O Festival de Locarno homenageou o realizador norte-americano James Gray com o Pardo alla Carriera — o prémio de carreira da 79.ª edição do festival —, entregue a 9 de agosto, antes da apresentação do seu mais recente filme, “Paper Tiger”. Gray, autor de obras como “Armageddon Time” e “Ad Astra”, aproveitou a conferência de imprensa para partilhar algumas das suas reflexões mais pessoais sobre o ofício de fazer cinema.
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Uma das ideias centrais da conversa: os atores, defende Gray, “ditam o estilo do filme muito mais do que se costuma falar”, e o trabalho do realizador passa sobretudo por garantir que se sentem completamente confortáveis para dar o seu melhor. Gray falou ainda sobre a dificuldade dos homens em lidar com o seu lado mais sensível no cinema, e sobre como a sua “fantástica mulher” e os seus “ótimos filhos” são, nas suas palavras, “material pouco bom para drama” — uma vida estável, ao que parece, não faz um argumento.
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A frase que resume melhor a sua visão sobre o cinema, no entanto, ficou para o fim: “Para mim, o cinema é a forma de arte mais bonita, porque é o mais próximo que temos de um sonho. O sono REM dura, com sorte, hora e meia a duas horas por noite.” Aos 56 anos, Gray fez ainda questão de deixar claro que não se considera “velho” e que tem, “espero, muitos bons filmes ainda pela frente — talvez até melhores”.
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