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	<title>cultura digital &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
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		<title>South Park e o Mistério de “6, 7”: O Meme Que Não Significa Nada (E É Precisamente Esse o Ponto)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 11:10:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A 28.ª temporada da série arranca com um fenómeno viral sem sentido — e uma inesperada lição de existencialismo digital. 🤯📺 O regresso de&#160;South Park&#160;para a&#160;28.ª temporada&#160;trouxe de volta o humor corrosivo e o caos habitual, mas também deixou os fãs (e alguns pais americanos) completamente baralhados. No primeiro episódio, os alunos da escola de [&#8230;]]]></description>
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<p>A 28.ª temporada da série arranca com um fenómeno viral sem sentido — e uma inesperada lição de existencialismo digital. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f92f.png" alt="🤯" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4fa.png" alt="📺" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p>O regresso de&nbsp;<em>South Park</em>&nbsp;para a&nbsp;<strong>28.ª temporada</strong>&nbsp;trouxe de volta o humor corrosivo e o caos habitual, mas também deixou os fãs (e alguns pais americanos) completamente baralhados. No primeiro episódio, os alunos da escola de South Park começam a repetir misteriosamente a expressão&nbsp;<strong>“six, seven”</strong>&nbsp;(“seis, sete”) — um mantra sem explicação aparente que rapidamente se espalha como se fosse o novo grito de guerra de uma seita infantil.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/pennywise-esta-de-volta-novo-teaser-de-it-welcome-to-derry-promete-medo-palhacos-e-baloes-vermelhos-%f0%9f%8e%88/">Pennywise Está de Volta: Novo Teaser de&nbsp;IT: Welcome to Derry&nbsp;Promete Medo, Palhaços e Balões Vermelhos <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f388.png" alt="🎈" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p>Mas não, ninguém está a fundar um culto satânico no Colorado. Como explica o episódio, as crianças estão apenas a abraçar&nbsp;<strong>a ausência total de sentido da existência</strong>&nbsp;— uma espécie de piada cósmica à moda de&nbsp;<em>South Park</em>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A origem real do meme <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3b5.png" alt="🎵" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></h3>



<p>Longe da ficção, o fenómeno “6, 7” nasceu no mundo real, a partir de uma música do rapper&nbsp;<strong>Skrilla</strong>, intitulada&nbsp;<em>Doot Doot</em>, lançada em Dezembro de 2024. A canção ganhou força quando foi usada em múltiplos vídeos no&nbsp;<strong>TikTok</strong>, alguns deles com o jogador de basquetebol&nbsp;<strong>LaMelo Ball</strong>, cujo 1,98 m de altura (6 pés e 7 polegadas) inspirou a associação numérica.</p>



<p>O meme rapidamente deixou de ter qualquer ligação ao basquetebol. Jovens por todo o lado começaram a repetir o “six, seven” em contextos aleatórios, como resposta a perguntas sem resposta. “Qual é o jantar?” — “Six, seven.” “Sabes o resultado do teste?” — “Six, seven.” Acompanhado, claro, de um encolher de ombros e um olhar vazio digno do clássico emoticon: ¯\<em>(ツ)</em>/¯</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O nada como forma de expressão <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4ad.png" alt="💭" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></h3>



<p>O que significa “six, seven”? Absolutamente&nbsp;<strong>nada</strong>&nbsp;— e é precisamente essa a graça. Tal como observou o&nbsp;<em>Wall Street Journal</em>, é “como se Albert Camus tivesse uma conta no TikTok”. O meme tornou-se um símbolo da&nbsp;<strong>absurda desconexão e ironia existencial</strong>&nbsp;que marcam a cultura digital contemporânea: quanto menos sentido algo faz, mais rapidamente se torna viral.</p>



<p>Para a geração que cresce entre a ansiedade global, a sobrecarga de informação e o ruído constante das redes sociais, “six, seven” é quase uma filosofia de vida: rir-se do vazio, transformar a confusão em piada e, no processo, criar uma comunidade baseada… na falta de significado.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>De South Park para a eternidade da Internet <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4bb.png" alt="💻" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></h3>



<p>Ao integrar o meme na série, os criadores&nbsp;<strong>Trey Parker</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Matt Stone</strong>&nbsp;fizeram o que melhor sabem: transformar o absurdo em espelho social.&nbsp;<em>South Park</em>&nbsp;não explica o fenómeno — apenas mostra-o a expandir-se até à loucura, num retrato perfeito da rapidez com que a Internet dá vida (e morte) a uma ideia.</p>



<p>Tal como outros memes antes dele — de “404 Not Found” a “Me when the” —, “six, seven” acabará por desaparecer. Mas, graças a&nbsp;<em>South Park</em>, ficará imortalizado como o&nbsp;<strong>meme do nada</strong>: uma espécie de versão contemporânea de&nbsp;<em>O Estrangeiro</em>, de Camus, passada no recreio da escola.</p>



<p>ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/amadeus-will-sharpe-transforma-mozart-num-ser-repulsivo-no-novo-teaser-da-sky/">Amadeus: Will Sharpe Transforma Mozart num “Ser Repulsivo” no Novo Teaser da Sky</a></p>



<p>E, no fim, talvez o único comentário possível seja o próprio meme:</p>



<p><strong>¯\(ツ)/¯ 6, 7.</strong></p>
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		<title>Zelda Williams Critica Vídeos de IA com o Pai: “Parem. É Nojento e Não É Arte” 💔🤖</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2025 16:03:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[cultura digital]]></category>
		<category><![CDATA[deepfake]]></category>
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					<description><![CDATA[A filha de Robin Williams condena o uso de inteligência artificial para recriar a imagem e voz do lendário ator Zelda Williams, filha do inesquecível&#160;Robin Williams, fez um desabafo poderoso nas redes sociais — e com razão. A realizadora, conhecida por&#160;Lisa Frankenstein, usou o Instagram para pedir aos fãs que&#160;parem de lhe enviar vídeos criados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>A filha de Robin Williams condena o uso de inteligência artificial para recriar a imagem e voz do lendário ator</strong></p>



<p>Zelda Williams, filha do inesquecível&nbsp;<strong>Robin Williams</strong>, fez um desabafo poderoso nas redes sociais — e com razão. A realizadora, conhecida por&nbsp;<em>Lisa Frankenstein</em>, usou o Instagram para pedir aos fãs que&nbsp;<strong>parem de lhe enviar vídeos criados por inteligência artificial</strong>&nbsp;que tentam imitar o seu pai.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Parem de acreditar que quero ver isso ou que vou compreender. Não quero e não vou”, escreveu Zelda. “Se tiverem um mínimo de decência, parem de fazer isto com ele, comigo e com todos. É estúpido, é uma perda de tempo e energia — e garanto-vos,&nbsp;<strong>não é o que ele gostaria</strong>.”</p>
</blockquote>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/tron-ares-as-primeiras-reacoes-ao-regresso-da-saga-sao-electrificantes-%e2%9a%a1%f0%9f%8e%ac/">Tron: Ares — As Primeiras Reações ao Regresso da Saga São Electrificantes <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/26a1.png" alt="⚡" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4ac.png" alt="💬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> “Isto não é arte, é um insulto”</strong></h4>



<p>Zelda, de 34 anos, foi ainda mais dura nas palavras ao condenar a forma como a IA tem sido usada para “reviver” figuras públicas falecidas, reduzindo a sua humanidade a meros algoritmos visuais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Ver o legado de pessoas reais ser reduzido a ‘parece-se vagamente com eles, soa vagamente como eles, chega’ — só para gerar lixo no TikTok — é&nbsp;<strong>revoltante</strong>. Não estão a criar arte, estão a fazer salsichas industriais a partir das vidas de seres humanos e a enfiá-las pela goela abaixo de outros, à espera de um like.”</p>
</blockquote>



<p>As suas palavras ecoam uma preocupação crescente em Hollywood: a fronteira ética entre tecnologia e criação artística.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f9e0.png" alt="🧠" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> O debate sobre IA em Hollywood</strong></h4>



<p>Zelda Williams junta-se assim à lista de figuras de peso da indústria que&nbsp;<strong>denunciam os abusos da IA</strong>. Nas últimas semanas, sindicatos como o&nbsp;<strong>SAG-AFTRA</strong>&nbsp;e vários atores criticaram a criação de uma atriz gerada por computador chamada&nbsp;<strong>Tilly Norwood</strong>, apresentada por um novo estúdio de talentos digitais.</p>



<p>Executivos de grandes estúdios também expressaram receio sobre o uso indevido de&nbsp;<strong>Sora 2</strong>, a aplicação de vídeo da&nbsp;<strong>OpenAI</strong>, que levanta questões sobre direitos de imagem e propriedade intelectual.</p>



<p>O CEO da empresa,&nbsp;<strong>Sam Altman</strong>, prometeu “dar aos criadores mais controlo sobre o uso da sua propriedade intelectual”, mas a polémica continua a crescer.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f5e3.png" alt="🗣" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> “A IA não é o futuro — é o passado reciclado”</strong></h4>



<p>Numa segunda publicação, Zelda reforçou o tom crítico e o desprezo pela ideia de que a inteligência artificial representa uma evolução criativa:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“E, por amor de tudo, parem de chamar a isto ‘o futuro’. A IA está apenas a reciclar e a regurgitar o passado para ser consumido outra vez. Estão a engolir o&nbsp;<em>Human Centipede</em>&nbsp;do conteúdo, no fim da linha, enquanto os do topo riem e continuam a consumir.”</p>
</blockquote>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f494.png" alt="💔" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Um apelo pela memória e pela dignidade</strong></h4>



<p>Robin Williams, falecido em&nbsp;<strong>2014 aos 63 anos</strong>, continua a ser uma das figuras mais amadas da história do cinema — e também uma das mais exploradas em montagens e recriações digitais. Zelda deixou claro que a sua luta é&nbsp;<strong>pelo respeito e pela preservação da arte e da humanidade</strong>&nbsp;do pai, e de todos os artistas que já partiram.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O meu pai não era um algoritmo. Era um homem — e é assim que quero que o recordem.”</p>
</blockquote>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/george-clooney-fugiu-de-hollywood-para-dar-uma-vida-normal-aos-filhos-em-franca-ninguem-quer-saber-da-fama-%f0%9f%87%ab%f0%9f%87%b7%f0%9f%8c%be/">George Clooney Fugiu de Hollywood para Dar uma Vida “Normal” aos Filhos: “Em França, Ninguém Quer Saber da Fama” <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f1eb-1f1f7.png" alt="🇫🇷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f33e.png" alt="🌾" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>
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