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	<title>Ethan Hawke Óscar Melhor Actor &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>Ethan Hawke Óscar Melhor Actor &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Demorou 12 Anos a Nascer — e Apenas 15 Dias a Ser Filmado: “Blue Moon” Chega Finalmente às Salas Portuguesas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 14:02:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Richard Linklater filma o ocaso de um génio num drama íntimo com Ethan Hawke nomeado ao Óscar Há projectos que exigem tempo. Não apenas financiamento ou logística, mas maturidade.&#160;Blue Moon, o mais recente filme de Richard Linklater, estreia finalmente nas salas portuguesas depois de um percurso invulgar: levou 12 anos a amadurecer e foi filmado [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Richard Linklater filma o ocaso de um génio num drama íntimo com Ethan Hawke nomeado ao Óscar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há projectos que exigem tempo. Não apenas financiamento ou logística, mas maturidade.&nbsp;<em>Blue Moon</em>, o mais recente filme de Richard Linklater, estreia finalmente nas salas portuguesas depois de um percurso invulgar: levou 12 anos a amadurecer e foi filmado em apenas 15 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/uma-estrela-de-hollywood-em-alvalade-e-ninguem-ficou-indiferente/">Uma Estrela de Hollywood em Alvalade — e Ninguém Ficou Indiferente</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O argumento, assinado por Robert Kaplow, chegou às mãos de Linklater há mais de uma década. O realizador enviou-o de imediato a Ethan Hawke, mas sentiu que ainda não era o momento certo. Hawke era, nas suas palavras, “demasiado jovem e bem-parecido” para interpretar Lorenz Hart nos seus últimos dias. Em vez de recorrer a maquilhagem ou truques de caracterização, decidiu esperar. Ao longo de anos, realizaram leituras regulares do texto, afinando personagens e deixando que o tempo marcasse naturalmente o rosto do actor.</p>



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<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="BLUE MOON | Official Trailer (2025)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/qo7gRHip0lI?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p class="wp-block-paragraph">Quando finalmente avançaram para a rodagem, o processo foi fulgurante: 15 dias bastaram para filmar uma história concentrada quase inteiramente numa única noite — 31 de Março de 1943, a estreia do musical&nbsp;<em>Oklahoma!</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Génio e o Declínio</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Blue Moon</em>&nbsp;centra-se em Lorenz Hart, metade da lendária dupla Rodgers &amp; Hart. Enquanto Richard Rodgers era disciplinado e metódico, Hart era um poeta brilhante, mas profundamente instável. Sofria de depressão, lutava com a sua sexualidade num tempo em que esta era clandestina e enfrentava um alcoolismo que se tornava cada vez mais devastador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme acompanha o momento em que Rodgers decide avançar com Oscar Hammerstein II para criar um novo tipo de musical, em que as canções fazem avançar a narrativa — revolução que culminaria em&nbsp;<em>Oklahoma!</em>. Hart, incapaz de acompanhar essa viragem criativa, assiste à estreia como um homem deixado para trás. Pouco depois, desaparece numa espiral autodestrutiva que o levaria à morte aos 48 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Linklater evita o biopic tradicional. Em vez de percorrer toda a vida do compositor, concentra-se num recorte temporal preciso, fiel ao seu gosto por narrativas contidas. Como explicou numa entrevista, trata-se de um filme sobre vulnerabilidade: “São 100 minutos em que sentimos que somos todos vulneráveis.”</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um Filme de Palavra e Presença</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Rodado integralmente em estúdio, com uma recriação minuciosa do restaurante Sardi’s, em Nova Iorque, o filme respira teatro e diálogo. Andrew Scott interpreta Richard Rodgers, Margaret Qualley surge como a jovem Elizabeth Weiland e Bobby Cannavale encarna o barman Eddie, o último confidente de Hart.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é Ethan Hawke quem sustenta o filme. A sua interpretação valeu-lhe nomeações ao Globo de Ouro e ao Óscar de Melhor Actor, a quinta colaboração de peso com Linklater. Hawke descreveu o papel como algo que “exige uma vida inteira para lá chegar”, uma personagem simultaneamente insegura e excessivamente confiante, genial e autodestrutiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Linklater optou por gravar vários momentos musicais ao vivo no set, privilegiando a crueza da interpretação sobre a perfeição técnica de estúdio. O resultado é um retrato íntimo e melancólico de um artista à beira do abismo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>De Berlim às Salas Portuguesas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentado na Berlinale 2025, onde recebeu elogios consistentes,&nbsp;<em>Blue Moon</em>&nbsp;enfrentou inicialmente dificuldades na distribuição internacional. Em Portugal, chega agora às salas numa estreia tardia mas significativa, impulsionada pela visibilidade das nomeações de Hawke.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/tres-dias-24-oscares-e-uma-maratona-de-cinema-o-tvcine-prepara-a-passadeira-vermelha/">Três Dias, 24 Óscares e Uma Maratona de Cinema: O TVCine Prepara a Passadeira Vermelha</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme funciona como contraponto a&nbsp;<em>Me and Orson Welles</em>, também de Linklater. Se esse celebrava o entusiasmo juvenil da criação,&nbsp;<em>Blue Moon</em>&nbsp;é o filme do “depois”: quando o génio já brilhou e resta apenas o eco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O título não é casual. “Blue Moon”, uma das canções mais célebres da dupla, simboliza algo raro e belo — mas também melancólico. Como o próprio Hart, cujo talento extraordinário foi inseparável da sua fragilidade.</p>
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