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	<title>descida aos infernos &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
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		<title>Sirat: Óliver Laxe Convida-nos a Caminhar no Inferno (Para Encontrar Qualquer Coisa Parecida com Esperança)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 10:20:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Espanhol]]></category>
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					<description><![CDATA[O realizador galego estreia em Portugal o seu filme mais duro e introspectivo — e talvez o mais necessário 🔥 Óliver Laxe não faz cinema para nos entreter. Faz cinema para nos abanar. E com&#160;Sirat, a sua mais recente longa-metragem, o cineasta galego convida-nos para uma viagem seca, árida e sem atalhos, passada entre raves [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>O realizador galego estreia em Portugal o seu filme mais duro e introspectivo — e talvez o mais necessário</strong></p>



<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f525.png" alt="🔥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Óliver Laxe não faz cinema para nos entreter. Faz cinema para nos abanar. E com&nbsp;<em>Sirat</em>, a sua mais recente longa-metragem, o cineasta galego convida-nos para uma viagem seca, árida e sem atalhos, passada entre raves no deserto de Marrocos e silêncios carregados de dor. O filme, já premiado em Cannes e agora estreado em Portugal, é um mergulho no abismo — mas um abismo onde se procura, ainda assim, sentido.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/2-000-metros-para-andriivka-o-documentario-que-mostra-a-guerra-da-ucrania-como-nunca-a-viu/">“2.000 Metros para Andriivka”: O Documentário Que Mostra a Guerra da Ucrânia Como Nunca a Viu</a></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“<em>Sirat</em>&nbsp;é um filme duro. Mas a minha intenção foi cuidar do espectador”, explica Laxe. “Queria que olhasse para dentro.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entre Gilgamesh e o Rei Artur… numa rave no deserto</strong></h2>



<p>A premissa de&nbsp;<em>Sirat</em>&nbsp;pode parecer simples: um pai e um filho procuram Mar, a filha e irmã desaparecida numa zona remota de Marrocos, palco de raves clandestinas e decadência espiritual. Mas o que Laxe filma é uma verdadeira&nbsp;<strong>descida aos infernos</strong>, onde o que está em jogo não é apenas o reencontro, mas o confronto com o vazio — e com a morte.</p>



<p>Inspirado por epopeias como o Épico de Gilgamesh ou as lendas do Santo Graal, Laxe assume o cinema como via para a transcendência. E fá-lo recorrendo a uma linguagem crua, visualmente poderosa, onde a imagem é sempre mais forte do que qualquer explicação.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Um filme não é para ser entendido, é para ser sentido”, afirma.</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um cinema que remexe, que inquieta, que cuida — à sua maneira</strong></h2>



<p>Desde&nbsp;<em>Todos vós sodes capitáns</em>&nbsp;(2010) a&nbsp;<em>O Que Arde</em>&nbsp;(2019), passando por&nbsp;<em>Mimosas</em>&nbsp;(2016), Laxe construiu uma obra singular e espiritual, marcada por paisagens que são personagens e silêncios que são gritos. Em&nbsp;<em>Sirat</em>, essa procura radical atinge um novo patamar.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Sou um viciado da imagem. Elas apanham-me. Estamos à sua mercê.”</p>
</blockquote>



<p>E se o espectador se sente arrastado por esse deserto interior, é porque o próprio realizador também o percorreu com sacrifício.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Custou-me escrever e montar as sequências mais duras. Não queria fazer ninguém sofrer. Mas quis mostrar que&nbsp;<strong>a dor, a perda, a morte fazem parte do caminho</strong>.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O medo da morte e a rave como purgatório moderno</strong></h2>



<p>O título do filme,&nbsp;<em>Sirat</em>, remete para a tradição islâmica: a ponte que separa o inferno do paraíso, o caminho que todos devem atravessar após a morte. Essa ponte, no filme, é tanto literal como simbólica. E Laxe não foge à provocação:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Vivemos numa sociedade tanatofóbica. Fugimos da dor, da morte, da angústia. Eu quero olhar para a morte. Quero saber se morro com dignidade.”</p>
</blockquote>



<p>No meio de batidas electrónicas e corpos perdidos em êxtase, o cineasta vê algo mais do que fuga: vê&nbsp;<strong>um acto de entrega</strong>, uma espécie de liturgia contemporânea.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Na cultura rave, nada há de mais transcendental do que morrer num acto de serviço no dancefloor.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Paisagens com alma, cinema com cicatrizes</strong></h2>



<p>Como em toda a sua obra, também aqui a&nbsp;<strong>paisagem tem peso ontológico</strong>. É personagem, é espelho, é ameaça. E se Laxe afirma que adoraria filmar no Porto, é porque vê na arquitectura e nos lugares a alma das histórias.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Encantava-me filmar no Porto. Pela arquitectura, pela sucessão de lugares… pela vida que existe ali.”</p>
</blockquote>



<p>A vida, afinal, está sempre no centro do seu cinema — mesmo quando fala de morte. Porque, como sublinha:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Estamos todos feridos. Só que nem todos o sabem. O cinema, para mim, é essa tomada de consciência.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Caminhar, mesmo quando se sangra</strong></h2>



<p><em>Sirat</em>&nbsp;não é um filme fácil. Não pretende ser. É uma meditação existencial, uma oração inquieta sobre perda, fé e aceitação. Mas é, acima de tudo,&nbsp;<strong>um gesto de esperança</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A realidade é dura, mas temos fé de que o caminho nos leva a bom porto.”</p>
</blockquote>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/dracula-uma-historia-de-amor-luc-besson-reinventa-o-vampiro-mais-famoso-do-mundo/">“Drácula: Uma História de Amor” — Luc Besson Reinventa o Vampiro Mais Famoso do Mundo</a></p>



<p>E esse caminho, como nos lembra Laxe, é feito de sombras, de desertos, de imagens que nos perseguem. Mas também de cinema — esse lugar onde, por vezes,&nbsp;<strong>encontramos respostas sem precisar de perguntas.</strong></p>
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