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	<title>Festival de Documentário de Melgaço &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>Festival de Documentário de Melgaço &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>MDOC 2024: Festival Internacional de Documentário de Melgaço Regressa com 33 Filmes em Competição e um Olhar Atento sobre o Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 11:26:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[🎥 Melgaço volta a afirmar-se como epicentro do cinema documental em Portugal com a 11.ª edição do MDOC – Festival Internacional de Documentário, que decorre entre 28 de julho e 3 de agosto. Com 33 filmes em competição, provenientes de 23 países, o festival mantém a sua vocação como espaço de reflexão crítica, onde as [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a5.png" alt="🎥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Melgaço volta a afirmar-se como epicentro do cinema documental em Portugal com a 11.ª edição do MDOC – Festival Internacional de Documentário, que decorre entre 28 de julho e 3 de agosto. Com 33 filmes em competição, provenientes de 23 países, o festival mantém a sua vocação como espaço de reflexão crítica, onde as imagens não servem apenas para entreter, mas para entender melhor o mundo que habitamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/peter-jackson-quer-ressuscitar-o-moa-e-sim-estamos-a-falar-mesmo-de-um-passaro-extinto/">Peter Jackson Quer Ressuscitar o Moa — e Sim, Estamos a Falar Mesmo de um Pássaro Extinto</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano, a selecção — feita a partir de mais de 800 submissões — é marcada por um tema transversal:&nbsp;<strong>Identidade, Memória e Fronteira</strong>. Uma tríade que percorre todas as obras em exibição e que ganha especial pertinência num momento em que as questões identitárias, os legados históricos e as fronteiras físicas e simbólicas estão no centro dos debates sociais e políticos contemporâneos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um festival cada vez mais internacional</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A edição de 2024 assinala também a crescente visibilidade do MDOC no panorama internacional. Para além dos habituais prémios Jean-Loup Passek e D. Quixote (atribuído pela Federação Internacional de Cineclubes), será, pela primeira vez, entregue o prestigiado&nbsp;<strong>FIPRESCI Prize</strong>, da Federação Internacional de Críticos de Cinema — um reconhecimento da qualidade e da curadoria rigorosa que caracteriza o festival.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A competição divide-se entre&nbsp;<strong>16 curtas e médias-metragens</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>17 longas-metragens</strong>, com todos os títulos internacionais a serem exibidos pela primeira vez em Portugal. A diversidade temática e geográfica é assinalável, confirmando a vocação global do MDOC — mas com os pés bem assentes na realidade local e na memória do território de Melgaço.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Filmes que mergulham no coração do nosso tempo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os destaques da programação está&nbsp;<em>Bedrock</em>&nbsp;(29 de julho), de&nbsp;<strong>Kinga Michalska</strong>, que recupera os ecos do Holocausto e a sua persistente marca na história contemporânea.&nbsp;<em>Flowers of Ukraine</em>&nbsp;(1 de agosto), de&nbsp;<strong>Adelina Borets</strong>, retrata a resistência silenciosa de uma mulher em contexto de guerra, enquanto&nbsp;<em>My Memory is Full of Ghosts</em>&nbsp;(31 de julho), de&nbsp;<strong>Anas Zawahri</strong>, oferece uma visão poética e devastadora da cidade síria de Homs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cinema português também marca presença com obras como&nbsp;<em>O Diabo do Entrudo</em>&nbsp;(30 de julho), de&nbsp;<strong>Diogo Varela Silva</strong>, que regista as tradições do Entrudo de Lazarim, ou&nbsp;<em>Kora</em>&nbsp;(3 de agosto), de&nbsp;<strong>Cláudia Varejão</strong>, que acompanha mulheres refugiadas em Portugal na reconstrução das suas vidas. Há ainda espaço para abordagens mais íntimas, como&nbsp;<em>Ancestral Visions of the Future</em>&nbsp;(2 de agosto), de&nbsp;<strong>Lemohang Jeremiah Mosese</strong>, ou&nbsp;<em>Cutting Through Rocks</em>&nbsp;(2 de agosto), de&nbsp;<strong>Sara Khaki</strong>, sobre a primeira vereadora eleita numa aldeia iraniana, num gesto de ruptura com séculos de patriarcado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E há também cinema de longo fôlego, como&nbsp;<em>Afterwar</em>&nbsp;(1 de agosto), de&nbsp;<strong>Birgitte Stærmose</strong>, filmado ao longo de 15 anos, acompanhando crianças que crescem sob o peso dos traumas da guerra. Um exemplo de perseverança artística e de compromisso ético com os protagonistas e com o espectador.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Homenagens, formação e novos olhares</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Fora da competição, o MDOC reserva espaço para a homenagem e a pedagogia. A estreia nacional de&nbsp;<em>O Homem do Cinema</em>, de&nbsp;<strong>José Vieira</strong>, presta tributo ao crítico e programador&nbsp;<strong>Jean-Loup Passek</strong>, figura incontornável do pensamento cinematográfico europeu e cuja memória continua a inspirar o festival.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa&nbsp;<em>Plano Frontal</em>&nbsp;dará a conhecer filmes produzidos no âmbito da residência cinematográfica de 2024, incentivando novos olhares e abordagens autorais. E, como já é tradição, não faltará espaço para a formação: a oficina de cinema com&nbsp;<strong>Margarida Cardoso</strong>, a masterclass com&nbsp;<strong>Sandra Ruesga</strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>X-RAY DOC</strong>&nbsp;com&nbsp;<strong>Jorge Campos</strong>, centrado em obras de&nbsp;<strong>Chris Marker</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Joris Ivens</strong>, são oportunidades únicas para aprofundar o conhecimento e a reflexão sobre o cinema documental.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um festival que olha o mundo a partir de Melgaço</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Num país onde o circuito documental continua a lutar por visibilidade, o MDOC destaca-se pela coerência curatorial, pela aposta em filmes com densidade temática e estética e pela ligação profunda ao território. Melgaço não é apenas um cenário: é parte integrante da identidade do festival, cuja missão passa também por preservar e interrogar a memória local, nacional e global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um festival de cinema, o MDOC é um gesto político, poético e humano. Um espaço onde se cruzam linguagens, geografias e histórias — e onde o cinema se afirma, mais uma vez, como instrumento essencial para pensar o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/ada-costa-carolina-rosendo-e-diogo-fernandes-recebem-premios-nico-novos-talentos-brilham-no-cinema-portugues/">Ada Costa, Carolina Rosendo e Diogo Fernandes Recebem Prémios Nico: Novos Talentos Brilham no Cinema Português</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações e programação completa em:&nbsp;<a href="https://mdocfestival.pt/" target="_blank" rel="noopener">https://mdocfestival.pt/</a></p>
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		<title>Festival de Documentário de Melgaço regressa com mais de 30 filmes a concurso e residência criativa para jovens realizadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Jun 2025 17:13:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre 28 de Julho e 3 de Agosto, o MDOC 2025 volta a ser ponto de encontro entre cinema, identidade e território O&#160;MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço&#160;está de volta, e a&#160;11.ª edição, marcada para&#160;28 de Julho a 3 de Agosto de 2025, promete transformar a vila minhota num verdadeiro centro de criação, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entre 28 de Julho e 3 de Agosto, o MDOC 2025 volta a ser ponto de encontro entre cinema, identidade e território</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço</strong>&nbsp;está de volta, e a&nbsp;<strong>11.ª edição</strong>, marcada para&nbsp;<strong>28 de Julho a 3 de Agosto de 2025</strong>, promete transformar a vila minhota num verdadeiro centro de criação, exibição e reflexão cinematográfica. Organizado pela associação&nbsp;<strong>AO NORTE</strong>&nbsp;e pela&nbsp;<strong>Câmara Municipal de Melgaço</strong>, o festival apresentará&nbsp;<strong>mais de 30 filmes em competição</strong>, e reforça este ano o seu compromisso com a formação de novos talentos através de residências, oficinas e masterclasses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/martin-scorsese-revela-por-que-deixou-de-ir-ao-cinema-as-pessoas-estragam-a-experiencia/">Martin Scorsese revela por que deixou de ir ao cinema: “As pessoas estragam a experiência”</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Residência Plano Frontal: jovens realizadores em acção</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das pedras basilares do festival é a&nbsp;<strong>Residência Cinematográfica Plano Frontal</strong>, orientada por&nbsp;<strong>Pedro Sena Nunes</strong>, que reúne&nbsp;<strong>quatro equipas de jovens cineastas</strong>&nbsp;— finalistas ou recém-licenciados em Cinema, Audiovisual e Comunicação. Entre&nbsp;<strong>25 de Julho e 3 de Agosto</strong>, os participantes vão criar documentários sobre temas locais, em estreita ligação com o território de Melgaço, contribuindo assim para o&nbsp;<strong>arquivo audiovisual da região</strong>&nbsp;e para a valorização do seu património imaterial.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Fotografia com bolsa: registar a alma do Minho</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em paralelo, decorre também a&nbsp;<strong>Residência Fotográfica</strong>, que desafia&nbsp;<strong>três jovens fotógrafos</strong>&nbsp;a mergulharem num contexto imersivo de dez dias em Melgaço. Cada selecionado receberá&nbsp;<strong>uma bolsa de dois mil euros</strong>&nbsp;e terá apoio técnico e artístico para desenvolver um projecto fotográfico com enfoque nas gentes, paisagens e histórias da região. As inscrições para esta residência decorrem até&nbsp;<strong>30 de Junho</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Margarida Cardoso lidera Oficina de Cinema</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre&nbsp;<strong>28 e 31 de Julho</strong>, a realizadora&nbsp;<strong>Margarida Cardoso</strong>&nbsp;— nome maior do cinema português, com uma obra entre o documental e a ficção — orienta a&nbsp;<strong>Oficina de Cinema</strong>. Este espaço de experimentação convida os participantes a desenvolverem ideias de filmes a partir de&nbsp;<strong>exercícios criativos</strong>,&nbsp;<strong>referências visuais</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>leituras sugeridas</strong>, proporcionando uma verdadeira incubadora de narrativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inscrições estão abertas até&nbsp;<strong>15 de Julho</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Curso de Verão Fora de Campo: cinema e pensamento crítico</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano, o&nbsp;<strong>curso de Verão Fora de Campo</strong>&nbsp;volta a juntar&nbsp;<strong>realizadores, artistas, investigadores e agentes culturais</strong>, promovendo debates sobre o cinema e o seu papel no mundo contemporâneo. A edição de 2025 contará com a colaboração da&nbsp;<strong>DOCMA – Asociación Española de Cine Documental</strong>, e a participação de nomes como&nbsp;<strong>Sandra Ruesga</strong>,&nbsp;<strong>Raúl Alaejos</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Alfonso Palazón</strong>, que também assume a coordenação do curso ao lado de&nbsp;<strong>José da Silva Ribeiro</strong>. As inscrições estão abertas até&nbsp;<strong>11 de Julho</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Masterclass e sessão X-Raydoc com clássicos do cinema documental</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No dia&nbsp;<strong>1 de Agosto</strong>, a cineasta&nbsp;<strong>Sandra Ruesga</strong>&nbsp;dará a masterclass&nbsp;<em>“Explorar o Eu: Cinema Auto-referencial e Identidade”</em>, onde abordará o cruzamento entre o íntimo e o político na criação documental. Já a&nbsp;<strong>sessão X-Raydoc</strong>, no&nbsp;<strong>dia 3 de Agosto</strong>, propõe uma viagem aos alicerces do documentário com a exibição e análise de dois clássicos:&nbsp;<em>Lettre de Sibérie</em>&nbsp;(1957), de&nbsp;<strong>Chris Marker</strong>, e&nbsp;<em>À Valparaíso</em>&nbsp;(1963), de&nbsp;<strong>Joris Ivens</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>MDOC promove encontro internacional de festivais</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pela primeira vez, o MDOC acolhe um&nbsp;<strong>encontro de representantes de festivais de documentário</strong>&nbsp;de toda a Europa, com o objectivo de discutir “caminhos futuros” para o género. Estão confirmados representantes de festivais como o&nbsp;<strong>Majordocs</strong>&nbsp;(Espanha),&nbsp;<strong>Escales Documentaires</strong>&nbsp;(França),&nbsp;<strong>Frontdoc</strong>&nbsp;(Itália) e&nbsp;<strong>One World Romania</strong>&nbsp;(Roménia), entre outros.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Projecto “Quem somos os que aqui estamos?” dá voz à freguesia de Alvaredo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Como parte da programação expandida, a AO NORTE apresenta o projecto&nbsp;<strong>“Quem somos os que aqui estamos?”</strong>, focado na&nbsp;<strong>freguesia de Alvaredo</strong>. O objectivo é escutar e registar as memórias e identidades locais, através de&nbsp;<strong>entrevistas audiovisuais</strong>,&nbsp;<strong>digitalização de álbuns de família</strong>, uma&nbsp;<strong>exposição fotográfica</strong>&nbsp;e até a&nbsp;<strong>edição de uma publicação</strong>&nbsp;com o resultado final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/cinema-portugues-em-queda-nas-bilheteiras-apenas-1-dos-espectadores-viu-filmes-nacionais-em-2025/">Cinema português em queda nas bilheteiras: apenas 1% dos espectadores viu filmes nacionais em 2025</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Documentar o presente, preservar a memória</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O MDOC 2025 reafirma-se como&nbsp;<strong>um festival que ultrapassa a mera exibição de filmes</strong>: é um lugar de encontro entre&nbsp;<strong>autor e território</strong>, entre&nbsp;<strong>documentário e identidade</strong>, entre&nbsp;<strong>reflexão e criação</strong>. Um festival com raízes no Minho e ramos a crescer por toda a Europa.</p>
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