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	<title>Cahiers du Cinéma 2025 &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>Cahiers du Cinéma 2025 &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>O Filme Português Que Já Conquistou Paris — O Riso e a Faca Entre os Melhores do Ano para a Cahiers du Cinéma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2025 17:52:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A revista francesa colocou a obra de Pedro Pinho no top 5 de 2025, celebrando um triunfo raro e histórico para o cinema português. O cinema português volta a fazer história — e desta vez com estrondo internacional. A&#160;Cahiers du Cinéma, considerada por muitos a mais influente revista de crítica cinematográfica do mundo, divulgou o [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>A revista francesa colocou a obra de Pedro Pinho no top 5 de 2025, celebrando um triunfo raro e histórico para o cinema português.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cinema português volta a fazer história — e desta vez com estrondo internacional. A&nbsp;<em>Cahiers du Cinéma</em>, considerada por muitos a mais influente revista de crítica cinematográfica do mundo, divulgou o seu top 10 dos melhores filmes de 2025, e&nbsp;<em>O Riso e a Faca</em>, de Pedro Pinho, surge numa honrosa e surpreendente 5.ª posição. Num ranking onde figuram nomes gigantes como Paul Thomas Anderson, Albert Serra, Richard Linklater ou Christian Petzold, a presença de um filme português não é apenas motivo de orgulho: é uma validação artística de dimensão global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/uma-viagem-ao-passado-que-promete-surpreender-a-netflix-leva-assassins-creed-a-roma-antiga/">Uma Viagem ao Passado Que Promete Surpreender: A Netflix Leva Assassin’s Creed à Roma Antiga</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista é liderada por&nbsp;<em>Tardes de Solidão</em>, documentário de Albert Serra dedicado ao toureiro Andrés Roca Rey, seguido de&nbsp;<em>Batalha Atrás de Batalha</em>, o novo épico de Paul Thomas Anderson, e de&nbsp;<em>Yes!</em>, de Navad Lapid. Logo depois surge&nbsp;<em>O Agente Secreto</em>, de Kleber Mendonça Filho, e, em 5.º lugar, a obra de Pedro Pinho — o único filme português distinguido este ano e um dos poucos na história a alcançar semelhante destaque.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O Riso e a Faca</em>&nbsp;é uma co-produção entre Portugal, Brasil, França e Roménia e apresenta a história de Sérgio, um engenheiro ambiental português que viaja até à Guiné-Bissau para avaliar os impactos ambientais da construção de uma estrada. O que começa como uma missão aparentemente técnica transforma-se num retrato incisivo sobre neocolonialismo, desigualdade e fracturas sociais ainda vivas entre o deserto e a selva. É cinema político, sensorial e profundamente inquietante — características que certamente conquistaram os críticos franceses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é apenas a segunda longa de ficção de Pedro Pinho, depois de&nbsp;<em>A Fábrica do Nada</em>&nbsp;(2017), também apresentado em Cannes. E foi justamente no festival francês, em maio, que&nbsp;<em>O Riso e a Faca</em>&nbsp;se estreou, garantindo um feito inédito para Portugal: Cleo Diára venceu o prémio de Melhor Interpretação no&nbsp;<em>Un Certain Regard</em>. Um marco histórico para o cinema nacional, que raramente encontra espaço de destaque neste tipo de selecções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme estreou nas salas portuguesas no final de Outubro, tendo já saído de exibição, mas a consagração internacional reacende o interesse e confirma a força do olhar de Pedro Pinho sobre a herança pós-colonial portuguesa. Num ano cinematográfico especialmente competitivo, com obras de autores consagrados e estreias muito aguardadas,&nbsp;<em>O Riso e a Faca</em>&nbsp;conseguiu impor-se como uma das experiências mais marcantes e politicamente relevantes de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/o-filme-de-terror-que-baralhou-o-mundo-e-agora-esta-na-netflix/">O Filme de Terror Que Baralhou o Mundo — e Agora Está na Netflix</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para muitos, este reconhecimento pode trazer uma nova vida à obra, futura redescoberta em ciclos de cinema, retrospectivas e plataformas de streaming. Para o cinema português, porém, fica já gravado: em 2025, um dos melhores filmes do ano falava português.</p>
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