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	<title>cinema francês anos 70 &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>cinema francês anos 70 &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Morreu Jean-François Davy, o Realizador Irreverente que Levou o Erotismo à Croisette 🎬🍌</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2025 09:46:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[Cineasta maldito? Provocador? Visionário do X com alma de documentarista? Jean-François Davy morreu aos 79 anos, deixando uma filmografia única que oscilava entre o escândalo e a comédia popular O cinema francês despede-se de uma figura tão marginal quanto inesquecível:&#160;Jean-François Davy, realizador e produtor de espírito livre e obra provocadora, morreu a 2 de maio [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cineasta maldito? Provocador? Visionário do X com alma de documentarista? Jean-François Davy morreu aos 79 anos, deixando uma filmografia única que oscilava entre o escândalo e a comédia popular</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cinema francês despede-se de uma figura tão marginal quanto inesquecível:&nbsp;<strong>Jean-François Davy</strong>, realizador e produtor de espírito livre e obra provocadora, morreu a 2 de maio de 2025 vítima de ataque cardíaco, aos 79 anos. O seu nome pode não ser tão conhecido fora do circuito cinéfilo francês, mas Davy assinou alguns dos filmes mais ousados e controversos da década de 70 — com um lugar garantido na história do cinema erótico e independente europeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/%f0%9f%8e%ac-10-filmes-perfeitos-para-celebrar-o-dia-da-mae-e-onde-os-ver-em-portugal-e-no-brasil/"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> 10 filmes perfeitos para celebrar o Dia da Mãe — e onde os ver em Portugal e no Brasil</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um percurso à margem da indústria… desde o primeiro dia</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Jean-François Davy começou no cinema de forma clássica: com curtas-metragens e como assistente de realização de&nbsp;<strong>Luc Moullet</strong>, em&nbsp;<em>Brigitte et Brigitte</em>&nbsp;(1966). Mas rapidamente percebeu que a sua voz era demasiado irreverente para os circuitos tradicionais. O seu primeiro longa,&nbsp;<em>L’Attentat</em>, nunca chegou sequer a ser distribuído. Seguiu-se&nbsp;<em>Traquenards</em>(1969), um polar sombrio que também não causou ondas — pelo menos não as que Davy esperava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas seria na viragem dos anos 70 que encontraria o seu terreno natural: a&nbsp;<strong>comédia paillarde</strong>, um subgénero francês carregado de trocadilhos sexuais, erotismo desinibido e um certo espírito anárquico. Títulos como&nbsp;<em>Bananes mécaniques</em>(1973),&nbsp;<em>Prenez la queue comme tout le monde</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Q</em>&nbsp;marcaram o tom.</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Exhibition: quando o porno se fez arte em Cannes</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O momento-chave da sua carreira viria em 1975 com&nbsp;<em>Exhibition</em>,&nbsp;<strong>um documentário sobre os bastidores do cinema pornográfico</strong>, com especial foco na actriz Claudine Beccarie — uma das primeiras estrelas X em França. O filme, ousado e revelador, foi&nbsp;<strong>apresentado em Cannes</strong>, o que causou escândalo e fascínio em doses iguais. Um feito notável, numa altura em que o erotismo ainda era tratado como um tabu cinematográfico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Davy não parou por aí. Em 1978, lançou&nbsp;<em>Exhibition 2</em>, centrado em&nbsp;<strong>Sylvia Bourdon</strong>, e completou a trilogia de retratos com&nbsp;<em>Les Pornocrates</em>&nbsp;(1976) e&nbsp;<em>Prostitution</em>&nbsp;(1975), onde investigava os meandros da prostituição em França. O cinema de Davy não era pornografia gratuita — era uma exploração frontal e humanizada de corpos, desejos e margens sociais.</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Entre o riso e o choque: da pornografia à comédia popular</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da associação ao universo X, Davy nunca se confinou a um único estilo. Produziu comédias mais acessíveis, como&nbsp;<em>Chaussette surprise</em>&nbsp;(1978), com&nbsp;<strong>Bernadette Lafont, Michel Galabru</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Bernard Le Coq</strong>, ou&nbsp;<em>Ça va faire mal !</em>&nbsp;(1982), protagonizado por&nbsp;<strong>Bernard Ménez</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Henri Guybet</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 80, afastou-se progressivamente da realização e apostou no&nbsp;<strong>mercado de vídeo doméstico</strong>, fundando empresas como a&nbsp;<strong>Fil à Film</strong>&nbsp;e a&nbsp;<strong>Opening</strong>, e o laboratório de duplicação&nbsp;<strong>Vidéo Pouce</strong>. Um verdadeiro empresário do audiovisual, sempre ligado ao mundo das imagens.</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um regresso tardio e inesperado</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de mais de duas décadas de ausência atrás das câmaras, Jean-François Davy voltou em 2006 com&nbsp;<em>Les Aiguilles rouges</em>, um drama de sobrevivência inspirado em experiências pessoais de juventude. Seguiu-se a comédia&nbsp;<em>Tricheuse</em>(2008), com&nbsp;<strong>Hélène de Fougerolles</strong>, e, em 2016, a sua última longa-metragem:&nbsp;<em>Vive la crise !</em>, uma comédia política com&nbsp;<strong>Jean-Marie Bigard</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Jean-Claude Dreyfus</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fiel a si mesmo até ao fim, Davy manteve o seu gosto por provocar, divertir e incomodar, cruzando géneros como quem atravessa ruas: sem pedir licença.</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um realizador que nunca pediu desculpa por ser diferente</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Jean-François Davy deixa uma obra difícil de classificar. Parte do público vê-o como um cronista libertário de uma época de revolução sexual; outros como um provocador que nunca quis agradar. Talvez tenha sido tudo isso — e ainda mais. O que é certo é que&nbsp;<strong>teve coragem para filmar o que poucos ousavam</strong>&nbsp;e abrir caminhos entre o erotismo, a sátira e o documentário social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E por muito que alguns filmes seus sejam hoje vistos como relíquias de uma época passada, a sua abordagem sem filtros continua a inspirar cineastas que procuram explorar zonas cinzentas da condição humana. O cinema precisa de gente assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/dee-wallace-vs-spielberg-o-dia-em-que-a-mae-do-e-t-disse-nao-a-uma-cena-de-cama-%f0%9f%91%bd%f0%9f%9b%8f%ef%b8%8f/">Dee Wallace vs Spielberg: O Dia em que a Mãe do E.T  Disse “Não!” a uma Cena de Cama <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f47d.png" alt="👽" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f6cf.png" alt="🛏" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



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		<title>Morreu Yves Boisset: o Realizador Francês que Fez do Cinema uma Arma Política</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2025 08:58:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema francês anos 70]]></category>
		<category><![CDATA[cinema político]]></category>
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					<description><![CDATA[🎬&#160;Yves Boisset, um dos mais combativos e politicamente comprometidos realizadores do cinema francês do século XX, morreu aos 86 anos, deixando para trás uma carreira que misturou cinema de género com denúncia social de forma destemida e nada convencional. ver também: “Isto Acaba Aqui”: o drama romântico que está a dar que falar estreia nos [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />&nbsp;<strong>Yves Boisset</strong>, um dos mais combativos e politicamente comprometidos realizadores do cinema francês do século XX, morreu aos 86 anos, deixando para trás uma carreira que misturou cinema de género com denúncia social de forma destemida e nada convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/isto-acaba-aqui-o-drama-romantico-que-esta-a-dar-que-falar-estreia-nos-tvcine/">“Isto Acaba Aqui”: o drama romântico que está a dar que falar estreia nos TVCine</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cineasta faleceu esta segunda-feira, após vários dias internado no hospital franco-britânico de Levallois-Perret. Foi a própria família que anunciou a sua morte, encerrando assim um capítulo importante da história do cinema europeu — daqueles que nunca teve medo de incomodar os poderosos.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="863" height="1024" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/image-w856.jpg-863x1024.webp" alt="" class="wp-image-14354" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/image-w856.jpg-863x1024.webp 863w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/image-w856.jpg-253x300.webp 253w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/image-w856.jpg-768x911.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/image-w856.jpg.webp 1280w" sizes="(max-width: 863px) 100vw, 863px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f9e8.png" alt="🧨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Cinema a estourar com política</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o cinema fosse um ringue de boxe ideológico, Yves Boisset teria saído de lá sempre com sangue no nariz… mas sem nunca abandonar a luta. Ficou especialmente conhecido nos anos 70, década onde assinou algumas das suas obras mais marcantes, sempre com uma lupa apontada para os podres da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos seus filmes mais emblemáticos é&nbsp;<em>Dupont Lajoie</em>&nbsp;(1975), que por cá chegou com o sugestivo título&nbsp;<em>Férias Violentas</em>. Baseado em crimes reais com motivações racistas, o filme chocou, dividiu opiniões e até provocou ameaças durante as filmagens. Mas ganhou o Prémio Especial do Júri no Festival de Berlim e entrou directamente para a história do cinema político europeu.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f575-fe0f-200d-2642-fe0f.png" alt="🕵️‍♂️" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Terrorismo, colonialismo e… Schwarzenegger?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro murro no estômago foi&nbsp;<em>L’Attentat</em>&nbsp;(<em>O Atentado</em>, 1972), sobre o assassínio do opositor marroquino Mehdi Ben Barka, com Jean-Louis Trintignant. E em&nbsp;<em>R.A.S.</em>&nbsp;(1973), Boisset foi um dos primeiros a tocar no tema ainda sensível da Guerra da Argélia. A extrema-direita não perdoou e as autoridades censuraram várias cenas. Nada mal para um cinema que “não tem nada a relatar” (como ironizava o título original).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nem tudo foi polémica política. Boisset também venceu… Hollywood! Em 1983, lançou&nbsp;<em>Le prix du danger</em>&nbsp;(<em>O Preço do Escândalo</em>), um thriller distópico sobre um jogo televisivo onde pessoas comuns lutam até à morte. Soa familiar? Pois, o senhor Arnold Schwarzenegger e a 20th Century Fox acharam que era uma boa ideia fazer&nbsp;<em>The Running Man</em>&nbsp;(<em>O Gladiador</em>, 1987) — e Boisset ganhou um processo por plágio. Touché.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a5.png" alt="🎥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Entre espiões, guerra e televisão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Boisset não parou nos anos 80, onde dirigiu nomes como Lino Ventura (<em>O Regresso do Espião</em>), Lee Marvin (<em>Ventos de Violência</em>) e Lambert Wilson (<em>Bleu comme l’enfer</em>). E ainda encontrou tempo para um raro momento de delicadeza com&nbsp;<em>Um Táxi Cor de Malva</em>&nbsp;(1977), com Philippe Noiret e Charlotte Rampling.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cansado dos constantes entraves no cinema, virou-se para a televisão nos anos 90, mas sem abdicar do olhar crítico. Destaque para&nbsp;<em>L’Affaire Seznec</em>,&nbsp;<em>L’Affaire Dreyfus</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Le Pantalon</em>, que mostravam o mesmo compromisso social com outros meios.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4da.png" alt="📚" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> “A vida é uma escolha”</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="668" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/MV5BOWY0OGJmZTYtZDMzOS00ZGQ2LTlhYTEtYzc3MDJmOGI3ZTZkXkEyXkFqcGc@._V1_FMjpg_UX1000_.jpg" alt="" class="wp-image-14355" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/MV5BOWY0OGJmZTYtZDMzOS00ZGQ2LTlhYTEtYzc3MDJmOGI3ZTZkXkEyXkFqcGc@._V1_FMjpg_UX1000_.jpg 1000w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/MV5BOWY0OGJmZTYtZDMzOS00ZGQ2LTlhYTEtYzc3MDJmOGI3ZTZkXkEyXkFqcGc@._V1_FMjpg_UX1000_-300x200.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/MV5BOWY0OGJmZTYtZDMzOS00ZGQ2LTlhYTEtYzc3MDJmOGI3ZTZkXkEyXkFqcGc@._V1_FMjpg_UX1000_-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Assim se chamava a autobiografia que lançou em 2011 —&nbsp;<em>La vie est un choix</em>. Um título que diz tudo sobre quem foi Yves Boisset: um homem que escolheu o cinema como campo de batalha, mas também como espelho desconfortável da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/%f0%9f%8e%ac-a-working-man-chega-ve-e-vence-jason-statham-da-tareia-a-branca-de-neve-nas-bilheteiras/"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> A Working Man Chega, Vê e Vence: Jason Statham Dá Tareia à Branca de Neve nas Bilheteiras</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca foi o favorito da crítica mais conservadora, nunca foi simpático para os poderes instituídos, e provavelmente é por isso que hoje vale a pena lembrar o seu nome.&nbsp;<strong>Yves Boisset não fazia filmes para nos adormecer — fazia filmes para nos acordar.</strong></p>
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