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	<title>estreia Disney+ Portugal &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Sally: O Documentário que Mostra Como a Primeira Mulher Americana no Espaço Teve de Esconder Quem Era</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2025 11:19:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre o machismo da NASA e o silêncio imposto pela homofobia, o novo documentário da Disney+ revela a coragem íntima de Sally Ride — pioneira no espaço e na vida ver também : Maria de Medeiros Triunfa no México: Festival de Guadalajara Rende-se ao Talento Português Em 1983, milhões de olhos seguiram o lançamento do [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entre o machismo da NASA e o silêncio imposto pela homofobia, o novo documentário da Disney+ revela a coragem íntima de Sally Ride — pioneira no espaço e na vida</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/maria-de-medeiros-triunfa-no-mexico-festival-de-guadalajara-rende-se-ao-talento-portugues/">Maria de Medeiros Triunfa no México: Festival de Guadalajara Rende-se ao Talento Português</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1983, milhões de olhos seguiram o lançamento do vaivém espacial&nbsp;<em>Challenger</em>, com um detalhe histórico: entre os astronautas estava, pela primeira vez, uma mulher norte-americana. Sally Ride, física brilhante e reservada, foi catapultada para o estrelato como símbolo de progresso e inspiração para uma geração de jovens raparigas. Mas o que não se sabia — e o novo documentário&nbsp;<em>Sally</em>&nbsp;revela com crueza e ternura — é que por trás do sorriso público estava uma luta silenciosa contra o machismo institucional… e a homofobia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme, que se estreia a 17 de Junho no Disney+ Portugal, chega num momento de particular tensão política e cultural. Realizado por Cristina Costantini (<em>Mucho Mucho Amor</em>),&nbsp;<em>Sally</em>&nbsp;é uma homenagem sentida e necessária à coragem em todas as suas formas — e a um tipo de heroína que a História tantas vezes silenciou.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="667" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/1265123319-1024x667.png" alt="" class="wp-image-16848" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/1265123319-1024x667.png 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/1265123319-300x195.png 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/1265123319-768x500.png 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/1265123319.png 1100w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Fiz este filme para quem já teve de esconder parte de si”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à agência Lusa, Cristina Costantini não esconde a motivação pessoal por trás do projecto: “Fiz este filme para qualquer pessoa que já teve de esconder ou mudar parte de si para seguir os seus sonhos.” E completa: “Penso que essa é, tristemente, uma experiência mais relevante que nunca em 2025.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um simples retrato biográfico,&nbsp;<em>Sally</em>&nbsp;mergulha fundo nas contradições da era em que a NASA finalmente abriu as portas às mulheres… mas ainda não estava preparada para as receber como iguais. A agência chegou ao ponto de preparar um “kit de maquilhagem espacial” e questionar se 100 tampões seriam suficientes para seis dias no espaço — enquanto os media perguntavam se Sally ia chorar em órbita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, no entanto, sob essa pressão, Ride destacou-se. Brilhante, discreta, profissional ao mais alto nível. E ainda assim, durante toda a sua vida, escondeu uma parte essencial de si: a sua relação com Tam O’Shaughnessy, companheira durante 27 anos.</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma vida dividida entre a ciência e o silêncio</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sally Ride morreu em 2012, vítima de cancro, aos 61 anos. Foi apenas no seu obituário que o mundo soube que deixava uma parceira. Até então, apenas familiares e amigos próximos sabiam da sua orientação sexual. Foi Tam quem insistiu que a verdade fosse finalmente dita — porque, como afirma no documentário, “a história não estava completa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme dá palco a Tam O’Shaughnessy, que partilha memórias íntimas, momentos de cumplicidade e frustrações silenciosas. Quando Barack Obama distinguiu Sally Ride com a Medalha Presidencial da Liberdade, foi Tam quem a recebeu. Três anos depois, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado nos EUA. Mas Tam, hoje, está menos optimista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma batalha humana permanente e temos de continuar a esforçar-nos pelos valores que são importantes”, afirma, lembrando os recentes retrocessos nos direitos LGBT, tanto nos EUA como noutros países. “É um momento horrível e assustador”.</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quando até a bandeira do arco-íris incomoda</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O contexto de&nbsp;<em>Sally</em>&nbsp;tornou-se involuntariamente profético. A realizadora começou a trabalhar com o canal National Geographic e a produtora Story Syndicate sem imaginar que o lançamento coincidiria com ataques directos às políticas de diversidade e inclusão. A própria NASA foi recentemente forçada a remover bandeiras do Orgulho Gay das suas instalações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não fazíamos ideia de que seria lançado num momento em que a DEI está sob ataque”, lamenta Cristina. Mas talvez por isso mesmo, o documentário se torne ainda mais urgente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi ao descobrir que Sally teve uma parceira que a realizadora sentiu o clique criativo: “Pensei:&nbsp;<em>Se a NASA mal estava preparada para mulheres, como terá sido amar uma mulher naquele ambiente?</em>”</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Precisamos de mais Sallys. E de mais Tams.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Sally</em>&nbsp;não é apenas um tributo à primeira mulher americana no espaço. É um lembrete do preço que tantas pessoas pagaram — e ainda pagam — por serem quem são. E é, acima de tudo, uma história de amor, de resiliência, e de esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/jacinda-ardern-vira-documentario-quando-liderar-com-empatia-e-um-acto-revolucionario/">Jacinda Ardern Vira Documentário: Quando Liderar com Empatia é um Acto Revolucionário</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A estreia está marcada para&nbsp;<strong>17 de Junho no Disney+</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>21 de Junho no canal National Geographic</strong>. Se há um momento para conhecer esta história, é agora.</p>
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