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	<title>Béla Tarr &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Morreu Béla Tarr, o cineasta que mudou o ritmo do cinema moderno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 14:16:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Figura maior do cinema húngaro tinha 70 anos e deixa uma obra radical e influente O realizador húngaro Béla Tarr, uma das figuras mais marcantes e influentes do cinema europeu contemporâneo, morreu esta terça-feira, aos 70 anos, vítima de doença prolongada. A notícia foi confirmada pela agência noticiosa húngara MTI e divulgada publicamente pelo cineasta Bence Fliegauf, em [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>Figura maior do cinema húngaro tinha 70 anos e deixa uma obra radical e influente</strong></p>



<p>O realizador húngaro <strong>Béla Tarr</strong>, uma das figuras mais marcantes e influentes do cinema europeu contemporâneo, morreu esta terça-feira, aos <strong>70 anos</strong>, vítima de doença prolongada. A notícia foi confirmada pela agência noticiosa húngara MTI e divulgada publicamente pelo cineasta <strong>Bence Fliegauf</strong>, em nome da família.</p>



<p>ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/callum-turner-como-james-bond-quatro-pistas-sobre-como-o-novo-007-pode-mudar-tudo/">Callum Turner como James Bond? Quatro pistas sobre como o novo 007 pode mudar tudo</a></p>



<p>Autor de uma filmografia curta, mas profundamente impactante, Béla Tarr tornou-se uma figura de culto graças a um cinema austero, exigente e radical, que reformulou a linguagem cinematográfica e colocou a Hungria no centro do mapa do cinema independente mundial. O seu estilo, marcado por planos longos, narrativas dilatadas e um pessimismo existencial profundo, influenciou gerações de realizadores em todo o mundo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um cinema contra a pressa e contra as concessões</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/Satantango-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22796" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/Satantango-1024x576.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/Satantango-300x169.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/Satantango-768x432.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/Satantango.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A obra mais emblemática de Béla Tarr é <strong>O Tango de Satanás</strong>, adaptação do romance homónimo de <strong>László Krasznahorkai</strong>, com quem manteve uma colaboração artística duradoura. Com mais de <strong>sete horas de duração</strong>, o filme é um retrato implacável do colapso moral e social no pós-comunismo da Europa de Leste e tornou-se um marco incontornável da história do cinema.</p>



<p>Na altura do seu lançamento, o filme dividiu públicos, mas conquistou defensores fervorosos. A escritora norte-americana <strong>Susan Sontag</strong> descreveu-o como “devastador e absorvente” e afirmou que ficaria feliz por o ver “todos os anos, pelo resto da vida”.</p>



<p>O jornal britânico <strong>The Guardian</strong> escreveu, ainda em 2001, que o cinema de Tarr “exige paciência do seu público”, uma característica que o realizador nunca tentou suavizar ou contornar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Influência internacional e ligação a Portugal</strong></h2>



<p>Apesar de profundamente enraizado na realidade húngara, o impacto de Béla Tarr foi global. Realizadores como <strong>Alexander Sokurov</strong>, <strong>Apichatpong Weerasethakul</strong>, <strong>Pedro Costa</strong> e <strong>André Gil Mata</strong> reconheceram a sua influência directa.</p>



<p>O cineasta manteve uma relação próxima com Portugal, tendo estado no país em várias ocasiões. Em 2016, esteve em Espinho a convite do <strong>FEST – Novos Realizadores, Novo Cinema</strong>, e já anteriormente tinha sido homenageado pela <strong>Cinemateca Portuguesa</strong>, que lhe dedicou uma retrospetiva no final dos anos 1990 e um novo ciclo em 2016.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O fim da filmografia e o reconhecimento tardio</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="896" height="522" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/edge-of-darkness.jpg" alt="" class="wp-image-22797" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/edge-of-darkness.jpg 896w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/edge-of-darkness-300x175.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/01/edge-of-darkness-768x447.jpg 768w" sizes="(max-width: 896px) 100vw, 896px" /></figure>



<p>O último filme de Béla Tarr foi <strong>O Cavalo de Turim</strong>, novamente em colaboração com Krasznahorkai. Após essa obra, o realizador anunciou o fim da sua carreira no cinema, passando a dedicar-se ao ensino entre Budapeste e Sarajevo até 2017.</p>



<p>Em&nbsp;<strong>2023</strong>, recebeu o&nbsp;<strong>Prémio de Carreira da Academia Europeia de Cinema</strong>, um reconhecimento tardio, mas consensual, de uma obra que sempre recusou compromissos fáceis.</p>



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<p>Com a morte de Béla Tarr, o cinema perde um dos seus autores mais rigorosos, incómodos e essenciais — um criador que obrigou o espectador a abrandar, a olhar e a permanecer.</p>
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