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	<title>cinema gótico contemporâneo &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>cinema gótico contemporâneo &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>A Noiva: O Monstro Que Sempre Viveu na Sombra Regressa — Agora Pela Mão de Maggie Gyllenhaal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 12:31:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[A Noiva filme]]></category>
		<category><![CDATA[Bride of Frankenstein 1935]]></category>
		<category><![CDATA[Christian Bale]]></category>
		<category><![CDATA[cinema gótico contemporâneo]]></category>
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					<description><![CDATA[Do mito clássico ao delírio romântico de The Bride! Há personagens que marcaram a história do cinema mesmo tendo aparecido apenas durante alguns minutos. A Noiva surgiu em 1935, no clássico Bride of Frankenstein, realizado por James Whale, e apesar do reduzido tempo de ecrã tornou-se uma das imagens mais icónicas do terror universal. O cabelo electrizado, o [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do mito clássico ao delírio romântico de The Bride!</strong></h2>



<p>Há personagens que marcaram a história do cinema mesmo tendo aparecido apenas durante alguns minutos. A Noiva surgiu em 1935, no clássico <strong>Bride of Frankenstein</strong>, realizado por <strong>James Whale</strong>, e apesar do reduzido tempo de ecrã tornou-se uma das imagens mais icónicas do terror universal.</p>



<p>O cabelo electrizado, o olhar assustado, o grito lancinante perante o monstro que lhe estava destinado. Bastou isso para entrar no imaginário colectivo.</p>



<p>ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/keanu-reeves-acelera-na-formula-1-o-novo-documentario-que-vai-mostrar-os-bastidores-da-cadillac/">Keanu Reeves Acelera na Fórmula 1: O Novo Documentário Que Vai Mostrar os Bastidores da Cadillac</a></p>



<p>Quase noventa anos depois, a personagem regressa aos cinemas portugueses a 5 de Março com uma nova identidade e uma ambição muito mais ousada. <em>A Noiva</em> — no original <em>The Bride!</em> — é realizado por<a href="https://clubedecinema.pt/?s=%C2%A0Maggie+Gyllenhaal" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=%C2%A0Maggie+Gyllenhaal"> <strong>Maggie Gyllenhaal</strong></a>, que depois da surpreendente estreia atrás das câmaras com <em>The Lost Daughter</em> volta a mergulhar numa história feminina intensa, mas agora com contornos góticos, musicais e assumidamente excêntricos.</p>



<p>E sim, estamos longe de um simples remake.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um Frankenstein em plena Chicago dos anos 30</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="719" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/bride-1024x719.jpg" alt="" class="wp-image-23784" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/bride-1024x719.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/bride-300x211.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/bride-768x539.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/bride.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><em>The Bride!</em> transporta o mito para a Chicago dos anos 30, num ambiente industrial, decadente e estilizado, onde horror se cruza com melodrama e até com elementos musicais. A proposta de Gyllenhaal não é reverente — é reinterpretativa.</p>



<p>A história acompanha Frankenstein — aqui interpretado por<a href="https://clubedecinema.pt/?s=Jake+Gyllenhaal" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Jake+Gyllenhaal"> <strong>Jake Gyllenhaa</strong></a><strong>l</strong> — que pede a um cientista para criar uma companheira. A mulher ressuscitada ganha vida na pele de<a href="https://clubedecinema.pt/?s=Jessie+Buckley" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Jessie+Buckley"> <strong>Jessie Buckley</strong></a>, actriz que tem demonstrado uma intensidade rara no cinema contemporâneo.</p>



<p>Mas, tal como no filme de 1935, a criatura não reage como esperado. Só que desta vez a narrativa não se limita ao momento da recusa. A Noiva sobrevive, foge, descobre o mundo e constrói uma identidade própria. A premissa sugere uma abordagem quase punk ao mito clássico: em vez de aceitar o destino traçado, ela revolta-se.</p>



<p>O elenco reforça a ambição do projecto.<a href="https://clubedecinema.pt/?s=Christian+Bale" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Christian+Bale"> <strong>Christian Bale</strong></a> e <strong><a href="https://clubedecinema.pt/?s=Penélope+Cruz" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Penélope+Cruz">Penélope Cruz</a></strong> integram também o filme, elevando-o desde logo a uma das produções mais aguardadas do ano no circuito de autor com músculo de grande estúdio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A criatura que nunca teve escolha — agora com voz própria</strong></h2>



<p>No filme original, a Noiva nasce já condenada: criada como companheira para o monstro, concebida como solução para a sua solidão, desenhada para amar alguém que nunca escolheu. A sua recusa — um grito, um gesto de horror — tornou-se um dos momentos mais poderosos do cinema clássico.</p>



<p>Gyllenhaal parte dessa mesma centelha, mas transforma-a em combustão narrativa. A nova versão parece interessada em explorar o que acontece depois do “não”. O que significa existir apenas para satisfazer o desejo de outro? E o que acontece quando essa criação ganha consciência?</p>



<p>Há indicações de que o filme mistura horror gótico com uma dimensão quase operática, assumindo o excesso emocional e visual como parte da linguagem. A estética deverá ser estilizada, teatral, com um lado sombrio mas também irónico. Não se trata apenas de sustos: trata-se de identidade, liberdade e da recusa em aceitar um destino imposto.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="450" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/frankenstein_bale.jpg" alt="" class="wp-image-23785" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/frankenstein_bale.jpg 800w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/frankenstein_bale-300x169.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/frankenstein_bale-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Romance trágico ou manifesto de autonomia?</strong></h2>



<p>Uma das grandes questões será a relação entre Frankenstein e a sua criação. No clássico, a dinâmica era fatalista: duas criaturas condenadas à marginalidade. Aqui, parece haver mais espaço para conflito ideológico e emocional.</p>



<p>A Noiva não surge apenas como objecto de desejo, mas como sujeito activo da narrativa. E isso altera tudo. Em vez de um apêndice do mito masculino, passa a ser o seu centro.</p>



<p>Num momento em que Hollywood revisita constantemente os seus monstros fundadores, poucos regressos parecem tão arriscados quanto este.&nbsp;<em>The Bride!</em>&nbsp;não procura apenas actualizar o visual — quer redefinir o significado da personagem.</p>



<p>ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/do-youtube-para-a-eurovisao-look-mum-no-computer-vai-representar-o-reino-unido-em-viena/">Do YouTube para a Eurovisão: Look Mum No Computer Vai Representar o Reino Unido em Viena</a></p>



<p>A 5 de Março, o público português poderá descobrir se Maggie Gyllenhaal conseguiu transformar um ícone silencioso num grito cinematográfico à altura do século XXI.</p>



<p>Se o filme cumprir o que promete, esta Noiva não veio para casar. Veio para reescrever o próprio mito.</p>
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