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	<title>cinema independente &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>cinema independente &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Estes São Mesmo os 8 Melhores Filmes do Sundance 2026 Segundo a Rotten Tomatoes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 15:02:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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		<category><![CDATA[Ha-Chan Shake Your Booty]]></category>
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					<description><![CDATA[Do horror corporal à comédia romântica reconfortante, um festival em grande forma O Sundance Film Festival 2026 despediu-se de Park City, no Utah, com emoção à flor da pele. Houve homenagens sentidas — como o tributo a Robert Redford, fundador do festival —, gargalhadas nostálgicas na sessão de aniversário de Little Miss Sunshine e, acima de tudo, cinema de alto nível. [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do horror corporal à comédia romântica reconfortante, um festival em grande forma</strong></h2>



<p>O <strong>Sundance Film Festival 2026</strong> despediu-se de Park City, no Utah, com emoção à flor da pele. Houve homenagens sentidas — como o tributo a Robert Redford, fundador do festival —, gargalhadas nostálgicas na sessão de aniversário de <em>Little Miss Sunshine</em> e, acima de tudo, cinema de alto nível. Muito cinema.</p>



<p>Apesar da incerteza sobre o futuro do festival na nova localização em Boulder, no Colorado, a edição de 2026 confirmou algo essencial: o Sundance continua a ser um dos grandes termómetros do cinema independente mundial. E segundo a <strong>Rotten Tomatoes</strong>, estes foram <strong>os oito melhores filmes exibidos no festival</strong> — uma selecção que atravessa géneros, tons e sensibilidades, mas que partilha um denominador comum: qualidade acima da média.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Os 8 filmes que marcaram o Sundance 2026</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ha-Chan, Shake Your Booty! (2026)</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/q43nwphzgHa_Chan_Shake_Your_Booty-Still_1.png-1024x576.webp" alt="" class="wp-image-23505" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/q43nwphzgHa_Chan_Shake_Your_Booty-Still_1.png-1024x576.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/q43nwphzgHa_Chan_Shake_Your_Booty-Still_1.png-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/q43nwphzgHa_Chan_Shake_Your_Booty-Still_1.png-768x432.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/q43nwphzgHa_Chan_Shake_Your_Booty-Still_1.png-1536x865.webp 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/q43nwphzgHa_Chan_Shake_Your_Booty-Still_1.png-2048x1153.webp 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Uma comédia dramática vibrante sobre Haru, uma bailarina a recuperar de uma tragédia pessoal que encontra um novo impulso artístico — e emocional — graças a uma paixão inesperada. Com Rinko Kikuchi em grande forma e Alberto Guerra como instrutor carismático, o filme conquistou público e crítica pelo seu visual exuberante e pelo tom entre o delírio e a melancolia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Josephine (2026)</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/Josephine-Still_1_50d4a7.jpg-1024x576.webp" alt="" class="wp-image-23501" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/Josephine-Still_1_50d4a7.jpg-1024x576.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/Josephine-Still_1_50d4a7.jpg-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/Josephine-Still_1_50d4a7.jpg-768x432.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/Josephine-Still_1_50d4a7.jpg-1536x864.webp 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/Josephine-Still_1_50d4a7.jpg-2048x1152.webp 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Vencedor do <strong>Prémio do Público</strong> e do <strong>Grande Prémio do Júri</strong>, <em>Josephine</em> foi um dos títulos mais comentados do festival. A história acompanha uma criança que testemunha uma agressão sexual, filmada de forma a colocar o espectador dentro da mente traumatizada da protagonista. A interpretação de Mason Reeves foi amplamente elogiada, tal como o trabalho de Channing Tatum e Gemma Chan.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Mum, I’m Alien Pregnant (2026)</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/mumimalienpregnant-header-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-23507" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/mumimalienpregnant-header-1024x576.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/mumimalienpregnant-header-300x169.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/mumimalienpregnant-header-768x432.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/mumimalienpregnant-header-1536x864.jpg 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/mumimalienpregnant-header.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O título chama a atenção — e o filme corresponde. Esta comédia de horror corporal mistura gravidez alienígena, tentáculos e muito humor grotesco, num híbrido improvável entre&nbsp;<em>mumblecore</em>&nbsp;e&nbsp;<em>gross-out horror</em>. Estranho, encantador e surpreendentemente eficaz, tornou-se rapidamente um favorito cult do festival.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>The Incomer (2026)</strong></h3>



<p>Uma comédia negra sobre isolamento distópico e choque cultural. Dois irmãos vivem numa ilha remota segundo regras rígidas deixadas pelo pai falecido, até à chegada de um funcionário público socialmente desajustado. O resultado é uma sátira deliciosa sobre integração social, identidade e crescimento pessoal, com gargalhadas desconfortáveis pelo meio.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>The Invite (2026)</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="635" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The_Invite-Still_1-1-1024x635-1.jpg" alt="" class="wp-image-23504" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The_Invite-Still_1-1-1024x635-1.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The_Invite-Still_1-1-1024x635-1-300x186.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The_Invite-Still_1-1-1024x635-1-768x476.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Uma das grandes sensações do Sundance. Realizado e protagonizado por Olivia Wilde, este <em>dramedy</em> farsesco acompanha um casal em crise forçado a engolir os seus problemas quando recebe vizinhos ainda mais caóticos para jantar. O guião de Will McCormack e Rashida Jones foi amplamente elogiado e o filme desencadeou uma guerra de licitações entre estúdios.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>The Moment (2026)</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="667" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The-Moment-Charlie-XCX.jpg.webp" alt="" class="wp-image-23503" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The-Moment-Charlie-XCX.jpg.webp 1000w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The-Moment-Charlie-XCX.jpg-300x200.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The-Moment-Charlie-XCX.jpg-768x512.webp 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>O mockumentary de Charli XCX foi o bilhete mais disputado do festival. Inspirado em <em>This Is Spinal Tap</em>, o filme satiriza a indústria da música, a mercantilização da arte e a construção de marcas pessoais. Dividiu opiniões, mas conquistou críticos que elogiaram o humor afiado e a leitura certeira do conflito entre arte e comércio.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>The Weight (2026)</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="383" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The_Weight-Still_3.jpg.webp" alt="" class="wp-image-23506" style="width:846px;height:auto" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The_Weight-Still_3.jpg.webp 681w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/The_Weight-Still_3.jpg-300x169.webp 300w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>



<p>Um drama histórico intenso protagonizado por Ethan Hawke. Ambientado durante a Grande Depressão, o filme segue um homem enviado para um campo de trabalho forçado e confrontado com uma proposta moralmente devastadora: contrabandear ouro para conquistar a liberdade. Um filme duro, exigente e amplamente elogiado pela interpretação física e emocional de Hawke.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Carousel (2026)</strong></h3>



<p>O título mais “confortável” da lista, mas não menos digno. Esta comédia romântica delicada acompanha um médico divorciado que reencontra um amor do passado. Com Chris Pine e Jenny Slate, <em>Carousel</em> conquistou críticos pela sua sensibilidade, paciência narrativa e charme clássico, evocando romances cinematográficos de outra era.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sundance continua a ditar tendências</strong></h2>



<p>A selecção da Rotten Tomatoes confirma que o Sundance 2026 foi tudo menos tímido: houve risco, diversidade e propostas que vão do desconforto absoluto ao puro aconchego emocional. Se este é o prenúncio do cinema que aí vem, então o futuro continua — felizmente — muito independente.</p>
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		<title>Um fenómeno independente chamado Iron Lung abala o box office e emociona Markiplier</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 19:39:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[box office]]></category>
		<category><![CDATA[cinema independente]]></category>
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					<description><![CDATA[Filme auto-financiado estreia com 21 milhões de dólares e prova que o cinema indie ainda pode vencer Contra todas as expectativas — e praticamente contra todas as regras não escritas da indústria — Iron Lung tornou-se num dos casos mais falados do box office recente. O filme, escrito, realizado, protagonizado, financiado e distribuído de forma independente por Markiplier (nome [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Filme auto-financiado estreia com 21 milhões de dólares e prova que o cinema indie ainda pode vencer</strong></h2>



<p>Contra todas as expectativas — e praticamente contra todas as regras não escritas da indústria — <em>Iron Lung</em> tornou-se num dos casos mais falados do box office recente. O filme, escrito, realizado, protagonizado, financiado e distribuído de forma independente por <strong>Markiplier</strong> (nome verdadeiro: Mark Fischbach), estreou com <strong>21,7 milhões de dólares a nível mundial</strong>, incluindo <strong>17,8 milhões na América do Norte</strong>, onde alcançou o segundo lugar do top semanal em 3.015 salas.</p>



<p>ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/um-documentario-de-75-milhoes-protestos-a-porta-e-um-pais-em-combustao/">Um documentário de 75 milhões, protestos à porta e um país em combustão</a></p>



<p>Um feito notável por várias razões: <em>Iron Lung</em> custou cerca de <strong>3 milhões de dólares</strong>, não teve apoio de grandes estúdios e esteve inicialmente previsto para uma estreia muito mais modesta, em apenas 50 salas. Em vez disso, acabou a disputar o topo da tabela com <em>Send Help</em>, o novo thriller de <strong>Sam Raimi</strong>, produzido pela <strong>Disney</strong>, que arrecadou cerca de 30 milhões no mesmo período.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um criador digital a jogar no campo dos gigantes</strong></h2>



<p>Baseado num videojogo indie de terror,&nbsp;<em>Iron Lung</em>&nbsp;decorre num cenário pós-apocalíptico, onde um fugitivo é forçado a explorar um oceano de sangue em busca de recursos, após um evento semelhante ao arrebatamento bíblico. A premissa é extrema, claustrofóbica e longe do cinema “seguro” que costuma dominar os multiplex — o que torna o seu sucesso ainda mais improvável.</p>



<p>Visivelmente emocionado, Markiplier reagiu aos resultados durante uma transmissão em directo no YouTube, onde não escondeu as lágrimas. Para o criador, o impacto financeiro do filme vai muito além de números ou rankings: significa poder pagar bónus à equipa e provar que modelos alternativos de produção e distribuição ainda são viáveis.</p>



<p>Ao optar por uma divisão de receitas próxima dos&nbsp;<strong>50/50 com as salas de cinema</strong>, algo pouco comum nas grandes produções,&nbsp;<em>Iron Lung</em>&nbsp;tornou-se igualmente atractivo para os exibidores. “Toda a gente ganha”, sublinhou o realizador, numa indústria cada vez mais pressionada por margens reduzidas e pela concorrência do streaming.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma estreia curta… mas altamente lucrativa</strong></h2>



<p>Curiosamente,&nbsp;<em>Iron Lung</em>&nbsp;não deverá manter uma longa carreira nas salas. O próprio Markiplier confirmou que o filme terá uma exibição limitada no tempo, tornando esta estreia ainda mais impressionante do ponto de vista económico. Com um orçamento controlado e receitas já muito acima do investimento inicial, o filme posiciona-se como um dos exemplos mais claros de rentabilidade no cinema independente recente.</p>



<p>Houve, segundo o próprio, contactos de estúdios interessados em ajudar na distribuição, mas a decisão foi manter o controlo total do projecto. Uma escolha arriscada — e que acabou por se revelar acertada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um “momento de herói” para o cinema independente</strong></h2>



<p>Durante a transmissão, Markiplier fez questão de sublinhar que o seu objectivo não era “derrotar” Sam Raimi, mas sim mostrar que o domínio quase permanente dos grandes estúdios pode ser interrompido. Depois de várias semanas consecutivas com a Disney a liderar o box office,&nbsp;<em>Iron Lung</em>&nbsp;surgiu como um lembrete de que ainda há espaço para vozes exteriores ao sistema.</p>



<p>“Se isto inspirar alguém a continuar a fazer filmes de forma independente, já valeu a pena”, afirmou. Um discurso raro num momento em que o cinema parece cada vez mais fechado sobre si próprio.</p>



<p>Ironia das ironias: terminado o fim-de-semana de estreia, o próprio Markiplier revelou os seus planos imediatos. Ir ao cinema ver&nbsp;<em>Send Help</em>. Porque, apesar da competição, o amor pelo cinema continua a ser o ponto de partida.</p>



<p>ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/quatro-decadas-a-filmar-o-pais-sem-concessoes-tvcine-homenageia-joao-canijo/">Quatro décadas a filmar o país sem concessões: TVCine homenageia João Canijo</a></p>
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		<title>Quando a maternidade se transforma num campo de batalha emocional: Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé chega aos cinemas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elson Baessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 16:19:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[A Chegar]]></category>
		<category><![CDATA[cinema independente]]></category>
		<category><![CDATA[drama psicológico]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Berlim]]></category>
		<category><![CDATA[Mary Bronstein]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade no cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Rose Byrne]]></category>
		<category><![CDATA[Se Eu Tivesse Pernas Dava-te um Pontapé]]></category>
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					<description><![CDATA[Há filmes que se instalam lentamente no espectador e outros que entram sem pedir licença. Se Eu Tivesse Pernas, Dava‑te um Pontapé pertence claramente ao segundo grupo. O novo filme da realizadora Mary Bronstein estreia-se nas salas portuguesas a 19 de Fevereiro, trazendo consigo um retrato implacável do esgotamento emocional, da ansiedade e das pressões invisíveis associadas à maternidade contemporânea. [&#8230;]]]></description>
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<p>Há filmes que se instalam lentamente no espectador e outros que entram sem pedir licença. <a href="https://clubedecinema.pt/?s=if+I+had+legs" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=if+I+had+legs"><em>Se Eu Tivesse Pernas, Dava‑te um Pontapé</em> </a>pertence claramente ao segundo grupo. O novo filme da realizadora <strong>Mary Bronstein</strong> estreia-se nas salas portuguesas a <strong>19 de Fevereiro</strong>, trazendo consigo um retrato implacável do esgotamento emocional, da ansiedade e das pressões invisíveis associadas à maternidade contemporânea.</p>



<p>Protagonizado por <strong><a href="https://clubedecinema.pt/?s=Rose+Byrne" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Rose+Byrne">Rose Byrne</a></strong>, o filme apoia-se quase integralmente numa interpretação intensa e sem rede de segurança, capaz de sustentar um drama psicológico que oscila entre o thriller emocional, o humor negro e uma sensação constante de colapso iminente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma vida em queda livre</strong></h3>



<p>Linda é terapeuta, mãe e uma mulher que tenta desesperadamente manter o controlo quando tudo à sua volta começa a ruir. A filha desenvolve uma doença misteriosa e resistente a tratamentos, o marido está emocionalmente — e fisicamente — ausente, uma paciente desaparece sem explicação e a própria saúde mental de Linda começa a deteriorar-se a um ritmo alarmante.</p>



<p>O filme acompanha esta descida progressiva com um olhar próximo, quase claustrofóbico, recusando explicações fáceis ou soluções reconfortantes. A câmara insiste no desgaste, na repetição, na exaustão acumulada — como se o espectador fosse obrigado a partilhar o mesmo fôlego curto da protagonista.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Drama psicológico com nervo de thriller</strong></h3>



<p>Mary Bronstein constrói o filme com um ritmo tenso e nervoso, mais próximo de um thriller psicológico do que de um drama convencional. Cada situação quotidiana é tratada como um potencial detonador emocional, e o humor negro surge não como alívio, mas como mecanismo de sobrevivência.</p>



<p><em>Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé</em>&nbsp;fala de maternidade sem romantização, expondo as expectativas irreais, o isolamento silencioso e a culpa permanente que tantas vezes acompanham este papel. O resultado é um filme desconfortável, mas profundamente humano, que recusa suavizar a experiência feminina para consumo fácil.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Rose Byrne em estado de graça</strong></h3>



<p>O grande motor do filme é, sem dúvida, a prestação de Rose Byrne. A actriz — vencedora de um&nbsp;<strong>Globo de Ouro</strong>&nbsp;e nomeada para o&nbsp;<strong>Óscar</strong>,&nbsp;<strong>BAFTA</strong>&nbsp;e outros prémios de prestígio — entrega aqui uma das interpretações mais cruas e exigentes da sua carreira. A sua Linda é frágil, obsessiva, por vezes difícil de suportar, mas sempre reconhecível.</p>



<p>Esta performance valeu-lhe o <strong>Prémio de Melhor Atriz</strong> no <a href="https://clubedecinema.pt/?s=Festival+de+Cinema+de+Berlim%2C" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Festival+de+Cinema+de+Berlim%2C"><strong>Festival de Cinema de Berlim</strong>,</a> consolidando o filme como uma das propostas mais intensas do cinema independente recente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma estreia que não passa despercebida</strong></h3>



<p><em>Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé</em> chega aos cinemas como uma experiência imersiva, desconfortável e absolutamente contemporânea. Um filme que não procura agradar, mas sim confrontar — e que encontra na honestidade emocional a sua maior força.</p>



<p>Para quem procura cinema desafiante, centrado em personagens complexas e disposto a explorar zonas emocionalmente difíceis, esta é uma estreia a não ignorar.</p>
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		<title>O Último Inverno em Park City: Sundance despede-se da sua casa histórica e do legado de Robert Redford</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nuno Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 19:40:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Chegar]]></category>
		<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[Boulder Colorado]]></category>
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					<description><![CDATA[O festival independente mais influente dos Estados Unidos vive uma edição emotiva, marcada pela mudança de cidade e pela ausência do seu fundador O Sundance Film Festival prepara-se para um adeus carregado de simbolismo. A edição de 2026, que arranca esta semana em Park City, no Utah, será a última a realizar-se nesta pequena cidade de montanha [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>O festival independente mais influente dos Estados Unidos vive uma edição emotiva, marcada pela mudança de cidade e pela ausência do seu fundador</strong></p>



<p>O <strong>Sundance Film Festival</strong> prepara-se para um adeus carregado de simbolismo. A edição de 2026, que arranca esta semana em Park City, no Utah, será a última a realizar-se nesta pequena cidade de montanha que, durante mais de quatro décadas, se tornou sinónimo de cinema independente norte-americano. Para agravar a carga emocional do momento, é também a primeira edição sem a presença do seu fundador, <strong>Robert Redford</strong>, falecido em Setembro.</p>



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<p>À superfície, tudo parecerá familiar: estrelas de cinema, filas intermináveis para as sessões, voluntários incansáveis apesar do frio intenso e uma programação que mistura dramas comoventes, comédias inesperadas, thrillers e filmes difíceis de catalogar. No entanto, por detrás dessa normalidade aparente, o festival atravessa um dos períodos de maior transformação da sua história. Em 2027, o Sundance muda-se definitivamente para Boulder, no Colorado, encerrando um capítulo essencial da sua identidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="701" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/sundance-robert-1024x701.jpg" alt="" class="wp-image-23146" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/sundance-robert-1024x701.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/sundance-robert-300x206.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/sundance-robert-768x526.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/sundance-robert.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um festival moldado por um legado</strong></h2>



<p>Não surpreende que a palavra “legado” atravesse toda a programação desta última edição em Park City. Estão previstas exibições de cópias restauradas de títulos marcantes do passado do festival, como&nbsp;<em>Little Miss Sunshine</em>,&nbsp;<em>Mysterious Skin</em>,&nbsp;<em>House Party</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Humpday</em>, bem como&nbsp;<em>Downhill Racer</em>&nbsp;(1969), o primeiro filme verdadeiramente independente de Robert Redford. O actor e realizador será também homenageado num evento de angariação de fundos do Instituto Sundance, que distinguirá nomes como Chloé Zhao, Ed Harris e Nia DaCosta.</p>



<p>Para muitos cineastas, o Sundance foi mais do que um festival: foi um ponto de viragem. Realizadores como Paul Thomas Anderson, Ryan Coogler ou a própria Zhao viram as suas carreiras ganhar forma graças ao apoio do Instituto. Gregg Araki, presença habitual desde os anos 90, recorda que sem o Sundance “muitos cineastas simplesmente não teriam tido carreira”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estrelas, riscos e cinema sem medo</strong></h2>



<p>A programação de 2026 mantém a aposta em “grandes riscos” artísticos. Entre os títulos mais aguardados estão <em>The Gallerist</em>, sátira ao mundo da arte protagonizada por Natalie Portman, <em>Carousel</em>, drama romântico com Chris Pine e Jenny Slate, e <em>I Want Your Sex</em>, novo filme provocador de Araki. Olivia Wilde surge tanto à frente como atrás das câmaras, enquanto Alexander Skarsgård e Olivia Colman protagonizam <em>Wicker</em>. A presença de <strong>Charli XCX</strong>, em vários projectos, reforça a ligação do festival à cultura pop contemporânea.</p>



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<p>No campo documental, o Sundance volta a afirmar-se como espaço de reflexão urgente, com filmes sobre figuras públicas, direitos humanos, conflitos internacionais e injustiças históricas, mantendo a tradição de lançar obras que frequentemente chegam aos Óscares.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O fim de um lugar, não de uma ideia</strong></h2>



<p>Entre os habituais encontros na Main Street e as salas emblemáticas como o Egyptian Theatre, sente-se uma melancolia inevitável. Muitos participantes admitem que Park City já não comportava a dimensão do festival, mas isso não torna a despedida menos emotiva. Como recorda Gregg Araki, “os lugares mudam, mas a identidade do Sundance sobrevive”.</p>



<p>O festival pode abandonar Park City, mas a sua missão — dar voz ao cinema independente — segue intacta. O último inverno nesta cidade será, acima de tudo, uma celebração de tudo o que ali nasceu.</p>
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		<title>Alexander Skarsgård entra no seu “Brat Winter”: BDSM, Charli XCX, máscaras prostéticas e a recusa em ser óbvio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nuno Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 19:32:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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					<description><![CDATA[O actor sueco vive uma das fases mais ousadas da carreira, entre cinema independente, provocação estética e personagens que desafiam expectativas Aos 49 anos,&#160;Alexander Skarsgård&#160;parece mais interessado em provocar do que em agradar. O actor sueco, conhecido do grande público por séries como&#160;True Blood,&#160;Big Little Lies&#160;ou&#160;Succession, vive actualmente um momento particularmente arrojado da sua carreira, [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>O actor sueco vive uma das fases mais ousadas da carreira, entre cinema independente, provocação estética e personagens que desafiam expectativas</strong></p>



<p>Aos 49 anos,&nbsp;<strong>Alexander Skarsgård</strong>&nbsp;parece mais interessado em provocar do que em agradar. O actor sueco, conhecido do grande público por séries como&nbsp;<em>True Blood</em>,&nbsp;<em>Big Little Lies</em>&nbsp;ou&nbsp;<em>Succession</em>, vive actualmente um momento particularmente arrojado da sua carreira, marcado por escolhas artísticas que fogem deliberadamente ao caminho mais seguro do estrelato clássico. O exemplo mais evidente é&nbsp;<em>Pillion</em>, drama de teor BDSM e temática gay que chega aos cinemas a 6 de Fevereiro e que já está a gerar intensa conversa muito antes da estreia.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Moda, provocação e “method dressing”</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="910" height="607" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/alexander-skarsgard-variety-cover-story-2.jpg.webp" alt="" class="wp-image-23140" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/alexander-skarsgard-variety-cover-story-2.jpg.webp 910w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/alexander-skarsgard-variety-cover-story-2.jpg-300x200.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/alexander-skarsgard-variety-cover-story-2.jpg-768x512.webp 768w" sizes="(max-width: 910px) 100vw, 910px" /></figure>



<p>Durante a digressão promocional de&nbsp;<em>Pillion</em>, Skarsgård tem chamado tanta atenção pela roupa quanto pelo filme. Verniz vermelho nas unhas, tops ousados, calças de cabedal, botas acima do joelho ou camisas decoradas com brinquedos sexuais tornaram-se parte do espectáculo. O actor desvaloriza a obsessão pública com o seu guarda-roupa, garantindo que não é um consumidor compulsivo de moda e que tudo resulta de uma colaboração criativa com o stylist Harry Lambert. Ainda assim, é difícil ignorar que esta estética funciona como uma extensão dos papéis que tem vindo a escolher — uma espécie de “method dressing” que reforça a provocação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pillion: poder, desejo e desconforto</strong></h2>



<p>Em&nbsp;<em>Pillion</em>, realizado por Harry Lighton, Skarsgård interpreta Ray, um homem emocionalmente distante que estabelece uma relação de dominação com Colin, personagem de&nbsp;<strong>Harry Melling</strong>. O filme não suaviza a dinâmica de poder, explorando temas como dependência emocional, desejo e humilhação, num retrato desconfortável mas deliberadamente honesto. Skarsgård optou por manter em segredo o passado psicológico da personagem, até mesmo do seu colega de cena, criando uma tensão real que se reflecte na relação entre as personagens.</p>



<p>O actor tem sido claro ao afirmar que não pretende que a discussão se centre na sua vida pessoal ou orientação sexual. Para Skarsgård, o mais importante é contar a história e dar espaço às personagens, evitando que a curiosidade mediática desvie a atenção do filme.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>De Charli XCX a Olivia Colman</strong></h2>



<p><em>Pillion</em>&nbsp;não é o único projecto a marcar este período criativo intenso. No filme&nbsp;<em>The Moment</em>, produção da A24 com estreia marcada para 30 de Janeiro, Skarsgård contracena com&nbsp;<strong>Charli XCX</strong>, que interpreta uma versão ficcionada de si própria. O actor dá vida a um director criativo carismático e manipulador, num filme que reflecte sobre fama, insegurança e a indústria musical. Grande parte das cenas foi improvisada, algo que tanto Skarsgård como Charli descrevem como libertador.</p>



<p>Já em&nbsp;<em>Wicker</em>, o actor surge irreconhecível sob uma complexa máscara prostética, interpretando uma criatura feita de vime e ervas que oferece companhia à personagem de&nbsp;<strong>Olivia Colman</strong>. O processo físico foi exigente — cola no rosto, olhos e lábios selados — obrigando Skarsgård a adoptar um estilo de interpretação mais exagerado, distante da subtileza que normalmente privilegia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/alexander-skarsgard-variety-cover-story-4.jpg-819x1024.webp" alt="" class="wp-image-23139" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/alexander-skarsgard-variety-cover-story-4.jpg-819x1024.webp 819w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/alexander-skarsgard-variety-cover-story-4.jpg-240x300.webp 240w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/alexander-skarsgard-variety-cover-story-4.jpg-768x960.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/alexander-skarsgard-variety-cover-story-4.jpg.webp 1200w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um “cult actor” que recusa o óbvio</strong></h2>



<p>Apesar do estatuto de galã e de uma carreira sólida em grandes produções, Skarsgård continua a ser visto como um actor de culto, alguém que prefere a estranheza à previsibilidade. Depois de experiências menos bem-sucedidas no cinema mais comercial, como&nbsp;<em>The Legend of Tarzan</em>, o actor parece ter encontrado conforto na ambiguidade, na provocação e em personagens difíceis de ler.</p>



<p>Hoje, divide-se entre o cinema independente e projectos televisivos como&nbsp;<em>Murderbot</em>, da Apple TV+, onde interpreta um robô que desenvolve consciência própria. É mais uma prova de que Skarsgård continua interessado em explorar identidades marginais, recusando-se a repetir fórmulas.</p>



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<p>Talvez seja este o verdadeiro “Brat Winter” de Alexander Skarsgård: um período de escolhas artísticas feitas por curiosidade e instinto, sem medo de alienar parte do público — e exactamente por isso, mais fascinante do que nunca.</p>
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		<title>Dacre Montgomery afastou-se de Hollywood no auge de Stranger Things. Agora regressa nos seus próprios termos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luisa Jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 14:57:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[actores de Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Skarsgård]]></category>
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					<description><![CDATA[Do estrelato súbito ao silêncio voluntário Quando a segunda temporada de Stranger Things estreou em 2017, Dacre Montgomery tinha apenas 22 anos e via o seu nome espalhar-se a uma velocidade vertiginosa. A interpretação intensa de Billy Hargrove transformou-o num dos rostos mais comentados da série e num novo “vilão de culto” da cultura pop televisiva. Tudo indicava que [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do estrelato súbito ao silêncio voluntário</strong></h2>



<p>Quando a segunda temporada de <strong>Stranger Things</strong> estreou em 2017, <strong>Dacre Montgomery</strong> tinha apenas 22 anos e via o seu nome espalhar-se a uma velocidade vertiginosa. A interpretação intensa de Billy Hargrove transformou-o num dos rostos mais comentados da série e num novo “vilão de culto” da cultura pop televisiva. Tudo indicava que Hollywood tinha encontrado mais uma estrela pronta a ser explorada até à exaustão. Mas Montgomery fez precisamente o contrário do esperado: saiu de cena.</p>



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<p>O actor australiano regressou a Perth, a sua cidade natal, e recusou praticamente todos os convites que lhe surgiram durante quase quatro anos. Um afastamento consciente, motivado por um desconforto profundo com a exposição súbita. Segundo o próprio, a fama trouxe uma fragilidade emocional para a qual não estava preparado, tornando necessário proteger-se antes que o sucesso o consumisse por completo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="928" height="432" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/wv_publicity_pre_launch_a_still_7.000001_-_embed_2017.jpg.webp" alt="" class="wp-image-22801" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/wv_publicity_pre_launch_a_still_7.000001_-_embed_2017.jpg.webp 928w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/wv_publicity_pre_launch_a_still_7.000001_-_embed_2017.jpg-300x140.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/wv_publicity_pre_launch_a_still_7.000001_-_embed_2017.jpg-768x358.webp 768w" sizes="(max-width: 928px) 100vw, 928px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um telefonema inesperado de Gus Van Sant</strong></h2>



<p>Há nomes, porém, capazes de quebrar silêncios autoimpostos. Um deles é <strong>Gus Van Sant</strong>. Sete anos após o seu último filme, o realizador decidiu regressar com <em>Dead Man’s Wire</em> e escolheu Montgomery para um dos papéis principais, depois de ter visto — e ficado impressionado — com o famoso self-tape de audição do actor para <em>Stranger Things</em>, já lendário entre profissionais da indústria.</p>



<p>No filme, Montgomery contracena com <strong>Bill Skarsgård</strong>, num thriller inspirado num caso real de 1977, centrado no rapto de um poderoso banqueiro e no impasse mediático que se seguiu. <em>Dead Man’s Wire</em> estreia em salas seleccionadas e aposta num tom contido, desconfortável e deliberadamente provocador — características que o tornam um ponto de regresso simbólico para um actor que reaprendeu a ter paciência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="577" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/dead_mans_wire-H-2025.jpg-1024x577.webp" alt="" class="wp-image-22802" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/dead_mans_wire-H-2025.jpg-1024x577.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/dead_mans_wire-H-2025.jpg-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/dead_mans_wire-H-2025.jpg-768x433.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/dead_mans_wire-H-2025.jpg.webp 1296w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um regresso feito de aprendizagem e limites</strong></h2>



<p>Trabalhar com Skarsgård revelou-se, para Montgomery, tão desafiante fora de cena como dentro dela. Conhecido pela sua intensidade quase obsessiva em preparação, o actor admite que tende a isolar-se durante as filmagens. O colega sueco forçou-o a quebrar essa barreira, lembrando-lhe que a acessibilidade emocional também faz parte do trabalho de actor. Uma lição inesperada, mas transformadora.</p>



<p>O afastamento de Hollywood permitiu-lhe redefinir prioridades. Longe do ruído mediático, Montgomery percebeu que não queria aceitar projectos por impulso, dinheiro ou visibilidade. Queria trabalhar com realizadores e personagens que justificassem o investimento pessoal total que coloca em cada papel. E isso mudou tudo.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O futuro longe da obsessão pela fama</strong></h2>



<p>Apesar do impacto que&nbsp;<em>Stranger Things</em>&nbsp;teve na sua vida, Montgomery olha para a série com gratidão e não com arrependimento, reconhecendo-a como um período formativo essencial. Ainda assim, deixa claro que a fama não é, nem nunca foi, o motor da sua carreira.</p>



<p>ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/la-ruta-conquistar-a-noite-regressa-com-uma-segunda-temporada-ainda-mais-intensa/">La Ruta – Conquistar a Noite regressa com uma segunda temporada ainda mais intensa</a></p>



<p>Recentemente, deu outro passo decisivo ao concluir as filmagens da sua primeira longa-metragem como realizador, um projecto preparado ao longo de uma década. Para ele, cada trabalho é encarado como se fosse o último — uma filosofia radical, mas libertadora. Se um dia se retirar definitivamente, fá-lo-á em paz, sabendo que nunca esteve ali por vaidade, mas por entrega total.</p>



<p>Não encontrámos data de estreia de<em> Dead Man&#8217;s Wire </em> confirmada para Portugal, mas sabemos que vai passar no <strong>LEFFEST</strong> em Lisboa algures entre os dias 6 e 15 de Novembro em Lisboa,</p>



<p></p>
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		<title>Harris Dickinson Estreia-se na Realização com Urchin e Fala Sobre Nicole Kidman, Kubrick e o Futuro do Cinema 🎥</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2025 09:41:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Archie Pearch]]></category>
		<category><![CDATA[Babygirl]]></category>
		<category><![CDATA[Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[cinema independente]]></category>
		<category><![CDATA[Devisio Pictures]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de San Sebastián]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Dillane]]></category>
		<category><![CDATA[Harris Dickinson]]></category>
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					<description><![CDATA[No Festival de San Sebastián, Harris Dickinson não foi apenas o ator conhecido de Babygirl, Triangle of Sadness e The Iron Claw: foi também o jovem realizador que apresentou o seu primeiro filme, Urchin. Ao lado do produtor Archie Pearch, parceiro na recém-criada Devisio Pictures, Dickinson partilhou a experiência de se lançar atrás das câmaras e a ambição de continuar a construir histórias [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No <strong>Festival de San Sebastián</strong>, Harris Dickinson não foi apenas o ator conhecido de <em>Babygirl</em>, <em>Triangle of Sadness</em> e <em>The Iron Claw</em>: foi também o jovem realizador que apresentou o seu primeiro filme, <em>Urchin</em>. Ao lado do produtor <strong>Archie Pearch</strong>, parceiro na recém-criada <strong>Devisio Pictures</strong>, Dickinson partilhou a experiência de se lançar atrás das câmaras e a ambição de continuar a construir histórias arriscadas e pessoais.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/whitney-wolfe-herd-quis-travar-filme-sobre-a-sua-vida-mas-acabou-por-ficar-honrada-com-lily-james-no-papel-%f0%9f%8e%ac%f0%9f%92%9b/">Whitney Wolfe Herd Quis Travar Filme Sobre a Sua Vida, Mas Acabou Por Ficar “Honrada” com Lily James no Papel <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f49b.png" alt="💛" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p><em>Urchin</em>, rodado com cerca de 3 milhões de dólares e apoiado pela BBC Film e pelo British Film Institute, conta a história de Mike (Frank Dillane), um sem-abrigo em Londres que tenta recompor a vida enquanto luta contra o vício. O filme já tinha estreado em Cannes, recebendo reações entusiásticas, e Dickinson espera que San Sebastián traga o mesmo impacto.</p>



<p>O ator britânico confessou, porém, que a experiência de realizar e atuar no mesmo projeto foi desgastante: “Houve momentos em que estava em dois mundos, a tentar confiar noutros para me dizerem o que não estava a funcionar — não apenas na minha interpretação, mas em todo o enquadramento. Admiro profundamente quem o consegue fazer, de Cassavetes a Fassbinder ou Bradley Cooper. Eu não o voltaria a fazer tão cedo.”</p>



<p>Apesar das dificuldades, Dickinson já tem outro guião em mãos. Mal terminou&nbsp;<em>Urchin</em>, partiu de férias, mas acabou apanhado pela companheira a escrever o próximo projeto. “Não consegui parar. Tenho de escrever. Agora vamos ver se o guião é bom”, disse com humor.</p>



<p>Durante a conversa, não faltaram referências a colegas de peso. Trabalhar com&nbsp;<strong>Nicole Kidman</strong>&nbsp;em&nbsp;<em>Babygirl</em>&nbsp;levou-o, ao fim de vinte dias de filmagens, a perguntar-lhe finalmente: “Então… como era o Stanley Kubrick?” — aludindo a&nbsp;<em>Eyes Wide Shut</em>, último filme do cineasta. “Não se pode começar por aí, tem de se chegar devagar”, brincou o ator.</p>



<p>Com Pearch, antigo produtor da Working Title e protegido de David Heyman (<em>Harry Potter</em>), Dickinson já soma mais de 20 projetos em desenvolvimento na Devisio Pictures. Ambos acreditam que o futuro do cinema independente vai passar por produções de médio orçamento. “Os financiadores até preferem arriscar em filmes de 7 ou 8 milhões com grandes nomes do que em projetos de 3 milhões sem garantias”, explicou Pearch.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/mothernet-quando-o-luto-e-a-inteligencia-artificial-se-cruzam-no-cinema-asiatico-%f0%9f%a4%96%f0%9f%92%94/">Mothernet: Quando o Luto e a Inteligência Artificial se Cruzam no Cinema Asiático <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f916.png" alt="🤖" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f494.png" alt="💔" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p>E quanto a géneros? O terror, pelo menos para já, não está no radar. “Não somos grandes fãs de horror. Claro que se fosse algo extraordinário, pensaríamos nisso, mas não é o que procuramos”, disse Dickinson, antes de sorrir e admitir que abriria exceção se&nbsp;<strong>Guillermo del Toro</strong>&nbsp;batesse à porta.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/harris-dickinson-estreia-se-na-realizacao-com-urchin-e-fala-sobre-nicole-kidman-kubrick-e-o-futuro-do-cinema-%f0%9f%8e%a5/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>Cineastas Contra a MUBI: Miguel Gomes Entre os Signatários que Condenam Financiamento Ligado a Israel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 10:24:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[boicote MUBI]]></category>
		<category><![CDATA[carta aberta Variety]]></category>
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		<category><![CDATA[Mubi]]></category>
		<category><![CDATA[Sequoia Capital]]></category>
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					<description><![CDATA[Plataforma de streaming e distribuidora independente é acusada de estar a lucrar com o “genocídio em Gaza” após aceitar investimento da Sequoia Capital 🎬 A MUBI, conhecida pela sua curadoria de cinema independente e por apoiar vozes autorais de todo o mundo, está no centro de uma polémica internacional.&#160;Mais de 30 cineastas, incluindo os portugueses&#160;Miguel [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Plataforma de streaming e distribuidora independente é acusada de estar a lucrar com o “genocídio em Gaza” após aceitar investimento da Sequoia Capital</strong></p>



<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> A MUBI, conhecida pela sua curadoria de cinema independente e por apoiar vozes autorais de todo o mundo, está no centro de uma polémica internacional.&nbsp;<strong>Mais de 30 cineastas</strong>, incluindo os portugueses&nbsp;<strong>Miguel Gomes</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Maureen Fazendeiro</strong>, assinaram uma carta aberta onde criticam abertamente a empresa por ter aceite&nbsp;<strong>100 milhões de dólares em financiamento da Sequoia Capital</strong>, uma firma norte-americana com&nbsp;<strong>ligações a interesses militares israelitas</strong>.</p>



<p>ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/2-000-metros-para-andriivka-o-documentario-que-mostra-a-guerra-da-ucrania-como-nunca-a-viu/">“2.000 Metros para Andriivka”: O Documentário Que Mostra a Guerra da Ucrânia Como Nunca a Viu</a></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A decisão da MUBI de fazer parceria com a Sequoia Capital demonstra uma total falta de responsabilidade para com os artistas e comunidades que ajudaram a empresa a prosperar”, lê-se na carta publicada esta semana pela&nbsp;<em>Variety</em>.</p>
</blockquote>



<p>Entre os signatários estão também nomes como&nbsp;<strong>Aki Kaurismäki</strong>,&nbsp;<strong>Radu Jude</strong>,&nbsp;<strong>Joshua Oppenheimer</strong>,&nbsp;<strong>Levan Akin</strong>,&nbsp;<strong>Jessica Beshir</strong>,&nbsp;<strong>Courtney Stephens</strong>,&nbsp;<strong>Camilo Restrepo</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Neo Sora</strong>&nbsp;— vozes influentes no circuito do cinema autoral e de festivais.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do prestígio à contestação</strong></h2>



<p>A MUBI tem construído uma reputação sólida como plataforma que valoriza o cinema ousado, alternativo e de autor. Ao longo dos anos, estabeleceu relações próximas com realizadores independentes e com um público exigente, tornando-se uma referência entre os cinéfilos.</p>



<p>Mas a revelação, em Maio, do financiamento da&nbsp;<strong>Sequoia Capital</strong>&nbsp;— uma empresa com ligações a tecnologias de vigilância e a fabricantes de ‘drones’ militares israelitas — veio abalar essa imagem.</p>



<p>Segundo a&nbsp;<em>Variety</em>, a Sequoia está envolvida com empresas como a start-up&nbsp;<strong>Kela</strong>, fundada por ex-membros de unidades de segurança israelitas, criada na sequência dos ataques do Hamas em Outubro de 2023.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O crescimento financeiro da MUBI está agora explicitamente ligado ao genocídio em Gaza”, afirmam os realizadores. “E isso implica todos nós que trabalhamos com a MUBI.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os pedidos dos cineastas</strong></h2>



<p>Na carta aberta, os signatários exigem à MUBI três coisas concretas:</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li>Uma <strong>condenação pública</strong> da Sequoia Capital e dos seus lucros associados à guerra;</li>



<li>A <strong>retirada da Sequoia</strong> dos cargos de direcção da MUBI;</li>



<li>A adopção de uma <strong>política ética rigorosa</strong> para futuros investimentos.</li>
</ol>



<p>A posição é clara: o financiamento pode comprometer a integridade de uma plataforma que se construiu com base na confiança de artistas que rejeitam a normalização da violência — especialmente quando ligada a conflitos armados e violações de direitos humanos.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A resposta da MUBI: insuficiente?</strong></h2>



<p>Em Junho, após os primeiros protestos, a MUBI respondeu dizendo que o investimento da Sequoia tinha como objectivo “acelerar a missão de fazer chegar filmes ousados e visionários a mais públicos”, e que “as crenças de cada investidor não reflectem as opiniões da MUBI”.</p>



<p>Para os signatários, essa justificação é insuficiente. E a questão torna-se ainda mais sensível num momento em que a ofensiva israelita em Gaza já provocou, segundo a ONU e várias ONG,&nbsp;<strong>mais de 59 mil mortos</strong>, a maioria civis, bem como&nbsp;<strong>fome extrema e colapso de infraestruturas básicas</strong>.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/sirat-oliver-laxe-convida-nos-a-caminhar-no-inferno-para-encontrar-qualquer-coisa-parecida-com-esperanca/">Sirat: Óliver Laxe Convida-nos a Caminhar no Inferno (Para Encontrar Qualquer Coisa Parecida com Esperança)</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cinema e consciência</strong></h2>



<p>Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, dois nomes fundamentais do novo cinema português, juntam-se assim a uma crescente onda de contestação que exige&nbsp;<strong>mais responsabilidade ética das empresas culturais e mediáticas</strong>. Num mundo cada vez mais polarizado, onde os conflitos armados se cruzam com interesses financeiros e plataformas globais,&nbsp;<strong>os artistas recusam ser cúmplices silenciosos</strong>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Sean Baker em Dose Dupla no TVCine Edition: O Realizador de “Anora” Revisitado em “The Florida Project” e “Tangerine”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 17:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Canais TV Cine]]></category>
		<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Anora]]></category>
		<category><![CDATA[cinema independente]]></category>
		<category><![CDATA[filmes TVCine julho 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Kiki Rodriguez]]></category>
		<category><![CDATA[Mya Taylor]]></category>
		<category><![CDATA[Sean Baker]]></category>
		<category><![CDATA[sessão dupla TVCine]]></category>
		<category><![CDATA[Tangerine]]></category>
		<category><![CDATA[The Florida Project]]></category>
		<category><![CDATA[TVCine Edition]]></category>
		<category><![CDATA[Willem Dafoe]]></category>
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					<description><![CDATA[🎬 Depois de conquistar o Óscar de Melhor Realizador por Anora, Sean Baker está de regresso ao pequeno ecrã português numa sessão especial que mostra o melhor do seu percurso no cinema independente norte-americano. Este sábado, 20 de julho, o TVCine Edition dedica-lhe uma sessão dupla imperdível, com exibição dos filmes The Florida Project e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Depois de conquistar o Óscar de Melhor Realizador por <em>Anora</em>, <strong>Sean Baker</strong> está de regresso ao pequeno ecrã português numa sessão especial que mostra o melhor do seu percurso no cinema independente norte-americano. Este <strong>sábado, 20 de julho</strong>, o TVCine Edition dedica-lhe <strong>uma sessão dupla imperdível</strong>, com exibição dos filmes <em>The Florida Project</em> e <em>Tangerine</em> — duas obras aclamadas que anteciparam o estilo único que Baker viria a aperfeiçoar em <em>Anora</em>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">20h10 — <em>The Florida Project</em>: A infância nos bastidores da fantasia</h3>



<p>Nomeado para um Óscar, um BAFTA e um Globo de Ouro, este delicado drama acompanha <strong>Moonee</strong>, uma menina de seis anos que vive com a mãe num motel barato às portas dos parques temáticos de Orlando. Apesar das dificuldades económicas, Moonee e os seus amigos vivem um verão cheio de descobertas, pequenas rebeldias e aventuras inesquecíveis.</p>



<p>Com uma interpretação comovente de <strong>Willem Dafoe</strong> (um dos grandes momentos da sua carreira), e a frescura contagiante da jovem <strong>Brooklynn Prince</strong>, <em>The Florida Project</em> é um retrato terno, mas cru, sobre os esquecidos da terra do sonho americano.</p>



<h3 class="wp-block-heading">22h00 — <em>Tangerine</em>: Caos, cor e raiva nas ruas de LA</h3>



<p>Filmado inteiramente com um <strong>iPhone</strong>, este explosivo e irreverente filme de 2015 acompanha <strong>Sin-Dee Rella</strong>, uma trabalhadora do sexo transexual que, na véspera de Natal, descobre que foi traída pelo namorado e chulo. Ao lado da sua melhor amiga, <strong>Alexandra</strong>, parte numa jornada furiosa pelas ruas de Los Angeles — e pelas suas múltiplas subculturas.</p>



<p><em>Comédia dramática com coração punk</em>, <em>Tangerine</em> foi um verdadeiro fenómeno em Sundance e em dezenas de festivais internacionais, onde arrecadou mais de 20 prémios. É protagonizado por <strong>Kiki Rodriguez, Mya Taylor</strong> e <strong>James Ransone</strong>, e marcou uma viragem na forma como o cinema indie encara a tecnologia e a representatividade.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4fa.png" alt="📺" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong>Sessão Dupla Sean Baker</strong><br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f5d3.png" alt="🗓" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Sábado, 20 de julho<br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f557.png" alt="🕗" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> A partir das 20h10<br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4cd.png" alt="📍" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> TVCine Edition e TVCine+</p>



<p>Uma noite para celebrar um dos grandes autores do cinema contemporâneo — antes de <em>Anora</em>, houve <em>Tangerine</em> e <em>The Florida Project</em>. E agora podemos revê-los em casa.</p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/D8DJ2fCwz1o?si=NuAZxzw4NwqQ6KWs" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p></p>
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		<title>De Chaplin a C. Tangana: O Festival de Cinema Que Celebra a Alma Cigana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jul 2025 07:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
		<category><![CDATA[C. Tangana]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Chaplin]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Chaplin cigano]]></category>
		<category><![CDATA[cinema em Marvão]]></category>
		<category><![CDATA[cinema independente]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Português]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Barras]]></category>
		<category><![CDATA[cultura cigana]]></category>
		<category><![CDATA[descentralização cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cinema Periferias]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Valência de Alcântara]]></category>
		<category><![CDATA[Yerai Cortés]]></category>
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					<description><![CDATA[O Periferias regressa este verão com uma programação vibrante que atravessa fronteiras, estilos e séculos de cultura ver também : 40 Anos Depois, Lea Thompson Revela o Seu “Regresso ao Futuro” Favorito (e Não, Não é o do Beijo do Doc) 🎬 Este verão, o cinema viaja até às margens da fronteira ibérica para dar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>O Periferias regressa este verão com uma programação vibrante que atravessa fronteiras, estilos e séculos de cultura</strong></p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/40-anos-depois-lea-thompson-revela-o-seu-regresso-ao-futuro-favorito-e-nao-nao-e-o-do-beijo-do-doc/">40 Anos Depois, Lea Thompson Revela o Seu “Regresso ao Futuro” Favorito (e Não, Não é o do Beijo do Doc)</a></p>



<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Este verão, o cinema viaja até às margens da fronteira ibérica para dar palco a uma cultura tantas vezes marginalizada — e fá-lo com toda a pompa e circunstância. A 13.ª edição do&nbsp;<strong>Festival de Cinema Periferias</strong>&nbsp;terá lugar de&nbsp;<strong>8 a 16 de agosto</strong>&nbsp;nas localidades de&nbsp;<strong>Marvão</strong>&nbsp;(Portalegre) e&nbsp;<strong>Valência de Alcântara</strong>&nbsp;(Cáceres), mas a festa já começou… e não quer saber de passaportes.</p>



<p>Sob o tema&nbsp;<strong>“A riqueza cultural do povo cigano”</strong>, o festival propõe uma celebração audiovisual e musical da história, identidade e contributos do povo cigano para as artes. Com uma curadoria que cruza filmes, documentários e concertos, o Periferias prova que a descentralização cultural pode ser tão urgente quanto inspiradora.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Charlie Chaplin com alma cigana?</strong></h2>



<p>Um dos destaques da edição de 2025 é o documentário&nbsp;<strong>“Chaplin, espírito cigano”</strong>, realizado por&nbsp;<strong>Carmen Chaplin</strong>&nbsp;(neta do próprio Charlot), que mergulha nas origens e influências ciganas do eterno mestre da comédia silenciosa. Sim, leu bem:&nbsp;<strong>Charlie Chaplin com raízes ciganas</strong>&nbsp;— e a história é contada com a sensibilidade de quem carrega esse legado no sangue.</p>



<p>Mas a viagem não se fica pelos tempos do cinema mudo. O realizador e músico madrileno&nbsp;<strong>Antón Álvarez</strong>, mais conhecido como&nbsp;<strong>C. Tangana</strong>, apresenta o filme&nbsp;<strong>“A guitarra flamenca de Yerai Cortés”</strong>, uma ode musical à mestria deste jovem guitarrista cigano, onde o flamenco ganha nova vida e ritmo contemporâneo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Almodóvar, Claude Barras e muito mais</strong></h2>



<p>O Periferias não vive só da temática central: oferece uma programação eclética que mistura grandes nomes com novas vozes do cinema independente. Entre os filmes seleccionados para este ano estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>“O Quarto ao Lado”</strong>, de <strong>Pedro Almodóvar</strong></li>



<li><strong>“Selvagens”</strong>, do animador suíço <strong>Claude Barras</strong></li>



<li><strong>“A Vida Luminosa”</strong>, de <strong>João Rosas</strong></li>



<li><strong>“Coro: 60 anos do Coro Gulbenkian”</strong>, de <strong>Edgar Ferreira</strong></li>
</ul>



<p>E o melhor? Mesmo antes da abertura oficial, o festival já anda em digressão! As&nbsp;<strong>extensões do Periferias</strong>&nbsp;começaram em&nbsp;<strong>Arronches</strong>, com a exibição de&nbsp;<strong>“Flow”</strong>, do letão&nbsp;<strong>Gints Zilbalodis</strong>, e&nbsp;<strong>“Deuses de Pedra”</strong>, de&nbsp;<strong>Iván Castiñeiras Gallego</strong>, acompanhados por um concerto do grupo&nbsp;<strong>Os Sabugueiros</strong>&nbsp;— porque cinema e música, aqui, andam de mãos dadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Muito mais que cinema: um manifesto cultural</strong></h2>



<p>Criado em 2013 pela&nbsp;<strong>Associação Cultural Periferias (Portugal)</strong>&nbsp;e pela&nbsp;<strong>Gato Pardo (Espanha)</strong>, o festival nasceu com a missão clara de&nbsp;<strong>levar a cultura a zonas sem salas de cinema</strong>, construindo pontes entre comunidades e territórios. A edição deste ano reforça esse espírito de união, estendendo-se também a&nbsp;<strong>Portalegre</strong>,&nbsp;<strong>Castelo de Vide</strong>,&nbsp;<strong>Cáceres</strong>,&nbsp;<strong>Anconchel</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>La Fontañera</strong>.</p>



<p>Se é fã de cinema que conta histórias reais, amplifica vozes invisíveis e ainda lhe oferece um bom concerto ao pôr do sol, então&nbsp;<strong>não pode perder o Periferias 2025</strong>.</p>



<p>ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/mulheres-mar-e-memorias-o-documentario-que-da-voz-ao-oceano-acoriano/">Mulheres, Mar e Memórias: O Documentário que Dá Voz ao Oceano Açoriano</a></p>



<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f39f.png" alt="🎟" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> A programação completa está disponível em:&nbsp;<a href="https://periferiasfestival.com/2025/index.php?lc=pt" target="_blank" rel="noopener">periferiasfestival.com</a></p>
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