<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>cinema feminista &#8211; Clube de Cinema</title>
	<atom:link href="https://clubedecinema.pt/tag/cinema-feminista/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 25 Sep 2025 09:26:41 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/07/cropped-clubedecinemalogo-32x32.jpg</url>
	<title>cinema feminista &#8211; Clube de Cinema</title>
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Ripley: A Heroína Que Reinventou o Cinema de Acção e Mudou Hollywood Para Sempre</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/ripley-a-heroina-que-reinventou-o-cinema-de-accao-e-mudou-hollywood-para-sempre/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/ripley-a-heroina-que-reinventou-o-cinema-de-accao-e-mudou-hollywood-para-sempre/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 09:21:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Alien]]></category>
		<category><![CDATA[Aliens]]></category>
		<category><![CDATA[cinema feminista]]></category>
		<category><![CDATA[Ellen Ripley]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[heroínas de acção]]></category>
		<category><![CDATA[James Cameron]]></category>
		<category><![CDATA[Ridley Scott]]></category>
		<category><![CDATA[Sigourney Weaver]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.clubedecinema.pt/?p=19799</guid>

					<description><![CDATA[Nos anos 70, o cinema americano estava pronto para uma revolução. O Código Hays já tinha caído, a segunda vaga do feminismo agitava a sociedade e as audiências estavam preparadas para ver mulheres muito para além do papel de “donzela em perigo”. Foi nesse caldo cultural que surgiu, em 1979, uma personagem improvável mas destinada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 70, o cinema americano estava pronto para uma revolução. O Código Hays já tinha caído, a segunda vaga do feminismo agitava a sociedade e as audiências estavam preparadas para ver mulheres muito para além do papel de “donzela em perigo”. Foi nesse caldo cultural que surgiu, em 1979, uma personagem improvável mas destinada à imortalidade: Ellen Ripley, interpretada por Sigourney Weaver em&nbsp;<em>Alien – O 8.º Passageiro</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também . <a href="https://www.clubedecinema.pt/south-park-arrasa-presidente-da-fcc-com-fezes-de-gato-a-mistura/">South Park  Arrasa Presidente da FCC… com Fezes de Gato à Mistura</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente, Ripley nem estava escrita para ser uma mulher. O argumento de Dan O’Bannon e Ronald Shusett descrevia personagens neutras em termos de género. Mas quando Ridley Scott escolheu Weaver para o papel principal, o cinema ganhou a sua primeira grande heroína de ficção científica: profissional, pragmática, sem paciência para hierarquias inúteis — e, acima de tudo, sobrevivente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em&nbsp;<em>Alien</em>, Ripley é apresentada como mais uma entre a tripulação do Nostromo. Só a pouco e pouco percebemos que é ela quem vai carregar o filme às costas. Ao contrário das “scream queens” típicas do terror da altura, Ripley mantém a calma, organiza planos e insiste em protocolos de segurança que os colegas ignoram — com consequências fatais. O contraste com Lambert (Veronica Cartwright), em constante histeria, não podia ser mais claro: Ripley era a antítese da vítima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O salto definitivo veio em 1986, com&nbsp;<em>Aliens – O Reencontro Final</em>. James Cameron não quis apenas repetir a fórmula: transformou Ripley numa verdadeira estrela de acção, mas sem lhe roubar a humanidade. Agora, para além de enfrentar os Xenomorfos, ela protege a pequena Newt e assume-se como mãe substituta. O clímax é um duelo de mães — Ripley contra a Rainha Alien — que resultou numa das frases mais icónicas do género:&nbsp;<em>“Get away from her, you bitch!”</em>&nbsp;Foi suficiente para garantir a Weaver uma inédita nomeação ao Óscar de Melhor Actriz num filme de ficção científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ripley foi especial porque não dependia de músculos hipertrofiados como Rambo, nem de charme galáctico como Leia. Era uma profissional competente que tomava decisões sob pressão e não pedia desculpa por liderar. Esse retrato de liderança feminina, em plena era de figuras como Shirley Chisholm a lutar pela presidência dos EUA, era tão radical quanto necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos seguintes, Weaver voltou em&nbsp;<em>Alien³</em>&nbsp;(1992) e&nbsp;<em>Alien: Ressurreição</em>&nbsp;(1997), mas o impacto já não foi o mesmo. A cultura tinha mudado: as heroínas de acção já não eram novidade e o próprio franchise parecia perdido em debates filosóficos sobre androides e genética. Mesmo assim, cada nova tentativa — de&nbsp;<em>Prometheus</em>&nbsp;a&nbsp;<em>Alien: Covenant</em>&nbsp;— continuou a procurar, de forma quase obsessiva, recriar a fórmula Ripley com outras protagonistas femininas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/the-shrouds-as-mortalhas-david-cronenberg-confronta-o-luto-com-tecnologia-e-horror-psicologico-%f0%9f%96%a4%f0%9f%93%b1%e2%9a%b0%ef%b8%8f/">The Shrouds – As Mortalhas: David Cronenberg Confronta o Luto com Tecnologia e Horror Psicológico <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f5a4.png" alt="🖤" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f1.png" alt="📱" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/26b0.png" alt="⚰" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, o legado de Ripley sente-se em cada mulher que empunha uma arma no grande ecrã, de Sarah Connor a Furiosa, de Katniss Everdeen a Rey. Ela mostrou que uma heroína não precisa de superpoderes, apenas de inteligência, coragem e nervos de aço. E, para sempre, ficará a imagem de Sigourney Weaver, suada, determinada e absolutamente imbatível, a provar que o cinema de acção também podia — e devia — ser liderado por mulheres.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/ripley-a-heroina-que-reinventou-o-cinema-de-accao-e-mudou-hollywood-para-sempre/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Maria Montessori”: O Filme Que Vai Dar Voz à Mulher que Mudou o Mundo da Educação</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/maria-montessori-o-filme-que-vai-dar-voz-a-mulher-que-mudou-o-mundo-da-educacao/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/maria-montessori-o-filme-que-vai-dar-voz-a-mulher-que-mudou-o-mundo-da-educacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 09:57:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema biográfico 2025]]></category>
		<category><![CDATA[cinema feminista]]></category>
		<category><![CDATA[filmes sobre educação]]></category>
		<category><![CDATA[Jasmine Trinca filme]]></category>
		<category><![CDATA[Léa Todorov realizadora]]></category>
		<category><![CDATA[Leïla Bekhti Maria Montessori]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Montessori estreia Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Montessori filme]]></category>
		<category><![CDATA[método Montessori cinema]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.clubedecinema.pt/?p=16599</guid>

					<description><![CDATA[Leïla Bekhti e Jasmine Trinca brilham num drama histórico sobre maternidade, exclusão e resistência feminina 💥 ver também: Ana de Armas: Da pronúncia fonética ao topo da ação em “Ballerina” Se pensarmos na palavra “escola”, provavelmente poucos nomes surgem tão associados à inovação pedagógica como o de Maria Montessori. Mas quem era, afinal, esta mulher [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Leïla Bekhti e Jasmine Trinca brilham num drama histórico sobre maternidade, exclusão e resistência feminina <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4a5.png" alt="💥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/ana-de-armas-da-pronuncia-fonetica-ao-topo-da-acao-em-ballerina/">Ana de Armas: Da pronúncia fonética ao topo da ação em “Ballerina”</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se pensarmos na palavra “escola”, provavelmente poucos nomes surgem tão associados à inovação pedagógica como o de Maria Montessori. Mas quem era, afinal, esta mulher que ousou desafiar o sistema educativo no virar do século XX? A resposta chega já a 12 de junho com&nbsp;<em>Maria Montessori</em>, um filme biográfico que promete muito mais do que uma simples aula de História.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Realizado por Léa Todorov e com argumento coassinado pela própria realizadora e por Catherine Paillé,&nbsp;<em>Maria Montessori</em>&nbsp;mergulha nas camadas íntimas da vida desta médica italiana – a primeira a exercer medicina em Itália – que revolucionou a pedagogia com um método centrado na autonomia, liberdade e respeito pelas crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o filme não se limita a traçar o percurso da cientista.&nbsp;<em>Maria Montessori</em>&nbsp;é, acima de tudo, um retrato de duas mulheres que ousaram viver fora das regras: Montessori, interpretada por Jasmine Trinca, e Lili d’Alengy, uma cortesã parisiense vivida por Leïla Bekhti, que esconde uma filha com deficiência. É em Roma que os caminhos destas duas figuras improváveis se cruzam, num encontro que muda o rumo das suas vidas e que dá corpo a um drama de forte intensidade emocional.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Mulheres à frente do seu tempo… e sozinhas no mundo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O que une estas duas mulheres, aparentemente de mundos distintos, é a luta silenciosa contra a repressão social e o preconceito. Ambas guardam segredos – Maria tem um filho nascido fora do casamento, Lili tenta proteger a filha das garras do estigma. Em comum têm a maternidade não convencional e a coragem de não baixarem os braços. E é na relação entre elas que o filme encontra o seu coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não estamos perante uma narrativa empacotada num arco tradicional de superação.&nbsp;<em>Maria Montessori</em>&nbsp;assume-se como um drama delicado, de olhar humanista, onde a câmara dá tempo às emoções e espaço aos silêncios. A realização de Léa Todorov é sensível e contenida, deixando que as personagens respirem e que o espectador mergulhe nas suas angústias e esperanças.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma história comovente… e politicamente atual</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A pedagogia de Montessori não serve aqui apenas como pano de fundo, mas como motor simbólico de transformação. A sua visão sobre a infância, até então encarada com desdém e violência institucional, é apresentada como um gesto de revolução silenciosa. E, num mundo onde as vozes femininas ainda lutam para serem ouvidas, o filme ganha uma ressonância política inesperada e necessária.</p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/XuJD1ABPMyg?si=CN-tWH_IAuMDrTpj" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/tom-cruise-faz-historia-outra-vez-guinness-recorde-para-cena-de-paraquedas-em-chamas-em-mission-impossible-the-final-reckoning-%f0%9f%aa%82%f0%9f%94%a5/">Tom Cruise Faz História (Outra Vez): Guinness Recorde Para Cena de Paraquedas em Chamas em Mission: Impossible — The Final Reckoning <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1fa82.png" alt="🪂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f525.png" alt="🔥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Maria Montessori</em> estreia em exclusivo nos cinemas UCI a 12 de junho. Mais do que um filme biográfico, é uma homenagem à persistência feminina, ao poder da empatia e à urgência de dar espaço às histórias que nunca chegaram aos manuais escolares. Preparem os lenços… e os aplausos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/maria-montessori-o-filme-que-vai-dar-voz-a-mulher-que-mudou-o-mundo-da-educacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
