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	<title>cinema de autor &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Hugh Jackman Troca o Herói Clássico por um Robin Hood Sombrio e Brutal em “A Morte de Robin Hood”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 20:52:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há personagens que parecem condenadas a regressar eternamente ao cinema. Robin Hood é uma delas. Ao longo das décadas, o lendário fora da lei de Sherwood já foi aventureiro romântico, herói familiar, guerreiro épico e até protagonista de blockbusters cheios de explosões e flechas digitais. Mas a nova versão promete fugir a tudo isso. E, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Há personagens que parecem condenadas a regressar eternamente ao cinema. Robin Hood é uma delas. Ao longo das décadas, o lendário fora da lei de Sherwood já foi aventureiro romântico, herói familiar, guerreiro épico e até protagonista de blockbusters cheios de explosões e flechas digitais. Mas a nova versão promete fugir a tudo isso. E, honestamente, já era altura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>A Morte de Robin Hood</em>, que estreia nos cinemas portugueses a 18 de Junho, apresenta uma abordagem muito mais sombria, humana e emocional da figura mítica, colocando Hugh Jackman no centro de um drama sobre culpa, violência, envelhecimento e redenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O título deixa logo claro que este não será um Robin Hood de aventuras leves entre árvores verdejantes e gargalhadas com o Pequeno João. Aqui, o herói surge ferido, física e emocionalmente, confrontado com as consequências da vida que levou. Depois de uma batalha que julgava ser a última, Robin encontra-se gravemente ferido e acaba sob os cuidados de uma mulher misteriosa, interpretada por Jodie Comer, que lhe oferece uma possibilidade inesperada de redenção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um Robin Hood mais humano e menos lenda</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O realizador Michael Sarnoski, que chamou a atenção da crítica com&nbsp;<em>Pig – A Viagem de Rob</em>&nbsp;e mais recentemente realizou&nbsp;<em>Um Lugar Silencioso: Dia Um</em>, parece determinado em desmontar o mito clássico para encontrar algo mais cru e intimista. Segundo o comunicado divulgado pela NOS Audiovisuais, o filme procura explorar “um retrato mais humano de uma figura confrontada com o seu passado e com a lenda que ajudou a construir”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a verdade é que Hugh Jackman parece uma escolha particularmente interessante para essa abordagem. O actor australiano já provou inúmeras vezes que consegue equilibrar intensidade física com fragilidade emocional — basta lembrar&nbsp;<em>Logan</em>, filme que também pegava num herói lendário e o transformava numa figura cansada, violenta e profundamente marcada pelo peso da própria história.</p>



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<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="A MORTE DE ROBIN HOOD (The Death of Robin Hood) - Trailer Oficial Legendado PT" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/HKQDoSTVzmU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p class="wp-block-paragraph">Tudo indica que&nbsp;<em>A Morte de Robin Hood</em>&nbsp;segue um caminho semelhante: menos fantasia heróica e mais reflexão sobre o homem por trás da lenda. Um fora da lei envelhecido, perseguido pelos erros do passado e pela violência que ajudou a alimentar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Jodie Comer e Bill Skarsgård juntam-se ao elenco</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além de Jackman, o filme conta ainda com Jodie Comer e Bill Skarsgård, dois nomes que continuam a consolidar carreiras particularmente interessantes em Hollywood. Comer, vencedora de um Emmy graças a&nbsp;<em>Killing Eve</em>, tem demonstrado uma capacidade rara para misturar vulnerabilidade e intensidade. Já Skarsgård continua a afastar-se da sombra de Pennywise para construir uma filmografia cada vez mais variada e imprevisível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ainda não tenham sido revelados muitos detalhes sobre as personagens, a presença dos dois actores reforça a ideia de que este não será apenas mais um filme de acção medieval feito à pressa para aproveitar um nome conhecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até porque Robin Hood tem vivido uma relação complicada com o cinema moderno. Nos últimos anos, várias tentativas de revitalizar a personagem acabaram por passar despercebidas ou falhar junto da crítica e do público. Talvez precisamente porque insistiam em transformar a lenda numa espécie de super-herói medieval em vez de explorarem aquilo que sempre tornou a personagem interessante: a ambiguidade moral.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma nova vida para uma velha lenda?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O mais curioso nesta nova versão é precisamente o facto de parecer interessada em discutir o próprio mito de Robin Hood. O comunicado fala num herói confrontado “com o peso do mito” e isso pode abrir espaço para algo mais introspectivo e adulto do que o habitual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num momento em que Hollywood parece cada vez mais obcecada por reciclar personagens conhecidas, talvez a única forma de justificar mais um Robin Hood seja precisamente esta: abandonar a aventura confortável e olhar para a figura com alguma melancolia, violência e humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se Michael Sarnoski conseguir trazer para este universo o mesmo tom emocional que mostrou em&nbsp;<em>Pig</em>, então&nbsp;<em>A Morte de Robin Hood</em>&nbsp;pode acabar por surpreender muita gente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E convenhamos: ver Hugh Jackman de arco na mão continua a soar bastante melhor do que mais uma origem genérica de super-herói.</p>
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		<title>Cannes Invade o TVCine: Há Um Domingo Inteiro Dedicado ao Melhor Cinema de Autor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 20:41:10 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">O brilho da Croisette vai chegar mais cedo a casa dos cinéfilos portugueses. Enquanto o mundo do cinema volta a olhar para o sul de França com mais uma edição do lendário Festival de Cannes, o TVCine Edition prepara uma verdadeira maratona cinematográfica dedicada ao espírito do mais prestigiado festival do mundo. No próximo dia 17 de Maio, a partir das 14h35, o canal exibe o especial “Um Domingo em Cannes”, uma selecção de cinco filmes que passaram por diferentes secções do festival e que prometem transformar o sofá numa espécie de mini Palais des Festivals.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma simples programação temática, esta iniciativa funciona quase como uma carta de amor ao cinema de autor contemporâneo. Ao longo de décadas, Cannes tornou-se muito mais do que um desfile de estrelas e vestidos extravagantes na passadeira vermelha. O festival francês continua a ser uma das principais plataformas mundiais para descobrir novos realizadores, tendências cinematográficas e histórias capazes de desafiar o público, provocar discussão e redefinir a linguagem do cinema.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="Especial Um Domingo Em Cannes | 17 Maio A Partir 14:35 | TVCine EDITION" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ZuFGvPNXtrs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p class="wp-block-paragraph">E o alinhamento escolhido pelo TVCine Edition mostra precisamente essa diversidade artística que fez de Cannes uma referência incontornável para qualquer amante da sétima arte.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Palestina, Taiwan, Paris, Londres e mundos virtuais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A viagem começa às 14h35 com&nbsp;<em>A Uma Terra Desconhecida</em>, segunda longa-metragem do realizador palestiniano Mahdi Fleifel. O filme, apresentado na Quinzena dos Realizadores de 2024, acompanha dois primos palestinianos presos numa realidade marcada pela sobrevivência, imigração e desespero. Em Atenas, tentam reunir dinheiro para fugir para a Alemanha, mas rapidamente mergulham num esquema perigoso que os obriga a explorar outros refugiados. Uma história dura, humana e profundamente actual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às 16h20 chega&nbsp;<em>Locust</em>, estreia em longa-metragem do realizador taiwanês-americano KEFF, exibida na Semana da Crítica em 2024. O thriller dramático acompanha um jovem dividido entre a vida familiar e o submundo criminoso de Taiwan, enquanto o país vive um período de tensão política influenciado pelos protestos de Hong Kong. O filme cruza violência, juventude marginalizada e corrupção social num retrato intenso e sombrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas um dos momentos mais curiosos da programação surge às 18h30 com&nbsp;<em>Nouvelle Vague</em>, o novo filme de Richard Linklater. Sim, o realizador de&nbsp;<em>Boyhood</em>&nbsp;e da trilogia&nbsp;<em>Before</em>&nbsp;decidiu mergulhar na história do cinema francês para recriar os bastidores do nascimento da revolucionária “Nouvelle Vague”. O filme acompanha um jovem Jean-Luc Godard durante a produção de&nbsp;<em>O Acossado</em>, mostrando como aquele grupo de cineastas franceses mudou para sempre a forma de fazer cinema. Para os verdadeiros cinéfilos, isto soa quase como pornografia cinematográfica — no melhor sentido possível.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Harris Dickinson estreia-se atrás das câmaras</h2>



<p class="wp-block-paragraph">À noite, o especial continua com um dos filmes mais comentados da recente edição de Cannes.&nbsp;<em>Urchin – Pelas Ruas de Londres</em>, exibido às 20h20, marca a estreia na realização de Harris Dickinson, actor que muitos conheceram em filmes como&nbsp;<em>Triangle of Sadness</em>&nbsp;ou&nbsp;<em>The Iron Claw</em>. O drama acompanha um jovem sem-abrigo e toxicodependente que tenta desesperadamente reconstruir a sua vida nas ruas de Londres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme conquistou o prémio FIPRESCI da crítica internacional e também o prémio de melhor actor para Frank Dillane, algo que imediatamente chamou a atenção da imprensa especializada durante o festival. A crítica internacional destacou sobretudo a forma crua, mas profundamente humana, como Dickinson retrata exclusão social, dependência e vulnerabilidade emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fechar a maratona, às 22h00, chega&nbsp;<em>Devorar a Noite</em>, da dupla francesa Caroline Poggi e Jonathan Vinel. O filme mistura romance queer, thriller psicológico e obsessão digital numa história onde o mundo virtual se torna tão importante quanto a realidade. Entre videojogos online, relações intensas e destruição emocional, o filme explora a solidão e o desejo de pertença numa geração cada vez mais ligada a universos digitais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um festival dentro de casa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O especial “Um Domingo em Cannes” parece pensado precisamente para quem gosta daquele cinema que não aparece normalmente nos grandes multiplexes, mas que fica na memória durante dias. Histórias desconfortáveis, humanas, provocadoras e visualmente ousadas — exactamente o tipo de obras que Cannes costuma transformar em fenómenos cinéfilos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E para quem ficar com vontade de continuar a viagem cinematográfica, o TVCine Edition já confirmou também o especial “Além Cannes”, nos dias 24 e 31 de Maio, dedicado a filmes premiados noutros festivais internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resumindo: preparem as mantas, desliguem o cérebro de scrolling automático e entreguem-se a um domingo inteiro de cinema que quer fazer pensar, sentir e discutir o mundo. Porque às vezes o melhor bilhete para Cannes… é mesmo o comando da televisão.</p>
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		<title>Há Um Dia em Abril em Que o Cinema Vai Ter Assinatura — e Não Vais Querer Perdê-lo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 15:54:15 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Num panorama dominado por blockbusters e fórmulas repetidas, há momentos raros em que o cinema regressa à sua essência mais pura: a visão de um autor. É precisamente isso que o TVCine propõe com o especial&nbsp;<em>Cineastas em Foco</em>, uma programação que reúne alguns dos nomes mais marcantes do cinema contemporâneo e que chega no dia 11 de Abril ao TVCine Edition.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma simples selecção de filmes, este especial é uma viagem por diferentes linguagens cinematográficas, todas unidas por um elemento comum: uma assinatura inconfundível. De&nbsp;Costa-Gavras&nbsp;a&nbsp;Paul Thomas Anderson, passando por&nbsp;Hal Hartley,&nbsp;Sharunas Bartas&nbsp;e&nbsp;Christian Petzold, estamos perante cineastas que recusam o óbvio e que continuam a explorar o cinema como forma de pensamento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação arranca com&nbsp;<em>O Último Suspiro</em>&nbsp;(2024), de Costa-Gavras, um realizador cuja carreira está profundamente ligada ao cinema político europeu. Aqui, o foco desloca-se para o fim da vida, num filme que evita respostas fáceis e prefere mergulhar nas ambiguidades éticas e emocionais de um tema universal. É um cinema de confronto — não com o espectador, mas com as suas próprias certezas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segue-se&nbsp;<em>Punch-Drunk Love – Embriagado de Amor</em>&nbsp;(2002), uma das obras mais singulares de Paul Thomas Anderson. Num registo inesperado, o realizador constrói uma história de amor atravessada pela ansiedade e pelo isolamento, oferecendo a&nbsp;Adam Sandler&nbsp;um dos papéis mais surpreendentes da sua carreira. O resultado é um filme delicado, desconcertante e emocionalmente preciso, que confirma Anderson como um dos grandes autores do cinema contemporâneo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com&nbsp;<em>Onde Aterrar</em>&nbsp;(2025), Hal Hartley regressa ao seu território habitual: personagens deslocadas, diálogos carregados de ironia e uma abordagem minimalista que transforma o quotidiano em reflexão. É um cinema que exige atenção e que recompensa o espectador disposto a entrar no seu ritmo particular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais tarde,&nbsp;<em>Laguna</em>&nbsp;(2025), de Sharunas Bartas, leva-nos para um registo ainda mais contemplativo. Quase sem palavras, o filme acompanha uma viagem de pai e filha ao longo da costa mexicana, onde o silêncio e a paisagem ganham protagonismo. É um exercício de cinema puro, onde o tempo e o espaço substituem a narrativa tradicional, convidando a uma experiência mais sensorial do que narrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fechar,&nbsp;<em>Miroirs No. 3</em>&nbsp;(2025), de Christian Petzold, confirma a elegância e subtileza de um dos nomes mais consistentes do cinema europeu actual. Com uma abordagem contida, o realizador explora temas como memória e identidade, construindo um filme que se revela aos poucos e que permanece muito depois de terminar.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que une todos estes filmes não é o género, nem o orçamento, nem sequer o público-alvo. É algo mais raro: uma visão. Num tempo em que o cinema muitas vezes se dilui em tendências, este especial reafirma a importância do olhar individual — aquele que transforma histórias em experiências e imagens em pensamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 11 de Abril, o TVCine Edition propõe assim algo mais do que entretenimento. Propõe cinema com assinatura. E isso, hoje, é cada vez mais valioso.</p>



<h6 class="wp-block-heading"><a href="https://clubedecinema.pt/estreias-da-semana/">Estreias da semana</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/o-filme-que-promete-revelar-o-verdadeiro-michael-jackson-esta-quase-a-chegar-e-o-trailer-final-ja-levanta-expectativas/">O Filme Que Promete Revelar o Verdadeiro Michael Jackson Está Quase a Chegar — e o Trailer Final Já Levanta Expectativas</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/os-criadores-de-beef-e-the-bear-vao-escrever-os-x-men-e-isso-muda-tudo/">Os Criadores de Beef e The Bear Vão Escrever os X-Men — e Isso Muda Tudo</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/greta-gerwig-assina-com-a-caa-e-a-narnia-e-o-proximo-destino-depois-do-barbie/">Greta Gerwig Assina com a CAA — e a Nárnia é o Próximo Destino Depois do Barbie</a></h6>
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		<title>Morreu João Canijo, uma voz incómoda e essencial do cinema português</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 09:50:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um cineasta que filmou o país sem filtros nem concessões Morreu João Canijo, um dos realizadores mais importantes, coerentes e exigentes do cinema português das últimas décadas. Tinha 68 anos e faleceu esta quinta-feira, dia 29 de Janeiro, perto de Vila Viçosa, distrito de Évora, onde repartia residência com Lisboa. A notícia foi confirmada à agência [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um cineasta que filmou o país sem filtros nem concessões</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Morreu <strong>João Canijo</strong>, um dos realizadores mais importantes, coerentes e exigentes do cinema português das últimas décadas. Tinha 68 anos e faleceu esta quinta-feira, dia 29 de Janeiro, perto de Vila Viçosa, distrito de Évora, onde repartia residência com Lisboa. A notícia foi confirmada à agência Lusa por fonte da produtora Midas Filmes. Segundo informações avançadas pela CNN Portugal e pelo jornal <em>Público</em>, o cineasta terá sofrido um ataque cardíaco fulminante durante a noite, tendo o corpo sido encontrado pela empregada de limpeza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/quando-a-maternidade-se-transforma-num-campo-de-batalha-emocional-se-eu-tivesse-pernas-dava-te-um-pontape-chega-aos-cinemas/">Quando a maternidade se transforma num campo de batalha emocional: Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé chega aos cinemas</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Distinguido com o Urso de Prata no Festival de Berlim em 2023, João Canijo deixa uma obra marcada por uma visão implacável da sociedade portuguesa, quase sempre observada a partir do interior das famílias, dos conflitos domésticos e das tensões invisíveis que atravessam gerações. O seu cinema nunca foi confortável — e talvez por isso tenha sido tão necessário.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do assistente ao autor: um percurso sólido e singular</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Natural de Vinhais, no distrito de Bragança, João Canijo iniciou a sua carreira nos anos 1980 como assistente de realização, trabalhando com nomes fundamentais do cinema europeu como Manoel de Oliveira, Paulo Rocha e Wim Wenders. Em 1990 estreia-se na realização de longas-metragens com&nbsp;<em>Filha da Mãe</em>, assinando também a série televisiva&nbsp;<em>Alentejo Sem Lei</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir daí construiu uma filmografia profundamente autoral, reconhecível pela forma como expõe feridas sociais raramente tratadas com complacência: machismo, imigração, prostituição, corrupção, marginalidade e dificuldades socioeconómicas. Como escreveu o investigador Daniel Ribas, trata-se de uma verdadeira “dramaturgia da violência”, onde o conflito é estrutural e raramente encontra redenção.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Filmes que ficaram — e que ficam</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os títulos mais marcantes da sua carreira contam-se <em>Sapatos Pretos</em> (1998), <em>Ganhar a Vida</em> (2001), <em>Mal Nascida</em>(2007) e, sobretudo, <em>Sangue do Meu Sangue</em> (2011), frequentemente apontado como uma das grandes obras do cinema português contemporâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, Canijo atinge um novo patamar de reconhecimento internacional com <em>Mal Viver</em>, vencedor do Urso de Prata em Berlim e candidato português aos Óscares. O filme acompanha uma família de mulheres que gere um hotel, vivendo num ambiente corroído por ressentimento e rancor, abalado pela chegada inesperada de uma neta. A obra dialoga directamente com <em>Viver Mal</em>, que observa a mesma realidade a partir do ponto de vista dos hóspedes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, esta dupla cinematográfica ganha uma nova dimensão com a série <em>Hotel do Rio</em>, exibida na RTP, apresentada como a “visão total” deste universo narrativo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um cinema feito de mulheres, tensão e verdade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte da força do cinema de João Canijo reside nas personagens femininas, complexas, contraditórias e centrais. Atrizes como Rita Blanco, Anabela Moreira, Beatriz Batarda, Madalena Almeida ou Cleia Almeida tornaram-se presenças recorrentes na sua obra, num trabalho continuado de cumplicidade artística raro no cinema português.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro momento relevante da sua carreira foi&nbsp;<em>Fátima</em>&nbsp;(2017), um filme rodado com 11 atrizes portuguesas numa peregrinação ao santuário, onde Canijo explorou não a fé, mas as dinâmicas de grupo entre mulheres. “As relações de grupo entre mulheres parecem-me muito mais interessantes do que com homens à mistura”, afirmou então à Lusa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Projetos por concluir e um legado difícil de substituir</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">À data da sua morte, João Canijo encontrava-se a finalizar&nbsp;<em>Encenação</em>, longa-metragem protagonizada por Miguel Guilherme, centrada num encenador de teatro confrontado com a idade e com a relação com as suas atrizes. Deixa ainda por estrear o filme&nbsp;<em>As Ucranianas</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/de-a-coisa-a-inception-25-filmes-entram-no-registo-nacional-de-cinema-dos-estados-unidos/">De A Coisa a Inception: 25 filmes entram no Registo Nacional de Cinema dos Estados Unidos</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas redes sociais, a Medeia Filmes recordou o cineasta com uma frase que resume bem a sua visão artística: “A verdade é a interpretação que cada um faz da realidade. E é uma escolha que cada um faz da realidade.” João Canijo fez essa escolha com frontalidade, rigor e uma recusa sistemática do facilitismo. O cinema português fica mais pobre sem ele — mas a sua obra permanece, incómoda, viva e indispensável.</p>
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		<title>Brian De Palma prepara novo regresso a Hollywood com talento brasileiro — e filmagens em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 15:52:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[A Chegar]]></category>
		<category><![CDATA[Brian De Palma]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de autor]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudia Kopke]]></category>
		<category><![CDATA[filmes rodados em Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Sotero]]></category>
		<category><![CDATA[RT Features]]></category>
		<category><![CDATA[Sweet Vengeance]]></category>
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					<description><![CDATA[Aos 85 anos, Brian De Palma não mostra qualquer intenção de abrandar. Pelo contrário: o realizador norte-americano prepara-se para regressar aos sets com Sweet Vengeance, um novo projecto que marca o seu retorno ao cinema internacional e que conta com a participação de dois nomes centrais do cinema brasileiro contemporâneo. A informação foi confirmada pelo produtor Rodrigo Teixeira, da RT [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Aos 85 anos, <strong><a href="https://clubedecinema.pt/?s=Brian+de+Palma" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Brian+de+Palma">Brian De Palma</a></strong> não mostra qualquer intenção de abrandar. Pelo contrário: o realizador norte-americano prepara-se para regressar aos sets com <em>Sweet Vengeance</em>, um novo projecto que marca o seu retorno ao cinema internacional e que conta com a participação de dois nomes centrais do cinema brasileiro contemporâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A informação foi confirmada pelo produtor <strong>Rodrigo Teixeira</strong>, da <strong>RT Features</strong>, durante uma mesa-redonda da Mostra de Cinema de Tiradentes dedicada à internacionalização do audiovisual brasileiro. Segundo Teixeira, <em>Sweet Vengeance</em> terá direcção de fotografia de <strong>Pedro Sotero</strong> e figurinos de <strong>Cláudia Kopke</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Talento brasileiro ao serviço de um mestre do cinema</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro Sotero é amplamente reconhecido pelo seu trabalho em <em>Bacurau</em> e <em>Aquarius</em>, ambos realizados por <a href="https://clubedecinema.pt/?s=Kleber+Mendonça+Filho" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Kleber+Mendonça+Filho">Kleber Mendonça Filho</a>, bem como em títulos mais recentes como <em>Propriedade</em> (2022) e <em>Baby</em> (2024). A sua fotografia, marcada por uma atenção rigorosa ao espaço e à textura da imagem, tornou-se uma referência no cinema brasileiro contemporâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Cláudia Kopke chega a este projecto depois de assinar os figurinos de filmes emblemáticos como <em>Que Horas Ela Volta?</em> e <a href="https://clubedecinema.pt/?s=Ainda+Estou+Aqui%2C" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Ainda+Estou+Aqui%2C"><em>Ainda Estou Aqui</em>,</a> este último distinguido com o primeiro Óscar da história do cinema brasileiro. O seu trabalho é frequentemente elogiado pela forma como contribui para a construção psicológica das personagens, sem nunca se impor de forma gratuita.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um regresso aguardado de Brian De Palma</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Sweet Vengeance</em>&nbsp;será o primeiro filme de Brian De Palma desde&nbsp;<em>Domino – A Hora da Vingança</em>&nbsp;(2019). O realizador é responsável por uma filmografia fundamental do cinema norte-americano, que inclui títulos como&nbsp;<em>Carrie, a Estranha</em>,&nbsp;<em>Vestida para Matar</em>,&nbsp;<em>Um Tiro na Noite</em>,&nbsp;<em>O Duplo</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Os Intocáveis</em>&nbsp;— obras que continuam a influenciar cineastas e espectadores décadas depois da sua estreia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os detalhes do enredo permaneçam em segredo, sabe-se que o filme será inspirado em&nbsp;<strong>dois homicídios reais</strong>, o que sugere um regresso a um território mais sombrio e próximo do thriller psicológico, género onde De Palma sempre se moveu com particular mestria.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Filmagens em Portugal e ambições internacionais</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">As filmagens de <em>Sweet Vengeance</em> deverão arrancar <strong>em Maio, em Portugal</strong>, reforçando a crescente atractividade do país como palco de produções internacionais de grande escala. A escolha sublinha também a vocação cada vez mais global da RT Features, produtora que tem no seu currículo filmes como <em>Chama‑me Pelo Teu Nome</em>, de <a href="https://clubedecinema.pt/?s=Luca+Guadagnino" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Luca+Guadagnino">Luca Guadagnino</a>, e <em>A Bruxa</em>, de <a href="https://clubedecinema.pt/?s=Robert+Eggers" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Robert+Eggers">Robert Eggers</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem data de estreia definida e com o elenco ainda por anunciar,&nbsp;<em>Sweet Vengeance</em>&nbsp;começa desde já a gerar expectativa, não apenas pelo regresso de Brian De Palma, mas pela forma como cruza talento brasileiro, produção internacional e uma filmografia lendária que continua longe de dizer a última palavra.</p>
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		<title>Anos de Inquietude: quatro filmes, quatro olhares sobre a juventude em ebulição no TVCine Edition</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 14:01:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Arnold]]></category>
		<category><![CDATA[Anos de Inquietude]]></category>
		<category><![CDATA[Bird filme]]></category>
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		<category><![CDATA[Louise Courvoisier]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Trapero]]></category>
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		<category><![CDATA[Valeria Bruni Tedeschi]]></category>
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					<description><![CDATA[Fevereiro promete noites intensas no TVCine Edition, com um especial que olha a juventude sem filtros, romantizações fáceis ou respostas simples. Anos de Inquietude, exibido todos os domingos, de 1 a 22 de Fevereiro, sempre às 22h00, reúne quatro filmes assinados por cineastas de referência que exploram o crescimento, o conflito e a procura de identidade como territórios instáveis, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Fevereiro promete noites intensas no <strong>TVCine Edition</strong>, com um especial que olha a juventude sem filtros, romantizações fáceis ou respostas simples. <strong>Anos de Inquietude</strong>, exibido todos os domingos, de <strong>1 a 22 de Fevereiro</strong>, sempre às <strong>22h00</strong>, reúne quatro filmes assinados por cineastas de referência que exploram o crescimento, o conflito e a procura de identidade como territórios instáveis, por vezes dolorosos, mas sempre transformadores  .</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="Especial Anos De Inquietude | Domingos Fevereiro 22:00 | TVCine EDITION" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/x6PFHr6IT7w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p class="wp-block-paragraph">Ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/quando-a-fama-nao-deixa-dormir-hurry-up-tomorrow-leva-the-weeknd-ao-limite-no-tvcine-top/">Quando a fama não deixa dormir: Hurry Up Tomorrow leva The Weeknd ao limite no TVCine Top</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quatro filmes, uma mesma urgência de viver</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O especial parte de uma ideia simples e poderosa: a juventude como um tempo de incerteza permanente. Seja nos subúrbios ingleses, numa escola de teatro em Paris, numa herdade argentina ou numa aldeia rural francesa, estas histórias falam de personagens que tentam perceber quem são, de onde vêm e para onde podem ir. Em comum, há inquietação, desejo de fuga e a sensação constante de que o mundo exige decisões antes de estarmos preparados para as tomar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Bird: crescer quando ninguém está a olhar</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O ciclo abre a <strong>1 de Fevereiro</strong> com <em>Bird</em>, de <strong>Andrea Arnold</strong>, uma das vozes mais consistentes do cinema britânico contemporâneo. O filme acompanha Bailey, uma adolescente negligenciada que vive com o pai e o irmão nos subúrbios de Kent. Entre realismo social e um lirismo subtil, Arnold constrói um retrato duro e comovente sobre invisibilidade, identidade e pertença. Apresentado em competição no <strong>Festival de Cannes</strong> em 2024, <em>Bird</em> confirma a capacidade da realizadora para transformar quotidianos marginais em cinema profundamente humano.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Les Amandiers – Jovens para Sempre: memórias de palco e de pele</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No dia <strong>8 de Fevereiro</strong>, chega <em>Les Amandiers – Jovens para Sempre</em>, de <strong>Valeria Bruni Tedeschi</strong>, um filme marcado pela nostalgia e pela intensidade emocional. Inspirado nas memórias da própria realizadora, o drama acompanha um grupo de jovens actores admitidos numa prestigiada escola de teatro no final dos anos 80. Entre paixões, excessos e descobertas, o filme é uma carta de amor à juventude criativa e caótica, distinguida em Cannes e nos Prémios César.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um Segredo de Família: crescer à sombra do passado</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>15 de Fevereiro</strong>, o tom muda com <em>Um Segredo de Família</em>, do argentino <strong>Pablo Trapero</strong>. Aqui, a juventude é confrontada com heranças emocionais e políticas difíceis de digerir. O regresso de uma filha à propriedade familiar desencadeia revelações sobre mentiras antigas, traumas da ditadura e relações marcadas por ressentimentos silenciosos. Um melodrama contido, mas devastador, ancorado em interpretações intensas de <strong>Bérénice Bejo</strong> e Martina Gusmán.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Amor e Queijo: a idade adulta chega sem pedir licença</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O especial termina a <strong>22 de Fevereiro</strong> com <em>Amor e Queijo</em>, de <strong>Louise Courvoisier</strong>, uma estreia sensível e luminosa sobre o fim da adolescência. Num meio rural francês, Totone vê-se obrigado a assumir responsabilidades demasiado cedo, num filme que mistura descoberta amorosa, sobrevivência económica e a beleza rude do campo. Apresentado na secção <em>Un Certain Regard</em> de Cannes, o filme conquistou o Prémio da Juventude e dois Césares, afirmando Courvoisier como um nome a seguir de perto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler: <a href="https://clubedecinema.pt/harrison-ford-emocionou-michael-j-fox-no-plateau-de-shrinking-reconheci-o-parkinson-nos-olhos-dele/">Harrison Ford emocionou Michael J. Fox no plateau de Shrinking: “Reconheci o Parkinson nos olhos dele”</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um ciclo para ver e sentir</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Anos de Inquietude</em>&nbsp;não oferece respostas fáceis, mas propõe algo mais valioso: empatia. Quatro filmes, quatro olhares autorais e uma certeza comum — crescer é sempre um processo imperfeito, instável e profundamente cinematográfico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2025 Regressam ao Grande Ecrã: O Ciclo Imperdível do Cinema Nimas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 17:14:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo de cinema Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de autor]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Medeia Nimas]]></category>
		<category><![CDATA[Medeia Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[melhores filmes 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Os Melhores do Ano 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[Dez filmes essenciais (e mais uma surpresa) para (re)ver em Lisboa entre Janeiro e Fevereiro Entre 23 de Janeiro e 18 de Fevereiro, o Cinema Medeia Nimas transforma-se no ponto de encontro obrigatório para quem leva o cinema a sério. A Medeia Filmes apresenta o ciclo “Os Melhores do Ano 2025”, uma selecção criteriosa que cruza listas nacionais e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dez filmes essenciais (e mais uma surpresa) para (re)ver em Lisboa entre Janeiro e Fevereiro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre <strong>23 de Janeiro e 18 de Fevereiro</strong>, o <strong>Cinema Medeia Nimas</strong> transforma-se no ponto de encontro obrigatório para quem leva o cinema a sério. A Medeia Filmes apresenta o ciclo <strong>“Os Melhores do Ano 2025”</strong>, uma selecção criteriosa que cruza listas nacionais e internacionais com escolhas apaixonadas — os tais <em>crushes</em> cinéfilos que ajudam a definir um ano memorável nas salas escuras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/shelter-sem-limites-jason-statham-enfrenta-o-passado-num-thriller-de-sobrevivencia-a-beira-do-abismo/">“Shelter: Sem Limites” — Jason Statham Enfrenta o Passado Num Thriller de Sobrevivência à Beira do Abismo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado são&nbsp;<strong>dez filmes essenciais</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>um “extra” especial</strong>:&nbsp;<em>Lavagante</em>, uma das grandes surpresas do final do ano, que conquistou público e crítica e mereceu, por direito próprio, um lugar neste alinhamento. Muitos dos títulos continuam, aliás, a fazer o seu percurso na época de prémios, pelo que desta lista sairão certamente alguns dos filmes distinguidos nos Óscares. Para quem perdeu na estreia — ou quer rever no ecrã certo — esta é a oportunidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um mapa do melhor cinema contemporâneo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ciclo desenha um retrato plural do cinema recente: do autor europeu à grande produção americana, do cinema político ao experimental, passando por obras que desafiam géneros e expectativas. É um programa que pede tempo, curiosidade e entrega — exactamente aquilo que o cinema merece.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="577" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/agente-1024x577.jpg" alt="" class="wp-image-23238" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/agente-1024x577.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/agente-300x169.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/agente-768x433.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/agente.jpg 1296w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os destaques está <strong>Sirât</strong>, de <strong>Oliver Laxe</strong>, uma experiência intensa e física que confirma o realizador como uma das vozes mais singulares do cinema europeu actual. Também <strong>O Agente Secreto</strong>, de <strong>Kleber Mendonça Filho</strong>, regressa ao grande ecrã, reforçando o estatuto do cineasta brasileiro como um cronista atento do poder, da memória e da resistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cinema de autor internacional marca forte presença com <strong>The Shrouds – As Mortalhas</strong>, onde <strong>David Cronenberg</strong> volta a explorar obsessões antigas através de novas formas, e com <strong>Verdades Difíceis</strong>, que confirma <strong>Mike Leigh</strong> como um mestre absoluto da observação humana.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Política, exílio e resistência</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há também espaço para o cinema que olha o mundo de frente. <strong>Foi Só Um Acidente</strong>, de <a href="chatgpt://generic-entity?number=10"><strong>Jafar Panahi</strong></a>, e <strong>A Semente do Figo Sagrado</strong>, de <strong>Mohammad Rasoulof</strong>, são exemplos claros de um cinema que nasce da urgência política e da experiência do exílio, transformando a adversidade em matéria cinematográfica de primeira linha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo espírito atravessa <strong>O Riso e a Faca</strong>, de <strong>Pedro Pinho</strong>, apresentado numa sessão especial com apresentação, sublinhando a importância do diálogo entre filme, contexto e público.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Hollywood de autor e grandes nomes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Do outro lado do Atlântico, <strong>Batalha Atrás de Batalha</strong>, de <strong>Paul Thomas Anderson</strong>, representa o cinema americano de autor no seu esplendor máximo, com um elenco liderado por <strong>Leonardo DiCaprio</strong>. Um filme-evento que confirma Anderson como um dos grandes cronistas da América contemporânea.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O “extra” que ninguém viu chegar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">E depois há <strong>Lavagante</strong>, de <strong>Mário Barroso</strong>. Fora das listas mais previsíveis, mas dentro do coração de quem o viu, o filme afirma-se como uma das revelações de 2025, justificando plenamente o estatuto de “mais um” neste ciclo que celebra o melhor do ano.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Datas, horários e a sala certa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As sessões decorrem ao longo de várias datas, com reposições estratégicas de alguns títulos, permitindo diferentes opções de horário. Tudo acontece no&nbsp;<strong>Cinema Medeia Nimas</strong>, em Lisboa, uma das salas históricas da cidade e o local ideal para um ciclo que pede atenção, silêncio e amor pelo grande ecrã <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/landman-identidade-de-genero-e-o-debate-que-chegou-onde-ninguem-esperava/">“Landman”, Identidade de Género e o Debate Que Chegou Onde Ninguém Esperava</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um simples conjunto de exibições,&nbsp;<strong>“Os Melhores do Ano 2025”</strong>&nbsp;é um convite à memória recente do cinema — e uma afirmação clara de que ver filmes continua a ser um acto colectivo, vivido melhor numa sala escura.</p>
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		<title>Morreu Béla Tarr, o cineasta que mudou o ritmo do cinema moderno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 14:16:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Béla Tarr]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de autor]]></category>
		<category><![CDATA[cinema húngaro]]></category>
		<category><![CDATA[morte de Béla Tarr]]></category>
		<category><![CDATA[O Cavalo de Turim]]></category>
		<category><![CDATA[O Tango de Satanás]]></category>
		<category><![CDATA[realizador húngaro]]></category>
		<category><![CDATA[Satantango]]></category>
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					<description><![CDATA[Figura maior do cinema húngaro tinha 70 anos e deixa uma obra radical e influente O realizador húngaro Béla Tarr, uma das figuras mais marcantes e influentes do cinema europeu contemporâneo, morreu esta terça-feira, aos 70 anos, vítima de doença prolongada. A notícia foi confirmada pela agência noticiosa húngara MTI e divulgada publicamente pelo cineasta Bence Fliegauf, em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura maior do cinema húngaro tinha 70 anos e deixa uma obra radical e influente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O realizador húngaro <strong>Béla Tarr</strong>, uma das figuras mais marcantes e influentes do cinema europeu contemporâneo, morreu esta terça-feira, aos <strong>70 anos</strong>, vítima de doença prolongada. A notícia foi confirmada pela agência noticiosa húngara MTI e divulgada publicamente pelo cineasta <strong>Bence Fliegauf</strong>, em nome da família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/callum-turner-como-james-bond-quatro-pistas-sobre-como-o-novo-007-pode-mudar-tudo/">Callum Turner como James Bond? Quatro pistas sobre como o novo 007 pode mudar tudo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Autor de uma filmografia curta, mas profundamente impactante, Béla Tarr tornou-se uma figura de culto graças a um cinema austero, exigente e radical, que reformulou a linguagem cinematográfica e colocou a Hungria no centro do mapa do cinema independente mundial. O seu estilo, marcado por planos longos, narrativas dilatadas e um pessimismo existencial profundo, influenciou gerações de realizadores em todo o mundo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um cinema contra a pressa e contra as concessões</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/Satantango-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22796" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/Satantango-1024x576.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/Satantango-300x169.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/Satantango-768x432.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/Satantango.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A obra mais emblemática de Béla Tarr é <strong>O Tango de Satanás</strong>, adaptação do romance homónimo de <strong>László Krasznahorkai</strong>, com quem manteve uma colaboração artística duradoura. Com mais de <strong>sete horas de duração</strong>, o filme é um retrato implacável do colapso moral e social no pós-comunismo da Europa de Leste e tornou-se um marco incontornável da história do cinema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na altura do seu lançamento, o filme dividiu públicos, mas conquistou defensores fervorosos. A escritora norte-americana <strong>Susan Sontag</strong> descreveu-o como “devastador e absorvente” e afirmou que ficaria feliz por o ver “todos os anos, pelo resto da vida”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O jornal britânico <strong>The Guardian</strong> escreveu, ainda em 2001, que o cinema de Tarr “exige paciência do seu público”, uma característica que o realizador nunca tentou suavizar ou contornar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Influência internacional e ligação a Portugal</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de profundamente enraizado na realidade húngara, o impacto de Béla Tarr foi global. Realizadores como <strong>Alexander Sokurov</strong>, <strong>Apichatpong Weerasethakul</strong>, <strong>Pedro Costa</strong> e <strong>André Gil Mata</strong> reconheceram a sua influência directa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cineasta manteve uma relação próxima com Portugal, tendo estado no país em várias ocasiões. Em 2016, esteve em Espinho a convite do <strong>FEST – Novos Realizadores, Novo Cinema</strong>, e já anteriormente tinha sido homenageado pela <strong>Cinemateca Portuguesa</strong>, que lhe dedicou uma retrospetiva no final dos anos 1990 e um novo ciclo em 2016.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O fim da filmografia e o reconhecimento tardio</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="896" height="522" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/edge-of-darkness.jpg" alt="" class="wp-image-22797" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/edge-of-darkness.jpg 896w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/edge-of-darkness-300x175.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/edge-of-darkness-768x447.jpg 768w" sizes="(max-width: 896px) 100vw, 896px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O último filme de Béla Tarr foi <strong>O Cavalo de Turim</strong>, novamente em colaboração com Krasznahorkai. Após essa obra, o realizador anunciou o fim da sua carreira no cinema, passando a dedicar-se ao ensino entre Budapeste e Sarajevo até 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em&nbsp;<strong>2023</strong>, recebeu o&nbsp;<strong>Prémio de Carreira da Academia Europeia de Cinema</strong>, um reconhecimento tardio, mas consensual, de uma obra que sempre recusou compromissos fáceis.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Com a morte de Béla Tarr, o cinema perde um dos seus autores mais rigorosos, incómodos e essenciais — um criador que obrigou o espectador a abrandar, a olhar e a permanecer.</p>
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		<title>Quatro Filmes, Quatro Olhares: Janeiro de Cinema de Autor no Cine-Teatro Avenida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nuno Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 14:27:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[A Chegar]]></category>
		<category><![CDATA[Castelo Branco cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Christian Petzold]]></category>
		<category><![CDATA[Cine-Teatro Avenida]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de autor]]></category>
		<category><![CDATA[filmes europeus]]></category>
		<category><![CDATA[Hal Hartley]]></category>
		<category><![CDATA[Pilar Palomero]]></category>
		<category><![CDATA[programação cinema janeiro 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Teresa Villaverde]]></category>
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					<description><![CDATA[O início de 2026 traz consigo uma proposta cinematográfica sólida e exigente no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, que aposta em quatro filmes de forte identidade autoral e reconhecido relevo no panorama internacional contemporâneo. A programação de janeiro confirma uma linha curatorial coerente, centrada no cinema de autor europeu e norte-americano, com obras que exploram o trauma, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O início de 2026 traz consigo uma proposta cinematográfica sólida e exigente no <strong>Cine-Teatro Avenida</strong>, em <strong>Castelo Branco</strong>, que aposta em quatro filmes de forte identidade autoral e reconhecido relevo no panorama internacional contemporâneo. A programação de janeiro confirma uma linha curatorial coerente, centrada no cinema de autor europeu e norte-americano, com obras que exploram o trauma, a memória, o reencontro e a reconstrução pessoal e colectiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/val-kilmer-talento-incandescente-ego-indomavel-e-a-carreira-que-hollywood-nunca-soube-domar/">Val Kilmer: Talento Incandescente, Ego Indomável e a Carreira Que Hollywood Nunca Soube Domar</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ciclo arranca a <strong>7 de janeiro</strong> com <strong>Onde Aterrar</strong>, do realizador norte-americano <strong>Hal Hartley</strong>. A comédia, de tom assumidamente existencial, acompanha um realizador aposentado que se vê confrontado com os equívocos, projeções e mal-entendidos daqueles que o rodeiam. Fiel ao estilo minimalista e irónico de Hartley, o filme propõe uma reflexão sobre identidade, envelhecimento e a forma como somos lidos pelos outros num mundo que raramente escuta com atenção.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/CINEMA_JANEIRO_2026_redes-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22537" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/CINEMA_JANEIRO_2026_redes-819x1024.jpg 819w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/CINEMA_JANEIRO_2026_redes-240x300.jpg 240w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/CINEMA_JANEIRO_2026_redes-768x960.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/CINEMA_JANEIRO_2026_redes-1229x1536.jpg 1229w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/CINEMA_JANEIRO_2026_redes-1638x2048.jpg 1638w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/CINEMA_JANEIRO_2026_redes.jpg 1920w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>13 de janeiro</strong>, chega ao ecrã <strong>Pequenos Clarões</strong>, da realizadora espanhola <strong>Pilar Palomero</strong>. Trata-se de um drama intimista centrado em reencontros familiares, no cuidado prestado aos outros e nas memórias que permanecem por resolver. Com uma abordagem sensível e contida, o filme inscreve-se numa tradição de cinema emocionalmente rigoroso, onde os silêncios e os pequenos gestos assumem um peso narrativo determinante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia <strong>20 de janeiro</strong>, é exibido <strong>Justa</strong>, da cineasta portuguesa <strong>Teresa Villaverde</strong>. Inspirado na tragédia dos incêndios de <strong>Pedrógão Grande</strong>, o filme acompanha várias personagens num território marcado pela perda, pelo luto e pela difícil tentativa de reconstrução. Sem recorrer a dramatismos fáceis, <em>Justa</em> propõe um olhar humanista sobre uma ferida colectiva ainda aberta, cruzando experiências individuais com uma dimensão social e política profundamente enraizada na realidade portuguesa recente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação encerra a <strong>27 de janeiro</strong> com <strong>Miroirs Nº 3</strong>, do realizador alemão <strong>Christian Petzold</strong>. O filme explora as consequências do trauma e as relações humanas construídas a partir do acolhimento e da partilha. Petzold volta a demonstrar a sua mestria na construção de narrativas psicológicas densas, onde a identidade se reconstrói lentamente através do contacto com o outro e da aceitação da fragilidade.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Todas as sessões decorrem no&nbsp;<strong>Cine-Teatro Avenida</strong>, sempre às&nbsp;<strong>18h00</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>21h30</strong>, com&nbsp;<strong>classificação etária M/12</strong>. O bilhete tem o custo de&nbsp;<strong>4,00 euros</strong>, estando prevista uma oferta especial na compra de três ingressos, com direito ao quarto bilhete gratuito. Uma programação que reforça o papel do Cine-Teatro Avenida como espaço de resistência cultural e de promoção de um cinema exigente, reflexivo e profundamente humano.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Quentin Tarantino fala finalmente de Rob Reiner — e expõe a verdade incómoda sobre poder e controlo em Hollywood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 12:31:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de autor]]></category>
		<category><![CDATA[controlo artístico cinema]]></category>
		<category><![CDATA[poder criativo em Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>
		<category><![CDATA[realizadores americanos]]></category>
		<category><![CDATA[Rob Reiner]]></category>
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					<description><![CDATA[Aos 62 anos, o realizador desmonta um sistema que poucos ousaram questionar Durante grande parte da sua carreira, Quentin Tarantino nunca foi conhecido pela contenção. Sempre falou alto, discutiu ideias sem rodeios e defendeu a autoria como princípio absoluto. Criticou estúdios, desafiou convenções e expôs os mecanismos que, no seu entender, diluem a voz artística. [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aos 62 anos, o realizador desmonta um sistema que poucos ousaram questionar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante grande parte da sua carreira, Quentin Tarantino nunca foi conhecido pela contenção. Sempre falou alto, discutiu ideias sem rodeios e defendeu a autoria como princípio absoluto. Criticou estúdios, desafiou convenções e expôs os mecanismos que, no seu entender, diluem a voz artística. Havia, contudo, um silêncio persistente no seu discurso público: Rob Reiner.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/bailarina-com-dentes-afiados-abigail-chega-ao-tvcine-top-para-uma-noite-de-terror-sem-regras/">Bailarina com dentes afiados: Abigail chega ao TVCine Top para uma noite de terror sem regras</a><br /></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse silêncio terminou agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 62 anos, Tarantino decidiu falar — com cuidado, precisão e uma franqueza surpreendente — sobre um cineasta que ajudou a definir o cinema de estúdio norte-americano, mas cuja filosofia criativa se situava no extremo oposto da sua. O que resulta não é um ataque pessoal, mas algo mais desconcertante: uma explicação lúcida sobre como o poder criativo funcionou em Hollywood durante décadas… e porque quase ninguém o questionou.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um silêncio que sempre foi revelador</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tarantino nunca evitou confronto. Se discorda, diz. Se admira, elogia sem reservas. Por isso, a ausência prolongada de comentários sobre Rob Reiner sempre pareceu estranha para quem acompanha de perto o funcionamento da indústria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambos coexistiram no mesmo ecossistema, mas em pólos opostos. Reiner ajudou a consolidar um modelo de cinema centrado na clareza narrativa, no controlo do tom e na confiança dos estúdios. Tarantino impôs um cinema de risco, descoberta e fricção constante com o espectador. Nunca colaboraram, mas sempre fizeram parte da mesma conversa — uma conversa que, segundo Tarantino, foi muito mais complexa do que parecia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Rob Reiner representa um sistema”</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="860" height="593" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/reiner.jpg" alt="" class="wp-image-22511" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/reiner.jpg 860w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/reiner-300x207.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/reiner-768x530.jpg 768w" sizes="(max-width: 860px) 100vw, 860px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A observação mais contundente de Tarantino não é pessoal, é estrutural: Rob Reiner representou um sistema que funcionou extremamente bem. E porque funcionou, ninguém o questionou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reiner não foi apenas um realizador eficaz. Tornou-se um símbolo de uma era em que os estúdios recompensavam previsibilidade, disciplina e fiabilidade comercial. Quem entregava resultados consistentes ganhava autoridade. Uma autoridade silenciosa, raramente contestada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Controlo versus descoberta</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui surge a clivagem filosófica entre os dois cineastas. Para Tarantino, o cinema nasce da incerteza. Ele próprio admite que só descobre verdadeiramente o filme quando já está a meio do processo. Se soubesse tudo desde o início, não teria interesse em realizá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cinema de Reiner, a lógica é oposta. O tom define-se cedo, o destino emocional é claro e as interpretações servem a história, não a subvertem. Nenhuma abordagem é errada — mas são difíceis de conciliar no mesmo sistema.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O poder que não precisa de se impor</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das revelações mais incisivas prende-se com a forma como o poder se manifesta nos bastidores. Segundo Tarantino, Reiner nunca precisou de impor autoridade pela força. O seu poder vinha da confiança absoluta dos estúdios e da certeza de que o filme não falharia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um poder eficaz precisamente porque não parece poder. Ninguém discute, porque discutir parece desnecessário — ou arriscado. Para um realizador que construiu a carreira a desafiar regras, esta constatação é particularmente pesada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Respeito sem alinhamento</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da análise crítica, Tarantino é claro: respeita Rob Reiner. Reconhece-lhe a capacidade de tornar relações complexas emocionalmente acessíveis e de levar conversas adultas ao grande público sem afastar espectadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas esse respeito nunca implicou vontade de imitação. Tarantino admite que nunca quis ser esse tipo de realizador — não por falta de talento de Reiner, mas porque esse sistema esmagaria a forma como ele cria.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Porque só fala agora</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Porque esperar até agora? Tarantino responde sem rodeios: no início de carreira, qualquer crítica a figuras associadas ao poder do sistema seria vista como arrogância ou insegurança. Hollywood tolera rebeldia, mas apenas depois de o sucesso ser inquestionável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, com a carreira consolidada e um percurso deliberadamente finito, Tarantino já não está a negociar posição. Está a contextualizar uma era.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os filmes que nunca existiram</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das reflexões mais inquietantes prende-se com os projectos que nunca chegaram a existir. Tarantino observa que há filmes que só foram feitos porque ninguém percebeu o quão arriscados eram. Num sistema que privilegia certeza e previsibilidade, alguns desses projectos nunca teriam saído do papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é uma acusação. É uma constatação. O modelo de Reiner minimiza risco. O de Tarantino vive dele. Hollywood precisou de ambos — mas recompensou apenas um de forma consistente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A indústria e o medo do caos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Hollywood sempre teve receio do caos. O caos atrasa produções, ameaça orçamentos e expõe reputações. A fiabilidade tornou-se o padrão de excelência. Se um realizador consegue agradar à maioria sem ofender ninguém, torna-se o par de mãos mais seguro da sala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas segurança tem custos criativos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que Tarantino admite ter aprendido</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo recusando seguir esse caminho, Tarantino reconhece aprendizagens importantes ao observar a carreira de Reiner: disciplina de tom, clareza narrativa e consciência absoluta da história que se quer contar. A diferença é simples — ele aprendeu as regras para as quebrar conscientemente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma conversa evitada durante décadas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O que torna estas declarações tão desconfortáveis não é a crítica, mas a ausência de nostalgia. Tarantino fala de sistemas, incentivos e pressões silenciosas sem heróis nem vilões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rob Reiner não é diminuído. É recontextualizado — como a regra. E Tarantino tornou-se Tarantino precisamente por se recusar a segui-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/a-camara-como-arma-de-liberdade-dois-documentarios-imperdiveis-no-tvcine-edition/">A câmara como arma de liberdade: dois documentários imperdíveis no TVCine Edition</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">No final, não se expõe um escândalo. Expõe-se uma verdade sobre como o poder criativo opera, sobre porque algumas vozes dominam e outras lutam para existir. Uma explicação que não diminui nenhum dos dois — mas finalmente os torna compreensíveis.</p>
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