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	<title>Festival de Cinema de Marselha &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Três estreias portuguesas no Festival de Cinema de Marselha: Rita Azevedo Gomes, Leonor Noivo e João Miller Guerra em destaque</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 13:57:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[Cinema português em força no FIDMarseille 2025 Portugal volta a marcar presença no panorama internacional do cinema com três estreias mundiais no Festival Internacional de Cinema de Marselha (FIDMarseille), que celebra a sua 36.ª edição de 8 a 13 de Julho de 2025. Os novos filmes de Rita Azevedo Gomes, Leonor Noivo e João Miller Guerra foram seleccionados para a programação oficial [&#8230;]]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cinema português em força no FIDMarseille 2025</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Portugal volta a marcar presença no panorama internacional do cinema com três estreias mundiais no <strong>Festival Internacional de Cinema de Marselha (FIDMarseille)</strong>, que celebra a sua <strong>36.ª edição de 8 a 13 de Julho de 2025</strong>. Os novos filmes de <strong>Rita Azevedo Gomes</strong>, <strong>Leonor Noivo</strong> e <strong>João Miller Guerra</strong> foram seleccionados para a programação oficial do festival francês, um dos mais relevantes do circuito europeu no campo do cinema documental e de autor.<br /><br />ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/maria-montessori-o-filme-que-vai-dar-voz-a-mulher-que-mudou-o-mundo-da-educacao/">“Maria Montessori”: O Filme Que Vai Dar Voz à Mulher que Mudou o Mundo da Educação</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre ficção, documentário e experiências híbridas, os três projectos representam diferentes abordagens estéticas e temáticas, revelando a vitalidade criativa do cinema português contemporâneo — e também a sua capacidade de dialogar com temas universais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Fuck the Polis”: Rita Azevedo Gomes em competição internacional</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em estreia mundial e inserido na&nbsp;<strong>competição internacional</strong>,&nbsp;<em>Fuck the Polis</em>&nbsp;marca o regresso de Rita Azevedo Gomes com uma obra que volta a cruzar literatura, paisagem e existencialismo. O título invoca o livro de poesia de&nbsp;<strong>João Miguel Fernandes Jorge</strong>, mas também um gesto político de rebeldia e contemplação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a sinopse oficial, o filme parte de uma personagem chamada Irma, que, vinte anos depois de uma viagem à Grécia feita sob a convicção de que estava condenada, regressa agora acompanhada por três jovens. Entre ilhas, mar e céu, o grupo mergulha em leituras, escutas e vivências guiadas pelo apelo à beleza e à clareza. O argumento é assinado pela realizadora e por&nbsp;<strong>Regina Guimarães</strong>, e a produção é da responsabilidade da própria Rita Azevedo Gomes.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Bulakna”: Leonor Noivo estreia-se na longa-metragem</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Também em competição e em estreia absoluta estará&nbsp;<em>Bulakna</em>,&nbsp;<strong>primeira longa-metragem de Leonor Noivo</strong>, produzida pela&nbsp;<strong>Terratreme Filmes</strong>&nbsp;com coprodução francesa. O documentário foca-se na&nbsp;<strong>diáspora de mulheres filipinas</strong>, um tema raramente explorado no cinema português, e promete lançar luz sobre histórias de migração, resistência e identidade feminina globalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leonor Noivo, com uma carreira marcada por curtas-metragens intensas e observacionais, dá agora um passo sólido para o grande ecrã, mantendo o seu olhar atento à intimidade dos corpos e à invisibilidade das histórias que habitam as margens do quotidiano.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Complô”: o cinema político de João Miller Guerra</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A terceira estreia portuguesa no festival é&nbsp;<em>Complô</em>, de&nbsp;<strong>João Miller Guerra</strong>, documentário que parte da figura de&nbsp;<strong>Ghoya (Bruno Furtado)</strong>, rapper e activista luso-cabo-verdiano, cuja história de vida é atravessada por questões de identidade, exclusão e pertença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a produtora&nbsp;<strong>Uma Pedra no Sapato</strong>, o filme mergulha na experiência de alguém que “viu negado à nascença o direito de ser e se sentir português”, propondo uma reflexão poderosa sobre racismo estrutural e cidadania num país que ainda se confronta com os seus fantasmas coloniais. Uma obra urgente e política, que prolonga a linha de intervenção social visível noutras obras do realizador.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Coproduções e panorama internacional</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos filmes portugueses, o&nbsp;<strong>FIDMarseille 2025</strong>&nbsp;conta ainda com&nbsp;<strong>coproduções nacionais</strong>, como&nbsp;<em>All Roads Lead to You</em>, da artista ucraniana&nbsp;<strong>Jenya Milyukos</strong>, e&nbsp;<em>Morte e Vida Madalena</em>, do brasileiro&nbsp;<strong>Guto Parente</strong>&nbsp;— ambas com presença portuguesa nos créditos, revelando a crescente participação lusa em projectos transnacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O festival abrirá com&nbsp;<em>Kontinental</em>, do romeno&nbsp;<strong>Radu Jude</strong>, outro autor de culto do cinema europeu contemporâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/ana-de-armas-da-pronuncia-fonetica-ao-topo-da-acao-em-ballerina/">Ana de Armas: Da pronúncia fonética ao topo da ação em “Ballerina”</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>FIDMarseille</strong>&nbsp;volta assim a afirmar-se como um espaço privilegiado para a descoberta de vozes singulares e para a afirmação de um cinema que resiste ao formato, à fórmula e ao facilitismo — e&nbsp;<strong>Portugal</strong>, felizmente, está no centro dessa conversa.</p>
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