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	<title>Chalamet Óscares 2026 &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>“Marty Supreme”: O Filme Que Está a Chocar Hollywood — e a Consagração Mais Selvagem da Carreira de Timothée Chalamet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luisa Jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 12:59:04 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Há personagens ofensivas, há vilões assumidos, e depois há Marty Mauser — a criação central de&nbsp;<em>Marty Supreme</em>, o novo filme de Josh Safdie que está a deixar o público dividido entre gargalhadas nervosas e puro desconforto. Não será exagero dizer que Marty é um dos protagonistas mais repugnantes e moralmente questionáveis alguma vez colocados num filme com aspirações aos Óscares. E, paradoxalmente, é exactamente por isso que a interpretação de&nbsp;<strong>Timothée Chalamet</strong>&nbsp;está a ser apontada como uma das grandes do ano.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><em>Marty Supreme</em>&nbsp;arranca a toda a velocidade, acompanhando meses na vida de um aspirante a campeão mundial de ténis de mesa — inspirado vagamente no jogador americano Marty Reisman —, mas depressa se torna claro que não estamos perante um biopic tradicional. O que Safdie constrói é um caos vivo: um retrato febril, energético, quase insuportável, de um homem auto-centrado ao ponto da destruição. Chalamet, que já nos habituou a performances intensas, surge aqui transformado numa força da natureza tão fascinante quanto repulsiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A palavra “arsehole” talvez seja, como o crítico original sugeriu, a descrição mais justa do personagem. Marty é absolutamente determinado — e, por isso mesmo, completamente incapaz de considerar um plano B ou sequer a possibilidade de falhar. No seu caminho para o topo, insulta, mente, manipula, rouba, põe em risco quem o rodeia e até quase provoca tragédias reais, incluindo com a mulher grávida do seu filho. É um daqueles protagonistas que obrigam o espectador a olhar, mesmo quando a vontade é desviar os olhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que realmente tem causado escândalo são as frases que Marty dispara com uma brutalidade gelada. Não são apenas comentários desagradáveis: são declarações que transgridem todas as fronteiras da decência, especialmente tendo em conta o período em que o filme decorre — 1952, apenas alguns anos depois da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto. Antes de enfrentar um amigo e antigo campeão judeu, Marty afirma a um grupo de jornalistas:&nbsp;<em>“Vou fazer-lhe o que Auschwitz não conseguiu — vou terminar o trabalho.”</em>&nbsp;O impacto da frase é brutal, sobretudo porque o filme segue, logo depois, para um momento profundamente emotivo em que o adversário relata a forma como sobreviveu ao campo de concentração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais tarde, quando se prepara para defrontar o campeão japonês, Marty procura confortar um homem cujo filho morreu na frente do Pacífico com uma tirada igualmente chocante:&nbsp;<em>“Se serve de consolo, vou largar a terceira bomba nuclear no Japão.”</em>&nbsp;E assim por diante. O personagem existe num limbo moral tão desconfortável que provoca risos involuntários — daqueles que surgem não pela piada, mas pelo choque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Safdie, que co-escreveu e realizou o filme, parece deliberadamente interessado nesta tensão.&nbsp;<em>Marty Supreme</em>&nbsp;não aposta na narrativa linear; vive da energia, do desconforto, da imprevisibilidade — e, acima de tudo, da interpretação de Chalamet. O actor, que passou anos a treinar ténis de mesa em sets espalhados por meio mundo (incluindo&nbsp;<em>Wonka</em>,&nbsp;<em>Dune: Part Two</em>&nbsp;e até no Festival de Cannes), entrega aqui uma performance desgastante, frenética, quase compulsiva. Há quem veja no filme um veículo de prémios, e há quem o encare como um retrato ácido da obsessão pela grandeza — a mesma que Chalamet evocou no seu discurso do SAG Award, quando afirmou estar “em busca da excelência” e querer estar ao nível dos seus ídolos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É talvez por isso que o filme funcione tão bem: porque Marty, na sua arrogância, no seu abuso, no seu comportamento inadmissível, é também uma caricatura extrema da ambição transformada em loucura. Há momentos em que, depois de insultos, manipulações e caos absoluto, ele se despede com um inesperado “love you”. Não soa a amor; soa a dissonância. Mas funciona — porque a personagem existe nesse espaço entre o cômico e o horrível.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><em>Marty Supreme</em>&nbsp;é, no fim de contas, um filme que desafia o espectador a testá-lo. Não é simpático, não é reconfortante, não é um crowd-pleaser. É um exercício de risco total — e é aí que reside o seu fascínio. Para muitos, Chalamet está prestes a conquistar a sua terceira nomeação para Melhor Actor. Para outros, Marty é simplesmente intragável. Para a Academia? A resposta virá em breve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas uma coisa é certa: poucas personagens ofensivas foram tão hipnotizantes.</p>
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