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	<title>bastidores de Frankenstein &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Frankenstein de Guillermo del Toro: o Monstro Ganha Vida Graças a uma Equipa de Artesãos 🕯️⚡</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 09:38:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[Há algo de profundamente simbólico em ver Guillermo del Toro a recriar Frankenstein. Afinal, poucas histórias refletem tão bem a essência da arte de fazer cinema: um conjunto de partes distintas — cenários, luz, som, guarda-roupa, interpretação — unidas para criar algo vivo. E é precisamente isso que o realizador mexicano quis fazer com a sua [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Há algo de profundamente simbólico em ver Guillermo del Toro a recriar <em>Frankenstein</em>. Afinal, poucas histórias refletem tão bem a essência da arte de fazer cinema: um conjunto de partes distintas — cenários, luz, som, guarda-roupa, interpretação — unidas para criar algo vivo. E é precisamente isso que o realizador mexicano quis fazer com a sua adaptação épica do romance de <strong>Mary Shelley</strong>: um filme artesanal, feito à mão, como nos velhos tempos de Hollywood.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/alicia-silverstone-e-chris-odonnell-recordam-o-caotico-batman-robin-o-filme-que-congelou-a-franquia-%f0%9f%a6%87/">Alicia Silverstone e Chris O’Donnell Recordam o Caótico Batman &amp; Robin  — o Filme Que Congelou a Franquia <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f987.png" alt="🦇" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“It’s alive!”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira a sentir o impacto foi&nbsp;<strong>Tamara Deverell</strong>, a diretora de arte. Quando entrou no gigantesco laboratório de Victor Frankenstein — construído num torreão de pedra escocês com uma imponente janela circular — não conseguiu conter o entusiasmo: “Entrei no set e disse… ‘Está vivo!’”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-4-1024x683.webp" alt="" class="wp-image-20439" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-4-1024x683.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-4-300x200.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-4-768x512.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-4.webp 1440w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O laboratório, centro nevrálgico da história, é uma mistura entre gótico e grandioso, com maquinaria detalhada, instrumentos científicos e uma atmosfera que parece pulsar com energia própria. É, nas palavras de Deverell, “um palco de alquimia e loucura criativa” — e o coração físico do filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O cinema como um corpo costurado</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Guillermo del Toro quis que&nbsp;<em>Frankenstein</em>&nbsp;fosse um “filme feito à mão em escala épica”. Cada detalhe, desde o figurino de&nbsp;<strong>Kate Hawley</strong>&nbsp;até à luz filtrada pelas janelas trabalhada pelo diretor de fotografia&nbsp;<strong>Dan Laustsen</strong>, foi pensado em harmonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um trabalho de sincronia absoluta”, explica del Toro. “Um guarda-roupa pode ser magnífico, mas se não conversar com a luz, não funciona. Tudo precisa de respirar em conjunto.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A criatura — interpretada por&nbsp;<strong>Jacob Elordi</strong>&nbsp;— nasceu das mãos do designer&nbsp;<strong>Mike Hill</strong>, colaborador habitual do realizador. Hill recusou a ideia clássica do monstro remendado e mecânico: “Não queríamos parafusos, nem metal, nem horror explícito. Este é um ser recém-nascido, feito de carne, vulnerável, quase humano. A alma está nos olhos.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-2-1024x683.webp" alt="" class="wp-image-20442" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-2-1024x683.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-2-300x200.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-2-768x512.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-2.webp 1440w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um monstruoso trabalho de equipa</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O guarda-roupa da criatura foi, literalmente, uma produção à parte. Hawley e a sua equipa criaram várias camadas de roupa e ligaduras que evoluem ao longo do filme, refletindo a transformação do monstro — e a passagem por lama, neve, fogo e sangue. “O trabalho tornou-se um monstro em si mesmo”, brinca a figurinista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Del Toro pediu-lhe que fugisse do estilo de época convencional: “A primeira coisa que me disse foi: ‘Não quero chapéus de época, nem formalismos. Quero algo vivo’.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre tons ricos e texturas orgânicas, o filme recorre aos vermelhos e verdes intensos característicos do realizador, mas também a um azul profundo que domina o vestido de&nbsp;<strong>Mia Goth</strong>, peça que levou quatro meses a ser aperfeiçoada. “Tudo era uma questão de alquimia entre cor, tecido e luz”, recorda Hawley.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-3-1024x683.webp" alt="" class="wp-image-20440" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-3-1024x683.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-3-300x200.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-3-768x512.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/90-3.webp 1440w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A luz e as trevas</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Dan Laustsen, colaborador de longa data de del Toro desde&nbsp;<em>Mimic</em>&nbsp;(1997), voltou a apostar em luz natural e contrastes intensos. Muitas cenas foram iluminadas apenas com velas, criando uma atmosfera densa e intimista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não temos medo da escuridão”, diz Laustsen com orgulho. “A luz tem de ter carácter.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado são imagens carregadas de névoa, fumo e sombra — uma estética que evoca tanto&nbsp;<em>Crimson Peak</em>&nbsp;como o cinema clássico de terror dos anos 30. Del Toro e Laustsen têm uma sintonia tal que já comunicam por instinto, mesmo quando discutem se o plano deve ser filmado da esquerda ou da direita.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Música de alma e faísca</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A trilha sonora de&nbsp;<strong>Alexandre Desplat</strong>, colaborador de del Toro em&nbsp;<em>A Forma da Água</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Pinóquio</em>, completa o corpo do filme. O compositor descreve esta nova parceria como “o terceiro capítulo de uma trilogia emocional”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Procurei dar voz à alma silenciosa da criatura”, explica. O resultado é uma partitura que alterna entre grandiosidade e delicadeza, com solos de violino interpretados pela norueguesa&nbsp;<strong>Eldbjørg Hemsing</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na cena em que Victor cria o monstro, Desplat optou por algo inesperado: uma valsa. “Del Toro queria que víssemos aquele momento não como terror, mas como êxtase criativo. Ele está em transe, como um pintor obcecado.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O renascimento de um clássico</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com estreia marcada para os cinemas e estreia em streaming a&nbsp;<strong>7 de Novembro na Netflix</strong>,&nbsp;<em>Frankenstein</em>&nbsp;promete ser uma celebração do cinema feito com alma — e do poder do trabalho coletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada detalhe, cada centelha, cada peça costurada reflete o que del Toro sempre procurou: humanidade no meio do horror.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/rachel-mcadams-e-dylan-obrien-perdem-se-numa-ilha-e-um-no-outro-em-send-help-o-novo-thriller-de-sam-raimi-%f0%9f%8f%9d%ef%b8%8f%f0%9f%94%a5/">Rachel McAdams e Dylan O’Brien Perdem-se Numa Ilha… e um no Outro em Send Help, o Novo Thriller de Sam Raimi <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3dd.png" alt="🏝" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f525.png" alt="🔥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o próprio realizador gosta de dizer, sorrindo: “No fim, todos nós somos um pouco Frankenstein.”</p>
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