<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>cinema introspectivo &#8211; Clube de Cinema</title>
	<atom:link href="https://clubedecinema.pt/tag/cinema-introspectivo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 04 Aug 2025 10:20:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/07/cropped-clubedecinemalogo-32x32.jpg</url>
	<title>cinema introspectivo &#8211; Clube de Cinema</title>
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Sirat: Óliver Laxe Convida-nos a Caminhar no Inferno (Para Encontrar Qualquer Coisa Parecida com Esperança)</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/sirat-oliver-laxe-convida-nos-a-caminhar-no-inferno-para-encontrar-qualquer-coisa-parecida-com-esperanca/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/sirat-oliver-laxe-convida-nos-a-caminhar-no-inferno-para-encontrar-qualquer-coisa-parecida-com-esperanca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 10:20:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Espanhol]]></category>
		<category><![CDATA[cinema espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[cinema introspectivo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura rave]]></category>
		<category><![CDATA[descida aos infernos]]></category>
		<category><![CDATA[estreia Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[filme Sirat]]></category>
		<category><![CDATA[filmes Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[filmes sobre a morte]]></category>
		<category><![CDATA[Mimosas]]></category>
		<category><![CDATA[O Que Arde]]></category>
		<category><![CDATA[Óliver Laxe]]></category>
		<category><![CDATA[Sirat]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.clubedecinema.pt/?p=18267</guid>

					<description><![CDATA[O realizador galego estreia em Portugal o seu filme mais duro e introspectivo — e talvez o mais necessário 🔥 Óliver Laxe não faz cinema para nos entreter. Faz cinema para nos abanar. E com&#160;Sirat, a sua mais recente longa-metragem, o cineasta galego convida-nos para uma viagem seca, árida e sem atalhos, passada entre raves [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>O realizador galego estreia em Portugal o seu filme mais duro e introspectivo — e talvez o mais necessário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f525.png" alt="🔥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Óliver Laxe não faz cinema para nos entreter. Faz cinema para nos abanar. E com&nbsp;<em>Sirat</em>, a sua mais recente longa-metragem, o cineasta galego convida-nos para uma viagem seca, árida e sem atalhos, passada entre raves no deserto de Marrocos e silêncios carregados de dor. O filme, já premiado em Cannes e agora estreado em Portugal, é um mergulho no abismo — mas um abismo onde se procura, ainda assim, sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/2-000-metros-para-andriivka-o-documentario-que-mostra-a-guerra-da-ucrania-como-nunca-a-viu/">“2.000 Metros para Andriivka”: O Documentário Que Mostra a Guerra da Ucrânia Como Nunca a Viu</a></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“<em>Sirat</em>&nbsp;é um filme duro. Mas a minha intenção foi cuidar do espectador”, explica Laxe. “Queria que olhasse para dentro.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entre Gilgamesh e o Rei Artur… numa rave no deserto</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A premissa de&nbsp;<em>Sirat</em>&nbsp;pode parecer simples: um pai e um filho procuram Mar, a filha e irmã desaparecida numa zona remota de Marrocos, palco de raves clandestinas e decadência espiritual. Mas o que Laxe filma é uma verdadeira&nbsp;<strong>descida aos infernos</strong>, onde o que está em jogo não é apenas o reencontro, mas o confronto com o vazio — e com a morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inspirado por epopeias como o Épico de Gilgamesh ou as lendas do Santo Graal, Laxe assume o cinema como via para a transcendência. E fá-lo recorrendo a uma linguagem crua, visualmente poderosa, onde a imagem é sempre mais forte do que qualquer explicação.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Um filme não é para ser entendido, é para ser sentido”, afirma.</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um cinema que remexe, que inquieta, que cuida — à sua maneira</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Desde&nbsp;<em>Todos vós sodes capitáns</em>&nbsp;(2010) a&nbsp;<em>O Que Arde</em>&nbsp;(2019), passando por&nbsp;<em>Mimosas</em>&nbsp;(2016), Laxe construiu uma obra singular e espiritual, marcada por paisagens que são personagens e silêncios que são gritos. Em&nbsp;<em>Sirat</em>, essa procura radical atinge um novo patamar.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Sou um viciado da imagem. Elas apanham-me. Estamos à sua mercê.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">E se o espectador se sente arrastado por esse deserto interior, é porque o próprio realizador também o percorreu com sacrifício.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Custou-me escrever e montar as sequências mais duras. Não queria fazer ninguém sofrer. Mas quis mostrar que&nbsp;<strong>a dor, a perda, a morte fazem parte do caminho</strong>.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O medo da morte e a rave como purgatório moderno</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O título do filme,&nbsp;<em>Sirat</em>, remete para a tradição islâmica: a ponte que separa o inferno do paraíso, o caminho que todos devem atravessar após a morte. Essa ponte, no filme, é tanto literal como simbólica. E Laxe não foge à provocação:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Vivemos numa sociedade tanatofóbica. Fugimos da dor, da morte, da angústia. Eu quero olhar para a morte. Quero saber se morro com dignidade.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">No meio de batidas electrónicas e corpos perdidos em êxtase, o cineasta vê algo mais do que fuga: vê&nbsp;<strong>um acto de entrega</strong>, uma espécie de liturgia contemporânea.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Na cultura rave, nada há de mais transcendental do que morrer num acto de serviço no dancefloor.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Paisagens com alma, cinema com cicatrizes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como em toda a sua obra, também aqui a&nbsp;<strong>paisagem tem peso ontológico</strong>. É personagem, é espelho, é ameaça. E se Laxe afirma que adoraria filmar no Porto, é porque vê na arquitectura e nos lugares a alma das histórias.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Encantava-me filmar no Porto. Pela arquitectura, pela sucessão de lugares… pela vida que existe ali.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A vida, afinal, está sempre no centro do seu cinema — mesmo quando fala de morte. Porque, como sublinha:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Estamos todos feridos. Só que nem todos o sabem. O cinema, para mim, é essa tomada de consciência.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Caminhar, mesmo quando se sangra</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Sirat</em>&nbsp;não é um filme fácil. Não pretende ser. É uma meditação existencial, uma oração inquieta sobre perda, fé e aceitação. Mas é, acima de tudo,&nbsp;<strong>um gesto de esperança</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A realidade é dura, mas temos fé de que o caminho nos leva a bom porto.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/dracula-uma-historia-de-amor-luc-besson-reinventa-o-vampiro-mais-famoso-do-mundo/">“Drácula: Uma História de Amor” — Luc Besson Reinventa o Vampiro Mais Famoso do Mundo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">E esse caminho, como nos lembra Laxe, é feito de sombras, de desertos, de imagens que nos perseguem. Mas também de cinema — esse lugar onde, por vezes,&nbsp;<strong>encontramos respostas sem precisar de perguntas.</strong></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/sirat-oliver-laxe-convida-nos-a-caminhar-no-inferno-para-encontrar-qualquer-coisa-parecida-com-esperanca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Oh, Canada&#8221;: Jacob Elordi Traz Richard Gere de Volta ao Cinema com o Novo Filme de Paul Schrader</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/oh-canada-jacob-elordi-traz-richard-gere-de-volta-ao-cinema-com-o-novo-filme-de-paul-schrader/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/oh-canada-jacob-elordi-traz-richard-gere-de-volta-ao-cinema-com-o-novo-filme-de-paul-schrader/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Nov 2024 11:57:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[American Gigolo]]></category>
		<category><![CDATA[cinema introspectivo]]></category>
		<category><![CDATA[estreia em Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Jacob Elordi]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Imperioli]]></category>
		<category><![CDATA[novos filmes de 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Oh Canada]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Schrader]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Gere]]></category>
		<category><![CDATA[trailer Oh Canada]]></category>
		<category><![CDATA[Uma Thurman]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.clubedecinema.pt/?p=9955</guid>

					<description><![CDATA[Foi lançado o aguardado trailer de&#160;Oh, Canada, o novo filme do realizador Paul Schrader, que junta no ecrã Jacob Elordi e Richard Gere, revivendo uma dupla inesperada e cativante que marca um novo capítulo no cinema. Quarenta e quatro anos após&#160;American Gigolo, Schrader decide revisitar o carisma de Gere, desta vez com uma abordagem inovadora: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Foi lançado o aguardado trailer de&nbsp;<em>Oh, Canada</em>, o novo filme do realizador Paul Schrader, que junta no ecrã Jacob Elordi e Richard Gere, revivendo uma dupla inesperada e cativante que marca um novo capítulo no cinema. Quarenta e quatro anos após&nbsp;<em>American Gigolo</em>, Schrader decide revisitar o carisma de Gere, desta vez com uma abordagem inovadora: Elordi interpreta a versão mais jovem da personagem de Gere, trazendo uma intensidade e magnetismo que já conquistaram os primeiros críticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/ridley-scott-responde-a-tarantino-menos-conversa-mais-filmes/" data-type="post" data-id="9942">Ridley Scott Responde a Tarantino: “Menos Conversa, Mais Filmes!”</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Paul Schrader, conhecido por filmes que desafiam convenções, revelou que bastou um teste rápido por Zoom para se convencer do talento e carisma de Jacob Elordi, um ator que ganhou notoriedade com a série&nbsp;<em>Euphoria</em>&nbsp;e mais recentemente com os filmes&nbsp;<em>Priscilla</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Saltburn</em>. O realizador elogiou a forma como Elordi consegue capturar a essência da personagem, comparando-o ao jovem Gere, cujas interpretações marcantes definiram o cinema de uma época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enredo de&nbsp;<em>Oh, Canada</em>&nbsp;centra-se num realizador de documentários (interpretado por Gere e Elordi em diferentes fases da vida) que, consciente do seu tempo a esgotar-se, decide narrar a sua própria história diante das câmaras. Esta narrativa introspectiva promete transportar o espectador numa viagem profunda e emocional sobre a vida, a memória e a arte do cinema. Além de Gere e Elordi, o filme conta com as participações notáveis de Uma Thurman e Michael Imperioli, reforçando o elenco com nomes de peso e aumentando ainda mais as expectativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme foi apresentado na competição do Festival de Cannes, o que só aumentou o entusiasmo. Em Portugal, os direitos de exibição já foram adquiridos pela NOS, mas a data de estreia ainda não foi anunciada. A expectativa, no entanto, é grande, pois os amantes do cinema aguardam não só pela representação de Gere, mas também para ver como Elordi, um talento emergente, consegue imprimir a sua marca numa narrativa exigente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com temas que exploram a relação entre identidade e legado,&nbsp;<em>Oh, Canada</em>&nbsp;promete ser uma das estreias mais intrigantes do ano, apresentando uma reflexão sobre a vida e a arte que certamente ressoará com o público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/denis-villeneuve-responde-a-quentin-tarantino-sobre-dune-nao-quero-saber/" data-type="post" data-id="9952">Denis Villeneuve Responde a Quentin Tarantino Sobre “Dune”: “Não Quero Saber”</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/oh-canada-jacob-elordi-traz-richard-gere-de-volta-ao-cinema-com-o-novo-filme-de-paul-schrader/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
