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	<title>A House of Dynamite &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
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	<title>A House of Dynamite &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>A House of Dynamite: Autenticidade em Jogo — Kathryn Bigelow Defende-Se Face às Críticas do Pentagon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elson Baessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 16:59:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[A House of Dynamite]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo filme de Kathryn Bigelow sobre uma ameaça nuclear desafia o discurso oficial dos EUA sobre defesa antimíssil — e desperta um debate entre realismo cinematográfico, factos militares e a ficção. Quando vemos um filme sobre a eventualidade mais catastrófica possível — uma bomba nuclear lançada contra o solo americano — podemos perguntar: quão [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O novo filme de Kathryn Bigelow sobre uma ameaça nuclear desafia o discurso oficial dos EUA sobre defesa antimíssil — e desperta um debate entre realismo cinematográfico, factos militares e a ficção.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando vemos um filme sobre a eventualidade mais catastrófica possível — uma bomba nuclear lançada contra o solo americano — podemos perguntar: quão próximo da realidade está este retrato? Em&nbsp;<em>A House of Dynamite</em>, Kathryn Bigelow e o argumentista Noah Oppenheim traçam exactamente esse cenário — e provocam uma forte reacção das autoridades norte-americanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também :<a href="https://clubedecinema.pt/ana-de-armas-na-fossa-apos-fim-do-namoro-com-tom-cruise/">Ana de Armas “na fossa” após fim do namoro com Tom Cruise</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">No filme, vemos um míssil intercontinental ser lançado, o sistema de defesa americano lançar interceptores e… falhar. Um dos personagens declara que o sistema só tem cerca de “50 % de hipóteses” de o abater. A Missile Defense Agency (MDA), agência dentro do Pentágono, reagiu com uma nota interna, já obtida pela&nbsp;<em>Bloomberg</em>, afirmando que “os interceptores apresentaram uma taxa de precisão de 100 % nos testes durante mais de uma década”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O lado oficial: “Não reflete a realidade”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O Pentágono, via MDA, considera que o filme distorce a realidade. A nota interna realça que, embora o filme possa “ser convincente” e “destinado ao entretenimento”, a realidade dos testes falhos é muito diferente.&nbsp;&nbsp;Adicionalmente, afirma que o sistema de defesa antimíssil dos EUA continua “um componente crítico da estratégia nacional de defesa”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este tipo de reacção não é inédita: sempre que o cinema aborda temas militares sensíveis, a colaboração ou o desacordo com o Pentágono torna-se central na recepção pública da obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O lado dos realizadores: “Queremos realismo, não propaganda”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, Kathryn Bigelow defende que&nbsp;<em>A House of Dynamite</em>&nbsp;segue uma lógica de realismo intenso. Tal como afirmou à&nbsp;<em>The Guardian</em>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Para mim, são peças que se inclinam fortemente para o realismo. Convidas o público para algo quase secreto — a sala de controlo do STRATCOM, por exemplo. Queres que seja autêntico e honesto.”&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O argumentista Noah Oppenheim reforça-o:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Falámos com muitos especialistas em defesa de mísseis… todos em registo. Achamos que o nosso retrato era bem preciso.”&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para Bigelow, a recusa de consultar directamente o Pentágono foi intencional — sinal de independência criativa.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Senti que precisávamos de ser mais independentes”, disse.&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Onde está o “realismo” e onde começa a “licença artística”?</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>A favor do realismo:</strong> O filme retrata com rigor espaços normalmente inacessíveis — bases de mísseis, centros de comando, salas de crise. Consultores militares e ex-oficiais confirmaram que os cenários, o tempo de reacção (em torno dos 18-30 minutos), e a pressão humana são registados com fidelidade.  </li>



<li><strong>Pontos de tensão:</strong> Alguns especialistas sugerem que a figura de “50-61 % de interceptação” apresentada no filme é uma simplificação — num contexto real seria necessário prever múltiplos mísseis, enganos (decoys) e ações coordenadas.  </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, a crítica do Pentágono baseia-se sobretudo no dado “100 % de testes” que a agência apresentou, enquanto os cineastas sustentam que esses números são fruto de seleções restritas, sob condições controladas, e não são necessariamente representativos de um cenário real de guerra.&nbsp;&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Por que este confronto importa?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Porque o filme ultrapassa o entretenimento: insere-se no debate público sobre defesa nuclear, dissuasão, investimento em mísseis versus diplomacia. O senador Edward Markey escreveu que o filme é “um claro ‘wake-up call’” para a fragilidade da defesa americana.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em última análise, a tensão entre Hollywood e o Pentágono revela-se como uma luta por narrativa: quem define “o real” quando se fala de guerra, tecnologia e ameaça nuclear? Bigelow aposta que o cinema pode provocar conversa — e, eventualmente, política. Ela afirmou:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A cultura tem o potencial de impulsionar a política — e se houver diálogo sobre a proliferação de armas nucleares, isso é música para os meus ouvidos.”&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><em>A House of Dynamite</em>&nbsp;é tanto thriller de alto risco como documento de reflexão. Entre uma agência militar que defende que “temos tudo sob controlo” e cineastas que retratam uma falibilidade sistemática, o filme torna-se campo de batalha de realismo versus narrativa. Independentemente de quem “tem razão”, o impacto está: provocar questionamento. E, talvez, inspirar a reacção que uma superpotência não queria ver — mas que todos precisávamos de confrontar.</p>
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		<title>🎬 Prestes a Explodir: Kathryn Bigelow regressa com ambição e técnica — mas o filme implode sob o peso da repetição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2025 18:26:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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		<category><![CDATA[Anthony Ramos]]></category>
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		<category><![CDATA[cinema nuclear]]></category>
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					<description><![CDATA[O muito aguardado regresso da realizadora de&#160;Estado de Guerra&#160;e&#160;00:30 A Hora Negra&#160;é um exercício brilhante de tensão técnica que, infelizmente, se afoga na própria estrutura narrativa. Há filmes que nos prendem ao ecrã pela tensão e outros que nos afastam pelo cansaço.&#160;Prestes a Explodir&#160;(A House of Dynamite), o novo trabalho de&#160;Kathryn Bigelow, tenta ser os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O muito aguardado regresso da realizadora de&nbsp;<em>Estado de Guerra</em>&nbsp;e&nbsp;<em>00:30 A Hora Negra</em>&nbsp;é um exercício brilhante de tensão técnica que, infelizmente, se afoga na própria estrutura narrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há filmes que nos prendem ao ecrã pela tensão e outros que nos afastam pelo cansaço.&nbsp;<em>Prestes a Explodir</em>&nbsp;(<em>A House of Dynamite</em>), o novo trabalho de&nbsp;<strong>Kathryn Bigelow</strong>, tenta ser os dois — e acaba por cair na segunda categoria. Depois de mais de uma década afastada das câmaras, a realizadora vencedora de Óscar regressa com uma promessa: voltar a explorar a crise existencial e a ameaça da destruição nuclear. E, pelo menos no início, cumpre com mestria.</p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/xL3-yq5Ig8A?si=TJveB6aF1dfW98qF" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<p class="wp-block-paragraph">O filme — disponível na Netflix desde&nbsp;<strong>24 de Outubro</strong>&nbsp;— arranca com uma sequência de cortar a respiração: um míssil balístico é detectado a caminho de Chicago, e a Casa Branca tem apenas&nbsp;<strong>19 minutos</strong>&nbsp;para reagir. Esse primeiro acto, centrado em&nbsp;<strong>Rebecca Ferguson</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Anthony Ramos</strong>, é puro cinema de alta voltagem. Bigelow domina a urgência e o tempo real como poucos, e cada segundo parece esticar-se num crescendo de nervos e decisões impossíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://clubedecinema.pt/john-boyega-provoca-os-fas-star-wars-devia-aprender-a-falar-mais-como-star-trek-%f0%9f%aa%90/">John Boyega provoca os fãs: “Star Wars devia aprender a falar mais, como Star Trek” <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1fa90.png" alt="🪐" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A realização é meticulosa, a tensão palpável e a banda sonora de&nbsp;<strong>Volker Bertelmann</strong>&nbsp;funciona como um coração a bater descontrolado. Neste início,&nbsp;<em>Prestes a Explodir</em>&nbsp;é uma obra-prima em miniatura.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A armadilha da reiteração</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mas então… o filme recomeça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Literalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bigelow divide a narrativa em três actos que contam os mesmos 19 minutos, vistos de diferentes perspectivas — primeiro da base militar, depois do comando estratégico e, finalmente, do ponto de vista político. É uma estrutura ousada e, em teoria, fascinante: explorar a banalidade da crise nuclear e o colapso da decisão humana sob pressão. Na prática, porém, torna-se um exercício&nbsp;<strong>intelectualmente admirável mas emocionalmente vazio</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cada repetição, a tensão dissipa-se. Os diálogos são reciclados, as personagens deixam de evoluir e o espectador perde o investimento emocional. O que começou como um&nbsp;<em>thriller</em>&nbsp;de contagem decrescente transforma-se num ensaio académico sobre a impotência burocrática.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/prestes-a-explodir-1024x682.webp" alt="" class="wp-image-20683" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/prestes-a-explodir-1024x682.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/prestes-a-explodir-300x200.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/prestes-a-explodir-768x512.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/prestes-a-explodir-1536x1024.webp 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/prestes-a-explodir.webp 1700w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Bigelow e o argumentista&nbsp;<strong>Noah Oppenheim</strong>&nbsp;pretendem mostrar que, perante o apocalipse, a humanidade é incapaz de agir — que a dúvida é o verdadeiro inimigo. A ideia é poderosa, mas o método é esgotante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um elenco de luxo em busca de propósito</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nem o elenco estelar — com&nbsp;<strong>Idris Elba</strong>,&nbsp;<strong>Jared Harris</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Kaitlyn Dever</strong>&nbsp;— consegue escapar à repetição. As suas personagens funcionam como peças num tabuleiro de tese, sem arcos emocionais ou decisões transformadoras. Os breves detalhes de vida pessoal (a filha distante, o filho doente, o pedido de casamento adiado) parecem mais notas de rodapé do que motivações humanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado é um filme tecnicamente impecável mas emocionalmente árido. A tensão inicial dissolve-se num ciclo estéril de déjà-vu cinematográfico. Bigelow queria mergulhar na mente humana diante do colapso global, mas acabou por criar um labirinto de espelhos onde nada avança e tudo se repete.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://clubedecinema.pt/viagem-de-risco-josh-hartnett-leva-a-acao-para-os-ceus-num-thriller-dos-criadores-de-john-wick-%e2%9c%88%ef%b8%8f%f0%9f%92%a5/">Viagem de Risco: Josh Hartnett Leva a Ação para os Céus Num Thriller dos Criadores de John Wick <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2708.png" alt="✈" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4a5.png" alt="💥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma cineasta ainda em plena forma — mas em busca de emoção</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo falhando como narrativa,&nbsp;<em>Prestes a Explodir</em>&nbsp;confirma que Bigelow continua a ser uma mestra da mise-en-scène e do cinema físico. O seu olhar continua feroz, e o domínio do som e da montagem é de uma precisão cirúrgica. O problema é que, quando o filme mais precisa de alma, ela desaparece sob a estrutura rígida da experiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final, resta uma sensação paradoxal: Bigelow acerta no conceito e falha no coração.&nbsp;<em>Prestes a Explodir</em>&nbsp;é, ironicamente, um filme que nunca explode.</p>
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		<title>Existencialismo e ameaça nuclear: Ozon e Bigelow dominaram a terça-feira em Veneza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 14:54:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Estrangeiro ganha nova vida pelas mãos de François Ozon O Festival de Veneza continua a ser palco de estreias de peso. Esta terça-feira, o realizador francês&#160;François Ozonapresentou a sua versão de&#160;O Estrangeiro, clássico literário de&#160;Albert Camus, filmado a preto e branco e protagonizado por&#160;Benjamin Voisin&#160;e&#160;Rebecca Marder. ver também : Filho de Alain Delon contesta [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Estrangeiro ganha nova vida pelas mãos de François Ozon</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Festival de Veneza continua a ser palco de estreias de peso. Esta terça-feira, o realizador francês&nbsp;<strong>François Ozon</strong>apresentou a sua versão de&nbsp;<em>O Estrangeiro</em>, clássico literário de&nbsp;<strong>Albert Camus</strong>, filmado a preto e branco e protagonizado por&nbsp;<strong>Benjamin Voisin</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Rebecca Marder</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/filho-de-alain-delon-contesta-testamento-e-abre-nova-frente-na-disputa-familiar/">Filho de Alain Delon contesta testamento e abre nova frente na disputa familiar</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A história segue Mersault, um funcionário na Argélia colonial cuja vida sofre uma viragem radical após a morte da mãe. Voisin surpreende ao encarnar um homem apático e recluso, distante das personagens expansivas a que habituou o público.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="681" height="383" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/strangercast.jpg.webp" alt="" class="wp-image-19127" style="width:845px;height:auto" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/strangercast.jpg.webp 681w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/strangercast.jpg-300x169.webp 300w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Teríamos adorado filmar em Argel, mas as relações entre França e Argélia complicaram essa possibilidade”, admitiu Ozon, que acabou por rodar em Tânger, Marrocos. O cineasta sublinhou que quis oferecer “uma visão atual” desta obra ainda marcada por feridas históricas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Kathryn Bigelow e a “casa de dinamite”</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Do existencialismo ao suspense político, a segunda grande estreia do dia foi assinada por&nbsp;<strong>Kathryn Bigelow</strong>, realizadora de&nbsp;<em>Estado de Guerra</em>. Em&nbsp;<em>A House of Dynamite</em>, produzido para a Netflix, a cineasta de 73 anos leva o público até à Casa Branca em plena crise nuclear, com um míssil lançado por um agressor desconhecido contra os EUA.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Kathryn-Bigelow.jpg-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-19128" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Kathryn-Bigelow.jpg-1024x576.jpeg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Kathryn-Bigelow.jpg-300x169.jpeg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Kathryn-Bigelow.jpg-768x432.jpeg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Kathryn-Bigelow.jpg.jpeg 1400w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O filme conta com&nbsp;<strong>Idris Elba</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Rebecca Ferguson</strong>&nbsp;nos papéis principais. “Estamos realmente a viver numa casa de dinamite”, alertou Bigelow na conferência de imprensa, sublinhando a urgência de discutir a ameaça das armas nucleares.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Outras propostas do dia: Van Sant e novos talentos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Também na terça-feira,&nbsp;<strong>Gus Van Sant</strong>&nbsp;apresentou&nbsp;<em>Dead Man’s Wire</em>, um drama baseado na história verídica de Tony Kiritsis, que em desespero tomou como refém o seu credor. Fora de competição, o filme marca o regresso do realizador norte-americano, igualmente com 73 anos, a temas de forte carga social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na secção&nbsp;<em>Horizontes</em>, a surpresa veio de&nbsp;<strong>Stillz</strong>, realizador americano-colombiano conhecido pelos videoclipes de Bad Bunny e Rosalía. A sua primeira longa-metragem,&nbsp;<em>Barrio Triste</em>, transporta o público para a Medellín dos anos 1980, entre violência, fragilidade e a procura de inocência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já nas&nbsp;<em>Jornadas dos Autores</em>, o espanhol&nbsp;<strong>Gabriel Azorín</strong>&nbsp;estreou&nbsp;<em>Anoche conquisté Tebas</em>, sobre um grupo de amigos portugueses que visita termas romanas e acaba por se cruzar com os soldados que as ergueram há séculos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma competição de alto nível</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto&nbsp;<em>O Estrangeiro</em>&nbsp;como&nbsp;<em>A House of Dynamite</em>&nbsp;integram a seleção oficial de 21 filmes que disputam o&nbsp;<strong>Leão de Ouro</strong>, entregue a 6 de setembro. O júri é presidido por&nbsp;<strong>Alexander Payne</strong>&nbsp;e conta ainda com&nbsp;<strong>Fernanda Torres</strong>,&nbsp;<strong>Zhao Tao</strong>,&nbsp;<strong>Stéphane Brizé</strong>,&nbsp;<strong>Maura Delpero</strong>,&nbsp;<strong>Cristian Mungiu</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Mohammad Rasoulof</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/estou-cansado-de-filmes-a-confissao-surpreendente-de-denzel-washington/">“Estou Cansado de Filmes”: A Confissão Surpreendente de Denzel Washington</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com propostas que vão do existencialismo literário à tensão política contemporânea, Veneza reafirma-se como o festival onde o cinema procura constantemente dialogar com o mundo.</p>
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