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	<title>drama académico &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>“After the Hunt”: o filme que 2025 precisava — e que não tem medo de mexer nas feridas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Oct 2025 00:03:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Julia Roberts, Ayo Edebiri e Andrew Garfield num duelo moral incendiário — e um argumento de estreia que já está a dividir plateias 🔥 “After the Hunt” chega envolto em polémica, debates acesos e&#160;clips&#160;virais — exactamente como um filme adulto, sobre o mundo real, deve chegar. Estreado em Veneza e apresentado depois no New York [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Julia Roberts, Ayo Edebiri e Andrew Garfield num duelo moral incendiário — e um argumento de estreia que já está a dividir plateias <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f525.png" alt="🔥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“After the Hunt” chega envolto em polémica, debates acesos e&nbsp;<em>clips</em>&nbsp;virais — exactamente como um filme adulto, sobre o mundo real, deve chegar. Estreado em Veneza e apresentado depois no New York Film Festival, o novo trabalho de&nbsp;<strong>Luca Guadagnino</strong>&nbsp;junta&nbsp;<strong>Julia Roberts</strong>&nbsp;(Alma),&nbsp;<strong>Andrew Garfield</strong>&nbsp;(Hank) e&nbsp;<strong>Ayo Edebiri</strong>&nbsp;(uma aluna-protegida que desencadeia o drama) para desmontar, com bisturi e sem anestesia, um caso de alegada agressão sexual num campus da Ivy League. A partir daqui, nada é simples: a justiça parece binária, as pessoas não.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/julia-roberts-em-depois-da-cacada-o-filme-de-luca-guadagnino-que-promete-incendiar-debates-em-veneza/">Julia Roberts em “Depois da Caçada”: o filme de Luca Guadagnino que promete incendiar debates em Veneza</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O “filme-conversa” que ferve por dentro</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Escrito pela estreante&nbsp;<strong>Nora Garrett</strong>, o argumento recusa a cartilha do preto-no-branco. Em vez de discursos programáticos, há&nbsp;<strong>conversas</strong>, contradições e dilemas: ambição académica, culpa, memória, auto-preservação. Guadagnino filma isto como um thriller de ideias — câmara próxima, silêncios a arder, olhares que dizem mais do que páginas de diálogo — e dá aos actores espaço para respirarem (e para nos tirarem o ar).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="691" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/after-the-hunt_02018-1-1024x691.jpg" alt="" class="wp-image-20503" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/after-the-hunt_02018-1-1024x691.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/after-the-hunt_02018-1-300x202.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/after-the-hunt_02018-1-768x518.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/after-the-hunt_02018-1-1536x1037.jpg 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/after-the-hunt_02018-1.jpg 1692w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Alma, Hank, Maggie: três verdades, um abismo</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Alma (Roberts)</strong> é uma académica que viveu “da cabeça para cima”: metódica, controladora, ferozmente ambiciosa. A crise testa não só a sua ética, mas a identidade que construiu para chegar “lá acima”.</li>



<li><strong>Hank (Garfield)</strong> é o colega-referência, ora mentor, ora espelho estilhaçado. O filme obriga-nos a confrontar a distância entre a imagem pública e o íntimo.</li>



<li><strong>A jovem protegida (Edebiri)</strong> surge como epicentro de uma história onde <strong>acreditar</strong> ou <strong>duvidar</strong> tem consequências — pessoais, profissionais, políticas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nada aqui se resolve com uma frase feita ou com um&nbsp;<em>tweet</em>. Garrett insiste na&nbsp;<strong>zona cinzenta</strong>&nbsp;onde vivemos: pessoas boas que falham, pessoas falíveis que, ainda assim, merecem ser ouvidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O viral que o filme já previa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O momento que incendiou as redes — a entrevista em Veneza onde uma pergunta sobre “pós-#MeToo” e “pós-BLM” saiu torta — tornou-se um&nbsp;<strong>espelho meta</strong>&nbsp;do próprio filme: quem tem voz, quem a usa, quem a interpreta e quem a contesta. A reacção em cadeia online confirmou a tese de Garrett: vivemos tempos de&nbsp;<strong>flattening</strong>, em que opiniões são achatadas à sua leitura mais extrema. “After the Hunt” empurra no sentido contrário.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="691" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/After-the-Hunt-01033-1024x691.jpg" alt="" class="wp-image-20504" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/After-the-Hunt-01033-1024x691.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/After-the-Hunt-01033-300x202.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/After-the-Hunt-01033-768x518.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/After-the-Hunt-01033-1536x1037.jpg 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/After-the-Hunt-01033.jpg 1692w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Garrett, a “má feminista”? Nem pensar.</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A argumentista tem ouvido de tudo — inclusive rótulos fáceis — e responde com aquilo que o seu texto pratica:&nbsp;<strong>nuance</strong>. A sua Alma não é bandeira, é&nbsp;<strong>personagem</strong>. A dúvida que sobrevoa partes da narrativa não é um jogo cínico: é um convite a pensarmos&nbsp;<strong>como</strong>&nbsp;julgamos,&nbsp;<strong>com que provas</strong>,&nbsp;<strong>com que pressa</strong>. E o cinema, lembra o filme, não existe para nos dar folhas de cálculo moral, mas para nos deixar a pensar a caminho de casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/quando-keanu-reeves-quase-se-chamou-chuck-spadina-o-dia-em-que-hollywood-tentou-mudar-o-seu-nome/">Quando Keanu Reeves Quase Se Chamou “Chuck Spadina” — O Dia em Que Hollywood Tentou Mudar o Seu Nome <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f605.png" alt="😅" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Guadagnino em modo lâmina</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sem listas de planos e sem medo do risco, Guadagnino assina um filme de&nbsp;<strong>gestos</strong>: um olhar que vacila, um aperto de mão que não acontece, uma nota de 20 dólares pousada na mesa que resume — sem explicar —&nbsp;<strong>poder</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>transacção</strong>. É esse realismo nervoso que torna “After the Hunt” desconfortável e, por isso mesmo, necessário.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vale a pena?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se procuras respostas fechadas, este não é o filme. Se queres um cinema que&nbsp;<strong>mexe</strong>,&nbsp;<strong>provoca</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>obriga a pensar antes de “tomar partido”</strong>, então “After the Hunt” é, muito provavelmente, o título mais&nbsp;<strong>provocador</strong>&nbsp;de 2025. E com performances que vão dar que falar — Roberts em modo lâmina fria, Garfield num equilíbrio perigoso e Edebiri a provar que a sua intensidade não é só televisiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sem spoilers, mas com aviso</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não esperes absolvições fáceis nem vilões de desenho animado. O último acto não fecha portas —&nbsp;<strong>abre fissuras</strong>. É aí, nesse desconforto, que o filme encontra a sua força.</p>
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