<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>comédia paillarde francesa &#8211; Clube de Cinema</title>
	<atom:link href="https://clubedecinema.pt/tag/comedia-paillarde-francesa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 05 May 2025 09:46:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/07/cropped-clubedecinemalogo-32x32.jpg</url>
	<title>comédia paillarde francesa &#8211; Clube de Cinema</title>
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Morreu Jean-François Davy, o Realizador Irreverente que Levou o Erotismo à Croisette 🎬🍌</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/morreu-jean-francois-davy-o-realizador-irreverente-que-levou-o-erotismo-a-croisette-%f0%9f%8e%ac%f0%9f%8d%8c/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/morreu-jean-francois-davy-o-realizador-irreverente-que-levou-o-erotismo-a-croisette-%f0%9f%8e%ac%f0%9f%8d%8c/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2025 09:46:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[cineasta provocador]]></category>
		<category><![CDATA[cinema francês anos 70]]></category>
		<category><![CDATA[comédia paillarde francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Exhibition Cannes 1975]]></category>
		<category><![CDATA[filmes escândalo França]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-François Davy cinema erótico]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-François Davy morreu]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-François Davy pornografia]]></category>
		<category><![CDATA[morte realizador francês]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.clubedecinema.pt/?p=15448</guid>

					<description><![CDATA[Cineasta maldito? Provocador? Visionário do X com alma de documentarista? Jean-François Davy morreu aos 79 anos, deixando uma filmografia única que oscilava entre o escândalo e a comédia popular O cinema francês despede-se de uma figura tão marginal quanto inesquecível:&#160;Jean-François Davy, realizador e produtor de espírito livre e obra provocadora, morreu a 2 de maio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cineasta maldito? Provocador? Visionário do X com alma de documentarista? Jean-François Davy morreu aos 79 anos, deixando uma filmografia única que oscilava entre o escândalo e a comédia popular</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cinema francês despede-se de uma figura tão marginal quanto inesquecível:&nbsp;<strong>Jean-François Davy</strong>, realizador e produtor de espírito livre e obra provocadora, morreu a 2 de maio de 2025 vítima de ataque cardíaco, aos 79 anos. O seu nome pode não ser tão conhecido fora do circuito cinéfilo francês, mas Davy assinou alguns dos filmes mais ousados e controversos da década de 70 — com um lugar garantido na história do cinema erótico e independente europeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/%f0%9f%8e%ac-10-filmes-perfeitos-para-celebrar-o-dia-da-mae-e-onde-os-ver-em-portugal-e-no-brasil/"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> 10 filmes perfeitos para celebrar o Dia da Mãe — e onde os ver em Portugal e no Brasil</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um percurso à margem da indústria… desde o primeiro dia</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Jean-François Davy começou no cinema de forma clássica: com curtas-metragens e como assistente de realização de&nbsp;<strong>Luc Moullet</strong>, em&nbsp;<em>Brigitte et Brigitte</em>&nbsp;(1966). Mas rapidamente percebeu que a sua voz era demasiado irreverente para os circuitos tradicionais. O seu primeiro longa,&nbsp;<em>L’Attentat</em>, nunca chegou sequer a ser distribuído. Seguiu-se&nbsp;<em>Traquenards</em>(1969), um polar sombrio que também não causou ondas — pelo menos não as que Davy esperava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas seria na viragem dos anos 70 que encontraria o seu terreno natural: a&nbsp;<strong>comédia paillarde</strong>, um subgénero francês carregado de trocadilhos sexuais, erotismo desinibido e um certo espírito anárquico. Títulos como&nbsp;<em>Bananes mécaniques</em>(1973),&nbsp;<em>Prenez la queue comme tout le monde</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Q</em>&nbsp;marcaram o tom.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Exhibition: quando o porno se fez arte em Cannes</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O momento-chave da sua carreira viria em 1975 com&nbsp;<em>Exhibition</em>,&nbsp;<strong>um documentário sobre os bastidores do cinema pornográfico</strong>, com especial foco na actriz Claudine Beccarie — uma das primeiras estrelas X em França. O filme, ousado e revelador, foi&nbsp;<strong>apresentado em Cannes</strong>, o que causou escândalo e fascínio em doses iguais. Um feito notável, numa altura em que o erotismo ainda era tratado como um tabu cinematográfico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Davy não parou por aí. Em 1978, lançou&nbsp;<em>Exhibition 2</em>, centrado em&nbsp;<strong>Sylvia Bourdon</strong>, e completou a trilogia de retratos com&nbsp;<em>Les Pornocrates</em>&nbsp;(1976) e&nbsp;<em>Prostitution</em>&nbsp;(1975), onde investigava os meandros da prostituição em França. O cinema de Davy não era pornografia gratuita — era uma exploração frontal e humanizada de corpos, desejos e margens sociais.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Entre o riso e o choque: da pornografia à comédia popular</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da associação ao universo X, Davy nunca se confinou a um único estilo. Produziu comédias mais acessíveis, como&nbsp;<em>Chaussette surprise</em>&nbsp;(1978), com&nbsp;<strong>Bernadette Lafont, Michel Galabru</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Bernard Le Coq</strong>, ou&nbsp;<em>Ça va faire mal !</em>&nbsp;(1982), protagonizado por&nbsp;<strong>Bernard Ménez</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Henri Guybet</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 80, afastou-se progressivamente da realização e apostou no&nbsp;<strong>mercado de vídeo doméstico</strong>, fundando empresas como a&nbsp;<strong>Fil à Film</strong>&nbsp;e a&nbsp;<strong>Opening</strong>, e o laboratório de duplicação&nbsp;<strong>Vidéo Pouce</strong>. Um verdadeiro empresário do audiovisual, sempre ligado ao mundo das imagens.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um regresso tardio e inesperado</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de mais de duas décadas de ausência atrás das câmaras, Jean-François Davy voltou em 2006 com&nbsp;<em>Les Aiguilles rouges</em>, um drama de sobrevivência inspirado em experiências pessoais de juventude. Seguiu-se a comédia&nbsp;<em>Tricheuse</em>(2008), com&nbsp;<strong>Hélène de Fougerolles</strong>, e, em 2016, a sua última longa-metragem:&nbsp;<em>Vive la crise !</em>, uma comédia política com&nbsp;<strong>Jean-Marie Bigard</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Jean-Claude Dreyfus</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fiel a si mesmo até ao fim, Davy manteve o seu gosto por provocar, divertir e incomodar, cruzando géneros como quem atravessa ruas: sem pedir licença.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um realizador que nunca pediu desculpa por ser diferente</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Jean-François Davy deixa uma obra difícil de classificar. Parte do público vê-o como um cronista libertário de uma época de revolução sexual; outros como um provocador que nunca quis agradar. Talvez tenha sido tudo isso — e ainda mais. O que é certo é que&nbsp;<strong>teve coragem para filmar o que poucos ousavam</strong>&nbsp;e abrir caminhos entre o erotismo, a sátira e o documentário social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E por muito que alguns filmes seus sejam hoje vistos como relíquias de uma época passada, a sua abordagem sem filtros continua a inspirar cineastas que procuram explorar zonas cinzentas da condição humana. O cinema precisa de gente assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/dee-wallace-vs-spielberg-o-dia-em-que-a-mae-do-e-t-disse-nao-a-uma-cena-de-cama-%f0%9f%91%bd%f0%9f%9b%8f%ef%b8%8f/">Dee Wallace vs Spielberg: O Dia em que a Mãe do E.T  Disse “Não!” a uma Cena de Cama <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f47d.png" alt="👽" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f6cf.png" alt="🛏" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/morreu-jean-francois-davy-o-realizador-irreverente-que-levou-o-erotismo-a-croisette-%f0%9f%8e%ac%f0%9f%8d%8c/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
