong>Laura Dern</strong>, <strong>Adam Sandler</strong>, <strong>Isla Fisher</strong>, <strong>Greta Gerwig</strong>, <strong>Billy Crudup</strong>, <strong>Riley Keough</strong>, <strong>Jim Broadbent</strong>, entre muitos outros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme apresenta-se como uma dramédia sobre envelhecer, reflectir e, claro, representar — temas que batem fundo na vida real de Clooney, que agora vê o estrelato com a leveza de quem já não precisa de provar nada.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="568" height="1" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-1.png" alt="" class="wp-image-18299" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-1.png 568w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-1-300x1.png 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-1-150x1.png 150w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/08/image-1-500x1.png 500w" sizes="(max-width: 568px) 100vw, 568px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Não Quero Saber” — Mas Sabe o Que Está a Fazer</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta fase da carreira de Clooney parece assentar-lhe como um fato italiano bem cortado: confortável, elegante, com espaço para ironia e profundidade. Se há coisa que nunca lhe faltou, foi <strong>consciência do seu lugar no jogo — e uma boa dose de auto-humor</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se está a fazer de George Clooney? Talvez. Mas se o faz tão bem, quem se importa?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/quer-passar-a-noite-na-casa-de-poltergeist-agora-pode-se-tiver-coragem/" data-type="post" data-id="18288">Quer Passar a Noite na Casa de Poltergeist? Agora Pode… Se Tiver Coragem</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Fernanda Torres no Júri de Veneza: Um Regresso Triunfal ao Festival que a Consagrou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Jul 2025 08:52:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Ainda Estou Aqui]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Payne]]></category>
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		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[🎬 Um ano depois de ter brilhado com Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres regressa a Veneza — desta vez do outro lado da cortina. A actriz e argumentista brasileira foi escolhida para integrar o júri principal da 82.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que decorre entre 27 de Agosto e 6 de Setembro. [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Um ano depois de ter brilhado com <em>Ainda Estou Aqui</em>, Fernanda Torres regressa a Veneza — desta vez do outro lado da cortina. A actriz e argumentista brasileira foi escolhida para integrar o júri principal da 82.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que decorre entre 27 de Agosto e 6 de Setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/krypto-esta-a-salvar-o-dia-e-a-levar-centenas-de-caes-para-casa-nos-eua-%f0%9f%90%be%f0%9f%a6%b8%e2%99%82%ef%b8%8f/" data-type="post" data-id="17750">Krypto Está a Salvar o Dia… e a Levar Centenas de Cães para Casa nos EUA <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f43e.png" alt="🐾" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f9b8-200d-2642-fe0f.png" alt="🦸‍♂️" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">É um regresso com sabor a consagração: em 2024, <em>Ainda Estou Aqui</em> arrecadou o prémio de Melhor Argumento no Lido e acabaria por conquistar o Óscar de Melhor Filme Internacional. Agora, cabe a Fernanda ajudar a decidir quem sucede aos vencedores, ao lado de nomes de peso do cinema mundial.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um júri com estrelas e autores</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O júri que decidirá o Leão de Ouro — o prémio máximo do festival — será presidido pelo realizador norte-americano <strong>Alexander Payne</strong>, conhecido por filmes como <em>Nebraska</em> ou <em>The Descendants</em>. Juntam-se a ele:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A actriz chinesa <strong>Zhao Tao</strong>, presença marcante no cinema de Jia Zhangke e vencedora do Leão de Ouro com <em>Natureza Morta</em> (2006).</li>



<li>O francês <strong>Stéphane Brizé</strong>, realizador de <em>O Valor de um Homem</em>.</li>



<li>A italiana <strong>Maura Delpero</strong>, autora de <em>Maternal</em>.</li>



<li>O romeno <strong>Cristian Mungiu</strong>, Palma de Ouro em Cannes por <em>4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias</em>.</li>



<li>O iraniano <strong>Mohammad Rasoulof</strong>, cineasta dissidente que ganhou o Urso de Ouro com <em>There Is No Evil</em>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É um painel que equilibra vozes femininas, olhares autorais e uma diversidade cultural notável — com Fernanda Torres a representar o cinema em língua portuguesa ao mais alto nível.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Horizontes e primeiras obras: Júris alternativos também revelados</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na secção <strong>Horizontes</strong>, dedicada às novas linguagens do cinema, o destaque vai para a presidente do júri, <strong>Julia Ducournau</strong>, que venceu a Palma de Ouro em Cannes com <em>Titane</em>. Com ela estarão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O artista visual italiano <strong>Yuri Ancarani</strong>;</li>



<li>O crítico argentino <strong>Fernando Enrique Juan Lima</strong>;</li>



<li>A realizadora australiana <strong>Shannon Murphy</strong>;</li>



<li>E o cineasta e fotógrafo norte-americano <strong>RaMell Ross</strong>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Já o júri do <strong>Prémio Luigi De Laurentiis</strong>, que distingue a melhor primeira obra, será liderado pela britânica <strong>Charlotte Wells</strong> (<em>Aftersun</em>), com <strong>Erige Sehiri</strong> (França/Tunísia) e <strong>Silvio Soldini</strong> (Itália).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Uma edição cheia de simbolismo… e cinema de qualidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A 82.ª edição do festival abrirá com <strong>“La Grazia”</strong>, o novo filme do italiano <strong>Paolo Sorrentino</strong>, e prestará uma homenagem especial à lendária <strong>Kim Novak</strong>, com a atribuição do Leão de Ouro de Carreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E para os amantes do cinema português, há uma pérola imperdível: <strong>“Aniki Bóbó”</strong>, o primeiro filme de Manoel de Oliveira, será exibido numa secção dedicada a obras-primas restauradas — uma curadoria pessoal do director artístico <strong>Alberto Barbera</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um símbolo do reconhecimento internacional da lusofonia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O convite a Fernanda Torres não é apenas um reconhecimento do seu talento individual — é também um marco para o cinema falado em português num dos palcos mais importantes do mundo. Depois do impacto de <em>Ainda Estou Aqui</em>, este regresso sela um ciclo de afirmação internacional para a actriz e para o cinema brasileiro, num festival que nunca deixou de valorizar o olhar autoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/rabo-de-peixe-regressa-em-grande-2a-temporada-chega-a-netflix-a-17-de-outubro/" data-type="post" data-id="17721">“Rabo de Peixe” Regressa em Grande: 2ª Temporada Chega à Netflix a 17 de Outubro</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com Alexander Payne ao leme, e Fernanda como parte integrante do júri, a edição de 2025 do Festival de Veneza promete um equilíbrio entre tradição e novidade, emoção e reflexão — como só o grande cinema sabe fazer.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>“O Sorriso de Afonso”: João Pedro Rodrigues Leva Novo Projeto ao Mercado de Veneza e Aborda o 25 de Abril com Olhar Íntimo e Revolucionário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2025 11:03:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[cinema LGBT Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[cinema queer português]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Veneza 2025]]></category>
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		<category><![CDATA[história da homossexualidade em Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Terratreme Filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[🎬 Depois de ter agitado Cannes com&#160;Fogo-Fátuo, João Pedro Rodrigues prepara-se para voltar ao centro do debate cinematográfico europeu com&#160;O Sorriso de Afonso, o seu mais recente projecto de longa-metragem. O filme estará em destaque no mercado de financiamento do Festival de Veneza, entre 29 e 31 de agosto, num espaço reservado a obras em [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Depois de ter agitado Cannes com&nbsp;<em>Fogo-Fátuo</em>, João Pedro Rodrigues prepara-se para voltar ao centro do debate cinematográfico europeu com&nbsp;<em>O Sorriso de Afonso</em>, o seu mais recente projecto de longa-metragem. O filme estará em destaque no mercado de financiamento do Festival de Veneza, entre 29 e 31 de agosto, num espaço reservado a obras em fase final de desenvolvimento que prometem marcar o futuro do cinema internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/emilia-perez-chega-a-televisao-portuguesa-um-musical-de-narcotrafico-identidade-e-revolucao-emocional/">“Emilia Pérez” Chega à Televisão Portuguesa: Um Musical de Narcotráfico, Identidade e Revolução Emocional</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado de mais 66 projectos oriundos de todo o mundo — entre ficções e documentários —,&nbsp;<em>O Sorriso de Afonso</em>&nbsp;será apresentado a potenciais financiadores, distribuidores e parceiros de coprodução. A obra, produzida pela portuguesa Terratreme Filmes, conta com coprodução italiana e luxemburguesa e já reúne apoios do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), do Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema (cash rebate), e ainda do Fundo de Cinema do Luxemburgo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma Revolução por Contar: 25 de Abril, Adolescência e Desejo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo palavras do próprio realizador,&nbsp;<em>O Sorriso de Afonso</em>&nbsp;será “a história de um adolescente que descobre a sexualidade durante o período da revolução do 25 de Abril”. O filme propõe-se a revisitar um momento-charneira da história portuguesa, não a partir do discurso político ou da historiografia institucional, mas através de um prisma íntimo, afectivo e profundamente humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à Lusa em 2022, João Pedro Rodrigues sublinhou: “A mim apetece-me falar sobre o nosso passado recente. Discute-se pouco. Na ficção, temos dificuldade em voltar ao nosso passado presente.” E reforçou a urgência do olhar queer sobre a Revolução: “Logo após o 25 de Abril, surgiu um grupo de trabalho homossexual que publicou um manifesto no&nbsp;<em>Diário de Lisboa</em>… E veio o Galvão de Melo à televisão dizer que a revolução não foi feita para prostitutas e homossexuais.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">É este tipo de tensão — entre a promessa de liberdade e os limites dessa liberdade — que o filme se propõe a explorar. Porque se o 25 de Abril simbolizou, para muitos, o fim da repressão, para outros continuou a haver exclusão, silenciamento e marginalização. A homossexualidade só seria legalizada em Portugal já na década de 1980.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>João Pedro Rodrigues: Um Olhar Singular sobre o Desejo e a História</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O percurso de João Pedro Rodrigues é marcado por uma coerência estética e temática rara. Desde&nbsp;<em>O Fantasma</em>&nbsp;(2000), passando por&nbsp;<em>Odete</em>&nbsp;(2005),&nbsp;<em>A Última Vez Que Vi Macau</em>&nbsp;(2012), até ao provocador&nbsp;<em>Fogo-Fátuo</em>&nbsp;(2022), o realizador tem vindo a construir uma obra onde o corpo, o desejo e a identidade são explorados com irreverência, subtileza e uma vontade permanente de desconstruir convenções narrativas e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com&nbsp;<em>O Sorriso de Afonso</em>, tudo indica que Rodrigues continuará a provocar o espectador — não no sentido gratuito da provocação, mas enquanto gesto político e estético de libertação. Regressar ao 25 de Abril é também revisitar os seus não-ditos, os seus paradoxos, as vozes que ficaram fora da narrativa oficial.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Veneza e o Cinema Português: Uma Presença em Expansão</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para além de&nbsp;<em>O Sorriso de Afonso</em>, o mercado de financiamento de Veneza contará com outros dois projectos com participação portuguesa:&nbsp;<em>Torn Heart</em>, do realizador brasileiro Helvécio Marins Jr. (coproduzido com Brasil, Alemanha e Portugal), e o documentário&nbsp;<em>The Mammoths That Escaped the Kingdom of Erlik Khan</em>, da realizadora macedónia Tamara Kotevska, com coprodução entre Portugal, Dinamarca, Reino Unido e Macedónia do Norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes projectos revelam uma presença cada vez mais activa de Portugal no tecido internacional da produção cinematográfica. O apoio institucional, aliado à criatividade e ao risco autoral, tem permitido ao cinema português marcar posição não apenas em festivais, mas também nos mercados e bastidores onde se define o futuro da sétima arte.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um Sorriso à Espera da Liberdade</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda sem data de estreia anunciada,&nbsp;<em>O Sorriso de Afonso</em>&nbsp;promete ser mais do que um filme sobre a juventude ou a revolução: será, provavelmente, uma revisitação do Portugal pós-25 de Abril à luz de corpos e desejos que a história oficial preferiu ignorar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também . <a href="https://www.clubedecinema.pt/mdoc-2024-festival-internacional-de-documentario-de-melgaco-regressa-com-33-filmes-em-competicao-e-um-olhar-atento-sobre-o-mundo/">MDOC 2024: Festival Internacional de Documentário de Melgaço Regressa com 33 Filmes em Competição e um Olhar Atento sobre o Mundo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Num tempo em que o cinema se torna cada vez mais necessário como espaço de memória, crítica e afirmação de identidades, a nova obra de João Pedro Rodrigues poderá ser um marco. Um sorriso, sim — mas também um gesto de resistência.</p>
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