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	<title>Christy Martin biopic &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>Christy Martin biopic &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Ethan Hawke e Sydney Sweeney: um combo perfeito fala de “Christy”, “Euphoria” e do lado perigoso de “perder-se” num papel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 18:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[Há entrevistas de actores que soam a promoção automática e depois há conversas que parecem uma aula aberta de cinema, empaquetada em confidências pessoais. Foi isso que aconteceu quando&#160;Sydney Sweeney, 28 anos, e&#160;Ethan Hawke, 55, se sentaram frente a frente para falar de&#160;Christy, de&#160;Blue Moon, de boxe, de teatro, de filhos e da arte de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Há entrevistas de actores que soam a promoção automática e depois há conversas que parecem uma aula aberta de cinema, empaquetada em confidências pessoais. Foi isso que aconteceu quando&nbsp;<strong>Sydney Sweeney</strong>, 28 anos, e&nbsp;<strong>Ethan Hawke</strong>, 55, se sentaram frente a frente para falar de&nbsp;<strong>Christy</strong>, de&nbsp;<strong>Blue Moon</strong>, de boxe, de teatro, de filhos e da arte de se atirar de cabeça a um papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No meio de histórias de bastidores, cabeçadas reais no ringue, crises existenciais e memórias de&nbsp;<em>Dead Poets Society</em>, ficou uma frase que praticamente resume o tom da conversa:&nbsp;<em>“Man, I wish you were my dad”</em>, diz Sweeney a Hawke, já perto do fim. Não é apenas uma graçola – é a forma mais directa de reconhecer aquilo que a entrevista mostra do início ao fim: um actor veterano em modo mentor, e uma das estrelas do momento a absorver tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também :  <a href="https://clubedecinema.pt/marcello-mastroianni-o-homem-por-detras-do-mito-chega-a-rtp2-num-documentario-imperdivel/">Marcello Mastroianni: o homem por detrás do mito chega à RTP2 num documentário imperdível</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma campeã no ringue e no cinema</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Sydney-Sweeney-Variety-Actors-on-Actors.jpg-683x1024.webp" alt="" class="wp-image-22123" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Sydney-Sweeney-Variety-Actors-on-Actors.jpg-683x1024.webp 683w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Sydney-Sweeney-Variety-Actors-on-Actors.jpg-200x300.webp 200w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Sydney-Sweeney-Variety-Actors-on-Actors.jpg-768x1151.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Sydney-Sweeney-Variety-Actors-on-Actors.jpg-1025x1536.webp 1025w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Sydney-Sweeney-Variety-Actors-on-Actors.jpg.webp 1200w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em&nbsp;<strong>Christy</strong>, Sydney Sweeney interpreta&nbsp;<strong>Christy Martin</strong>, lenda do boxe feminino e pioneira num mundo dominado por homens. No ecrã, vemos uma campeã invencível no ringue, enquanto fora dele se afunda num casamento-abuso com o marido/treinador. Sweeney não chegou ao projecto por acaso: andava à procura de histórias de combate.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Cresci a fazer kickboxing, queria algo mais físico”, conta. Quando o argumento sobre Christy lhe chegou às mãos, a meio da leitura já estava em lágrimas. No fim, ligou de imediato ao realizador&nbsp;<strong>David Michôd</strong>&nbsp;para praticamente implorar o papel: “Disse-lhe: faço qualquer coisa, quero perder-me nisto.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">E perdeu mesmo. Treinou duas vezes por dia, todos os dias, ganhou cerca de 15 quilos de massa, levou socos a sério e acabou com uma concussão de que fala com um orgulho quase perverso. As coreografias de combate foram recriadas a partir das lutas reais de Christy; ela insistiu que as duplas de risco lhe batessem a sério. “Houve narizes a sangrar. Era real”, diz, mais divertida do que arrependida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hawke reconhece esse “alto” de desaparecermos dentro de um papel: “Quando é bom, a representação não é sobre ti. É um estado que ando a perseguir há 40 anos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ethan Hawke, pai, mentor e cúmplice cinéfilo</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Ethan-Hawke-Variety-Actors-on-Actors.jpg-683x1024.webp" alt="" class="wp-image-22124" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Ethan-Hawke-Variety-Actors-on-Actors.jpg-683x1024.webp 683w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Ethan-Hawke-Variety-Actors-on-Actors.jpg-200x300.webp 200w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Ethan-Hawke-Variety-Actors-on-Actors.jpg-768x1151.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Ethan-Hawke-Variety-Actors-on-Actors.jpg-1025x1536.webp 1025w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/Ethan-Hawke-Variety-Actors-on-Actors.jpg.webp 1200w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A ligação de Hawke a&nbsp;<strong>Christy</strong>&nbsp;começou em casa. O actor conta que a primeira vez que viu o filme foi porque a filha de 17 anos, zero impressionada com a carreira do pai, lhe mandou mensagem a perguntar se queria ir ao cinema. “Quero ver o novo filme da Sydney Sweeney”, disse-lhe ela. Ele obedeceu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre hambúrgueres vegetarianos e uppercuts emocionais, saíram da sessão com uma conversa séria sobre abuso, dependência emocional e o labirinto de sair de uma relação tóxica. A filha pediu-lhe para agradecer a Sweeney por ter contado aquela história. É desse lugar de pai que Hawke olha para a colega: com a mistura perfeita de orgulho, respeito e entusiasmo genuíno pelo que ela está a construir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da conversa, Hawke vai alternando entre anedotas de carreira — da vez em que quis ser trompetista de jazz como Chet Baker até ao trauma de ter levado tareia na única luta de boxe em que entrou depois de ver&nbsp;<em>Rocky</em>&nbsp;— e conselhos muito concretos sobre ofício. De como memoriza diálogos (passar tudo à mão, ouvir gravações, atar os atacadores enquanto diz o texto) à forma como, inspirando-se em&nbsp;<strong>Paul Newman</strong>, tenta ficar com o melhor dos seus personagens e “desligar” os traços que reconhece como sombrios em si próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Christy, Cassie e a arte de não ter plano B</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se&nbsp;<strong>Euphoria</strong>&nbsp;foi “o início de tudo” para Sweeney,&nbsp;<strong>Christy</strong>&nbsp;é o papel que, por agora, resume o ponto em que ela está: uma actriz que já provou que sabe ir ao limite e que não tem medo de decisões “malucas” em cena. Com&nbsp;<strong>Cassie</strong>, diz, teve de aprender a não julgar o que fazia, a atirar-se sem rede, a aceitar que as melhores&nbsp;<em>takes</em>&nbsp;às vezes nascem da improvisação emocional mais arriscada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hawke reconhece o método: também&nbsp;<strong>Richard Linklater</strong>&nbsp;lhe pedia, em&nbsp;<em>Blue Moon</em>, que fizesse uma versão “sem filtro” das cenas, onde dissesse e fizesse tudo aquilo que, noutras circunstâncias, teria vergonha de experimentar. Quase sempre, é daí que vem o ouro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sweeney conta ainda que começou a trabalhar aos 12 ou 13 anos e que nunca teve plano B. “Não estou preparada para falhar”, diz. Hawke concorda: quando a vocação aparece tão cedo, mais do que uma escolha, é um facto biográfico. E recorda como percebeu muito cedo que a arte iria salvar a vida da filha&nbsp;<strong>Maya Hawke</strong>, hoje estrela de&nbsp;<em>Stranger Things</em>&nbsp;e do cinema independente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>De “Dead Poets Society” a “Christy”: personagens que ficam connosco</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há um momento bonito em que Hawke fala do impacto duradouro de certos filmes. Décadas depois de&nbsp;<em>Dead Poets Society</em>, continuam a abordá-lo em cafés para lhe dizer “O Captain! My Captain!”. E é com essa perspectiva de longo prazo que ele diz a Sweeney que, daqui a 10 ou 15 anos, novas gerações lhe vão contar como&nbsp;<strong>Christy</strong>&nbsp;lhes mudou a forma de olhar para o abuso, o desespero e a resistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conversa também entra em territórios mais dolorosos, como a relação de Christy com a mãe — uma cena que Sweeney descreve como uma das mais difíceis de rodar, por não conseguir compreender um pai ou mãe incapaz de proteger o próprio filho. Hawke pega nesse tema para falar dos pais que projectam nos filhos uma imagem de espelho, em vez de os verem como pessoas autónomas. É aqui que se nota, mais do que nunca, o lado “pai em serviço” de Ethan.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, quando ele a encoraja a experimentar teatro e lhe diz que o nervosismo é só falta de prática, Sweeney solta a frase que já corre as redes sociais: “Man, I wish you were my dad.” Ele ri-se, mas a verdade é que, ao longo da entrevista, funcionou exactamente como tal: a tranquilizá-la, a validar o que ela faz, a lembrá-la de que a vulnerabilidade é uma força e que o mundo responde quando um actor tem coragem de se atirar ao abismo.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Para o resto de nós, que só podemos assistir de fora, fica a sensação de termos espreitado um daqueles raros momentos em que a promoção se transforma em partilha verdadeira sobre aquilo que nos faz amar o cinema: histórias que nos lembram quem somos, quem podíamos ser — e como, às vezes, é preciso levar um murro bem dado para acordar.</p>
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		<title>Sydney Sweeney Fala Sobre “Ter de Aguentar Tudo” — e o Que a Nova Biopic Christy Revela Sobre as Pressões Sobre as Mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luisa Jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 16:20:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[A Chegar]]></category>
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					<description><![CDATA[A actriz interpreta a lendária pugilista Christy Martin e reflecte sobre a dificuldade de pedir ajuda, o machismo na indústria e a história brutal mas inspiradora da atleta. Sydney Sweeney está de volta ao grande ecrã com&#160;“Christy”, o novo filme biográfico realizado por David Michôd, que se centra na vida complexa e muitas vezes trágica [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>A actriz interpreta a lendária pugilista Christy Martin e reflecte sobre a dificuldade de pedir ajuda, o machismo na indústria e a história brutal mas inspiradora da atleta.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sydney Sweeney está de volta ao grande ecrã com&nbsp;<strong>“Christy”</strong>, o novo filme biográfico realizado por David Michôd, que se centra na vida complexa e muitas vezes trágica de&nbsp;<strong>Christy Martin</strong>, uma das primeiras mulheres a conquistar fama mundial no boxe profissional. Mas, para Sweeney, a experiência trouxe mais do que um papel desafiante: trouxe também um espelho das próprias pressões que sente enquanto mulher na indústria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/billie-eilish-chega-ao-grande-ecra-com-filme-concerto-em-3d-e-a-realizacao-e-de-james-cameron/">Billie Eilish Chega ao Grande Ecrã com Filme-Concerto em 3D — E a Realização É de… James Cameron</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à&nbsp;<em>Sky News</em>, a actriz admite que tem enorme dificuldade em pedir ajuda — algo que reconheceu imediatamente na personagem.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Tenho muita dificuldade em pedir ajuda. As minhas amigas dizem-me constantemente: ‘Sydney, podes pedir. Não há mal nenhum.’ Mas custa-me mesmo.”</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Sweeney explica que esta resistência é alimentada por expectativas profundamente enraizadas:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Especialmente sendo mulher, há tantas expectativas para termos tudo sob controlo. Se pedimos ajuda, é visto como fraqueza. Quando um homem pede ajuda, ninguém questiona. Mas se uma realizadora pedir ajuda, dizem logo que não está preparada.”</strong></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma luta real dentro e fora do ringue</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O realizador&nbsp;<strong>David Michôd</strong>, que escreveu o argumento juntamente com a esposa Mirrah Foulkes, confirma que essa pressão é algo que a própria Foulkes sentiu repetidamente na indústria:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Para muitas mulheres, assim que admitem que não sabem algo, surge imediatamente o julgamento: ‘não está preparada’, ‘não consegue’, ‘está fora de profundidade’. Eu digo que não sei o que estou a fazer vinte vezes por dia.”</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">É neste contexto que nasce&nbsp;<strong>“Christy”</strong>, filme que retrata não só a carreira lendária de Christy Martin, mas também a violência doméstica, o controlo coercivo e o sofrimento silencioso que marcaram a sua vida privada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A ascensão de uma pioneira — e o inferno que viveu em segredo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Christy Martin tornou-se, em 1993, a&nbsp;<strong>primeira mulher contratada por Don King</strong>, um dos mais poderosos promotores de boxe do mundo. Conhecida como&nbsp;<strong>“The Coal Miner’s Daughter”</strong>, conquistou o título mundial WBC de super-meio-médio em 2009 e foi mais tarde incluída no&nbsp;<strong>International Boxing Hall of Fame</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a sua vida pessoal era dominada por&nbsp;<strong>James “Jim” Martin</strong>, marido e treinador, 25 anos mais velho. Conheceram-se no final dos anos 80, casaram um ano depois e, durante décadas, Christy sofreu abuso físico e psicológico, enquanto tentava manter a carreira e ocultar a sua orientação sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em&nbsp;<strong>2010</strong>, o caso tornou-se público da forma mais violenta possível: Jim esfaqueou-a e baleou-a no quarto da própria casa. Pensando que ela morreria, foi tomar banho, dando-lhe tempo para escapar e pedir ajuda. Sobreviveu. Ele foi condenado a 25 anos de prisão e morreu sob custódia em 2024.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Incrível, inspiradora” — a verdadeira Christy Martin</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Michôd encontrou-se com a atleta semanas antes do início das filmagens e ficou marcado pela sua humanidade:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“É incrivelmente doce, apesar de tudo o que viveu. E no mundo do boxe, é uma autêntica estrela.”</strong></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um filme de impacto, não de números</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nos EUA,&nbsp;<em>Christy</em>&nbsp;estreou com&nbsp;<strong>1,3 milhões de dólares</strong>, uma das piores aberturas para um filme lançado em mais de 2.000 salas. Mas Sydney Sweeney defende que o valor artístico e emocional do projecto não deve ser medido apenas pela bilheteira:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Nem sempre fazemos arte para números. Fazemo-la pelo impacto.”</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">E impacto é precisamente o que&nbsp;<em>Christy</em>&nbsp;procura — ao expor a violência escondida por trás de uma atleta lendária e ao questionar as expectativas sufocantes que continuam a recair sobre as mulheres, tanto no desporto como no quotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">lhe também : </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Christy: A Força de Uma Campeã</strong> estreou <strong>nas salas portuguesas a 13 de Novembro de 2025</strong>.</p>
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		<title>Sydney Sweeney Brilha como Pioneira do Boxe no Trailer de Christy</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 09:38:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Foster Christy Martin]]></category>
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					<description><![CDATA[A história real de Christy Martin chega ao grande ecrã Foi divulgado o primeiro trailer de Christy, a cinebiografia da lendária pugilista norte-americana Christy Martin, com Sydney Sweeney no papel principal. O filme, realizado por David Michôd, estreia em novembro e promete trazer para o grande ecrã a história de uma das figuras mais marcantes do boxe feminino. Uma vida [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>A história real de Christy Martin chega ao grande ecrã</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Foi divulgado o primeiro trailer de <em>Christy</em>, a cinebiografia da lendária pugilista norte-americana <strong>Christy Martin</strong>, com <strong>Sydney Sweeney</strong> no papel principal. O filme, realizado por <strong>David Michôd</strong>, estreia em novembro e promete trazer para o grande ecrã a história de uma das figuras mais marcantes do boxe feminino.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma vida de glória… e de luta fora do ringue</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nascida na Virgínia Ocidental, Christy Martin tornou-se um fenómeno ao conquistar títulos e ao ser promovida pelo icónico&nbsp;<strong>Don King</strong>&nbsp;(interpretado por Chad L. Coleman). No ringue, surgia sempre vestida de rosa e com uma energia imparável. Mas fora das luzes da ribalta, enfrentava uma vida marcada por violência doméstica e pela luta para assumir a sua sexualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No filme, vemos a relação tumultuosa com o seu treinador e futuro marido,&nbsp;<strong>Jim Martin</strong>&nbsp;(Ben Foster), 25 anos mais velho, que viria a abusar dela. A sinopse resume:&nbsp;<em>“Baseado em acontecimentos verídicos, a história de Christy Martin é uma de resiliência, coragem e da luta por recuperar a própria vida.”</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sydney Sweeney em transformação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para interpretar a campeã, Sweeney passou por um processo físico intenso: meses de treinos, aumento de massa muscular e até&nbsp;<strong>ganhou 13 quilos</strong>&nbsp;para encarnar a atleta no auge da sua carreira.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estreia em Portugal</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Christy</em>&nbsp;estreia nos cinemas norte-americanos a&nbsp;<strong>7 de novembro</strong>, e deverá chegar a&nbsp;<strong>Portugal no mesmo período</strong>, embora ainda não tenha data confirmada pela distribuidora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme promete ser não apenas um retrato desportivo, mas também um&nbsp;<strong>drama humano poderoso</strong>, com foco na luta de uma mulher que enfrentou tanto no ringue como na vida pessoal.</p>
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