Desejo, Poder e Submissão: O Filme Britânico Que Está a Dividir Plateias Chega a Portugal em Março

“Pillion” junta Alexander Skarsgård e Harry Melling num drama intenso sobre obsessão e consentimento

Há filmes que procuram agradar. E depois há filmes que provocam, desconcertam e obrigam o espectador a confrontar zonas menos confortáveis da intimidade humana. Pillion pertence claramente à segunda categoria.

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Realizado por Harry Lighton, que aqui se estreia na longa-metragem, o filme chega às salas portuguesas a 5 de Março, com distribuição da NOS Audiovisuais. Nomeado para três BAFTA®, afirma-se como uma das propostas mais discutidas do recente cinema britânico.

Uma relação que começa como fascínio — e se transforma em entrega total

No centro da narrativa está Colin, interpretado por Harry Melling, um jovem tímido, reservado e aprisionado numa rotina previsível. A sua vida sofre uma rutura quando conhece Ray, um motociclista carismático e misterioso, vivido por Alexander Skarsgård.

A atração é imediata. Mas o que começa como fascínio transforma-se rapidamente numa relação marcada por uma devoção absoluta. Colin entrega-se — emocional e fisicamente — a Ray, entrando num universo onde desejo, controlo e submissão se entrelaçam de forma intensa.

A sinopse oficial deixa pouco espaço para dúvidas: à medida que se submete e mergulha nesse mundo de desejo, Colin é forçado a confrontar os limites da sua própria devoção. Não se trata apenas de um romance ousado, mas de um estudo sobre poder, vulnerabilidade e as fronteiras do consentimento.

O filme posiciona-se assim num território delicado. Não procura moralizar nem oferecer respostas fáceis. Pelo contrário, convida o espectador a observar uma dinâmica relacional complexa, onde o equilíbrio entre entrega voluntária e manipulação psicológica se torna progressivamente mais ténue.

Reconhecimento crítico no Reino Unido

O impacto de Pillion fez-se sentir no circuito de prémios britânico. O filme soma três nomeações para os BAFTA®, incluindo Melhor Argumento Adaptado, Melhor Filme Britânico e Melhor Estreia de um Realizador, Produtor ou Argumentista Britânico. Trata-se de um reconhecimento significativo para uma obra que arrisca abordar dinâmicas emocionais densas sem recorrer a simplificações narrativas.

Harry Lighton revela uma abordagem segura e confiante, apostando numa realização contida, mas carregada de tensão emocional. A câmara aproxima-se dos corpos e dos silêncios, deixando que o desconforto se instale gradualmente. Cada gesto, cada olhar, parece carregado de significado.

O realizador constrói o filme a partir da intimidade, evitando o excesso de dramatização. A intensidade nasce da proximidade e da forma como as personagens se expõem — ou se escondem — dentro da própria relação.

Duas interpretações no limite

Grande parte da força de Pillion reside nas interpretações centrais. Alexander Skarsgård constrói um Ray simultaneamente sedutor e intimidante, alguém cuja presença domina o espaço e a narrativa. O actor, conhecido pela sua intensidade física, utiliza aqui a contenção como ferramenta dramática, criando uma personagem que impõe autoridade sem precisar de elevar o tom.

Harry Melling, por seu lado, oferece talvez o desempenho mais vulnerável da sua carreira. O seu Colin é um homem à procura de pertença, disposto a atravessar fronteiras que nunca imaginou cruzar. A transformação da personagem é subtil, mas profundamente inquietante. O espectador acompanha a sua entrega quase como um cúmplice silencioso, partilhando dúvidas e desconfortos.

O duelo interpretativo sustenta todo o filme. Sem efeitos grandiosos ou reviravoltas artificiais, a narrativa apoia-se na tensão entre os dois protagonistas, explorando o impacto emocional de uma relação construída sobre assimetrias de poder.

Um drama para ver — e discutir

 não é um filme confortável. É uma obra que questiona até onde pode ir o desejo quando se mistura com dependência emocional e necessidade de validação. Ao colocar o foco na vulnerabilidade masculina e nas dinâmicas de controlo dentro de uma relação intensa, o filme insere-se num debate contemporâneo sobre consentimento e identidade.

A 5 de Março, o público português terá oportunidade de descobrir uma das propostas mais faladas do cinema britânico recente. Resta saber como reagirá a uma história que não oferece respostas simples — apenas perguntas difíceis.

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Num panorama cinematográfico frequentemente dominado por fórmulas seguras, Pillion surge como um risco assumido. E, por vezes, é precisamente aí que o cinema encontra a sua verdadeira força.

O Ajuste de Contas Que Pode Mudar Tudo: “Peaky Blinders” Regressa Mais Sombrio do Que Nunca

Tommy Shelby volta em plena Segunda Guerra Mundial — e o trailer promete um confronto devastador

“Por ordem dos Peaky Blinders.” A frase ecoa no novo trailer como uma sentença inevitável. A Netflix revelou finalmente as primeiras imagens de Peaky Blinders: O Homem Imortal, o filme que dá continuidade à série britânica que redefiniu o drama criminal televisivo na última década. A estreia está marcada para 20 de Março — e o regresso de Tommy Shelby promete não ser pacífico.

Depois de seis temporadas exibidas entre 2013 e 2022, a história criada por Steven Knight avança agora para 1940. Birmingham está mergulhada no caos da Segunda Guerra Mundial, e o mundo é um lugar mais brutal, mais instável, mais imprevisível. É neste cenário que reencontramos Tommy Shelby, novamente interpretado por Cillian Murphy, agora vencedor do Óscar e definitivamente consagrado como um dos actores mais intensos da sua geração.

Um homem em guerra com o mundo — e consigo próprio

O trailer deixa claro que este não é apenas mais um capítulo da saga criminosa. É um ajuste de contas. Segundo a sinopse oficial, Tommy é forçado a abandonar o seu exílio auto-imposto para enfrentar o mais destrutivo confronto da sua vida. Com o futuro da família em risco e o país a arder sob a ameaça nazi, o líder dos Peaky Blinders terá de decidir se abraça finalmente o seu legado ou se o destrói de vez.

A atmosfera é densa, carregada de tensão. A guerra mundial serve como pano de fundo, mas a verdadeira batalha continua a ser interior. O homem que sempre controlou tudo parece agora encurralado pelo peso das decisões passadas. A promessa é clara: este será o momento em que Tommy Shelby deixará de fugir às consequências.

Continuidade criativa — e ambição cinematográfica

Há algo particularmente tranquilizador para os fãs: o filme reúne as principais figuras da série, tanto à frente como atrás das câmaras. Steven Knight regressa ao argumento, garantindo coerência temática e fidelidade ao universo que construiu ao longo de quase uma década. A realização fica a cargo de Tom Harper, que já conhecia bem este mundo, tendo dirigido metade da primeira temporada em 2013.

Produzido em parceria com a BBC, o projecto mantém a identidade visual que tornou a série inconfundível: fotografia contrastada, enquadramentos calculados, silêncios pesados interrompidos por explosões de violência súbita. Mas a escala parece maior. Mais épica. Mais definitiva.

O elenco acompanha essa ambição. Rebecca Ferguson junta-se ao universo Shelby, assim como Tim RothBarry KeoghanSophie Rundle e Stephen Graham. São nomes que acrescentam peso dramático e intensidade a uma história que já nasceu carregada de tensão.

O fim de uma era?

Desde o final da série que a pergunta permanece no ar: será este o verdadeiro desfecho de Tommy Shelby? Steven Knight sempre afirmou que queria concluir a história de forma cinematográfica, e tudo indica que esta é a concretização dessa visão.

Há algo quase inevitável na trajectória de Tommy. Desde o regresso da Primeira Guerra Mundial que vive num estado permanente de conflito — externo e interno. Agora, com a Europa novamente mergulhada numa guerra total, o paralelismo é impossível de ignorar. O soldado que nunca deixou de ser soldado pode finalmente encontrar o seu destino.

O trailer não revela tudo, mas deixa uma certeza: este não será apenas um regresso nostálgico. Será um confronto com as consequências, com o passado e com a própria identidade de um homem que sempre viveu à beira do abismo.

Março aproxima-se. E quando Tommy Shelby regressa, o mundo treme.

Morreu aos 53 anos uma das figuras mais marcantes da televisão das últimas décadas

Eric Dane, o eterno “McSteamy”, não resistiu à batalha contra a ELA

O mundo da televisão acordou mais pobre com a notícia da morte de Eric Dane, ator norte-americano que conquistou milhões de fãs com os seus papéis em Anatomia de Grey e Euphoria. Tinha 53 anos e travava uma batalha contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença que tornara pública em Abril do ano passado.

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A confirmação foi feita pela família através de um comunicado enviado à revista People. “É com o coração apertado que partilhamos a notícia da morte de Eric Dane na tarde de quinta-feira, após uma corajosa batalha contra a Esclerose Lateral Amiotrófica. Passou os seus últimos dias rodeado dos seus entes queridos, da sua dedicada esposa, Rebecca Gayheart, e das suas duas lindas filhas, Billie e Georgia, que eram o centro do seu mundo”, pode ler-se.

A família sublinhou ainda o empenho do actor na sensibilização para a doença: ao longo do último ano, tornou-se uma voz activa na promoção da investigação sobre a ELA, procurando dar visibilidade a uma patologia rara e devastadora.

Do início discreto ao fenómeno global

Nascido a 9 de Novembro de 1972, em São Francisco, Eric Dane iniciou a carreira televisiva no início da década de 90, com pequenas participações em várias séries. O reconhecimento viria em 2006, quando integrou o elenco de Anatomia de Grey no papel do Dr. Mark Sloan — o inesquecível “McSteamy”. Entre 2006 e 2012, tornou-se uma das figuras mais carismáticas da série, ajudando a consolidar o estatuto do drama médico como fenómeno cultural.

Em 2024, numa conversa no podcast Armchair Expert, de Dax Shepard, falou abertamente sobre a sua saída da produção. Admitiu ter enfrentado problemas de toxicodependência e alcoolismo durante esse período, mas reconheceu também que os custos associados ao seu contrato terão pesado na decisão da estação. Foi um momento de franqueza rara, que revelou um actor consciente das suas fragilidades e do funcionamento implacável da indústria.

Após Anatomia de Grey, protagonizou a série de acção The Last Ship e, mais tarde, reinventou-se perante uma nova geração de espectadores com o papel de Cal Jacobs em Euphoria, produção da HBO que se tornou um dos maiores sucessos televisivos da última década.

Uma presença marcante também no cinema

No grande ecrã, Eric Dane participou em títulos como X-Men: The Last StandMarley & Eu e Burlesque. Mais recentemente, integrou o elenco de Bad Boys: Ride or Die, onde assumiu o papel de vilão principal, demonstrando versatilidade num registo mais físico e intenso.

Embora nunca tenha sido uma estrela de primeira linha em Hollywood, construiu uma carreira sólida, alternando entre televisão e cinema, sempre com uma presença magnética e uma confiança que transparecia no ecrã.

A luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica

A Esclerose Lateral Amiotrófica, também conhecida como Doença de Lou Gehrig ou Doença de Charcot, é uma doença neurodegenerativa progressiva e sem cura. Afecta os neurónios motores responsáveis pelo controlo dos músculos voluntários, levando gradualmente à perda de mobilidade, fala e capacidade respiratória.

Com uma esperança média de vida entre dois e cinco anos após o diagnóstico, a ELA ganhou notoriedade global com iniciativas como o “ice bucket challenge”, que ajudou a angariar fundos para investigação científica. Entre os nomes conhecidos afectados pela doença contam-se o físico Stephen Hawking e os cantores Zeca Afonso e Roberta Flack.

Eric Dane enfrentou a doença com discrição e dignidade, mantendo-se profissionalmente activo enquanto a saúde o permitiu. Pouco antes de regressar ao ‘set’ de Euphoria para a terceira temporada, anunciou publicamente o diagnóstico, numa decisão que foi recebida com uma onda de apoio por parte de colegas e fãs.

Um legado que permanece

Para muitos, será sempre “McSteamy”. Para outros, o perturbador patriarca de Euphoria. Para a família, foi marido e pai dedicado. Para os fãs, uma presença que marcou duas gerações de televisão.

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Eric Dane deixa duas filhas adolescentes e uma carreira que ficará ligada a alguns dos maiores fenómenos televisivos das últimas duas décadas. Num tempo em que as séries moldam o imaginário colectivo, o seu contributo não será esquecido.

O Futuro Está em Risco? O Terceiro Capítulo de 28 Years  Later Recebe Atualização Preocupante

Cillian Murphy regressa… mas a conclusão da trilogia pode demorar

Quando a Sony Pictures confirmou que estava a desenvolver 28 Years Later 3, com Cillian Murphy novamente ligado ao projecto, muitos fãs da saga respiraram de alívio. Afinal, o universo iniciado por 28 Days Later tornou-se uma das referências modernas do terror pós-apocalíptico.

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Mas a mais recente actualização não é propriamente animadora.

Segundo informações avançadas pelo World of Reel, a Sony não estará com pressa para avançar com o terceiro filme da trilogia. A razão? O desempenho comercial abaixo do esperado de 28 Years Later: The Bone Temple.

Críticas fortes, bilheteira fraca

Apesar de ter sido bem recebido pela crítica, The Bone Temple não conseguiu captar o entusiasmo do grande público. Durante a sua estreia em sala, arrecadou pouco mais de 57 milhões de dólares a nível mundial, ficando abaixo do orçamento estimado de 63 milhões.

Num mercado onde os estúdios avaliam cada projecto pelo retorno financeiro imediato, este resultado levanta dúvidas sobre o calendário da conclusão da trilogia.

E isso pode significar uma longa espera.

Netflix interessada — mas Boyle quer cinema

Um dos rumores mais intrigantes aponta para o interesse da Netflix em adquirir o terceiro capítulo. No entanto, a alegada proposta terá sido travada por Danny Boyle, que pretende manter o desfecho da saga exclusivamente nas salas de cinema.

Se essa posição se mantiver, a produção poderá ficar em suspenso até que surjam condições financeiras mais favoráveis para um lançamento tradicional.

O argumento do terceiro filme deverá voltar a reunir Boyle e Alex Garland, dupla responsável pelo ADN narrativo da franquia. Ainda não há realizador oficialmente confirmado, mas Boyle já manifestou vontade de assumir novamente a realização do capítulo final.

O mistério de Samson e o vírus da Fúria

Um dos pontos narrativos que deverá ser aprofundado é o destino de Samson e a possível cura do vírus da Fúria. A realizadora de The Bone TempleNia DaCosta, revelou recentemente que o personagem não está totalmente curado — e que a sua condição terá consequências permanentes.

“Ele não é o que era no início do filme. Mas será que é como nós? Não sei”, afirmou, deixando no ar uma ambiguidade que poderá ser central para o terceiro capítulo.

Essa indefinição é, aliás, uma das marcas da saga desde o início: o vírus da Fúria nunca foi apenas uma ameaça biológica, mas também moral. O que resta da humanidade depois da sobrevivência?

Uma conclusão em aberto

Se confirmada a pausa no desenvolvimento, o terceiro filme poderá demorar mais do que os fãs esperavam. E num género onde o timing cultural é essencial, essa espera pode ser arriscada.

Ainda assim, a insistência de Danny Boyle numa estreia em sala mostra confiança no poder cinematográfico da história. A trilogia sempre foi pensada como experiência colectiva, crua e visceral — algo que ganha outra dimensão no grande ecrã.

“Mantenham Bond Britânico!”: Rumores Sobre Jacob Elordi Incendeiam Debate Entre Fãs de 007

Para já, o futuro de 28 Years Later 3 permanece incerto. O vírus pode estar contido no argumento, mas fora dele o contágio da dúvida espalha-se.

A única certeza? Quando regressar, terá de justificar a espera.

“Mantenham Bond Britânico!”: Rumores Sobre Jacob Elordi Incendeiam Debate Entre Fãs de 007

Australiano como próximo James Bond? A internet não ficou indiferente

O universo de James Bond voltou a entrar em ebulição. Desta vez, não por causa de uma perseguição explosiva ou de um vilão megalómano, mas devido a rumores de casting: o nome de Jacob Elordi surgiu como potencial protagonista de Bond 26, e as reacções não tardaram.

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Segundo especulações inicialmente partilhadas por contas de entretenimento, a Amazon MGM Studios terá alegadamente feito uma proposta formal a Elordi para assumir o papel, com filmagens previstas para arrancar ainda este ano. Contudo, importa sublinhar: não existe qualquer anúncio oficial por parte dos produtores.

Ainda assim, bastou a possibilidade para reacender um debate antigo: deve James Bond ser exclusivamente britânico?

Um Bond australiano — heresia ou evolução?

Aos 28 anos, Jacob Elordi tornar-se-ia o actor mais jovem a vestir o icónico smoking de 007. Com 1,96m de altura, seria também o mais alto da história da franquia — um detalhe que muitos fãs consideram pouco compatível com a ideia de um agente secreto discreto.

Elordi não seria, porém, o primeiro australiano no papel. Esse título pertence a George Lazenby, que interpretou Bond em On Her Majesty’s Secret Service. Ainda assim, parte significativa do fandom insiste que o espião criado por Ian Fleming deve manter identidade britânica inquestionável.

Nas redes sociais, multiplicam-se comentários como “Keep Bond British” e acusações de que escolher um actor australiano seria “farcical”. Outros defendem nomes como Henry CavillAaron Taylor-Johnson ou Callum Turnercomo opções mais fiéis à tradição.

Elordi está mesmo na corrida?

A ascensão de Jacob Elordi tem sido meteórica. Depois do sucesso em Euphoria, consolidou o estatuto em cinema com projectos ambiciosos, incluindo uma adaptação de Wuthering Heights realizada por Emerald Fennell, ao lado de Margot Robbie.

Quando questionado sobre rumores semelhantes em 2023, Elordi reagiu com modéstia: disse sentir-se lisonjeado por ser sequer considerado.

Por agora, tudo permanece no campo da especulação.

Villeneuve ao leme, Knight no argumento

O próximo filme será realizado por Denis Villeneuve, com argumento de Steven Knight, criador de Peaky Blinders. A combinação sugere um Bond potencialmente mais introspectivo, estilizado e tenso.

Depois da despedida de Daniel Craig em No Time to Die, a pressão para escolher o sucessor é enorme. Cada decisão será escrutinada ao detalhe.

A questão central mantém-se: Bond é uma personagem que deve respeitar tradição nacional, ou pode evoluir num mundo globalizado?

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Se a polémica actual prova alguma coisa, é que 007 continua vivo — e capaz de provocar discussões apaixonadas mesmo antes de disparar o primeiro tiro.

A Série Que Começa com uma Queda e Acaba em Ouro: Porque Tens Mesmo de Ver Schitt’s Creek no Disney+

Seis temporadas, dezenas de prémios e uma das melhores evoluções de personagens da televisão moderna

Há séries que vivem de grandes reviravoltas. Outras vivem de personagens. Schitt’s Creek pertence claramente à segunda categoria — e é por isso que continua a conquistar novos públicos anos depois da estreia.

Com as seis temporadas completas disponíveis no Disney+ desde 2 de Fevereiro  , esta é a oportunidade perfeita para descobrir (ou revisitar) uma das comédias mais premiadas da última década.

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E não, não é “apenas mais uma sitcom”.

De milionários mimados a sobreviventes improváveis

A premissa é simples e deliciosa: Johnny Rose, magnata dos videoclubes, perde toda a fortuna após ser enganado pelo seu gestor financeiro. Subitamente falido, vê-se obrigado a mudar-se com a mulher, Moira, e os filhos David e Alexis para a única coisa que ainda possuem — uma pequena cidade comprada anos antes como piada.

O choque cultural é imediato.

Johnny (interpretado por Eugene Levy) tenta manter a dignidade. Moira (a absolutamente genial Catherine O’Hara) transforma cada frase numa performance teatral. David (Dan Levy) mistura sarcasmo com vulnerabilidade emocional. Alexis (Annie Murphy) começa como caricatura de socialite… e acaba por protagonizar uma das evoluções mais bonitas da série.

É esta transformação gradual que faz de Schitt’s Creek algo especial.

Uma comédia que cresce com as suas personagens

Ao longo das seis temporadas, a série afasta-se do humor baseado apenas no contraste entre ricos e provincianos. O que começa como sátira social transforma-se numa história sobre reconstrução, afecto e identidade.

Há um cuidado raro na forma como a narrativa aborda temas como orientação sexual, ambição, fracasso e família. Sem dramatizações excessivas, sem moralismos pesados. Apenas humanidade.

O relacionamento de David com Patrick tornou-se um dos mais celebrados da televisão contemporânea, precisamente pela naturalidade com que é apresentado. Não é tratado como “tema especial”. É apenas… amor.

E isso fez história.

Um fenómeno premiado (com justiça)

Na sua última temporada, Schitt’s Creek dominou os Emmy Awards, vencendo nas principais categorias de comédia — incluindo Melhor Série, Actor, Actriz, Actor Secundário e Actriz Secundária. Foi um feito histórico.

Mas os prémios não explicam tudo.

O verdadeiro mérito da série está na consistência emocional. Cada temporada acrescenta camadas. Cada personagem evolui. E quando chega o final, a sensação não é de exaustão criativa, mas de despedida genuína.

Poucas sitcoms conseguem isso.

Porque é a escolha certa agora?

Num catálogo cada vez mais dominado por thrillers intensos e dramas sombrios, Schitt’s Creek oferece algo diferente: conforto inteligente. Humor que não humilha. Emoção que não manipula.

São seis temporadas completas — perfeitas para binge imediato.

Se nunca viste, esta é a altura ideal.

Se já viste, talvez seja tempo de regressar a essa pequena cidade onde, contra todas as expectativas, todos aprendem a ser melhores versões de si próprios.

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Às vezes, perder tudo é o primeiro passo para finalmente encontrar alguma coisa.

Óscares a 5,95€? Cinemas NOS Lançam Campanha Especial com Filmes Nomeados

De 19 de Fevereiro a 26 de Março, a temporada dos prémios celebra-se na sala de cinema

A época mais aguardada do calendário cinematográfico está oficialmente aberta — e este ano vem com desconto. A NOS volta a assinalar a temporada dos Óscares® com uma campanha especial nos Cinemas NOS, permitindo ao público ver (ou rever) os filmes nomeados nas categorias principais por um preço único de 5,95€

A iniciativa decorre entre 19 de Fevereiro e 26 de Março, abrangendo qualquer dia da semana, incluindo fins-de-semana, e qualquer horário, desde que o filme tenha pelo menos uma nomeação nas categorias principais da Academia  .

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Num momento em que o cinema volta a afirmar-se como experiência colectiva, esta é uma oportunidade para acompanhar na sala grande os títulos que poderão fazer história na 98.ª edição dos Óscares®.

O que inclui — e o que não inclui — o bilhete especial

O bilhete especial de 5,95€ está disponível em todos os canais de venda dos Cinemas NOS e é válido exclusivamente para salas standard e sessões 2D  .

Para quem quiser elevar a experiência, existem opções de upgrade:

  • Salas XVision: acréscimo de 1€ (total de 6,95€)  
  • Sala XL Vision: acréscimo de 2,15€ (total de 8,10€)  

Estão também disponíveis upgrades para salas Premium e sessões 3D (mediante pagamento adicional). A campanha exclui, no entanto, as salas IMAX, ScreenX e 4DX  , e não é acumulável com outras promoções.

Os filmes nomeados já em exibição

Durante este período, os Cinemas NOS exibem e repõem vários dos filmes nomeados, permitindo ao público acompanhar de perto os títulos que estão no centro da corrida aos prémios  .

Entre os filmes actualmente em exibição destacam-se:

  • Batalha Atrás de Batalha
  • Pecadores
  • Hamnet
  • Marty Supreme
  • Valor Sentimental
  • Bugonia
  • O Agente Secreto
  • Arco
  • Zootropolis
  • Little Amélie or The Character of Rain
  • Blue Moon
  • Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te Um Pontapé  

A disponibilização pode variar consoante a sala e a programação, que pode ser consultada no site oficial ou na aplicação dos Cinemas NOS

Em paralelo com a campanha, a NOS prepara a 10.ª edição da Festa dos Óscares®, marcada para 14 de Março, no Centro Colombo, em Lisboa  . O evento promete reforçar a dimensão festiva da noite mais mediática da indústria cinematográfica, com acesso exclusivo à exibição de alguns dos filmes nomeados nas salas dos Cinemas NOS Colombo.

Já a 98.ª cerimónia dos Óscares® realiza-se a 15 de Março, em Los Angeles  , encerrando uma temporada que, como sempre, promete emoções fortes e debates acesos.

Para os cinéfilos, a equação é simples: grandes filmes, ecrã gigante e um preço especial.

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Porque há histórias que merecem ser vistas como deve ser — na sala escura, com o som no máximo e a expectativa no ar.

Amor Até à Última Fibra: Together: Juntos Estreia no TVCine Top

Terror, desejo e codependência num dos filmes mais perturbadores do ano

Há relações que resistem a tudo. Outras transformam-se em algo… literalmente inseparável. É nesse território desconfortável que se move Together: Juntos, thriller de terror sobrenatural que estreia em exclusivo no TVCine Top, a 21 de Fevereiro, às 21h30, estando também disponível no TVCine+  .

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Descrito como um filme sobre codependência e os limites do corpo humano, esta é uma proposta que cruza drama romântico com body horror — e que promete deixar marcas.

Um recomeço no campo… que corre terrivelmente mal

Tim e Millie atravessam uma fase frágil na relação e decidem mudar-se para o campo numa tentativa de recomeço. Mas o isolamento não resolve tensões antigas — apenas as amplifica. Durante uma caminhada, o casal cai numa caverna subterrânea e entra em contacto com uma força misteriosa que começa a alterar não só o seu equilíbrio emocional, mas também o próprio corpo  .

Tim passa a experienciar episódios inexplicáveis de atracção física, enquanto ambos enfrentam fenómenos que desafiam lógica e sanidade. À medida que tentam compreender o que lhes está a acontecer, descobrem que o local esconde segredos ligados a outras pessoas que ali estiveram antes  .

O medo mistura-se com desejo. A intimidade torna-se ameaça. E a ideia de “ser um só” ganha contornos inquietantes.

Body horror com coração (e nervos à flor da pele)

Realizado por Michael ShanksTogether: Juntos aposta numa abordagem que conjuga o horror físico com o drama emocional  . O filme explora temas como dependência emocional, identidade pessoal e os limites entre o amor e a obsessão.

Nos papéis principais estão Dave Franco e Alison Brie, cuja química em cena reforça a tensão constante entre atracção e repulsa  .

A estreia ocorreu na secção Midnight do Sundance Film Festival em 2025, onde recebeu elogios no circuito de festivais independentes  . E não é difícil perceber porquê: trata-se de uma experiência intensa, desconfortável e assumidamente provocadora.

Um sábado à noite… diferente

Num panorama onde o terror muitas vezes se limita ao susto fácil, Together: Juntos opta por algo mais perturbador: usar o corpo como metáfora do amor que sufoca, da proximidade que corrói e da dificuldade em existir sem o outro.

É um filme que joga com o desconforto — físico e emocional — e que desafia o espectador a questionar até que ponto duas pessoas podem fundir-se sem se perderem.

A 21 de Fevereiro, às 21h30, o TVCine Top convida os espectadores a mergulhar nesta história onde o amor não é apenas simbólico. É carne com carne.

“Não Dou Atenção”: Cynthia Erivo Ignora Críticas Enquanto Divide Opiniões em Drácula

A estrela de Wicked troca Oz por um épico gótico solitário no West End

Depois de anos a desafiar a gravidade em WickedCynthia Erivo mergulhou num desafio bem mais sombrio — e infinitamente mais solitário. No palco do Noël Coward Theatre, em Londres, a actriz lidera uma nova adaptação de Dracula, assumindo sozinha 23 personagens ao longo de duas horas intensas, num espectáculo que mistura teatro ao vivo com tecnologia cinematográfica.

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É uma verdadeira maratona performativa: cerca de 20 mil palavras de texto, mudanças rápidas de figurino, projecção de imagens captadas em tempo real e uma constante alternância de vozes, corpos e energias.

Mas se o desafio artístico é inegável, a recepção crítica tem sido… mista.

Um espectáculo ambicioso — e controverso

Durante as apresentações prévias, alguns espectadores comentaram online que Erivo ainda parecia estar a consolidar partes do texto e que, por momentos, recorria a autocue. Confrontada com essas observações após a noite de estreia, a actriz foi clara: “Não estou a prestar atenção a nenhum desses comentários. Ninguém conhece a experiência excepto eu.”

Aos 39 anos, Erivo assume que ainda estava a afinar o espectáculo nas pré-estreias. “Estava a aprender o texto e a descobrir o caminho”, admitiu, sublinhando que cada processo criativo tem o seu ritmo. O importante, diz, é concentrar energia no palco — e não nos comentários digitais.

Nesta versão minimalista, Erivo constrói o universo vitoriano através da voz e do movimento. O seu Drácula surge com sotaque nigeriano e cabelo vermelho vibrante, numa reinvenção ousada do vampiro criado por Bram Stoker em 1897. As câmaras captam cada detalhe da sua expressão, projectando-o num ecrã, numa fusão entre teatro e cinema que tem dividido opiniões.

Entre o virtuosismo e a frieza

A crítica britânica não chegou a consenso. Alguns elogiaram a entrega de Erivo como um feito extraordinário de resistência e versatilidade. Outros consideraram o espectáculo excessivamente tecnológico, frio e emocionalmente distante.

Há quem descreva a produção como um feito impressionante de transformação contínua, uma “tour de force” que eleva as ambições do teatro britânico contemporâneo. Mas também surgiram críticas à atmosfera considerada “sedada”, à ausência de verdadeiro perigo dramático e à sensação de assistir a algo demasiado próximo de um audiolivro ilustrado.

O uso intensivo de projecções e câmaras ao vivo foi apontado como frustrante por alguns críticos, que sentiram que a tecnologia afastava o público da essência da performance teatral ao vivo.

Desafiar-se para crescer

Erivo, uma das raras artistas nomeadas para Emmy, Grammy, Óscar e Tony (tendo conquistado todos excepto o Óscar), não vê o projecto como um risco, mas como uma necessidade. “Se fosse fácil, seria aborrecido”, afirmou. “Escolho os desafios porque me obrigam a crescer.”

Antes de cada espectáculo, segue um ritual disciplinado: meditação, aquecimento vocal intensivo e revisão de partes do texto. A preparação é quase atlética — apropriada para uma peça que exige resistência física e emocional pouco comuns.

Enquanto isso, outras estrelas de Wicked, como Ariana Grande e Jonathan Bailey, preparam-se para regressar ao West End em 2027 numa nova produção de Sunday in the Park with George. Erivo não descarta voltar a partilhar palco com eles no futuro: “Nunca digo nunca.”

Um vampiro entre a vida e a morte

Tal como o próprio Drácula, esta produção parece existir num espaço intermédio — nem totalmente viva, nem totalmente morta. Para alguns, é um marco de ousadia artística. Para outros, um exercício estilizado que sacrifica emoção em nome do conceito.

Mas uma coisa é certa: Cynthia Erivo não está interessada em agradar a todos. Está interessada em desafiar-se. E, no processo, obriga também o público a sair da zona de conforto.

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Num tempo em que o teatro luta para se reinventar perante públicos cada vez mais habituados ao ecrã, esta versão de Drácula levanta uma questão pertinente: até onde pode — e deve — ir a tecnologia sem sugar a alma da performance?

A resposta, como o próprio vampiro, permanece envolta em sombras.

Um Só Botão e Mil Olhares: Sydney Sweeney Protagoniza Nova Campanha da Syrn

A actriz transforma uma camisa oversized numa declaração de estilo

Há peças básicas. E depois há peças que, nas mãos certas, se transformam em assunto de conversa. Sydney Sweeney voltou a provar que sabe exactamente como captar atenções na mais recente campanha da marca Syrn.

Na imagem divulgada, a actriz surge com uma camisa às riscas lavanda e branco, ligeiramente oversized, usada de forma quase despreocupada — mas claramente pensada ao detalhe. A peça está praticamente aberta, presa apenas por um único botão, criando um efeito de queda suave e natural do tecido.

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Minimalismo? Sim. Discrição? Nem por isso.

Uma camisa masculina reinventada

A camisa define todo o look. De corte largo e com aquele ar “emprestado do guarda-roupa masculino”, a peça combina a estrutura clássica das riscas finas com uma abordagem mais suave e sensual na forma como é usada.

Ao deixar quase todos os botões abertos, Sweeney permite que o tecido caia naturalmente à altura da cintura, mantendo apenas um ponto de fecho — suficiente para segurar o conjunto e, ao mesmo tempo, criar tensão visual. É um equilíbrio entre casual e calculado.

Por baixo, a actriz opta por um bralette nude e roupa interior de cintura baixa no mesmo tom, mantendo uma paleta neutra que reforça a leveza da composição.

Beleza luminosa e sem excessos

O styling segue a mesma linha de contenção elegante. O cabelo loiro surge em ondas soltas, com volume subtil e acabamento levemente desalinhado, evocando uma estética quase de fim de tarde à beira-mar.

A maquilhagem é discreta, privilegiando uma pele luminosa e fresca, com tons suaves que realçam os traços sem os sobrecarregar. O resultado é um visual que parece natural — embora claramente trabalhado.

Nos últimos anos, Sydney Sweeney tem afirmado a sua presença tanto no ecrã como na moda, tornando-se uma das figuras mais procuradas por marcas que procuram conjugar juventude, sofisticação e impacto visual imediato.

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Nesta campanha da Syrn, a actriz demonstra que não é preciso um vestido de gala ou um styling exuberante para criar um momento memorável. Às vezes, basta uma boa camisa — e a decisão certa de fechar apenas um botão.

“Ainda Melhor e Completamente Louca”: A Série Criminal de Tom Hardy e Guy Ritchie Prepara um Regresso Explosivo

A segunda temporada de MobLand promete elevar o caos a outro nível

Se a primeira temporada foi intensa, preparem-se: segundo um dos seus protagonistas, o regresso será “ainda melhor”. A série criminal MobLand, que juntou Tom Hardy e Guy Ritchie, está actualmente em filmagens e deverá regressar em 2026 — e as expectativas estão oficialmente nas alturas.

A produção estreou na primavera de 2025 na Paramount+, tornando-se a segunda maior estreia de sempre da plataforma. A fórmula? Uma família criminosa liderada por uma figura imponente, um “fixer” implacável e uma guerra de bastidores onde lealdade e traição caminham lado a lado.

“É a primeira temporada… com esteroides”

Quem garante que o novo capítulo será mais intenso é Emmett J. Scanlan, que interpreta Paul O’Donnell, chefe de segurança de Conrad Harrigan. Em declarações recentes, o actor descreveu os novos episódios como “insanos” e “completamente loucos”, afirmando que a segunda temporada é como a primeira “com esteroides”.

Scanlan não esconde o entusiasmo: adorou ler os novos guiões e voltar a mergulhar naquele universo violento e estilizado. E vai mais longe — acredita que esta nova fase supera a estreia.

A primeira temporada, escrita por Jez Butterworth, terminou em choque: a morte de Richie Stevenson, Conrad e Maeve Harrigan atrás das grades, Kevin Harrigan a ganhar influência e Harry Da Souza (Hardy) esfaqueado. O tabuleiro ficou virado do avesso.

A segunda temporada terá agora de lidar com as consequências.

Um elenco de luxo no topo do jogo

MobLand é liderada por Pierce Brosnan, que interpreta o patriarca da família criminosa, e por Tom Hardy no papel do fixer Harry Da Souza. Ao elenco juntam-se nomes como Helen Mirren, Paddy Considine e Toby Jones, entre outros.

Scanlan descreve trabalhar com Brosnan como uma experiência formativa. O antigo James Bond — conhecido também por filmes como The Thomas Crown Affair e Mamma Mia! — é, segundo o actor irlandês, “caloroso, generoso e incrivelmente talentoso”. A convivência com colegas que cresceram no imaginário colectivo torna o set quase numa escola diária.

A série foi criada por Ronan Bennett, com Guy Ritchie como produtor executivo, garantindo aquele ADN britânico de crime elegante, humor seco e violência estilizada que o realizador ajudou a popularizar desde Snatch.

Regresso previsto para 2026

Ainda sem data oficial de estreia, a nova temporada deverá chegar em 2026. Com 76% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes na primeira fase, MobLand consolidou-se como um dos thrillers criminais mais sólidos da televisão recente.

Se as palavras de Emmett J. Scanlan se confirmarem, o regresso não será apenas uma continuação — será uma escalada.

Mais traições. Mais confrontos. Mais sangue.

E, ao que tudo indica, ainda mais imprevisível.

Quase Duas Décadas Depois, Lance Hammer Regressa com um Drama Devastador Sobre Demência e Consentimento

Juliette Binoche lidera Queen at Sea, um dos filmes mais perturbadores da Berlinale

Durante anos, o nome de Lance Hammer foi sinónimo de promessa. Em 2008, o realizador destacou-se com Ballast, um drama cru passado no Mississippi que venceu o prémio de Melhor Realizador no Festival de Sundance e lhe valeu múltiplas nomeações nos Spirit Awards e Gotham Awards. Depois disso, silêncio. Quase vinte anos de ausência.

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Agora, Hammer regressa com Queen at Sea, apresentado no Berlin International Film Festival de 2026, onde causou impacto pela sua abordagem frontal, dolorosa e moralmente inquietante da demência — e, sobretudo, da questão do consentimento dentro de um casamento quando a memória desaparece.

O resultado é um filme difícil, perturbador e profundamente humano.

Uma família à beira da ruptura

No centro da narrativa está Amanda, interpretada por Juliette Binoche, uma académica em pausa profissional que regressa a Londres para acompanhar a deterioração da mãe, Leslie. Esta última, vivida com devastadora precisão por Anna Calder-Marshall, perde gradualmente noção de tempo, memória e identidade.

Leslie vive com o marido, Martin, interpretado por Tom Courtenay, numa relação de 19 anos agora colocada à prova por uma doença que apaga tudo o que os uniu.

A tensão instala-se quando Amanda encontra o padrasto numa situação íntima com Leslie — num momento em que esta aparenta estar completamente desligada da realidade. O choque desencadeia uma espiral de decisões dolorosas: intervenção policial, separação do casal e eventual institucionalização.

Mas o filme não se limita ao choque inicial. O que Queen at Sea realmente explora é a zona cinzenta moral.

Pode haver consentimento quando já não há memória?

Ao contrário de obras como Amour, de Michael Haneke, ou Away from Her, de Sarah Polley, que se concentram sobretudo na erosão emocional entre parceiros, Hammer introduz uma questão particularmente desconfortável: uma pessoa com demência pode consentir em manter relações sexuais?

Martin insiste que a mulher ainda sente prazer. Que há instintos que permanecem. Que o corpo continua a responder, mesmo quando a mente se dissolve. Amanda vê apenas vulnerabilidade.

O filme não oferece respostas fáceis. E talvez seja esse o seu maior mérito.

Uma das cenas mais perturbadoras envolve um exame forense imposto a Leslie após a denúncia. A humilhação é quase insuportável, sobretudo porque a própria não compreende o que está a acontecer. A questão ecoa: em que mundo poderia um homem violar a própria esposa? E, ao mesmo tempo, que mundo permite ignorar a possibilidade?

Interpretações que elevam a dor

Juliette Binoche entrega uma das suas interpretações mais cruas dos últimos anos. Longe de sentimentalismos, constrói uma filha dividida entre proteger a mãe e destruir o único homem que talvez ainda a reconheça.

Tom Courtenay, recordado pelo drama conjugal em 45 Years, compõe aqui um retrato devastador de um homem à deriva, agarrado à ideia de que ainda tem um lugar na vida da mulher que ama.

Hammer opta por uma realização íntima, muitas vezes com câmara à mão, captando o desconforto sem artifício. A fotografia de Adolpho Veloso envolve Londres numa luz esbatida, quase melancólica, contrastando com os interiores clínicos e frios das instituições.

Nem tudo resulta plenamente — a subtrama envolvendo a neta Sara parece menos integrada e algo esquemática — mas o núcleo emocional permanece firme.

Um regresso sem concessões

Queen at Sea não oferece esperança reconfortante. Não há discursos redentores nem soluções fáceis. O que há é a exposição honesta daquilo que a demência faz às pessoas — e às relações.

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Lance Hammer regressa ao cinema com um filme que não procura agradar, mas confrontar. E com o apoio de um elenco extraordinário, transforma um tema doloroso numa experiência cinematográfica que dificilmente será esquecida.

O filme estreou em Berlim e encontra-se actualmente à procura de distribuição nos Estados Unidos. Depois de quase duas décadas de silêncio, Hammer volta a falar. E fá-lo num tom que ninguém consegue ignorar.

Do Mundo Invertido a um Sofá Fatal: O Novo Capítulo Sombrio de uma Estrela de Stranger Things

Charlie Heaton troca Hawkins pelo caos financeiro de Industry

Muitas histórias começam pelo fim. A de Charlie Heaton em Industry é exactamente isso — e com uma ironia quase cruel. O actor tinha acabado de fechar uma década da sua vida em Atlanta, onde filmou a série fenómeno da Netflix Stranger Things, quando recebeu a chamada que o lançaria directamente para um universo muito diferente: a quarta temporada de Industry, o drama financeiro da HBO que substitui monstros sobrenaturais por jogos de poder, drogas e ambição desenfreada.

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Se em Hawkins enfrentava Demogorgons e Mind Flayers, aqui a guerra é outra: corrupção, manipulação mediática e destruição moral a troco de estatuto.

E a sua história começa… pelo fim.

Um jornalista, uma espiral e um desfecho brutal

Heaton junta-se à quarta temporada como Jim Dycker, jornalista financeiro determinado a expor fraudes de alto nível — custe o que custar. É a primeira personagem que seguimos na nova temporada, sinal de que estamos perante alguém central na narrativa. Mas a ilusão dura pouco.

Após um episódio intenso marcado por consumo de drogas e confrontos morais com Rishi — personagem interpretada por Sagar Radia — Jim acaba morto no sofá do seu apartamento. Um desfecho abrupto, trágico e profundamente simbólico do tom da série.

Rishi, já destruído por decisões anteriores, tenta seguir o mesmo caminho fatal ao atirar-se da varanda. Sobrevive. E paga o preço moral.

Heaton sabia exactamente para o que vinha.

Uma audição que era já o fim

O mais surpreendente? A cena da morte foi o seu próprio teste de audição. Para garantir o papel, Heaton teve de gravar precisamente o diálogo final — um confronto caótico, repleto de jargão financeiro e tensão emocional quase ininterrupta.

O actor descreveu o processo como intimidante. Tinha acabado de encerrar Stranger Things e, subitamente, encontrava-se a decorar páginas e páginas de diálogo técnico num prazo de dias. A frustração e a ansiedade acabaram por alimentar a própria personagem — algo que os criadores da série, Mickey Down e Konrad Kay, procuravam.

A entrada em Industry foi vertiginosa: audição numa quarta-feira, conversa com os criadores na sexta, voo de Atlanta para o Reino Unido e filmagens na segunda-feira seguinte.

Dois finais. Um novo começo.

Um adeus que ainda não terminou

Entrar numa série estabelecida foi uma experiência inédita para Heaton. Durante anos esteve do lado oposto — o de quem recebe novos membros no elenco. Agora era ele o recém-chegado.

O peso emocional de terminar Stranger Things ainda estava fresco. A série marcou uma geração e definiu grande parte da sua carreira. E, curiosamente, muitos fãs ainda resistem à ideia de que acabou de vez.

Heaton admite que é fascinante observar como o público processa o fim de algo tão marcante. A ligação entre elenco mantém-se — existe um grupo de mensagens activo — mas a sensação de encerramento ainda não está totalmente assimilada.

Quanto a um eventual regresso daqui a 20 anos? Não fecha a porta. Recorda que a ideia original dos criadores era saltar 15 anos entre temporadas. No mundo das franquias modernas, nunca se pode dizer nunca.

Do fantástico ao realismo brutal

A transição de um fenómeno global juvenil para um drama adulto, denso e moralmente ambíguo não podia ser mais contrastante. Mas talvez seja precisamente isso que torna o percurso interessante.

Em Industry, não há monstros sobrenaturais — apenas humanos levados ao limite. E, como a morte de Jim Dycker demonstra, esses podem ser ainda mais devastadores.

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Charlie Heaton iniciou esta nova fase a partir de um final. E, ironicamente, foi esse fim que lhe abriu a porta para provar que há vida — e risco artístico — depois de Hawkins.

“Ele Vai Ser Melhor do Que Eu”: Daniel Radcliffe Reage ao Novo Harry Potter da HBO

O eterno “rapaz que sobreviveu” passa a tocha — e pede espaço para a nova geração

O mundo mágico está prestes a ganhar uma nova cara. Com a série da HBO baseada nos livros de J. K. Rowling a preparar-se para adaptar a saga ao longo de oito temporadas, a escolha de um novo Harry Potter era inevitável. E agora, o próprio Daniel Radcliffe decidiu comentar a mudança.

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A reacção? Surpreendentemente humilde.

Radcliffe acredita que o jovem actor escolhido para interpretar o feiticeiro — Dominic McLaughlin — vai superá-lo no papel que o tornou mundialmente famoso.

“Aprendi enquanto fazia”

Numa entrevista recente ao ScreenRant, Radcliffe foi directo: “Tenho a certeza de que o Dominic vai ser melhor do que eu.” Uma afirmação que, vinda do actor que encarnou Harry durante uma década no grande ecrã, não deixa de ser simbólica.

Radcliffe explicou que cresceu literalmente em frente às câmaras. “Aprendi enquanto fazia”, admitiu. Olhando hoje para as suas interpretações nos primeiros filmes, consegue fazê-lo com mais benevolência do que no passado. “Agora vejo com mais carinho e menos embaraço”, confessou, sublinhando que passou grande parte da saga a descobrir como actuar enquanto já estava a protagonizar uma das maiores franquias da história do cinema.

Recorde-se que Radcliffe assumiu o papel em 2001, com Harry Potter and the Philosopher’s Stone, dando início a um fenómeno cultural que redefiniu o cinema juvenil do início do século XXI.

Um pedido claro à imprensa

Mas houve algo mais importante do que a previsão optimista: um pedido.

Radcliffe considera que a imprensa está a prestar um desserviço aos novos actores ao insistir em comparações constantes com o elenco original. “Quando estes miúdos foram escolhidos, houve um discurso global de ‘temos de proteger estas crianças’”, recordou.

E acrescentou: se isso é mesmo para levar a sério, então uma das formas de o fazer é parar de perguntar constantemente sobre os actores anteriores — tanto aos novos como aos antigos.

Radcliffe não quer ser uma “presença espectral estranha” na vida destes jovens intérpretes. Prefere que tenham espaço para construir algo próprio, sem o peso permanente da comparação.

É uma posição sensata. Afinal, a nova série não será um remake directo dos filmes, mas uma adaptação televisiva mais extensa e detalhada dos livros.

Um novo capítulo em 2027

A série de HBO está prevista para estrear em 2027 e promete dedicar uma temporada a cada livro da saga. A aposta é clara: aprofundar personagens e subtramas que os filmes não conseguiram explorar em detalhe.

Entretanto, Radcliffe segue a sua carreira longe de Hogwarts. Actualmente promove a comédia desportiva da NBC, The Fall and Rise of Reggie Dinkins, onde interpreta um realizador desacreditado que decide fazer um documentário — uma escolha que demonstra o quanto o actor tem procurado diversificar papéis desde que deixou para trás a cicatriz em forma de relâmpago.

O universo de Harry Potter entra agora numa nova fase. E se depender da postura de Daniel Radcliffe, essa transição será feita com elegância, respeito e espaço criativo para a próxima geração.

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Afinal, todos tivemos o nosso Harry. Agora é a vez de outro jovem actor descobrir o que significa sobreviver — não apenas a Voldemort, mas também às expectativas do mundo inteiro.

Ninguém Esperava Isto: Martin Scorsese Surge no Trailer de The Mandalorian and Grogu

O realizador de Goodfellas invade o universo Star Wars — e a internet já reagiu

O novo trailer de The Mandalorian and Grogu trouxe batalhas, criaturas exóticas, Baby Yoda em modo irresistível… e uma surpresa absolutamente improvável: Martin Scorsese.

Sim, leu bem.

Cerca de vinte segundos após o início do trailer do novo filme do universo Star Wars, há um momento em que uma criatura alienígena fala — e a voz é inconfundível. O icónico realizador nova-iorquino empresta a sua entoação característica a um Ardennian, uma espécie de quatro braços e corpo coberto de pêlo, que gere uma loja e tenta encerrar uma conversa com Mando, que procura informações sobre um dos Hutts.

Scorsese em Star Wars. 2026 é oficialmente o ano em que tudo é possível.

De Goodfellas a uma criatura de quatro braços

O realizador de Goodfellas não é totalmente estranho ao trabalho de voz. Em 2004, participou na animação Shark Tale, onde deu vida a um peixe-balão particularmente ansioso. Ainda assim, ouvi-lo agora no meio de sabres de luz e caçadores de recompensas tem um sabor especial — sobretudo tendo em conta o seu conhecido cepticismo em relação ao cinema de super-heróis.

No trailer, o seu personagem surge como uma figura algo relutante, quase burocrática, a tentar cortar uma conversa com Din Djarin, interpretado por Pedro Pascal. É um cameo vocal breve, mas suficiente para incendiar as redes sociais.

E as reacções não tardaram.

Trailer redime receios?

O consenso geral entre os fãs parece ser positivo — e até de alívio. Depois de um teaser considerado morno e de um spot do Super Bowl que dividiu opiniões, este novo trailer conseguiu recuperar entusiasmo.

Comentários nas redes sociais elogiam a montagem e o tom mais aventureiro. Alguns chegam a afirmar que quem editou o trailer “salvou o filme”. Outros destacam que a proposta parece finalmente assumir aquilo que muitos desejam: diversão pura, espírito de aventura e uma experiência claramente pensada para o grande ecrã.

Há, no entanto, uma nuance importante.

Star Wars para uma nova geração?

The Mandalorian and Grogu parece apostar assumidamente num tom mais familiar. Isso tem gerado alguma resistência entre fãs mais antigos, que preferem narrativas mais densas ou politicamente complexas.

Por outro lado, pode ser uma estratégia inteligente para reintroduzir Star Wars no cinema junto de uma nova geração. Muitos pais sublinham que este será o primeiro filme da saga que os filhos já têm idade para ver em sala. E isso pesa.

O projecto é realizado por Jon Favreau, nome que não é estranho a revitalizações bem-sucedidas: lançou o Universo Cinematográfico Marvel com Iron Man e foi peça-chave no arranque de The Mandalorian em 2019 na televisão.

O filme marca também o regresso de Star Wars ao grande ecrã após sete anos de ausência — um hiato significativo para uma das maiores franquias da história do cinema.

A estreia está marcada para 22 de Maio.

Se o filme corresponder ao entusiasmo gerado por este trailer, poderá representar não apenas o regresso de Mando e Grogu, mas também um novo começo para a saga no cinema.

E quem diria que, pelo meio, ouviríamos Martin Scorsese a negociar informações com um caçador de recompensas intergaláctico?

O universo realmente expandiu-se.

Um Ano Depois do Noivado, Zendaya Fala Sem Rodeios Sobre os “Red Flags” nas Relações

A actriz revela os sinais que nunca ignora — e há lições para todos

Um ano depois de ter ficado noiva de Tom HollandZendaya decidiu abrir o jogo sobre aquilo que considera verdadeiros sinais de alerta numa relação. A revelação surgiu numa conversa franca com Robert Pattinson, seu colega no filme The Drama, numa entrevista recente à Interview Magazine.

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Sem dramatismos nem frases feitas, Zendaya foi directa: há comportamentos que dizem tudo sobre uma pessoa — sobretudo quando ninguém está a olhar.

A forma como tratam a equipa diz tudo

Para Zendaya, um dos sinais mais reveladores está no ambiente de trabalho. “Uma coisa que funciona para nós no trabalho é observar como as pessoas tratam as suas equipas”, explicou à conversa com Pattinson. A actriz, conhecida pelo profissionalismo em projectos como Euphoria, sublinhou que a verdadeira natureza de alguém revela-se fora das câmaras.

“Admiro pessoas que são simpáticas com todos, não apenas com actores, realizadores ou produtores. Um sinal muito claro é perceber como a equipa técnica se sente em relação a determinado actor, porque eles veem como as pessoas são quando as câmaras não estão a filmar.”

Num meio onde a hierarquia pode facilmente alimentar egos, esta observação não é inocente. Pelo contrário, demonstra maturidade e uma noção clara de carácter.

Cães, carácter e instinto

Outro critério inegociável? A forma como alguém trata os animais. Zendaya não hesitou: “Entrava numa discussão por causa do meu cão, sem dúvida. Os cães são bons juízes de carácter.”

Pode parecer um detalhe trivial, mas não é. A empatia perante quem é mais vulnerável — seja uma equipa técnica ou um animal — funciona, para a actriz, como teste silencioso de humanidade.

Pattinson, conhecido pelo seu papel na saga Twilight, foi mais longe e questionou se ela acredita que conseguimos perceber quem alguém é nos primeiros segundos após o conhecer. A resposta foi ponderada: “Sim e não.”

Zendaya reconhece que as pessoas são complexas, que existem diferenças culturais e que todos cometem erros. Ainda assim, há atitudes que não deixam margem para dúvida. “Há coisas que são simplesmente: ‘Isso é rude. Isso é mau.’”

Uma relação discreta, mas sólida

A relação entre Zendaya e Tom Holland começou a gerar rumores em 2017, após se terem conhecido nas filmagens de Spider-Man: Homecoming. Desde então, o casal tem mantido uma postura discreta, longe de exposições excessivas.

O noivado foi subtilmente confirmado nos Golden Globe Awards do ano passado, quando Zendaya surgiu com um impressionante anel de diamantes no dedo anelar esquerdo. Segundo a TMZ, o pedido terá acontecido entre o Natal e a passagem de ano de 2024.

Sem grandes declarações públicas, o casal parece preferir a estabilidade ao espectáculo. E talvez as “red flags” que Zendaya descreve expliquem parte dessa solidez.

Mais do que romance, maturidade

O que esta entrevista revela não é apenas curiosidade sobre uma relação mediática. Mostra uma actriz consciente, atenta e madura. Alguém que entende que o carácter se revela nos pequenos gestos, longe dos holofotes.

Num tempo em que as relações são frequentemente expostas ao escrutínio constante das redes sociais, a abordagem de Zendaya soa quase clássica: observar, escutar, perceber como alguém trata os outros — e só depois decidir.

Talvez o verdadeiro segredo não esteja em evitar todos os erros, mas em saber reconhecer, desde cedo, aquilo que não estamos dispostos a aceitar.

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E, ao que tudo indica, Zendaya sabe exactamente onde traçar essa linha.

O Hip-Hop de Belfast Não Pede Licença:  Chega ao TVCine Edition

Uma história verídica, irreverente e explosiva

Há filmes que contam uma história. E há outros que parecem sair directamente de um concerto suado, cheio de fumo, provocação e palavras afiadas como navalhas. Kneecap – O Trio de Belfast pertence claramente à segunda categoria.

Baseado numa história verídica, o filme acompanha três jovens de Belfast que encontram no hip-hop uma arma cultural — não para destruir, mas para afirmar identidade, língua e pertença. A estreia acontece no TVCine Edition, a 21 de Fevereiro, às 22h00, ficando também disponível no TVCine+, como refere o material oficial  .

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Mais do que um biopic musical, estamos perante um retrato geracional carregado de irreverência, humor mordaz e energia política.

Belfast, tensão e rimas em duas línguas

Em Belfast, cidade marcada por décadas de tensões sociais e políticas, três amigos — Liam Óg Ó hAnnaidh, Naoise Ó Cairealláin e J.J. Ó Dochartaigh — unem-se para formar os Kneecap. Conhecidos artisticamente como Mo Chara, Móglaí Bap e DJ Próvaí, os próprios músicos interpretam versões ficcionadas de si mesmos no grande ecrã  .

A particularidade? Cantam em inglês e em irlandês, misturando crítica social com um humor corrosivo e uma energia quase punk. Entre concertos underground, confrontos com a autoridade e laços de amizade que resistem à pressão do meio envolvente, o filme mostra como o grupo se transformou numa voz poderosa para uma nova geração  .

Não é apenas música. É afirmação cultural.

Um triunfo crítico e premiado

Realizado por Rich Peppiatt, o filme tem sido amplamente elogiado pela crítica pela sua autenticidade e ousadia narrativa  . A recepção não ficou apenas nas palavras: Kneecap – O Trio de Belfast venceu o BAFTA de Melhor Estreia de um Argumentista, Realizador ou Produtor Britânico e arrecadou sete prémios nos British Independent Film Awards em 2024, incluindo Melhor Filme Independente  .

Na Variety, o crítico Carlos Aguilar descreveu-o como “um triunfo tumultuoso, carregado de drogas, em nome da liberdade, que transborda de uma energia indomável”  .

A descrição encaixa: o filme não pede desculpa, não suaviza arestas, nem tenta ser consensual. Tal como a música dos Kneecap, prefere provocar do que agradar.

Juventude, resistência e identidade

O grande mérito do filme está em captar a tensão entre diversão e protesto. A irreverência não surge como pose, mas como mecanismo de sobrevivência. Crescer numa cidade com cicatrizes históricas profundas implica escolher como se responde a esse passado. O trio escolheu fazê-lo com rimas, batidas e um microfone.

Kneecap – O Trio de Belfast não romantiza o contexto nem transforma os protagonistas em heróis clássicos. Mostra-os como jovens imperfeitos, impulsivos, cheios de contradições — mas também determinados a reivindicar espaço numa cultura que muitas vezes marginaliza a sua língua e identidade.

No panorama do cinema musical recente, este é um dos exemplos mais vibrantes de como a cultura urbana pode ser filmada com nervo e verdade.

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No sábado, 21 de Fevereiro, às 22h00, o hip-hop de Belfast invade o pequeno ecrã português. E não vem pedir autorização.

A Noiva: O Monstro Que Sempre Viveu na Sombra Regressa — Agora Pela Mão de Maggie Gyllenhaal

Do mito clássico ao delírio romântico de The Bride!

Há personagens que marcaram a história do cinema mesmo tendo aparecido apenas durante alguns minutos. A Noiva surgiu em 1935, no clássico Bride of Frankenstein, realizado por James Whale, e apesar do reduzido tempo de ecrã tornou-se uma das imagens mais icónicas do terror universal.

O cabelo electrizado, o olhar assustado, o grito lancinante perante o monstro que lhe estava destinado. Bastou isso para entrar no imaginário colectivo.

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Quase noventa anos depois, a personagem regressa aos cinemas portugueses a 5 de Março com uma nova identidade e uma ambição muito mais ousada. A Noiva — no original The Bride! — é realizado por Maggie Gyllenhaal, que depois da surpreendente estreia atrás das câmaras com The Lost Daughter volta a mergulhar numa história feminina intensa, mas agora com contornos góticos, musicais e assumidamente excêntricos.

E sim, estamos longe de um simples remake.

Um Frankenstein em plena Chicago dos anos 30

The Bride! transporta o mito para a Chicago dos anos 30, num ambiente industrial, decadente e estilizado, onde horror se cruza com melodrama e até com elementos musicais. A proposta de Gyllenhaal não é reverente — é reinterpretativa.

A história acompanha Frankenstein — aqui interpretado por Jake Gyllenhaal — que pede a um cientista para criar uma companheira. A mulher ressuscitada ganha vida na pele de Jessie Buckley, actriz que tem demonstrado uma intensidade rara no cinema contemporâneo.

Mas, tal como no filme de 1935, a criatura não reage como esperado. Só que desta vez a narrativa não se limita ao momento da recusa. A Noiva sobrevive, foge, descobre o mundo e constrói uma identidade própria. A premissa sugere uma abordagem quase punk ao mito clássico: em vez de aceitar o destino traçado, ela revolta-se.

O elenco reforça a ambição do projecto. Christian Bale e Penélope Cruz integram também o filme, elevando-o desde logo a uma das produções mais aguardadas do ano no circuito de autor com músculo de grande estúdio.

A criatura que nunca teve escolha — agora com voz própria

No filme original, a Noiva nasce já condenada: criada como companheira para o monstro, concebida como solução para a sua solidão, desenhada para amar alguém que nunca escolheu. A sua recusa — um grito, um gesto de horror — tornou-se um dos momentos mais poderosos do cinema clássico.

Gyllenhaal parte dessa mesma centelha, mas transforma-a em combustão narrativa. A nova versão parece interessada em explorar o que acontece depois do “não”. O que significa existir apenas para satisfazer o desejo de outro? E o que acontece quando essa criação ganha consciência?

Há indicações de que o filme mistura horror gótico com uma dimensão quase operática, assumindo o excesso emocional e visual como parte da linguagem. A estética deverá ser estilizada, teatral, com um lado sombrio mas também irónico. Não se trata apenas de sustos: trata-se de identidade, liberdade e da recusa em aceitar um destino imposto.

Romance trágico ou manifesto de autonomia?

Uma das grandes questões será a relação entre Frankenstein e a sua criação. No clássico, a dinâmica era fatalista: duas criaturas condenadas à marginalidade. Aqui, parece haver mais espaço para conflito ideológico e emocional.

A Noiva não surge apenas como objecto de desejo, mas como sujeito activo da narrativa. E isso altera tudo. Em vez de um apêndice do mito masculino, passa a ser o seu centro.

Num momento em que Hollywood revisita constantemente os seus monstros fundadores, poucos regressos parecem tão arriscados quanto este. The Bride! não procura apenas actualizar o visual — quer redefinir o significado da personagem.

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A 5 de Março, o público português poderá descobrir se Maggie Gyllenhaal conseguiu transformar um ícone silencioso num grito cinematográfico à altura do século XXI.

Se o filme cumprir o que promete, esta Noiva não veio para casar. Veio para reescrever o próprio mito.

Keanu Reeves Acelera na Fórmula 1: O Novo Documentário Que Vai Mostrar os Bastidores da Cadillac

“Tudo muito intenso”: actor mergulha no nascimento da nova equipa norte-americana

Keanu Reeves está de regresso ao universo da Fórmula 1 — mas desta vez não como mero fã apaixonado. O actor encontra-se a produzir um novo documentário centrado nos bastidores da equipa Cadillac Formula 1 Team, a mais recente formação a juntar-se à grelha do campeonato mundial.

O projecto, anunciado em Julho de 2025, promete acompanhar de perto todo o processo de criação da estrutura norte-americana: desde a candidatura à entrada na competição até à preparação para a primeira corrida da temporada, marcada para Março.

Do YouTube para a Eurovisão: Look Mum No Computer Vai Representar o Reino Unido em Viena

Falando à F1 TV durante os testes de pré-temporada no Bahrain, Reeves confirmou o seu envolvimento directo: “Sim, faço parte do documentário sobre a equipa Cadillac na Fórmula 1. O trabalho na criação da equipa, o trabalho na candidatura e o seu percurso até à primeira corrida em Março.”

Dos milagres da Brawn ao desafio Cadillac

Não é a primeira incursão de Reeves no mundo das corridas. Em 2023, foi o rosto e narrador de Brawn: The Impossible Formula 1 Story, série documental lançada na Disney+ e na BBC que contou a história improvável da equipa Brawn GP, campeã do mundo em 2009.

A experiência parece ter despertado um interesse ainda mais profundo pelo funcionamento interno do desporto automóvel.

“É incrível o quão profundos são estes processos”, afirmou o actor. “De fora, parece tudo muito intenso. Se olharmos para o carro de corrida, para a pista, para o lado técnico, a formação de uma equipa, o que é preciso para ter o carro, todos os elementos, a mudança nas regras… é impressionante.”

A intensidade de que fala não é apenas mecânica — é também estratégica, política e financeira. Criar uma equipa de Fórmula 1 é um exercício de precisão industrial e visão empresarial.

Uma história de ambição americana

A nova estrutura é liderada pela TWG Motorsports, em parceria com a General Motors, que traz a marca Cadillac para o palco máximo do automobilismo.

Dan Towriss (frequentemente referido como Dan Tauris em alguns contextos), CEO da TWG Motorsports e da equipa Cadillac, descreveu o documentário como “uma história de ambição audaciosa e de busca implacável”.

“É uma honra trabalhar com Keanu, cuja paixão e conhecimento sobre corridas são profundos, e estamos orgulhosos de fazer parceria com a General Motors nesta história incrível”, afirmou.

O objectivo passa também por captar uma nova geração de fãs para a Fórmula 1, aproveitando o alcance global e o carisma de Reeves para dar dimensão humana a um projecto eminentemente técnico.

Hollywood encontra a velocidade máxima

Nos últimos anos, a Fórmula 1 tornou-se um fenómeno mediático cada vez mais forte, impulsionado por séries documentais e pelo crescente interesse do público norte-americano na modalidade.

Com Keanu Reeves ao leme criativo, o documentário da Cadillac promete combinar o rigor dos bastidores com uma narrativa cinematográfica envolvente.

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Se a pista é palco de décimos de segundo, fora dela cada decisão pode definir anos de trabalho. E Reeves parece determinado a mostrar exactamente isso: que por trás de cada carro existe uma máquina muito maior — feita de pessoas, risco e ambição.

Para já, uma coisa é certa: a temporada ainda nem começou e já há um documentário que promete acelerar corações.

Do YouTube para a Eurovisão: Look Mum No Computer Vai Representar o Reino Unido em Viena

Artista electrónico promete “algo diferente” para inverter maus resultados britânicos

O Reino Unido decidiu arriscar — e arriscar a sério. O artista electrónico e criador digital Look Mum No Computer foi escolhido para representar o país na 70.ª edição do Eurovision Song Contest, que terá lugar em Viena, anunciou a BBC.

Conhecido fora dos palcos como Sam Battle, o músico construiu uma carreira singular que mistura electrónica, engenharia e espectáculo. Para além de cantor e compositor, é também uma estrela do YouTube, onde documenta a criação de máquinas musicais improváveis — de órgãos feitos com bonecos Furby a sintetizadores montados em bicicletas e teclados que disparam chamas.

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“É completamente louco estar a embarcar nesta jornada maravilhosa e selvagem”, afirmou o artista, confessando ser fã assumido da Eurovisão. “É uma honra enorme representar o Reino Unido.”

De Glastonbury à maior montra da pop europeia

Sam Battle surgiu na cena musical em 2014 como vocalista da banda indie Zibra, que actuou no Festival de Glastonbury em 2015 através do BBC Introducing. Desde então, reinventou-se como projecto a solo sob o nome Look Mum No Computer, apostando numa identidade visual e sonora muito própria.

Com cerca de 1,4 milhões de seguidores combinados nas redes sociais, tornou-se uma figura de culto no universo da electrónica experimental. A BBC destacou precisamente essa originalidade na escolha.

Kalpna Patel-Knight, responsável pelo entretenimento da estação pública britânica, elogiou a “visão ousada, som único e estilo eléctrico” do artista, sublinhando que ele representa criatividade, ambição e um humor tipicamente britânico.

“Vamos tentar algo diferente”

A canção que levará a Viena ainda não foi revelada, mas o radialista Scott Mills, da BBC Radio 2, já a ouviu — e garante que não será uma aposta segura.

“O Reino Unido é muitas vezes criticado por jogar pelo seguro na Eurovisão. Este ano vamos tentar algo diferente. Porque não?”, disse.

Segundo Mills, a música mistura referências improváveis: um toque de “Now You’re Gone” de Basshunter, ecos de “Parklife” dos Blur, sintetizadores à Pet Shop Boys e The Human League, uma pitada de Verka Serduchka e até um leve espírito punk à Sex Pistols. Tudo misturado num “grande hino” pensado para incendiar a arena.

A estreia radiofónica acontecerá nas próximas semanas no programa matinal de Mills.

Reino Unido quer quebrar ciclo de resultados modestos

O concurso deste ano realiza-se em Viena após a vitória do cantor austríaco JJ na edição anterior. A final está marcada para 16 de Maio, numa edição já marcada por polémica, depois de cinco países terem desistido na sequência da confirmação da participação de Israel.

Para o Reino Unido, o objectivo é claro: inverter uma série de resultados pouco animadores. Depois do segundo lugar de Sam Ryder em 2022, o país voltou a tropeçar. Mae Muller ficou em penúltimo lugar, Olly Alexander terminou em 18.º e Remember Monday ficou em 19.º.

Com Look Mum No Computer, Londres aposta agora numa identidade marcadamente alternativa, tecnológica e imprevisível.

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Se a Eurovisão é palco de extravagância, criatividade e espectáculo, talvez este seja mesmo o ano certo para um inventor de sintetizadores flamejantes subir ao palco europeu.