<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Netflix &#8211; Clube de Cinema</title>
	<atom:link href="https://clubedecinema.pt/category/casa/netflix/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 28 Apr 2026 17:59:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/07/cropped-clubedecinemalogo-32x32.jpg</url>
	<title>Netflix &#8211; Clube de Cinema</title>
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O Predador Dominante e a arte do thriller de sobrevivência sem complicações: porquê Charlize Theron é a escolha certa</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/o-predador-dominante-e-a-arte-do-thriller-de-sobrevivencia-sem-complicacoes-porque-charlize-theron-e-a-escolha-certa/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/o-predador-dominante-e-a-arte-do-thriller-de-sobrevivencia-sem-complicacoes-porque-charlize-theron-e-a-escolha-certa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 13:12:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Apex Netflix crítica 2026 Keywords secundárias: Apex Charlize Theron Taron Egerton]]></category>
		<category><![CDATA[Apex Netflix thriller sobrevivência]]></category>
		<category><![CDATA[Apex Netflix ver]]></category>
		<category><![CDATA[Baltasar Kormákur Apex]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clubedecinema.pt/?p=25475</guid>

					<description><![CDATA[Há um tipo de cinema que Hollywood tem vindo a esquecer com alguma consistência: o thriller de aventura que não precisa de ser um evento cultural para justificar a sua existência. Um filme que sabe exactamente o que é, que respeita a inteligência do espectador sem o sobrecarregar de explicações, e que confia no poder [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há um tipo de cinema que Hollywood tem vindo a esquecer com alguma consistência: o thriller de aventura que não precisa de ser um evento cultural para justificar a sua existência. Um filme que sabe exactamente o que é, que respeita a inteligência do espectador sem o sobrecarregar de explicações, e que confia no poder das localizações e dos actores para fazer o trabalho pesado. <em>Apex</em>, o novo filme de Baltasar Kormákur agora disponível na Netflix, pertence a essa tradição — e é melhor do que provavelmente merecia ser.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="PREDADOR DOMINANTE (Apex) | Trailer Legendado PT | Charlize Theron, Taron Egerton, Eric Bana" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/7naGHO51IRU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>A sequência de abertura estabelece o tom com uma precisão que o resto do filme vai honrar. Sasha (Charlize Theron) e Tommy (Eric Bana) acordam numa tenda afixada a noventa graus numa parede rochosa, com apenas o vazio por baixo. É uma imagem que diz tudo sobre estas duas personagens sem precisar de uma linha de diálogo: são pessoas que normalizaram o risco como condição de vida. Kormákur — que fez&nbsp;<em>Everest</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Adrift</em>&nbsp;e conhece bem este território — filma a cena com a sobriedade de quem sabe que a grandiosidade já está lá, não precisa de ser forçada. O argumento de estreia de Jeremy Robbins pulsa com um respeito genuíno pela natureza que raramente se vê neste género, e é isso que distingue a abertura de&nbsp;<em>Apex</em>&nbsp;de tantos outros thrillers de sobrevivência que tentam a mesma coisa.</p>



<p>Quando a história se transfere para a Austrália e Sasha, em luto e em busca de solidão, embarca numa travessia solitária de kayak pelo interior, o filme muda de registo mas mantém a disciplina. A apresentação de Ben (Taron Egerton) é deliberadamente ambígua — um habitante local que conhece a zona como a palma da mão, simpático, prestável, ligeiramente inquietante. Egerton, conhecido de&nbsp;<em>Kingsman</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Carry-On</em>, encontra aqui um papel que lhe permite trabalhar contra o seu charme natural de formas interessantes: os olhos vivamente loucos e o grito maníaco que vai emergindo à medida que o filme avança são a marca de uma construção de personagem cuidada, não de excesso.</p>



<p>Theron, por sua vez, está no seu elemento. A actriz sul-africana tem construído ao longo de uma carreira a reputação de alguém que não finge fazer coisas fisicamente exigentes — faz-as mesmo. Em&nbsp;<em>Apex</em>, isso nota-se em cada plano: há uma qualidade de esforço real nas cenas de escalada e de água que nenhuma pós-produção consegue simular completamente. Quando Sasha se move através das ravinas e rápidos do interior da Nova Gales do Sul, a câmara acompanha-a com a consciência de que está a filmar alguém que treinou genuinamente para isto, e não uma estrela a pousar em frente a um fundo verde.</p>



<p>O filme tem as suas limitações, e é honesto assumi-las. A história dos dois protagonistas existe apenas em linhas largas — sabe-se o suficiente para investir emocionalmente, mas não muito mais. Em certos momentos, a estrutura de perseguição acusa alguma repetição. Estas são as concessões que&nbsp;<em>Apex</em>&nbsp;faz para manter o ritmo e a temperatura — e são concessões que fazem sentido. Kormákur está mais interessado em adrenalina branca do que em psicologia elaborada, e o resultado é um filme que se vê de uma assentada com o coração ligeiramente acelerado, o que é, afinal, exactamente o que promete.</p>



<p>Na tradição dos grandes thrillers de aventura ao ar livre — de&nbsp;<em>Cliffhanger</em>&nbsp;a&nbsp;<em>The River Wild</em>, de&nbsp;<em>Free Solo</em>&nbsp;à obra do próprio Kormákur —&nbsp;<em>Apex</em>&nbsp;lembra que às vezes basta confiar no terreno, nos actores e na câmara. A Netflix tem aqui um dos títulos mais satisfatórios do seu catálogo de acção em 2026. Simples, eficaz, bem executado. Às vezes isso é tudo o que um fim de semana precisa.</p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/canneseries-encerra-hoje-a-9-a-edicao-o-festival-de-series-da-croisette-que-merecia-mais-atencao/">CANNESERIES encerra hoje a 9.ª edição: o festival de séries da Croisette que merecia mais atenção</a></p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/cannes-2026-park-chan-wook-preside-ao-juri-almodovar-e-james-gray-na-corrida-a-palma-de-ouro/">Cannes 2026: Park Chan-wook preside ao júri, Almodóvar e James Gray na corrida à Palma de Ouro</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/jason-statham-e-david-ayer-voltam-a-juntar-se-em-john-doe-um-homem-sem-memoria-e-sem-nome-para-o-mercado-de-cannes/">Jason Statham e David Ayer Voltam a Juntar-se em John Doe — Um Homem Sem Memória e Sem Nome Para o Mercado de Cannes</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/jackass-ultimo-shot-de-loucura-ja-tem-trailer-e-johnny-knoxville-promete-uma-despedida-a-altura/">Jackass: Último Shot de Loucura Já Tem Trailer — e Johnny Knoxville Promete uma Despedida à Altura</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/o-predador-dominante-e-a-arte-do-thriller-de-sobrevivencia-sem-complicacoes-porque-charlize-theron-e-a-escolha-certa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Netflix mais cara nos EUA — e Portugal pode ser o próximo. O que sabe sobre os novos preços</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/netflix-mais-cara-nos-eua-e-portugal-pode-ser-o-proximo-o-que-sabe-sobre-os-novos-precos/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/netflix-mais-cara-nos-eua-e-portugal-pode-ser-o-proximo-o-que-sabe-sobre-os-novos-precos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 10:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix aumento preços]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix EUA preços novos]]></category>
		<category><![CDATA[planos Netflix Portugal 2026]]></category>
		<category><![CDATA[streaming mais caro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clubedecinema.pt/?p=25394</guid>

					<description><![CDATA[A 26 de Março de 2026, a Netflix actualizou silenciosamente a sua página de planos e preços nos Estados Unidos. Sem conferência de imprensa, sem campanha de comunicação — apenas os novos valores já em vigor para novos subscritores, e um e-mail prometido aos actuais clientes antes de a mudança chegar à sua próxima fatura. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A 26 de Março de 2026, a Netflix actualizou silenciosamente a sua página de planos e preços nos Estados Unidos. Sem conferência de imprensa, sem campanha de comunicação — apenas os novos valores já em vigor para novos subscritores, e um e-mail prometido aos actuais clientes antes de a mudança chegar à sua próxima fatura. É o segundo aumento de preços em menos de um ano e o padrão é suficientemente conhecido para merecer atenção de qualquer pessoa que pague uma subscrição mensal, em Portugal ou em qualquer outro país.</p>



<p>Nos EUA, os novos valores são estes: o plano com publicidade passou de 7,99 para 8,99 dólares por mês; o plano Standard subiu de 17,99 para 19,99 dólares; e o plano Premium passou de 24,99 para 26,99 dólares mensais. A justificação da empresa é invariavelmente a mesma — investir em conteúdos de qualidade e melhorar a experiência dos utilizadores — e as reacções nas redes sociais são, também elas, invariavelmente as mesmas: irritação, ameaças de cancelamento e memes sobre o que mais se podia comprar com esse dinheiro.</p>



<p>Para Portugal, a boa notícia imediata é que a Netflix confirmou ao&nbsp;<em>Notícias ao Minuto</em>&nbsp;que estes aumentos dizem respeito apenas ao mercado norte-americano, sem impacto por enquanto no nosso país. Os preços em Portugal mantêm-se desde a última actualização de Janeiro de 2025: 8,99 euros no plano Básico, 12,99 euros no Standard e 17,99 euros no Premium. A má notícia é que o &#8220;por enquanto&#8221; pesa. O histórico da plataforma é claro: os aumentos nos EUA costumam atravessar o Atlântico em ondas, com a Europa a seguir nos meses subsequentes. Analistas estimam que a subida norte-americana gere cerca de 6% mais receita por subscritor nos EUA e Canadá ao longo do ano — o tipo de resultado que incentiva a replicação noutras geografias.</p>



<p>O contexto é importante. Em Janeiro de 2025, a Netflix já tinha subido os preços em Portugal — o plano Base de 7,99 para 8,99 euros, o Standard de 11,99 para 12,99 euros, e o Premium de 15,99 para 17,99 euros, com o custo de membro adicional a passar de 3,99 para 4,99 euros por mês. Não foi o primeiro aumento e quase certamente não será o último. A empresa fechou 2024 com 302 milhões de subscritores a nível mundial e prevê que as receitas publicitárias quase dupliquem em 2026 face ao ano anterior — o plano com publicidade tornou-se peça central da estratégia, e não apenas uma opção de entrada.</p>



<p>A questão para o subscritor português é menos &#8220;vai subir?&#8221; e mais &#8220;quando?&#8221;. O que o padrão histórico sugere é que qualquer ajuste em Portugal tende a ser gradual e comunicado com alguma antecedência. Neste momento, os preços estão estáveis. Mas vale a pena avaliar o que realmente se vê: se forem duas ou três séries por mês, um ou dois serviços alternados por temporada podem ser suficientes. O plano com publicidade, que em Portugal custa 8,99 euros, permite manter acesso ao catálogo com um custo controlado — sobretudo se a alternativa for pagar o dobro para ver a mesma quantidade de conteúdo. A Prime Video, a Max e a Apple TV+ seguiram tendências semelhantes nos últimos meses, e o Spotify iniciou o ano com um ajuste de tarifas. O streaming em 2026 é mais caro do que era, e essa trajectória não parece estar prestes a inverter-se.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/netflix-mais-cara-nos-eua-e-portugal-pode-ser-o-proximo-o-que-sabe-sobre-os-novos-precos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Hulk Hogan: Real American — A Netflix Fez um Documentário sobre Hulk Hogan sem Coragem para Contar a História de Hulk Hogan</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/hulk-hogan-real-american-a-netflix-fez-um-documentario-sobre-hulk-hogan-sem-coragem-para-contar-a-historia-de-hulk-hogan/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/hulk-hogan-real-american-a-netflix-fez-um-documentario-sobre-hulk-hogan-sem-coragem-para-contar-a-historia-de-hulk-hogan/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 20:22:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Storkel Hulk Hogan Real American]]></category>
		<category><![CDATA[Hulk Hogan documentário WWE Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Hulk Hogan Real American Netflix documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Hulk Hogan série Netflix crítica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clubedecinema.pt/?p=25386</guid>

					<description><![CDATA[Werner Herzog aparece no quarto episódio de Hulk Hogan: Real American para dizer, com a gravidade que só Herzog consegue: &#8220;Na vida de Hulk Hogan, o que é a realidade? Qual é a verdade real? Estranhamente, as emoções são sempre verdadeiras, por mais loucas e implausíveis que as histórias possam ser. E a procura da verdade dá-nos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="font-size: revert;">Werner Herzog aparece no quarto episódio de </span><em style="font-size: revert;">Hulk Hogan: Real American</em><span style="font-size: revert;"> para dizer, com a gravidade que só Herzog consegue: &#8220;Na vida de Hulk Hogan, o que é a realidade? Qual é a verdade real? Estranhamente, as emoções são sempre verdadeiras, por mais loucas e implausíveis que as histórias possam ser. E a procura da verdade dá-nos dignidade, dá-nos sentido.&#8221; É uma introdução perfeita para um documentário muito melhor do que o que a Netflix fez. Pena que seja o documentário que Herzog devia ter feito — e não o que estamos a ver.</span></p>



<p>A série de quatro episódios dirigida por Bryan Storkel acompanha a ascensão de Terry Bollea — o homem por baixo das bandanas e dos calções amarelos — ao estatuto de Hulk Hogan, um dos fenómenos culturais mais reconhecíveis da América dos anos 80. Tem acesso considerável: horas de material de arquivo, filmagens caseiras, entrevistas com contemporâneos como Jesse Ventura, Bret Hart, Jimmy Hart e Ted DiBiase, e as últimas entrevistas que Hogan concedeu antes de morrer em Julho de 2025. Tem, portanto, todos os ingredientes para ser um retrato definitivo. Escolhe não o ser.</p>



<p>O problema começa na primeira frase da sinopse oficial: &#8220;Antes de ser Hulk Hogan, era Terry Bollea.&#8221; A promessa implícita é a de que vamos descobrir o homem por baixo da máscara. O que o documentário entrega é Hulk Hogan com o volume baixado quinze por cento. Terry Bollea gosta de bandanas também. É, como revelações vão, anticlimática. A distinção entre o homem e a personagem — que podia ser o coração de toda a série — dissolve-se rapidamente numa celebração da marca.</p>



<p>O contexto de produção explica muito.&nbsp;<em>Hulk Hogan: Real American</em>&nbsp;foi produzido &#8220;em associação&#8221; com a WWE Entertainment, que tem uma parceria lucrativa com a Netflix. Vince McMahon não participa — aparece apenas em áudio não atribuído, com o suficiente para quem não presta atenção ficar com a impressão de que participou. Brooke Hogan, filha do lutador, não aparece de todo. A acusação de agressão sexual de 1996 não é mencionada. O processo Gawker — um dos episódios mais reveladores da vida de Hogan, que envolveu financiamento secreto de Peter Thiel e levou à falência de um meio de comunicação social — é tratado de forma superficial e unilateral, sem vozes do outro lado e sem o nome de Thiel. Os insultos raciais da sex tape são reconhecidos mas nunca citados. Um casamento inteiro de dez anos é praticamente ignorado.</p>



<p>O que sobra é a parte fácil da história: a ascensão extraordinária de um músico de baixo da Florida à maior estrela do wrestling mundial, a Hulkamania, os anúncios, o programa de animação de sábado de manhã, os cameos. Para quem cresceu nos anos 80 com aquela cultura — e são muitos —, é uma viagem nostálgica genuinamente eficaz. Andre the Giant, Randy Savage, Roddy Piper passam pelo ecrã, e é impossível não sentir o peso da quantidade de nomes grandes que morreram prematuramente naquele mundo.</p>



<p>Mas há um documentário mais importante algures neste material que a Netflix não quis fazer. Um documentário sobre o custo físico do wrestling profissional no corpo de homens explorados durante décadas sem sindicato — porque Hogan terá sido um dos que se opuseram à sindicalização nos anos 80. Um documentário sobre a forma como a América fabrica heróis e o que acontece quando esses heróis revelam as suas contradições. Um documentário sobre como Donald Trump — que aparece aqui como talking head monossilábico e é tratado com uma deferência que a série não questiona — e Hulk Hogan partilharam exactamente o mesmo espaço cultural e o mesmo tipo de masculinidade performativa durante décadas.</p>



<p>Esse documentário não existe. Existe este — hagiografia corporativa bem filmada, com arquivo generoso e sem espinha dorsal. O público-alvo ficará satisfeito. Os outros ficam com a sensação de que alguém, em algum momento do processo, decidiu que a verdade era demasiado cara.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/hulk-hogan-real-american-a-netflix-fez-um-documentario-sobre-hulk-hogan-sem-coragem-para-contar-a-historia-de-hulk-hogan/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Apex — Charlize Theron é Caçada no Deserto Australiano e a Netflix Tem o Thriller do Fim-de-Semana</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/apex-charlize-theron-e-cacada-no-deserto-australiano-e-a-netflix-tem-o-thriller-do-fim-de-semana/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/apex-charlize-theron-e-cacada-no-deserto-australiano-e-a-netflix-tem-o-thriller-do-fim-de-semana/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 19:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Apex Netflix estreia hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Apex thriller sobrevivência Austrália Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Baltasar Kormákur Apex 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Charlize Theron Taron Egerton Apex]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clubedecinema.pt/?p=25368</guid>

					<description><![CDATA[Há um tipo de thriller que não precisa de ser profundo para ser excelente. Precisa de saber exactamente o que é, de ter dois actores capazes de o sustentar, e de um realizador que conheça o terreno.&#160;Apex, que estreou hoje na Netflix, tem as três coisas — e os 95 minutos que dura não desperdiçam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há um tipo de thriller que não precisa de ser profundo para ser excelente. Precisa de saber exactamente o que é, de ter dois actores capazes de o sustentar, e de um realizador que conheça o terreno.&nbsp;<em>Apex</em>, que estreou hoje na Netflix, tem as três coisas — e os 95 minutos que dura não desperdiçam um único.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="Apex | Trailer Oficial (2026) Legendado | Netflix" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/m6zWyca8js0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Sasha, interpretada por Charlize Theron, é uma aventureira americana cujo parceiro de escalada morre no início do filme durante uma subida ao Troll Wall norueguês. Em luto, parte em viagem solitária pelo interior da Austrália — uma decisão que qualquer espectador com alguma memória cinematográfica reconhece imediatamente como imprudente. O realizador Baltasar Kormákur e o director de fotografia Lawrence Sher estabelecem desde o início um sentido de perigo físico real, com planos aéreos vertiginosos que capturam tanto a beleza como a hostilidade da paisagem.</p>



<p>A ameaça assume a forma de Ben, um rapaz local de aparência jovial e sotaque australiano, interpretado por Taron Egerton com uma inteligência de casting considerável: projecta uma masculidade mais descontraída e prestável do que o tipo que normalmente se teme nestes cenários — até que muito claramente deixa de o fazer, com uma besta armada na mão. Egerton, que o público conhece de&nbsp;<em>Rocketman</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Kingsman</em>, é genuinamente inquietante precisamente porque não parece um villain convencional — e o filme usa isso com habilidade, atrasando o momento em que o perigo se torna inegável.</p>



<p>Kormákur é magistral na utilização das localizações, casando cada curva, gruta, rápido e cascata com a narrativa. É o tipo de realização que raramente recebe o crédito que merece porque parece natural — mas a geografia de um thriller de sobrevivência é tudo, e&nbsp;<em>Apex</em>&nbsp;nunca perde o sentido do espaço nem a consciência de onde estão os dois personagens em relação um ao outro. O filme abre com Theron e Eric Bana a escalar o Troll Wall norueguês em condições meteorológicas extremas, uma sequência que estabelece imediatamente a competência física de Sasha e o nível de risco que ela normaliza. Quando a perseguição australiana começa, o espectador já acredita que esta mulher tem os recursos para sobreviver — o que é exactamente o que o thriller precisa que acredite.</p>



<p>O Deadline descreveu o filme como tendo &#8220;uma economia narrativa de bom augúrio&#8221; — e é uma descrição justa.&nbsp;<em>Apex</em>não se detém em backstory desnecessário nem em subtexto que não tem intenção de desenvolver. É um filme sobre duas pessoas num espaço grande e perigoso, uma a tentar matar a outra, a outra a recusar-se a deixar. A balança vai-se inclinando lentamente entre os dois ao longo de uma série de sequências de acção bem coreografadas e revelações bem ganhas.</p>



<p>Gouvernákur — o realizador islandês de&nbsp;<em>Adrift</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Beast</em>&nbsp;— rodou&nbsp;<em>Apex</em>&nbsp;em colaboração com a produtora de Theron, Denver and Delilah Productions, o que explica em parte o controlo criativo visível em cada frame. Theron não está aqui apenas como estrela — está como co-arquitecta do projecto, e a diferença nota-se. A força composta de Theron e os olhos assustadoramente lúcidos de Egerton fazem uma combinação que o filme merecia, e que eleva o material acima do thriller de sobrevivência genérico.</p>



<p>É previsível em alguns momentos? Sim. Porque&nbsp;<em>Apex</em>&nbsp;está mais interessado em adrenalina branca do que em emoção excessiva e explicações, o que acaba por ser uma das suas qualidades mais refrescantes. Num fim-de-semana em que os cinemas estão tomados por um biopic que divide críticos e público, a Netflix tem a alternativa mais simples e mais satisfatória. Às vezes isso é mais do que suficiente.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/apex-charlize-theron-e-cacada-no-deserto-australiano-e-a-netflix-tem-o-thriller-do-fim-de-semana/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Stranger Things: Tales From &#8217;85 — O Universo de Hawkins Regressa Hoje em Animação</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/stranger-things-tales-from-85-o-universo-de-hawkins-regressa-hoje-em-animacao/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/stranger-things-tales-from-85-o-universo-de-hawkins-regressa-hoje-em-animacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 19:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Stranger Things animação 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Stranger Things Tales 85 Duffer Brothers animado]]></category>
		<category><![CDATA[Stranger Things Tales From 85 Netflix estreia hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Stranger Things universo expandido]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clubedecinema.pt/?p=25354</guid>

					<description><![CDATA[O universo de&#160;Stranger Things&#160;ficou formalmente fechado em 2025, quando a quinta e última temporada encerrou a história de Eleven, Mike, Dustin, Lucas e Will com uma despedida que a Netflix tratou como um evento cultural de primeira ordem. O que a Netflix e os Duffer Brothers deixaram em aberto — deliberadamente — foi a possibilidade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O universo de&nbsp;<em>Stranger Things</em>&nbsp;ficou formalmente fechado em 2025, quando a quinta e última temporada encerrou a história de Eleven, Mike, Dustin, Lucas e Will com uma despedida que a Netflix tratou como um evento cultural de primeira ordem. O que a Netflix e os Duffer Brothers deixaram em aberto — deliberadamente — foi a possibilidade de regressar ao universo sem regressar à mesma história.&nbsp;<em>Stranger Things: Tales From &#8217;85</em>, que estreia hoje na plataforma, é a primeira resposta a essa possibilidade.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="STRANGER THINGS: Contos de 85 | Trailer Legendado PT | Temporada 1 | Jolie Hoang-Rappaport" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/6oHFlGfHSrk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>A série animada passa-se no inverno de 1985, em Hawkins, e segue os personagens originais em novas aventuras paranormais.  É, nas palavras dos Duffer Brothers, uma tentativa de capturar &#8220;a magia de Hawkins de uma forma nova&#8221; — e a forma nova é a animação, com uma estética deliberadamente inspirada nos desenhos animados de sábado de manhã dos anos 80. O showrunner é Eric Robles, que produziu o projecto através da Flying Bark Productions, os mesmos responsáveis por <em>What If&#8230;?</em> da Marvel.</p>



<p>A aposta é arriscada por razões que qualquer fã de franchise conhece bem. A animação pode parecer uma extensão comercial — um produto para manter a marca activa entre os fãs mais jovens sem o risco criativo e financeiro de uma nova temporada live-action. Ou pode ser exactamente o oposto: uma forma de explorar o universo com uma liberdade que a série original não tinha, sem o peso das expectativas que cada temporada carregava. Os Duffer descreveram-na como uma oportunidade de &#8220;regressar no tempo e simplesmente estar com estas crianças&#8221; — uma frase que soa sincera e que, se a série concretizar essa promessa, pode ser exactamente o que a franchise precisava para sobreviver além do seu arco principal.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="450" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/AAAAQdZIJsgnccCZ0c0d0LBGw94loVhs3NIlAiRNfErkX_sTUUBl4fiJBidZ4MohyWIUrNuD-wJUQs-u25b33_zPDtzbG4YvAYNxIjSHJJz3V-o-8ECEuMceEK2tFiEmwVtkGwS6xaQiBb9LSFsSGSXr3Rm541I.jpg" alt="" class="wp-image-25356" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/AAAAQdZIJsgnccCZ0c0d0LBGw94loVhs3NIlAiRNfErkX_sTUUBl4fiJBidZ4MohyWIUrNuD-wJUQs-u25b33_zPDtzbG4YvAYNxIjSHJJz3V-o-8ECEuMceEK2tFiEmwVtkGwS6xaQiBb9LSFsSGSXr3Rm541I.jpg 800w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/AAAAQdZIJsgnccCZ0c0d0LBGw94loVhs3NIlAiRNfErkX_sTUUBl4fiJBidZ4MohyWIUrNuD-wJUQs-u25b33_zPDtzbG4YvAYNxIjSHJJz3V-o-8ECEuMceEK2tFiEmwVtkGwS6xaQiBb9LSFsSGSXr3Rm541I-300x169.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/AAAAQdZIJsgnccCZ0c0d0LBGw94loVhs3NIlAiRNfErkX_sTUUBl4fiJBidZ4MohyWIUrNuD-wJUQs-u25b33_zPDtzbG4YvAYNxIjSHJJz3V-o-8ECEuMceEK2tFiEmwVtkGwS6xaQiBb9LSFsSGSXr3Rm541I-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p>A série junta ao elenco de vozes de personagens familiares uma nova personagem, Nikki Baxter, com voz de Odessa A&#8217;zion, conhecida de&nbsp;<em>Marty Supreme</em>. Os Duffer Brothers e Hilary Leavitt produzem executivamente através da Upside Down Pictures, junto com Shawn Levy e Dan Cohen. É uma produção com o mesmo nível de cuidado da série original — a questão é se o público vai abraçar Hawkins numa dimensão diferente, ou se a magia era inseparável dos actores que a construíram ao longo de oito anos.</p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/clayface-o-primeiro-trailer-do-horror-do-dcu-chegou-e-e-exactamente-tao-perturbador-quanto-precisava-de-ser/">Clayface — O Primeiro Trailer do Horror do DCU Chegou e É Exactamente Tão Perturbador Quanto Precisava de Ser</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/miami-vice-85-michael-b-jordan-e-austin-butler-sao-tubbs-e-crockett-no-regresso-ao-neon-de-miami/">Miami Vice ’85 — Michael B. Jordan e Austin Butler São Tubbs e Crockett no Regresso ao Neon de Miami</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/rabo-de-peixe-a-serie-portuguesa-que-conquistou-o-mundo-chega-ao-capitulo-final-na-netflix/">Rabo de Peixe: a série portuguesa que conquistou o mundo chega ao capítulo final na Netflix</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/stranger-things-tales-from-85-o-universo-de-hawkins-regressa-hoje-em-animacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Heartstopper Forever — Nick e Charlie Dizem Adeus a 17 de Julho num Filme em Vez de uma Temporada</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/heartstopper-forever-nick-e-charlie-dizem-adeus-a-17-de-julho-num-filme-em-vez-de-uma-temporada/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/heartstopper-forever-nick-e-charlie-dizem-adeus-a-17-de-julho-num-filme-em-vez-de-uma-temporada/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 19:08:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[A Chegar]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[Heartstopper conclusão Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Heartstopper filme final estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Heartstopper Forever Netflix Julho 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Kit Connor Joe Locke Heartstopper Forever]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clubedecinema.pt/?p=25351</guid>

					<description><![CDATA[Há séries que criam comunidades. Heartstopper — a história de amor adolescente entre Nick Nelson e Charlie Spring, baseada nas graphic novels de Alice Oseman — é claramente uma delas. Desde que estreou na Netflix em Abril de 2022, tornou-se num fenómeno de representação LGBTQ+ com uma gentileza e uma autenticidade que raramente se encontram na televisão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há séries que criam comunidades. <em>Heartstopper</em> — a história de amor adolescente entre Nick Nelson e Charlie Spring, baseada nas graphic novels de Alice Oseman — é claramente uma delas. Desde que estreou na Netflix em Abril de 2022, tornou-se num fenómeno de representação LGBTQ+ com uma gentileza e uma autenticidade que raramente se encontram na televisão mainstream. Três temporadas, oito Emmys, e uma base de fãs que aguardou com uma paciência que raramente se vê no consumo de streaming contemporâneo. Ontem, no quarto aniversário exacto da estreia da primeira temporada, a Netflix confirmou que o fim está marcado: <em>Heartstopper Forever</em> chega à plataforma a 17 de Julho. </p>



<p>O formato da despedida é uma decisão criativa que Oseman admitiu ter inicialmente encarado com &#8220;apreensão&#8221;. Em vez de uma quarta temporada — o que os fãs esperavam e o que parecia a continuação natural — a história vai concluir-se num único filme de longa-metragem. A razão é simples: Nick vai para a universidade, e Nick e Charlie vão enfrentar a realidade de uma relação à distância. É o momento de viragem que qualquer casal adolescente tem de atravessar — e Oseman argumentou que o formato de filme, sem a necessidade de cliffhangers episódicos ou reviravoltas semanais, permite uma narrativa mais contemplativa e atmosférica. &#8220;Toda a parte do <em>Heartstopper</em> pode ser elevada a uma qualidade superior para criar algo memorável, sofisticado e atmosférico&#8221;, disse a criadora.</p>



<p>Kit Connor e Joe Locke regressam como Nick e Charlie — e pela primeira vez servem também como produtores executivos, um reconhecimento do papel que os dois actores tiveram na construção da série além das suas performances. O restante elenco principal regressa quase na íntegra: Yasmin Finney, Will Gao, Corinna Brown, Kizzy Edgell, Tobie Donovan, Rhea Norwood. Há uma mudança de casting significativa: Olivia Colman, que interpretou a mãe de Nick nas três temporadas, não regressa — foi substituída por Anna Maxwell Martin, a actriz de&nbsp;<em>Line of Duty</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Philomena</em>. Derek Jacobi junta-se ao elenco numa aparição ainda não revelada.</p>



<p>A realização é de Wash Westmoreland — o realizador de&nbsp;<em>Still Alice</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Colette</em>, dois filmes sobre transformação identitária e sobre o custo emocional de viver fiel a si mesmo —, que traz ao projecto uma sensibilidade que é uma extensão natural do que a série sempre foi. Oseman descreveu o filme como &#8220;uma exploração do tempo, da memória, do amor, da dor, da mudança das estações, dos fins e dos começos.&#8221; É a linguagem de alguém que está a preparar uma despedida digna — não um encerramento apressado, mas um adeus que tem o espaço e a calma necessários para ser sentido.</p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/rabo-de-peixe-a-serie-portuguesa-que-conquistou-o-mundo-chega-ao-capitulo-final-na-netflix/">Rabo de Peixe: a série portuguesa que conquistou o mundo chega ao capítulo final na Netflix</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/miami-vice-85-michael-b-jordan-e-austin-butler-sao-tubbs-e-crockett-no-regresso-ao-neon-de-miami/">Miami Vice ’85 — Michael B. Jordan e Austin Butler São Tubbs e Crockett no Regresso ao Neon de Miami</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/maio-no-nos-studios-acao-terror-romance-e-fantasia-para-todas-as-noites-de-cinema-em-casa/">Maio no NOS Studios: ação, terror, romance e fantasia para todas as noites de cinema em casa</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/heartstopper-forever-nick-e-charlie-dizem-adeus-a-17-de-julho-num-filme-em-vez-de-uma-temporada/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rabo de Peixe: a série portuguesa que conquistou o mundo chega ao capítulo final na Netflix</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/rabo-de-peixe-a-serie-portuguesa-que-conquistou-o-mundo-chega-ao-capitulo-final-na-netflix/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/rabo-de-peixe-a-serie-portuguesa-que-conquistou-o-mundo-chega-ao-capitulo-final-na-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 17:33:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Açores]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Fraga]]></category>
		<category><![CDATA[José Condessa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[produção portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Rabo de Peixe]]></category>
		<category><![CDATA[série portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[terceira temporada]]></category>
		<category><![CDATA[thriller criminal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clubedecinema.pt/?p=25335</guid>

					<description><![CDATA[A terceira temporada de&#160;Rabo de Peixe&#160;chegou há poucos dias à Netflix e marca o desfecho de uma das produções portuguesas mais ambiciosas alguma vez lançadas na plataforma. Desde a estreia em 2023, a série transformou-se num fenómeno nacional e internacional, levando os Açores, a sua paisagem agreste e uma história inspirada em factos reais a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A terceira temporada de&nbsp;<em>Rabo de Peixe</em>&nbsp;chegou há poucos dias à Netflix e marca o desfecho de uma das produções portuguesas mais ambiciosas alguma vez lançadas na plataforma. Desde a estreia em 2023, a série transformou-se num fenómeno nacional e internacional, levando os Açores, a sua paisagem agreste e uma história inspirada em factos reais a milhões de espectadores em todo o mundo.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="Rabo de Peixe" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/rXPx6I_ucPQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma história nascida do caos</strong></h2>



<p>Inspirada, ainda que de forma livre, num caso real ocorrido nos Açores no início dos anos 2000,&nbsp;<em>Rabo de Peixe</em>&nbsp;parte de uma premissa explosiva: um carregamento de cocaína dá à costa na ilha de São Miguel e muda para sempre a vida de uma pequena comunidade piscatória.</p>



<p>No centro da narrativa está Eduardo, interpretado por&nbsp;José Condessa, um jovem pescador que vive entre dificuldades económicas, responsabilidades familiares e o sonho de escapar ao destino aparentemente traçado pela ilha. Ao lado dos amigos Rafael, Carlinhos e Sílvia, vê naquele achado uma oportunidade única para mudar de vida.</p>



<p>A primeira temporada acompanha a ascensão deste grupo improvisado no mundo do narcotráfico, misturando tensão policial, violência, ambição e, acima de tudo, amizade. Foi precisamente esta combinação entre thriller criminal e drama humano que ajudou a série a destacar-se.</p>



<p>A segunda temporada elevou a escala do conflito. O negócio da droga já não era apenas uma aventura perigosa: tornou-se uma guerra aberta, com novos inimigos, traições e consequências devastadoras para todos os envolvidos. A série passou a explorar também o impacto social na própria vila, mostrando como o dinheiro fácil corrói relações e destrói inocências.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A terceira temporada: justiça, vingança e despedida</strong></h2>



<p>A nova temporada, estreada a 10 de Abril, avança três anos no tempo. Eduardo regressa após cumprir pena de prisão e encontra uma comunidade profundamente transformada, ameaçada por interesses económicos e políticos que colocam em risco a pesca e as famílias locais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>É neste cenário que os protagonistas criam um movimento clandestino, a chamada “Justiça da Noite”, numa tentativa de devolver poder à comunidade. A fronteira entre heroísmo, vingança e violência torna-se cada vez mais ténue, prometendo um final carregado de tensão.</p>



<p>Com seis episódios, esta terceira temporada serve como o grande final da série, fechando o arco das personagens que acompanharam os espectadores ao longo de três anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Produção de luxo made in Portugal</strong></h2>



<p>Criada por&nbsp;Augusto Fraga,&nbsp;<em>Rabo de Peixe</em>&nbsp;foi produzida pela Ukbar Filmes e pela RB Filmes, representando um dos maiores investimentos feitos numa série portuguesa para streaming.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A realização dividida entre Augusto Fraga e&nbsp;Patrícia Sequeira&nbsp;trouxe à série um visual cinematográfico impressionante. As paisagens açorianas, o mar revolto, as falésias e as ruas da vila funcionam quase como uma personagem própria.</p>



<p>A fotografia é um dos pontos mais elogiados da produção, ajudando a criar uma atmosfera simultaneamente bela e ameaçadora.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um elenco que ajudou a elevar a fasquia</strong></h2>



<p>Além de José Condessa, o elenco conta com&nbsp;Helena Caldeira,&nbsp;Rodrigo Tomás&nbsp;e&nbsp;André Leitão&nbsp;nos papéis centrais.</p>



<p>Ao longo das temporadas, juntaram-se nomes de peso como&nbsp;Maria João Bastos,&nbsp;Joaquim de Almeida,&nbsp;Kelly Bailey&nbsp;e&nbsp;Pêpê Rapazote, contribuindo para dar ainda mais densidade dramática à série.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Mais do que uma série sobre crime, <em>Rabo de Peixe</em> tornou-se um retrato sobre amizade, desigualdade social, ambição e sobrevivência. E isso explica porque continua a gerar conversa — e alguma polémica — mesmo agora que chega ao fim.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="Rabo de Peixe - Temporada 3 | Trailer oficial | Netflix" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/VhaswIoMrcs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/estreias-da-semana-em-portugal-hollywood-lidera-cinema-portugues-ganha-forca-e-o-drama-europeu-completa-o-cartaz/">Estreias da Semana em Portugal: Hollywood lidera, cinema português ganha força e o drama europeu completa o cartaz</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/indielisboa-2026-na-tvcine-uma-viagem-pelo-cinema-independente-portugues-e-as-suas-inquietacoes-contemporaneas/">IndieLisboa 2026 na TVCine: uma viagem pelo cinema independente português e as suas inquietações contemporâneas</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/maio-no-nos-studios-acao-terror-romance-e-fantasia-para-todas-as-noites-de-cinema-em-casa/">Maio no NOS Studios: ação, terror, romance e fantasia para todas as noites de cinema em casa</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/rabo-de-peixe-a-serie-portuguesa-que-conquistou-o-mundo-chega-ao-capitulo-final-na-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>The Gentlemen: a elegância do crime regressa em grande estilo à televisão</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/the-gentlemen-a-elegancia-do-crime-regressa-em-grande-estilo-a-televisao/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/the-gentlemen-a-elegancia-do-crime-regressa-em-grande-estilo-a-televisao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 16:45:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Guy Ritchie]]></category>
		<category><![CDATA[humor negro]]></category>
		<category><![CDATA[Kaya Scodelario]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[série Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[séries crime]]></category>
		<category><![CDATA[séries televisão]]></category>
		<category><![CDATA[The Gentlemen]]></category>
		<category><![CDATA[Theo James]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clubedecinema.pt/?p=25196</guid>

					<description><![CDATA[Há séries que entram em cena de forma discreta e há outras que chegam de fato bem cortado, copo de whisky na mão e um sorriso perigosamente confiante.&#160;The Gentlemen&#160;pertence claramente à segunda categoria. Criada por Guy Ritchie para a Netflix, esta produção recupera o universo do filme homónimo de 2019 e transporta-o para o pequeno [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há séries que entram em cena de forma discreta e há outras que chegam de fato bem cortado, copo de whisky na mão e um sorriso perigosamente confiante.&nbsp;<em>The Gentlemen</em>&nbsp;pertence claramente à segunda categoria. Criada por Guy Ritchie para a Netflix, esta produção recupera o universo do filme homónimo de 2019 e transporta-o para o pequeno ecrã com a mesma energia caótica, humor negro e estilo visual inconfundível que tornaram o realizador britânico uma referência no cinema de crime contemporâneo. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="The Gentleman" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/8moM0d2Zjhs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>A história acompanha Eddie Horniman, interpretado por Theo James, um militar que regressa a Inglaterra após a morte do pai. À partida, parece tratar-se apenas de uma questão familiar e de herança, mas rapidamente o protagonista descobre que a imponente propriedade aristocrática que acaba de receber esconde um vasto império de canábis subterrâneo. O que poderia ser o ponto de partida para um drama convencional transforma-se rapidamente numa espiral de chantagens, alianças improváveis e confrontos com o submundo do crime britânico. Ao lado de Eddie surge Susie Glass, interpretada por Kaya Scodelario, uma figura inteligente, fria e extremamente carismática, que se torna uma das personagens mais fascinantes da série. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="540" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/AAAAQQvDI_knYj5GiDfSref9LgwRFQiJhoxfzJIlEqOPeYP0guXf8UJpTSTkxYx5dykOykvOYYVYNHlxZtuKwMDbOjio_Wg4Z_kv6tGh9ihjUQKJY-WVpxHemSI87tXDtFLQYUIIHxL6d_yp-x33H6ruoAeL-1024x540.jpg" alt="" class="wp-image-25200" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/AAAAQQvDI_knYj5GiDfSref9LgwRFQiJhoxfzJIlEqOPeYP0guXf8UJpTSTkxYx5dykOykvOYYVYNHlxZtuKwMDbOjio_Wg4Z_kv6tGh9ihjUQKJY-WVpxHemSI87tXDtFLQYUIIHxL6d_yp-x33H6ruoAeL-1024x540.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/AAAAQQvDI_knYj5GiDfSref9LgwRFQiJhoxfzJIlEqOPeYP0guXf8UJpTSTkxYx5dykOykvOYYVYNHlxZtuKwMDbOjio_Wg4Z_kv6tGh9ihjUQKJY-WVpxHemSI87tXDtFLQYUIIHxL6d_yp-x33H6ruoAeL-300x158.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/AAAAQQvDI_knYj5GiDfSref9LgwRFQiJhoxfzJIlEqOPeYP0guXf8UJpTSTkxYx5dykOykvOYYVYNHlxZtuKwMDbOjio_Wg4Z_kv6tGh9ihjUQKJY-WVpxHemSI87tXDtFLQYUIIHxL6d_yp-x33H6ruoAeL-768x405.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/AAAAQQvDI_knYj5GiDfSref9LgwRFQiJhoxfzJIlEqOPeYP0guXf8UJpTSTkxYx5dykOykvOYYVYNHlxZtuKwMDbOjio_Wg4Z_kv6tGh9ihjUQKJY-WVpxHemSI87tXDtFLQYUIIHxL6d_yp-x33H6ruoAeL.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O grande trunfo de&nbsp;<em>The Gentlemen</em>&nbsp;está precisamente na forma como mistura a sofisticação da aristocracia inglesa com o caos do universo criminal. Guy Ritchie joga, mais uma vez, com diálogos rápidos, personagens excêntricas e uma narrativa cheia de reviravoltas, mantendo o ritmo elevado ao longo dos oito episódios da primeira temporada. Há um prazer quase cinematográfico em acompanhar esta colisão entre o mundo dos nobres decadentes e os gangsters modernos, sempre envolvida numa estética requintada, onde cada plano parece pensado ao milímetro. </p>



<p>A série destaca-se também pelo elenco de luxo, que inclui nomes como Giancarlo Esposito, Vinnie Jones e Joely Richardson. Cada personagem contribui para um ambiente onde o perigo e a comédia coexistem de forma surpreendentemente natural. O humor é mordaz, tipicamente britânico, e nunca deixa que a violência ou a tensão dominem completamente a narrativa. Pelo contrário, é precisamente essa dança entre o absurdo e o ameaçador que torna a série tão viciante. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/Theo-James-The-Gentlemen_1709709034927_1709709041226-1024x576.webp" alt="" class="wp-image-25201" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/Theo-James-The-Gentlemen_1709709034927_1709709041226-1024x576.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/Theo-James-The-Gentlemen_1709709034927_1709709041226-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/Theo-James-The-Gentlemen_1709709034927_1709709041226-768x432.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/Theo-James-The-Gentlemen_1709709034927_1709709041226-1536x864.webp 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/04/Theo-James-The-Gentlemen_1709709034927_1709709041226.webp 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Para os fãs do cinema de Guy Ritchie, esta série é quase uma carta de amor ao seu estilo: homens perigosos em fatos impecáveis, jogos de poder, sarcasmo afiado e cenas de ação filmadas com grande personalidade. Mas mesmo quem não conhece o filme original encontrará aqui uma porta de entrada perfeita para este universo.</p>



<p>Com uma segunda temporada já confirmada,&nbsp;<em>The Gentlemen</em>&nbsp;afirma-se como uma das séries mais divertidas e elegantes dos últimos tempos, provando que, no mundo de Guy Ritchie, o crime nunca perde a classe. </p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/um-nome-vindo-da-marvel-pode-estar-a-caminho-de-gotham-e-isso-muda-tudo/">Um nome vindo da Marvel pode estar a caminho de Gotham — e isso muda tudo</a></p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/questlove-abre-tribeca-2026-com-documentario-sobre-earth-wind-fire/">Questlove Abre Tribeca 2026 com Documentário Sobre Earth, Wind &amp; Fire</a></p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/%f0%9f%8e%ac-estreias-da-semana-ha-terror-autores-consagrados-e-regressos-inesperados-mas-ha-um-filme-que-vai-dominar-as-conversas/">&nbsp;Estreias da Semana: Há terror, autores consagrados e regressos inesperados — mas há um filme que vai dominar as conversas</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/the-gentlemen-a-elegancia-do-crime-regressa-em-grande-estilo-a-televisao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Regresso de Tommy Shelby Não é Como Esperavas — Mas Continua a Ser Imperdível</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/o-regresso-de-tommy-shelby-nao-e-como-esperavas-mas-continua-a-ser-imperdivel/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/o-regresso-de-tommy-shelby-nao-e-como-esperavas-mas-continua-a-ser-imperdivel/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 13:48:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Cillian Murphy Peaky Blinders]]></category>
		<category><![CDATA[estreia cinema Peaky Blinders]]></category>
		<category><![CDATA[filme Peaky Blinders crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Peaky Blinders Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Peaky Blinders O Homem Imortal]]></category>
		<category><![CDATA[personagens Peaky Blinders]]></category>
		<category><![CDATA[série Peaky Blinders história]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Knight]]></category>
		<category><![CDATA[Tommy Shelby filme]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clubedecinema.pt/?p=25072</guid>

					<description><![CDATA[Quando uma série como Peaky Blinders se transforma num fenómeno global, qualquer regresso ao seu universo carrega um peso quase impossível de suportar. Peaky Blinders: O Homem Imortal, o aguardado filme que dá continuidade à história criada por Steven Knight, chega à Netflix com essa responsabilidade — e com ambições claras de elevar a saga a um novo patamar. E há [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando uma série como <em>Peaky Blinders</em> se transforma num fenómeno global, qualquer regresso ao seu universo carrega um peso quase impossível de suportar. <em>Peaky Blinders: O Homem Imortal</em>, o aguardado filme que dá continuidade à história criada por Steven Knight, chega à Netflix com essa responsabilidade — e com ambições claras de elevar a saga a um novo patamar.</p>



<p>E há um detalhe importante que reforça essa ambição: ao contrário do que seria expectável para um projecto associado a uma plataforma de streaming, o filme teve estreia em salas de cinema nos Estados Unidos e no Reino Unido antes de chegar ao catálogo da Netflix — um sinal claro de confiança no seu potencial e na força da marca&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>.</p>



<p>Mas será que consegue?</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="Peaky Blinders: O Homem Imortal" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/FHTkKUD2dqg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um império construído nas sombras… e no pós-guerra</strong></h2>



<p>Para perceber o impacto deste filme, é essencial regressar às origens.&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>&nbsp;nasceu como uma série profundamente enraizada na realidade histórica da Birmingham do pós-Primeira Guerra Mundial. A família Shelby, liderada por Tommy, representava uma geração marcada pelo trauma, pela violência e por uma ambição desmedida de ascensão social.</p>



<p>Tommy Shelby — interpretado por&nbsp;Cillian Murphy&nbsp;— nunca foi apenas um gangster. É um estratega, um sobrevivente, um homem permanentemente em guerra consigo próprio. Ao longo das temporadas, vimos a sua transformação de líder de rua para figura com influência política e económica, sempre com um pé no caos e outro no controlo absoluto.</p>



<p><em>O Homem Imortal</em>&nbsp;retoma essa linha, colocando Tommy novamente no centro de um mundo que nunca deixa de o puxar para a escuridão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um filme mais estilizado… talvez demais</strong></h2>



<p>Uma das primeiras coisas que salta à vista neste filme é a sua estética. Se a série sempre teve uma identidade visual forte — com slow motion, fumo, e uma banda sonora anacrónica — aqui essa abordagem é levada ao extremo.</p>



<p>O resultado é um filme visualmente impactante, mas que, em vários momentos, se aproxima mais de um teledisco estilizado do que de uma narrativa clássica. A forma sobrepõe-se, por vezes, ao conteúdo, criando uma distância emocional que não existia com tanta intensidade na série.</p>



<p>Curiosamente, é precisamente na música que o filme encontra um dos seus pontos mais fortes. A selecção sonora mantém-se inspirada, reforçando o tom moderno e quase intemporal da história. É um paradoxo interessante: o mesmo elemento que contribui para o excesso visual é também aquele que sustenta grande parte da sua energia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tommy Shelby acima de tudo… talvez em demasia</strong></h2>



<p>Se há algo que define&nbsp;<em>O Homem Imortal</em>, é o foco quase absoluto em Tommy Shelby.</p>



<p>Por um lado, isso faz sentido. Cillian Murphy continua a oferecer uma interpretação magnética, carregando o filme com uma intensidade rara. Cada olhar, cada silêncio, cada decisão tem peso. É impossível desviar os olhos.</p>



<p>Mas esse foco tem um custo.</p>



<p>Personagens que sempre foram essenciais no universo&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>&nbsp;acabam por surgir mais esvaziadas, com menos espaço para respirar e evoluir. A dinâmica familiar — um dos pilares da série — perde alguma da sua força, tornando o filme menos equilibrado do que seria desejável.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um sucesso… apesar das reservas</strong></h2>



<p>Apesar destas reservas, há um facto incontornável:&nbsp;<em>Peaky Blinders: O Homem Imortal</em>&nbsp;está a ser um sucesso na Netflix.</p>



<p>A curiosidade em torno do regresso deste universo, aliada à força da marca e ao carisma de Tommy Shelby, garantem uma adesão massiva por parte do público. E, sejamos justos, há muito aqui que continua a funcionar.</p>



<p>A tensão, o ambiente, a construção do mundo — tudo isso mantém a identidade que tornou&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>&nbsp;especial. O filme pode não atingir o equilíbrio narrativo da série, mas continua a oferecer momentos de grande impacto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vale a pena?</strong></h2>



<p>Sim — sem hesitação.</p>



<p>Mas com uma nota importante: este não é exactamente o&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>&nbsp;que conhecíamos.</p>



<p>É uma versão mais estilizada, mais centrada, mais intensa… e, por isso mesmo, menos colectiva. Um filme que aposta tudo na força do seu protagonista, mesmo que isso signifique perder alguma da riqueza do conjunto.</p>



<p>No fim,&nbsp;<em>O Homem Imortal</em>&nbsp;não é perfeito — mas continua a ser obrigatório. Nem que seja para voltarmos a entrar naquele mundo onde estilo, violência e ambição se cruzam como poucos conseguem fazer.</p>



<p>E porque, no fundo, ver Tommy Shelby outra vez… continua a valer a pena.</p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/o-regresso-de-tommy-shelby-nao-e-como-esperavas-mas-continua-a-ser-imperdivel/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>As canções que definem “Peaky Blinders”: Cillian Murphy revela a banda sonora da alma de Tommy Shelby </title>
		<link>https://clubedecinema.pt/as-cancoes-que-definem-peaky-blinders-cillian-murphy-revela-a-banda-sonora-da-alma-de-tommy-shelby/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/as-cancoes-que-definem-peaky-blinders-cillian-murphy-revela-a-banda-sonora-da-alma-de-tommy-shelby/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 18:12:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[banda sonora Peaky Blinders]]></category>
		<category><![CDATA[Cillian Murphy]]></category>
		<category><![CDATA[David Bowie Peaky Blinders]]></category>
		<category><![CDATA[Leonard Cohen série]]></category>
		<category><![CDATA[músicas Peaky Blinders]]></category>
		<category><![CDATA[Peaky Blinders]]></category>
		<category><![CDATA[Tommy Shelby]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clubedecinema.pt/?p=24571</guid>

					<description><![CDATA[Há séries que se vêem. E depois há aquelas que se sentem — que ficam no corpo, no ritmo, na memória.&#160;Peaky Blinderspertence claramente a esse segundo grupo. E muito disso deve-se à sua identidade sonora, tão marcante quanto os fatos, os diálogos ou o olhar impenetrável de Tommy Shelby. Agora, com a chegada de Peaky Blinders: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há séries que se vêem. E depois há aquelas que se sentem — que ficam no corpo, no ritmo, na memória.&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>pertence claramente a esse segundo grupo. E muito disso deve-se à sua identidade sonora, tão marcante quanto os fatos, os diálogos ou o olhar impenetrável de Tommy Shelby.</p>



<p>Agora, com a chegada de <em>Peaky Blinders: The Immortal Man</em> à Netflix, Cillian Murphy decidiu abrir uma porta rara para o universo da série: revelou as canções que, para si, melhor captam a essência da história e da sua personagem.</p>



<p>E, como seria de esperar, não estamos a falar de uma simples playlist. Estamos a falar de uma declaração de intenções.</p>



<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DV9GJkrCU6S/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/DV9GJkrCU6S/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank" rel="noopener"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"></g><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"></g><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;">Ver esta publicação no Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg)"></div></div><div style="margin-left: auto;"> <div style=" width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div></div></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div></div></a><p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/DV9GJkrCU6S/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação partilhada por Peaky Blinders (@peakyblinders)</a></p></div></blockquote>
<script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma banda sonora feita de sombras, intensidade e rebeldia</strong></h2>



<p>Entre as escolhas, destaca-se imediatamente ‘War Pigs’, dos Black Sabbath — uma música que Murphy descreve como “fenomenal”. Não é difícil perceber porquê. Há uma crueza, uma energia quase violenta, que encaixa na perfeição no mundo brutal e impiedoso dos Shelby.</p>



<p>Murphy vai mais longe e estabelece um paralelismo curioso: Tommy Shelby e Ozzy Osbourne partilham algo essencial — uma rebeldia quase visceral, uma forma de estar à margem, mesmo quando estão no centro de tudo.</p>



<p>Outra escolha que diz muito sobre o tom da série é ‘You Want It Darker’, de Leonard Cohen. Aqui, o actor toca no coração da questão: <em>Peaky Blinders</em> é, acima de tudo, uma história sombria — mas também profundamente elegante. Tal como a canção, move-se entre a escuridão e a beleza.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entrar na pele de Tommy Shelby</strong></h2>



<p>Para Murphy, há uma música em particular que funciona quase como um ritual de transformação: ‘The Eraser’, de Thom Yorke. É com ela que encontra o tom, o ritmo interno da personagem.</p>



<p>Não é apenas uma escolha estética — é quase um método.</p>



<p>Já ‘Mandika’, de Sinéad O’Connor, surge associada a uma das figuras mais marcantes da série: Polly Gray. Murphy vê na cantora a mesma ferocidade e coragem que definem a personagem. Uma ligação emocional, mais do que musical.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Bowie, Shelby e uma ligação improvável</strong></h2>



<p>Mas é com David Bowie que surge um dos momentos mais pessoais deste relato.</p>



<p>A escolha de ‘Lazarus’, incluída no álbum&nbsp;<em>Blackstar</em>, não é apenas simbólica — é íntima. Murphy revela que Bowie era fã da série desde cedo, numa altura em que ainda não tinha conquistado o reconhecimento global.</p>



<p>Mais do que isso: chegaram a trocar palavras sobre&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>. E há um gesto que diz tudo — Murphy enviou-lhe a boina icónica de Tommy Shelby, com a lâmina incluída. Bowie respondeu com uma fotografia a usá-la.</p>



<p>Um objecto. Um gesto. Uma memória que ficou.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Muito mais do que música</strong></h2>



<p>A banda sonora de&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>&nbsp;nunca foi apenas um complemento. É parte da identidade da série — uma extensão emocional das personagens e do mundo que habitam.</p>



<p>As escolhas de Cillian Murphy confirmam isso mesmo: cada música ajuda a construir Tommy Shelby. Cada som contribui para a tensão, para o silêncio, para o peso das decisões.</p>



<p>E agora, com&nbsp;<em>Peaky Blinders: The Immortal Man</em>, essa ligação ganha nova vida.</p>



<p>Quatro anos depois do fim da série, Tommy regressa. E, ao que tudo indica, a música continuará a ser uma das suas armas mais poderosas.</p>



<p>Há algo de profundamente adequado no facto de Murphy escolher estas canções para definir&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>. Nenhuma é óbvia. Nenhuma é leve. Todas carregam densidade, história, conflito.</p>



<p>Tal como a própria série.</p>



<p>E talvez seja isso que faz de&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>&nbsp;algo especial: não é apenas o que vemos — é o que ouvimos… e o que sentimos entre cada silêncio.</p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/super-mario-galaxy-o-filme-quando-mario-deixa-o-chao-e-o-cinema-cresce-com-ele-%f0%9f%9a%80%f0%9f%8d%84/">Super Mario Galaxy: O Filme — Quando Mario deixa o chão… e o cinema cresce com ele </a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/um-paraiso-que-se-transforma-num-pesadelo-eden-chega-ao-tvcine-com-um-elenco-de-luxo/">Um paraíso que se transforma num pesadelo: “Éden” chega ao TVCine com um elenco de luxo</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/ninguem-estava-a-espera-disto-sydney-sweeney-continua-em-portugal-e-agora-foi-vista-em-obidos/">Ninguém estava à espera disto: Sydney Sweeney continua em Portugal — e agora foi vista em Óbidos</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/as-cancoes-que-definem-peaky-blinders-cillian-murphy-revela-a-banda-sonora-da-alma-de-tommy-shelby/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
