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	<title>cinema angolano &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Estreia de &#8216;Os Papéis do Inglês&#8217; Celebra Ruy Duarte de Carvalho e a Paisagem de Angola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 10:11:59 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">O cinema português ganha nova profundidade com a estreia de&nbsp;<strong>&#8220;Os Papéis do Inglês&#8221;</strong>, o mais recente filme do realizador&nbsp;<strong>Sérgio Graciano</strong>. A longa-metragem, que chegou às salas de cinema na última quinta-feira, é uma homenagem ao escritor e antropólogo&nbsp;<strong>Ruy Duarte de Carvalho</strong>, explorando a sua relação íntima com Angola, um país que marcou profundamente a sua obra e vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Produzido por&nbsp;<strong>Paulo Branco</strong>, um nome incontornável no panorama cinematográfico português,&nbsp;<strong>&#8220;Os Papéis do Inglês&#8221;</strong>&nbsp;é descrito como uma &#8220;grande história de aventuras&#8221;. O filme baseia-se na trilogia&nbsp;<strong>&#8220;Os Filhos de Próspero&#8221;</strong>&nbsp;de Ruy Duarte de Carvalho, mais especificamente no volume homónimo&nbsp;<strong>&#8220;Os Papéis do Inglês&#8221;</strong>&nbsp;(2000), um dos trabalhos mais celebrados do autor. A narrativa é uma mistura de ficção e realidade, mergulhando nas paisagens áridas do deserto do Namibe, em Angola, onde o protagonista, interpretado por&nbsp;<strong>João Pedro Vaz</strong>, parte em busca de documentos antigos deixados pelo seu pai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto é de cariz profundamente pessoal para o produtor Paulo Branco, que mantém uma amizade de longa data com o escritor. Branco sublinha que o filme não é apenas uma adaptação literária, mas também uma reflexão sobre a relação de Duarte de Carvalho com Angola e o impacto do território nas suas criações. Esta é uma viagem de descoberta, tanto geográfica como emocional, que explora a interligação entre o homem e a paisagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/zoe-saldana-protagoniza-e-produz-thriller-de-espionagem-lioness-para-a-paramount/" data-type="post" data-id="9519">Zoe Saldana protagoniza e produz thriller de espionagem “Lioness” para a Paramount+</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sérgio Graciano</strong>, o realizador, passou dez semanas a rodar o filme no deserto do Namibe, capturando a beleza desoladora da paisagem que tanto fascinava Duarte de Carvalho. &#8220;O objetivo era transmitir a relação única que Ruy tinha com este espaço extraordinário e com as comunidades locais&#8221;, explica Graciano. O filme apresenta também uma série de personagens que habitam o universo literário de Duarte de Carvalho, nomeadamente&nbsp;<strong>Severo</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Trindade</strong>, que podem ser vistos como alter egos do escritor.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="554" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/inlges-2-1024x554.webp" alt="" class="wp-image-9537" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/inlges-2-1024x554.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/inlges-2-300x162.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/inlges-2-768x415.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/inlges-2-1536x830.webp 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/inlges-2.webp 1550w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Com argumento de&nbsp;<strong>José Eduardo Agualusa</strong>, o filme apresenta um elenco talentoso, que inclui atores como&nbsp;<strong>Miguel Borges</strong>,&nbsp;<strong>Délcio Rodrigues</strong>,&nbsp;<strong>Joana Ribeiro</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Carolina Amaral</strong>. A obra é descrita pelo realizador como uma rara reflexão sobre a história e o território, algo que não é comum no cinema português atual. O filme tem como objetivo retratar a pluralidade do artista Ruy Duarte de Carvalho, cuja obra nunca se limitou a uma única forma de expressão, abrangendo a literatura, a antropologia, as artes plásticas e o cinema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/amy-adams-protagoniza-nova-serie-da-netflix-sobre-a-queda-de-elizabeth-holmes/" data-type="post" data-id="9516">Amy Adams protagoniza nova série da Netflix sobre a queda de Elizabeth Holmes</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Os Papéis do Inglês&#8221;</strong>&nbsp;estreia em cerca de 30 salas de cinema em Portugal e tem já garantida uma estreia em novembro em Angola, terra que tanto influenciou a vida e obra do autor. Além disso, o filme integra a competição do&nbsp;<strong>Festival Internacional de Cinema de Tóquio</strong>, que começa a 28 de outubro, um sinal da ambição internacional do projeto.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="686" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/2df59cf3-5d17-4eeb-8423-95f3bd491864.jpg-1024x686.webp" alt="" class="wp-image-9536" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/2df59cf3-5d17-4eeb-8423-95f3bd491864.jpg-1024x686.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/2df59cf3-5d17-4eeb-8423-95f3bd491864.jpg-300x201.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/2df59cf3-5d17-4eeb-8423-95f3bd491864.jpg-768x514.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/2df59cf3-5d17-4eeb-8423-95f3bd491864.jpg-1536x1028.webp 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/10/2df59cf3-5d17-4eeb-8423-95f3bd491864.jpg-2048x1371.webp 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ruy Duarte de Carvalho, natural de Santarém, Portugal, em 1941, naturalizou-se angolano na década de 1980 e tornou-se uma figura central na cultura de ambos os países. Faleceu em 2010 na Namíbia, onde residia, deixando um legado artístico que continua a inspirar novas gerações.&nbsp;<strong>&#8220;Os Papéis do Inglês&#8221;</strong>&nbsp;surge, assim, como uma celebração do seu talento multifacetado e da sua ligação íntima com a vastidão do deserto africano.</p>



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