<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>documentário indígena &#8211; Clube de Cinema</title>
	<atom:link href="https://clubedecinema.pt/tag/documentario-indigena/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 08 Apr 2025 09:19:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/07/cropped-clubedecinemalogo-32x32.jpg</url>
	<title>documentário indígena &#8211; Clube de Cinema</title>
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Entre Dois Mundos: Os Cineastas Matis Que Estão a Redefinir o Cinema Indígena</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/entre-dois-mundos-os-cineastas-matis-que-estao-a-redefinir-o-cinema-indigena/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/entre-dois-mundos-os-cineastas-matis-que-estao-a-redefinir-o-cinema-indigena/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 09:19:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual indígena]]></category>
		<category><![CDATA[cineastas indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema amazónico]]></category>
		<category><![CDATA[cinema indígena]]></category>
		<category><![CDATA[cultura Matis]]></category>
		<category><![CDATA[Damba Matis]]></category>
		<category><![CDATA[documentário indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Matses Muxan Akadakit]]></category>
		<category><![CDATA[Pixi Kata Matis]]></category>
		<category><![CDATA[Vale do Javari]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.clubedecinema.pt/?p=14600</guid>

					<description><![CDATA[🎥 Equipados com câmaras pequenas mas com uma visão imensa, os realizadores indígenas brasileiros&#160;Pixi Kata Matise&#160;Damba Matis&#160;estão a mostrar ao mundo uma nova forma de fazer cinema – a partir do coração da Amazónia. Pela primeira vez fora do Brasil, os dois cineastas viajaram até Paris para apresentar o seu documentário&#160;“Matses Muxan Akadakit”, uma obra [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a5.png" alt="🎥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Equipados com câmaras pequenas mas com uma visão imensa, os realizadores indígenas brasileiros&nbsp;<strong>Pixi Kata Matis</strong>e&nbsp;<strong>Damba Matis</strong>&nbsp;estão a mostrar ao mundo uma nova forma de fazer cinema – a partir do coração da Amazónia. Pela primeira vez fora do Brasil, os dois cineastas viajaram até Paris para apresentar o seu documentário&nbsp;<strong>“Matses Muxan Akadakit”</strong>, uma obra profundamente íntima e culturalmente rica que regista um dos rituais mais simbólicos da sua comunidade: a tatuagem facial dos jovens Matis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/robert-de-niro-vai-ser-homenageado-com-a-palma-de-ouro-honoraria-em-cannes-uma-lenda-reconhecida/">Robert De Niro vai ser homenageado com a Palma de Ouro Honorária em Cannes: Uma Lenda Reconhecida</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme, com 92 minutos e disponível gratuitamente no YouTube, foi gravado entre 2018 e 2019 e já passou por festivais na Alemanha, Bélgica e França. A sua exibição mais recente aconteceu no histórico&nbsp;<strong>Collège de France</strong>, fundado em 1530 – uma instituição que durante séculos estudou os povos indígenas, mas raramente lhes deu voz. Desta vez, a história foi contada por quem a vive.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um cinema feito de dentro</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O povo Matis habita o&nbsp;<strong>Vale do Javari</strong>, uma das regiões indígenas mais ricas e protegidas do planeta, na fronteira entre o Brasil, o Peru e a Colômbia. A sua história de contacto com o mundo exterior é recente – só em meados da década de 1970 é que tiveram os primeiros encontros. Ainda assim, em menos de duas gerações, passaram do isolamento ao digital. Aprenderam a filmar, a editar e, sobretudo, a narrar o seu mundo com o seu olhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pixi Kata Matis, de 31 anos, e Damba Matis, de 25, fazem parte de uma geração que percebeu que o futuro passa por&nbsp;<strong>viver entre dois mundos</strong>&nbsp;– o da floresta e o das cidades.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Hoje estamos a tentar aprender sobre o mundo dos brancos. Aprendemos português, mas mantemos a nossa língua. É mais importante”, explica Pixi.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A sua chegada a Paris foi registada por eles próprios – com as câmaras que se tornaram extensões da sua identidade. Damba, presidente da Associação dos Indígenas Matis, disse que a câmara é, para eles, “tão importante quanto o livro e a caneta são para os brancos”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Sem a câmara, não temos provas da nossa cultura nem da nossa viagem”, sublinha.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um cinema coletivo e espiritual</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário da lógica individualista de muitos cineastas ocidentais, os Matis pensam o cinema de forma&nbsp;<strong>coletiva</strong>. Segundo o consultor francês&nbsp;<strong>Lionel Rossini</strong>, que os acompanha há anos, “eles têm uma maneira única de pensar e fazer cinema – como um grupo, como um corpo unido”. Rossini também ajudou na edição de “Matses Muxan Akadakit” e garante que a formação continua: há agora&nbsp;<strong>16 jovens realizadores Matis</strong>&nbsp;prontos para pegar na câmara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência europeia será levada de volta para a aldeia, onde os “dadasibo” – os anciãos – aguardam com entusiasmo para ver as imagens da viagem. Um momento que mistura o moderno com o ancestral, o registo audiovisual com a oralidade tradicional.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A câmara como arma contra o esquecimento</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O Vale do Javari enfrenta ameaças constantes: madeireiros ilegais, garimpeiros, tráfico de drogas. Mesmo assim, o acesso ao sistema de internet por satélite&nbsp;<strong>Starlink</strong>&nbsp;já chegou a algumas povoações, criando paradoxos entre o tradicional e o contemporâneo. Para os Matis, isso não é um problema, mas uma nova realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estão em produção dois novos documentários: um sobre&nbsp;<strong>um festival em torno da capivara</strong>&nbsp;e outro sobre&nbsp;<strong>Mariwin</strong>, o espírito da floresta. E se há algo que este percurso mostra, é que a câmara na mão de um indígena deixa de ser uma ferramenta de exotização ou estudo antropológico: torna-se&nbsp;<strong>uma arma de afirmação cultural, uma ponte entre mundos e um meio de preservar aquilo que muitos querem apagar</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/a-ultima-resistencia-the-handmaids-tale/">A Última Resistência: The Handmaid’s Tale</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pixi resume o espírito da sua geração:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Fico emocionado por contar a minha própria história. A gente conseguiu lidar bem com o mundo dos brancos. Outros que vieram antes não conseguiram. Mas nós vamos continuar.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />&nbsp;<strong>Documentário:</strong>&nbsp;<em>Matses Muxan Akadakit</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4cd.png" alt="📍" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />&nbsp;<strong>Disponível em:</strong>&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/" target="_blank" rel="noopener">YouTube</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f5d3.png" alt="🗓" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />&nbsp;<strong>Duração:</strong>&nbsp;92 minutos</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f30d.png" alt="🌍" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />&nbsp;<strong>Próximos projetos:</strong>&nbsp;Filme sobre o festival da capivara e documentário sobre Mariwin, o espírito da floresta</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f7.png" alt="📷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />&nbsp;<strong>Produzido por:</strong>&nbsp;Associação dos Indígenas Matis com apoio do CTI e edição de Lionel Rossini</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/entre-dois-mundos-os-cineastas-matis-que-estao-a-redefinir-o-cinema-indigena/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
