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	<title>drama sobre fama &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>George Clooney Enfrenta o Lado Sombrio da Fama em Jay Kelly</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elson Baessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 18:05:21 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>(Estreia nos EUA hoje; chega à Netflix em todo o mundo a 5 de dezembro)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">George Clooney não tem medo de interpretar homens complicados, mas&nbsp;<em>Jay Kelly</em>&nbsp;coloca-o perante um espelho distorcido: o de um actor tão famoso que perdeu quase tudo — principalmente a família — enquanto corria atrás do estrelato. O novo filme de&nbsp;<strong>Noah Baumbach</strong>, escrito com Emily Mortimer e produzido para a Netflix, estreia hoje nos cinemas norte-americanos e chega à plataforma&nbsp;<strong>a 5 de dezembro</strong>, também em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A premissa é incómoda, quase provocadora: Clooney interpreta um actor cuja fama global é tão avassaladora que engoliu tudo à sua volta, desde amizades até à relação com as filhas. Para muitos, a personagem pode parecer um reflexo suavemente ficcionado do próprio Clooney — uma estrela mundial, omnipresente, acarinhada por várias gerações. Mas Clooney cortou essa ideia pela raiz durante a conferência de imprensa em Los Angeles, onde esteve presente a agência Lusa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/o-patio-da-saudade-o-fenomeno-nacional-de-2025-ja-chegou-ao-streaming/">O Pátio da Saudade — O Fenómeno Nacional de 2025 Já Chegou ao Streaming</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dizem-me que estou a fazer de mim próprio”, afirmou, “mas eu não tenho os arrependimentos que este tipo tem. Os meus filhos ainda gostam de mim”. O actor descreve Jay Kelly com uma franqueza quase desconfortável: “Ele é um idiota. O desafio era perceber se conseguiria torná-lo simpático apesar disso.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Baumbach, com o seu olhar habitual sobre a vulnerabilidade humana, confessa que a intenção do filme é outra: explorar aquele momento da vida em que a mortalidade deixa de ser uma ideia abstracta e passa a ser um facto concreto. É o instante em que a pessoa percebe que não há um segundo tempo, que as escolhas feitas foram as escolhas feitas — e que tudo aquilo que foi adiado pode já não voltar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="577" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/Jay-Kelly-still-1-publicity-H-2025.png-1024x577.webp" alt="" class="wp-image-21375" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/Jay-Kelly-still-1-publicity-H-2025.png-1024x577.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/Jay-Kelly-still-1-publicity-H-2025.png-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/Jay-Kelly-still-1-publicity-H-2025.png-768x433.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/Jay-Kelly-still-1-publicity-H-2025.png.webp 1296w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O filme acompanha não apenas Jay Kelly, mas também o seu círculo íntimo:&nbsp;<strong>Ron Sukenick</strong>, o agente interpretado por Adam Sandler, e&nbsp;<strong>Liz</strong>, a assessora que ganha vida pela mão de Laura Dern. Baumbach sublinha que todos eles gravitam em torno de Jay, como se a sua carreira fosse um sol demasiado quente para abandonar — mas que, com o tempo, começa a queimar quem está demasiado perto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Laura Dern inspirou-se directamente na sua própria assessora, Anett Wolf, para construir Liz, incluindo o lenço Hermès sempre preso à mala. “Estas pessoas são como família e mentores”, disse. “Têm de ser insuportavelmente pacientes.” Adam Sandler, por seu lado, vê a sua participação como uma espécie de espelho profissional: “A minha fala favorita é quando digo ‘Tu és o Jay Kelly, mas eu também sou o Jay Kelly’. Acho que as nossas equipas sentem o mesmo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A verdade é que&nbsp;<em>Jay Kelly</em>&nbsp;promete muito mais do que o típico drama sobre Hollywood. É um retrato da máquina da fama e, sobretudo, das suas consequências invisíveis — aquilo que se perde quando todos pensam que se tem tudo. Clooney, sempre perspicaz, sempre confortável a brincar com a própria imagem, oferece aqui uma performance que parece tanto uma provocação como uma reflexão.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">E enquanto o filme chega primeiro às salas norte-americanas, será na&nbsp;<strong>Netflix, a 5 de dezembro</strong>, que o mundo inteiro — Portugal incluído — poderá ver Clooney desfiar este actor falhado de si mesmo, nesta história onde o glamour, a culpa e a auto-ilusão se misturam sem piedade.</p>
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