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	<title>Euphoria última temporada estreia &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Euphoria Estreou — e as Críticas Dividem-se Entre o Western Deslumbrante e o Guião Perdido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 15:59:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A terceira e última temporada de Euphoria chegou ontem à HBO — e as críticas que se seguiram à estreia confirmaram aquilo que os fãs mais pessimistas temiam e os mais esperançosos recusavam acreditar: a série voltou, está tecnicamente extraordinária, Zendaya está extraordinária, e Sam Levinson continua a ser o maior obstáculo ao pleno potencial da série [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A terceira e última temporada de<a href="https://clubedecinema.pt/?s=Euphoria" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Euphoria"> <em>Euphoria</em> </a>chegou ontem à HBO — e as críticas que se seguiram à estreia confirmaram aquilo que os fãs mais pessimistas temiam e os mais esperançosos recusavam acreditar: a série voltou, está tecnicamente extraordinária, <a href="https://clubedecinema.pt/?s=Zendaya" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Zendaya">Zendaya</a> está extraordinária, e Sam Levinson continua a ser o maior obstáculo ao pleno potencial da série que criou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros três episódios — disponibilizados à imprensa antes da estreia — mostram uma&nbsp;<em>Euphoria</em>&nbsp;que se reinventou de forma radical. A série é agora, declaradamente, um western. A nova temporada passa-se maioritariamente no deserto californiano e no México, com Rue a fazer contrabando de droga pela fronteira enquanto paga uma dívida à traficante Laurie. A banda sonora de Hans Zimmer, que substituiu Labrinth nesta temporada, soa a Ennio Morricone. A fotografia de Marcell Rév, rodada em película de 65mm, é de uma beleza cinemática que justificaria uma ida ao cinema mesmo sem qualquer história. A mudança de escala — do liceu de subúrbio para paisagens áridas de proporções épicas — é deliberada e, visualmente, avassaladora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é precisamente essa mudança que divide a crítica. Sem o ambiente do liceu, sem a pressão da adolescência como recipiente narrativo,&nbsp;<em>Euphoria</em>&nbsp;revela as suas fragilidades mais antigas: as personagens secundárias nunca tiveram a profundidade que a série lhes atribuía, e a saída do contexto escolar torna isso mais visível do que nunca. A Variety chamou ao resultado &#8220;fan fiction entretida mas desordenada&#8221;. O Hollywood Reporter ficou na dúvida entre &#8220;provocador&#8221; e &#8220;explorador&#8221;, concluindo que &#8220;grandes momentos e momentos tawdry continuam em competição.&#8221; O IndieWire foi mais directo: &#8220;Nunca foi tão espiritualmente oco.&#8221; No extremo oposto, a Decider elogiou a temporada como &#8220;um salto criativo enorme&#8221; para Levinson. O Rotten Tomatoes marca 63% de aprovação crítica — o mais baixo das três temporadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que parece consensual entre os críticos é que Zendaya transcende o material que lhe é dado — e que a temporada, mesmo nos seus momentos mais fracos, nunca é entediante. É o tipo de série que pode estar a falhar por razões articuláveis e ainda assim ser impossível de parar de ver. Sam Levinson, que apresentou a temporada na estreia em Hollywood como a última da série — dedicando-a aos falecidos Angus Cloud e Eric Dane, e ao produtor Kevin Turen —, parece ter consciência de que está a fechar um capítulo que já devia ter fechado há dois anos. A questão é se consegue encontrar, nos episódios finais, o nível de&nbsp;<em>Close</em>&nbsp;que a segunda temporada atingiu no seu desenlace.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os restantes cinco episódios vão ser o veredito definitivo. Por agora,&nbsp;<em>Euphoria</em>&nbsp;é uma série que ainda sabe criar imagens inesquecíveis — mas que perdeu a certeza sobre o que quer dizer com elas.</p>
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