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	<title>Festival de Sundance &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
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	<title>Festival de Sundance &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Falso documentário, sucesso bem real: filme de Charli XCX esgota sessões e agita Sundance</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 14:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[O que acontece quando uma mega-estrela pop decide rir de si própria, da indústria que a rodeia e do circo mediático que ajudou a criar? A resposta chama-se The Moment — um falso documentário protagonizado por Charli XCX que está a provar ser tudo menos uma brincadeira passageira. Apresentado recentemente no Festival de Sundance, o filme tornou-se no lançamento limitado [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O que acontece quando uma mega-estrela pop decide rir de si própria, da indústria que a rodeia e do circo mediático que ajudou a criar? A resposta chama-se <em>The Moment</em> — um falso documentário protagonizado por <strong>Charli XCX</strong> que está a provar ser tudo menos uma brincadeira passageira. Apresentado recentemente no <strong><a href="https://clubedecinema.pt/?s=Festival+de+Sundance" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Festival+de+Sundance">Festival de Sundance</a></strong>, o filme tornou-se no lançamento limitado da <strong>A24</strong> com vendas mais rápidas de sempre nos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o estúdio, mais de <strong>50 sessões esgotaram</strong> em tempo recorde nos chamados mercados estratégicos, com bilhetes a desaparecerem antes mesmo da estreia oficial. Para completar o fenómeno, uma sessão especial com perguntas e respostas, em Brooklyn, com Charli XCX e o realizador <strong>Aidan Zamiri</strong>, esgotou de imediato e viu os ingressos a serem revendidos <em>online</em> — algo raro para um filme de lançamento limitado e ainda sem distribuição alargada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma diva fictícia… demasiado próxima da realidade</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em&nbsp;<em>The Moment</em>, Charli XCX interpreta uma versão exagerada e autoconsciente de si própria: uma “diva” controladora, obsessiva com detalhes e presa entre a vontade de evoluir artisticamente e a pressão constante para manter uma imagem rentável. O ponto de partida é simples e irónico: depois de dominar um verão inteiro, lançar um álbum multimilionário (<em>Brat</em>) e até influenciar dicionários a elegerem a palavra do ano, o que deve fazer uma estrela pop a seguir?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta surge sob a forma de crise existencial, sátira mordaz e um olhar desconfortavelmente honesto sobre a fama contemporânea. A Charli do filme tenta afastar-se da estética “brat”, das&nbsp;<em>tank tops</em>&nbsp;justas e da atitude “IDGAF” que definiram 2024, mas encontra resistência precisamente onde menos queria: na máquina industrial que vive dessa persona.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Indústria vs. artista, com humor ácido</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O elenco secundário reforça esta guerra de visões criativas. <strong>Hailey Benton Gates</strong> interpreta Celeste, a directora criativa da digressão, aliada na tentativa de mudança estética. Do outro lado da barricada estão a executiva da editora discográfica, vivida por <strong><a href="https://clubedecinema.pt/?s=Rosanna+Arquette" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Rosanna+Arquette">Rosanna Arquette</a></strong>, e Johannes, um realizador egocêntrico contratado para supervisionar o filme da digressão, interpretado por <strong><a href="https://clubedecinema.pt/?s=Alexander+Skarsgård" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Alexander+Skarsgård">Alexander Skarsgård</a></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O choque de egos e ideias transforma o planeamento da digressão num campo de batalha criativo: luzes estroboscópicas e mensagens directas dão lugar a pulseiras luminosas e a um palco que, segundo uma das personagens, “parece uma lâmpada de lava”. Pelo meio, surgem absurdos deliciosos, como uma campanha publicitária de um cartão de crédito dirigido a jovens&nbsp;<em>queer</em>&nbsp;ou uma fuga para um spa em Ibiza, símbolo máximo da alienação pop.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Críticos divididos, público rendido</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A estreia em Sundance dividiu a crítica — como costuma acontecer com obras que brincam com o ego da indústria —, mas o público respondeu em força. Durante a sessão no festival, Charli XCX assumiu com humor a proximidade entre ficção e realidade:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Gostaria de acreditar que não sou tão problemática como a Charli do filme”, brincou, arrancando gargalhadas.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O argumento, assinado por Bertie Brandes e pelo próprio Zamiri, assume conscientemente os arquétipos do clássico “artista contra a indústria”, algo que a cantora defendeu como realista: “Conheci versões de todas estas pessoas. Algumas torcem mesmo por ti; outras só querem estar perto do artista.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>De Spinal Tap à Berlim</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O estilo de falso documentário deve muito a <em>This Is Spinal Tap</em>, influência assumida por Zamiri, que aproveitou a estreia para prestar homenagem a <strong><a href="https://clubedecinema.pt/?s=Rob+Reiner" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Rob+Reiner">Rob Reiner</a></strong>, realizador do clássico de 1984.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de Sundance, <em>The Moment</em> prepara-se para a estreia europeia na <strong><a href="https://clubedecinema.pt/?s=Festival+de+Berlim" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Festival+de+Berlim">Festival de Berlim</a></strong>, que decorre de 12 a 22 de Fevereiro, levando consigo o estatuto de fenómeno inesperado. Para Charli XCX, o cinema surge também como uma tentativa consciente de se afastar da persona “brat” — ou, como a própria resumiu citando uma das suas canções: quando se ama algo, simplesmente faz-se, sem dormir nem parar.</p>
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		<title>Paul Dano reage às críticas de Tarantino — com classe, gratidão e o apoio de Hollywood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 14:15:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[actores de cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[Nem todos os dias um actor é publicamente “arrasado” por Quentin Tarantino, muito menos por alguém conhecido por opiniões fortes e língua afiada. Mas foi exactamente isso que aconteceu com Paul Dano, alvo recente de comentários particularmente duros do realizador durante uma conversa no podcast de Bret Easton Ellis. A resposta de Dano? Elegância, contenção… e uma dose [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Nem todos os dias um actor é publicamente “arrasado” por <strong>Quentin Tarantino</strong>, muito menos por alguém conhecido por opiniões fortes e língua afiada. Mas foi exactamente isso que aconteceu com <strong>Paul Dano</strong>, alvo recente de comentários particularmente duros do realizador durante uma conversa no podcast de <strong>Bret Easton Ellis</strong>. A resposta de Dano? Elegância, contenção… e uma dose inesperada de gratidão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/anos-de-inquietude-quatro-filmes-quatro-olhares-sobre-a-juventude-em-ebulicao-no-tvcine-edition/">Anos de Inquietude: quatro filmes, quatro olhares sobre a juventude em ebulição no TVCine Edition</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“O mundo falou por mim”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Paul Dano abordou o tema esta semana no <strong>Festival de Sundance</strong>, onde marcou presença para celebrar os <strong>20 anos de Little Miss Sunshine</strong>, filme que ajudou a consolidar o seu estatuto em Hollywood. Questionado pela <em>Variety</em> sobre a polémica, o actor optou por uma resposta desarmante:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Foi mesmo muito bonito. Fiquei incrivelmente grato por o mundo ter falado por mim, para que eu não tivesse de o fazer.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Uma frase simples, mas reveladora de alguém que prefere deixar o trabalho — e os colegas — falarem mais alto.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O ataque de Tarantino</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="728" height="546" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/b438d9de3d5641f2a1ff062b7cf3f1d0_md.jpg.webp" alt="" class="wp-image-23388" style="width:846px;height:auto" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/b438d9de3d5641f2a1ff062b7cf3f1d0_md.jpg.webp 728w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/b438d9de3d5641f2a1ff062b7cf3f1d0_md.jpg-300x225.webp 300w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A polémica teve origem em Dezembro, quando Tarantino afirmou que a presença de Dano em <em>There Will Be Blood</em> foi suficiente para fazer o filme cair do topo da sua lista pessoal de melhores filmes de sempre para o quinto lugar. O realizador descreveu a prestação de Dano como o “defeito” do filme, recorrendo a expressões como “weak sauce” e “weak sister”, e acrescentando que o actor lhe parecia uma “não-entidade” em cena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de Tarantino ter clarificado que não considerava a performance “terrível”, a agressividade da crítica gerou reacções imediatas — não tanto pela opinião em si, mas pelo tom utilizado.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Hollywood fecha fileiras</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta da indústria foi rápida e praticamente unânime. Várias figuras de peso saíram em defesa de Paul Dano, sublinhando o seu talento e consistência ao longo da carreira. Entre os nomes que manifestaram apoio estiveram <strong>Ethan Hawke</strong>, <strong>Ben Stiller</strong>, <strong>Simu Liu</strong> e <strong>Reese Witherspoon</strong>, todos apontando Dano como um actor “brilhante” e “profundamente talentoso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta onda de solidariedade acabou por transformar um ataque isolado num raro momento de consenso em Hollywood — algo que, convenhamos, não acontece todos os dias.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Toni Collette não poupou palavras</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a celebração de <em>Little Miss Sunshine</em> em Sundance, houve ainda espaço para reacções menos diplomáticas. <strong>Toni Collette</strong>, colega de Dano no filme, foi directa ao assunto quando questionada sobre Tarantino:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“F*** that guy! Ele devia estar pedrado… Foi tudo muito confuso. Quem é que faz uma coisa dessas?”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Uma resposta crua, espontânea e muito alinhada com o espírito independente que sempre marcou o filme.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um actor que não precisa de defesa</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A ironia de toda esta situação é que Paul Dano nunca precisou verdadeiramente de ser defendido. A sua carreira fala por si: de&nbsp;<em>Little Miss Sunshine</em>&nbsp;a&nbsp;<em>There Will Be Blood</em>, passando por&nbsp;<em>Love &amp; Mercy</em>,&nbsp;<em>12 Years a Slave</em>&nbsp;ou mais recentemente&nbsp;<em>The Batman</em>, Dano construiu um percurso sólido, discreto e respeitado — precisamente o oposto do ruído mediático que agora o rodeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/muito-para-alem-do-mito-o-retrato-definitivo-de-liza-minnelli-chega-finalmente-ao-cinema/">Muito Para Além do Mito: o retrato definitivo de Liza Minnelli chega finalmente ao cinema</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim de contas, enquanto Tarantino continua fiel ao seu estilo incendiário, Paul Dano mostrou que há outras formas de lidar com a crítica: silêncio, gratidão e um reconhecimento sereno de que, às vezes, a melhor resposta vem dos outros.</p>
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		<title>🎬 Adeus, Utah: Festival de Sundance muda-se para o Colorado após 46 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 09:53:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[cinema independente EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[O Festival de Sundance, um dos mais prestigiados palcos do cinema independente mundial, prepara-se para&#160;uma mudança histórica em 2027: após 46 anos em Park City, no estado do Utah, a nova casa do evento passará a ser&#160;Boulder, no Colorado. A decisão marca o fim de uma era que ajudou a definir gerações de cineastas e [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Festival de Sundance, um dos mais prestigiados palcos do cinema independente mundial, prepara-se para&nbsp;<strong>uma mudança histórica em 2027</strong>: após 46 anos em Park City, no estado do Utah, a nova casa do evento passará a ser&nbsp;<strong>Boulder, no Colorado</strong>. A decisão marca o fim de uma era que ajudou a definir gerações de cineastas e mudou para sempre a paisagem do cinema alternativo norte-americano.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma mudança inevitável nas palavras de Redford</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cofundador do festival e figura lendária de Hollywood,&nbsp;<strong>Robert Redford</strong>&nbsp;não escondeu o simbolismo da decisão:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A mudança é inevitável. Estou grato à comunidade de Boulder”, afirmou.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração acompanha o anúncio feito pela diretora executiva do Instituto Sundance, Amanda Kelso, que sublinhou a identidade artística, tecnológica, montanhosa e universitária da nova cidade anfitriã como sendo&nbsp;<strong>ideal para o crescimento e renovação do festival</strong>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Porquê Boulder?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com cerca de 100 mil habitantes, Boulder fica próxima da cidade de Denver e&nbsp;<strong>a apenas duas horas e meia de avião de Los Angeles</strong>, um fator logístico importante para os profissionais da indústria. O campus universitário da cidade alberga&nbsp;<strong>38 mil estudantes</strong>, oferecendo um novo público ávido por experiências cinematográficas inovadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso,&nbsp;<strong>a proposta vencedora do Colorado inclui 34 milhões de dólares em incentivos fiscais</strong>, um argumento que pesou na decisão da organização, que rejeitou as candidaturas de Salt Lake City (também no Utah) e de Cincinnati (Ohio).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas os fatores políticos também foram relevantes:&nbsp;<strong>o ambiente mais liberal do Colorado</strong>&nbsp;contrasta com as recentes polémicas no Utah, onde legisladores republicanos preparam leis para proibir a exibição de bandeiras LGBTQ+ em edifícios públicos. Um dos congressistas mais vocais chegou mesmo a acusar Sundance de “fazer pornografia” e de já não representar o estado.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um legado que moldou o cinema moderno</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a sua fundação,&nbsp;<strong>o Sundance tem sido uma rampa de lançamento para alguns dos nomes mais aclamados da sétima arte</strong>. Estreias como:</p>



<p class="wp-block-paragraph">•&nbsp;<em>Cães Danados</em>, de&nbsp;<strong>Quentin Tarantino</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">•&nbsp;<em>Sexo, Mentiras e Vídeo</em>, de&nbsp;<strong>Steven Soderbergh</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">•&nbsp;<em>Boyhood</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Before Sunrise</em>, de&nbsp;<strong>Richard Linklater</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">•&nbsp;<em>Whiplash</em>, de&nbsp;<strong>Damien Chazelle</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">•&nbsp;<em>Foge</em>, de&nbsp;<strong>Jordan Peele</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">são apenas alguns exemplos da profunda influência que o festival exerceu nas últimas décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que&nbsp;<strong>mais de 4000 filmes</strong>&nbsp;tenham passado pelas salas de Park City, onde o frio cortante e a altitude (mais de 2100 metros) tornaram-se tão icónicos quanto os próprios filmes.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O fim de uma era… e o início de outra?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<strong>última edição de Sundance em Park City acontecerá de 22 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026</strong>. A partir de 2027, o Colorado assume o protagonismo e promete rejuvenescer o festival sem apagar o legado construído.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, nem todos estão satisfeitos. O&nbsp;<strong>governador do Utah</strong>, Spencer Cox, lamentou a saída, chamando-a de “erro” e prometendo lançar um novo festival para ocupar o vazio deixado por Sundance.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a mudança para Boulder, o Sundance assume-se como um evento atento às transformações sociais, políticas e culturais, procurando&nbsp;<strong>renovar a sua missão de apoiar o cinema independente e desafiar narrativas convencionais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quem sabe? Talvez este novo capítulo traga ainda mais <em>Cães Danados</em>, <em>Fuges</em> ou <em>Boyhoods</em> ao mundo. Afinal, <strong>o espírito do cinema independente vive da mudança, da ousadia e da capacidade de se reinventar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>The Thing with Feathers – O Horror do Luto Que Nunca Atinge o Alvo 🎭🪶</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 09:23:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação literária]]></category>
		<category><![CDATA[Benedict Cumberbatch]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Dylan Southern]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Sundance]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Max Porter]]></category>
		<category><![CDATA[The Thing With Feathers]]></category>
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					<description><![CDATA[The Thing with Feathers, a aguardada adaptação da novela&#160;Grief is the Thing with Feathers, de Max Porter, estreou no Festival de Sundance com grande expectativa. Contudo, o filme, realizado por Dylan Southern e protagonizado por Benedict Cumberbatch, não conseguiu captar a magia sombria e emocional do material original, resultando num drama convencional que fracassa como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>The Thing with Feathers</em>, a aguardada adaptação da novela&nbsp;<em>Grief is the Thing with Feathers</em>, de Max Porter, estreou no Festival de Sundance com grande expectativa. Contudo, o filme, realizado por Dylan Southern e protagonizado por Benedict Cumberbatch, não conseguiu captar a magia sombria e emocional do material original, resultando num drama convencional que fracassa como metáfora de horror e como retrato autêntico do luto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma Promessa Não Cumprida <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a5.png" alt="🎥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dylan Southern apresentou o filme como algo fora do comum, distante dos típicos dramas de luto. No entanto, o resultado é surpreendentemente familiar e, em muitos momentos, aborrecido. Enquanto filmes como&nbsp;<em>The Babadook</em>&nbsp;exploraram com eficácia o equilíbrio entre o horror literal e o emocional,&nbsp;<em>The Thing with Feathers</em>&nbsp;falha em ambos os aspetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/m-night-shyamalan-vence-acusacao-de-plagio-na-serie-servant-%f0%9f%8e%a5%e2%9a%96%ef%b8%8f/">M. Night Shyamalan Vence Acusação de Plágio na Série “Servant” <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a5.png" alt="🎥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2696.png" alt="⚖" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A história segue um pai (Cumberbatch), devastado pela morte da esposa, enquanto tenta cuidar dos seus dois filhos e trabalhar num novo romance gráfico. A chegada de um corvo falante, dublado por David Thewlis, promete ser um catalisador de transformação, mas a execução torna-se um ciclo repetitivo de sustos ineficazes e diálogos sarcásticos que pouco acrescentam à narrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Personagens Mal Desenvolvidos e Falta de Emoção <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f494.png" alt="💔" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos maiores problemas do filme é a falta de profundidade emocional e de construção dos personagens. O protagonista é apresentado através de clichês: esquecer o leite, queimar torradas, gritar ao telefone e recusar ajuda. A sua esposa, descrita apenas como gentil e cheirosa, nunca ganha uma presença significativa, tornando a sua perda pouco tangível para o público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o corvo deveria ser uma figura central que desafia e transforma o pai, a relação entre eles carece de substância ou progresso. Apesar do compromisso de Cumberbatch com o papel, o roteiro limita o seu desempenho a uma repetição de cenas de desespero – gritar, chorar, rabiscar. O resultado é um protagonista emocionalmente exausto que reflete a própria experiência do público.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um Horror Que Não Assusta <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f47b.png" alt="👻" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora Southern tenha prometido elementos absurdos e ridículos, como Cumberbatch dançando e imitando o corvo, essas cenas parecem datadas e não atingem o impacto esperado. O filme falha em encontrar um equilíbrio entre o grotesco e o emocional, e nunca esclarece completamente o papel do corvo ou as suas intenções, deixando o público mais confuso do que envolvido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com momentos de potencial, como a breve aparição de Vinette Robinson, o filme não consegue sustentar a sua narrativa, tornando-se cada vez mais monótono e desinteressante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um Retrato de Luto Que Não Emociona <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f61e.png" alt="😞" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O maior fracasso de&nbsp;<em>The Thing with Feathers</em>&nbsp;é a sua incapacidade de transmitir a verdadeira dor do luto. Um filme sobre perda deveria envolver-nos emocionalmente, criando um vínculo entre os personagens e o público. No entanto, este filme falha em capturar a tristeza esmagadora ou a complexidade emocional que o material original prometia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão: Uma Oportunidade Perdida <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ad.png" alt="🎭" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/274c.png" alt="❌" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>The Thing with Feathers</em>&nbsp;tinha todos os elementos para ser uma adaptação poderosa, mas acaba por ser uma experiência frustrante. A falta de detalhes na narrativa, a execução desequilibrada e a ausência de emoção autêntica tornam este filme uma história sobre luto que, ironicamente, não consegue reter o público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/bill-murray-admite-ter-sido-preguicoso-e-reflete-sobre-personagens-destrutivos-%f0%9f%8e%ad%e2%9c%a8/">Bill Murray Admite Ter Sido “Preguiçoso” e Reflete Sobre Personagens Destrutivos <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ad.png" alt="🎭" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2728.png" alt="✨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto&nbsp;<em>Grief is the Thing with Feathers</em>&nbsp;permanece como uma obra marcante na literatura, a sua adaptação cinematográfica deixa muito a desejar, falhando em encontrar a mesma magia no grande ecrã.</p>
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