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	<title>Miguel Costa &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>Miguel Costa &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>&#8220;O Senhor das Moscas&#8221; em série: Jack Thorne adapta Golding para o Netflix depois do fenómeno &#8220;Adolescence&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 20:23:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há argumentistas que uma série transforma em nomes. Jack Thorne era já muito respeitado na indústria britânica —&#160;His Dark Materials,&#160;Enola Holmes,&#160;Patrick Melrose&#160;— mas foi&#160;Adolescence, o thriller sobre radicalização online que se tornou num fenómeno global no início de 2026, que o colocou no topo de todas as listas de desejos. A sua próxima série chega [&#8230;]]]></description>
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<p>Há argumentistas que uma série transforma em nomes. Jack Thorne era já muito respeitado na indústria britânica —&nbsp;<em>His Dark Materials</em>,&nbsp;<em>Enola Holmes</em>,&nbsp;<em>Patrick Melrose</em>&nbsp;— mas foi&nbsp;<em>Adolescence</em>, o thriller sobre radicalização online que se tornou num fenómeno global no início de 2026, que o colocou no topo de todas as listas de desejos. A sua próxima série chega ao Netflix em Maio e a matéria-prima é das mais exigentes que o cânone literário pode oferecer:&nbsp;<em>O Senhor das Moscas</em>&nbsp;de William Golding.</p>



<p>O romance de 1954 — obrigatório em inúmeros curricula escolares europeus e portugueses — é a história de um grupo de rapazes evacuados durante uma guerra que ficam sozinhos numa ilha deserta e constroem uma sociedade que rapidamente colapsa na barbárie. É uma alegoria sobre civilização, poder e a natureza humana que resistiu a décadas de adaptações porque nunca parece ter sido totalmente esgotada. A versão de Thorne, produzida pela BBC e co-produzida pelo Netflix, actualizou o contexto mas preservou o núcleo moral da obra — segundo as primeiras críticas britânicas, com resultados que superaram as expectativas mais cautelosas.</p>



<p>A série estreou no Reino Unido com críticas que descrevem uma obra &#8220;perturbadora e inevitável&#8221;, que usa a estrutura da televisão contemporânea — episódios mais longos, ritmo mais deliberado — para explorar dimensões do romance que as adaptações cinematográficas anteriores (a de Peter Brook em 1963 e a americana de 1990) não tiveram tempo de desenvolver. A chegada ao Netflix a 4 de  Maio significa que o público português, que conhece o livro em grande parte pelo programa escolar, tem agora a versão mais ambiciosa da história do romance disponível em casa.</p>



<p>Num mês já generoso em adaptações literárias —&nbsp;<em>O Monte dos Vendavais</em>&nbsp;chega ao Max,&nbsp;<em>Remarkably Bright Creatures</em>&nbsp;ao Netflix —&nbsp;<em>O Senhor das Moscas</em>&nbsp;é provavelmente a aposta com mais peso cultural. E com Jack Thorne no comando, há todas as razões para confiar.</p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/o-monte-dos-vendavais-chega-ao-max-em-maio-emerald-fennell-margot-robbie-e-a-adaptacao-que-dividiu-toda-a-gente/">“O Monte dos Vendavais” chega ao Max em Maio: Emerald Fennell, Margot Robbie e a adaptação que dividiu toda a gente</a></p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/nbc-cancela-brilliant-minds-e-stumble-zachary-quinto-perde-a-serie-na-segunda-temporada/">NBC cancela “Brilliant Minds” e “Stumble”: Zachary Quinto perde a série na segunda temporada</a></p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/os-oscares-proibiram-a-ia-actores-e-argumentistas-tem-de-ser-humanos-para-serem-nomeados/">Os Óscares proibiram a IA: actores e argumentistas têm de ser humanos para serem nomeados</a></p>



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		<title>&#8220;O Monte dos Vendavais&#8221; chega ao Max em Maio: Emerald Fennell, Margot Robbie e a adaptação que dividiu toda a gente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 20:12:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Max]]></category>
		<category><![CDATA[Emerald Fennell filme]]></category>
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					<description><![CDATA[Poucos filmes de 2026 geraram tanto debate por tantas razões diferentes. O Monte dos Vendavais — título português da adaptação de Wuthering Heights de Emily Brontë realizada por Emerald Fennell — estreou nos cinemas portugueses em Fevereiro, fez 82 milhões de dólares no fim-de-semana de abertura global, foi simultaneamente elogiado e detestado pelos fãs do romance original, e chegou [&#8230;]]]></description>
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<p>Poucos filmes de 2026 geraram tanto debate por tantas razões diferentes. <em>O Monte dos Vendavais</em> — título português da adaptação de <em>Wuthering Heights</em> de Emily Brontë realizada por Emerald Fennell — estreou nos cinemas portugueses em Fevereiro, fez 82 milhões de dólares no fim-de-semana de abertura global, foi simultaneamente elogiado e detestado pelos fãs do romance original, e chegou agora ao Max no dia 1 Maio para uma segunda vida em streaming que promete reacender o debate.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="&quot;O Monte dos Vendavais&quot; | Trailer Oficial" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Kg5uMypfqV0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p>O filme de Fennell — realizadora de&nbsp;<em>Promising Young Woman</em>&nbsp;e argumentista de&nbsp;<em>Saltburn</em>&nbsp;— não é uma adaptação fiel. É deliberadamente uma reinterpretação, que privilegia o subtexto erótico e a violência emocional do romance de Brontë em detrimento da narrativa mais convencional. Margot Robbie é Cathy e Jacob Elordi é Heathcliff, numa dinâmica que as críticas mais entusiastas descreveram como &#8220;arrebatadora&#8221; e as mais cépticas como &#8220;esteticamente soberba mas emocionalmente vazia&#8221;. O Rotten Tomatoes situa-se nos 60% — número que reflecte exactamente essa divisão — mas o filme teve um desempenho de público muito acima do que a recepção crítica sugeria.</p>



<p>O elenco de apoio inclui Hong Chau, Shazad Latif, Alison Oliver, Martin Clunes e Ewan Mitchell. A fotografia é de Linus Sandgren, que ganhou o Óscar por&nbsp;<em>La La Land</em>, e a banda sonora inclui temas originais de Charli XCX — uma escolha que diz muito sobre a intenção de Fennell de fazer um filme de época com uma sensibilidade decididamente contemporânea. Os figurinos são de Jacqueline Durran, dois Óscares no currículo.</p>



<p>Para quem não o viu em sala — ou para quem quer revisitá-lo com mais distância do ruído do lançamento — a chegada ao Max é a oportunidade.&nbsp;<em>O Monte dos Vendavais</em>&nbsp;é exasperante para muitos, mas raramente indiferente. E no streaming, a indiferença é o único defeito verdadeiramente fatal.</p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/nbc-cancela-brilliant-minds-e-stumble-zachary-quinto-perde-a-serie-na-segunda-temporada/">NBC cancela “Brilliant Minds” e “Stumble”: Zachary Quinto perde a série na segunda temporada</a></p>



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		<title>NBC cancela &#8220;Brilliant Minds&#8221; e &#8220;Stumble&#8221;: Zachary Quinto perde a série na segunda temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 19:16:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
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					<description><![CDATA[A NBC fez as primeiras decisões de cancelamento para a temporada 2026-27 e os nomes são dois:&#160;Brilliant Minds, drama médico com Zachary Quinto na segunda temporada, e&#160;Stumble, comédia de estreia com Jenn Lyon. Sobrevivem em suspenso&#160;Law &#38; Order&#160;— a série mais longeva da televisão americana, agora na 24.ª temporada — e&#160;Hunting Party, que aguardam decisão. [&#8230;]]]></description>
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<p>A NBC fez as primeiras decisões de cancelamento para a temporada 2026-27 e os nomes são dois:&nbsp;<em>Brilliant Minds</em>, drama médico com Zachary Quinto na segunda temporada, e&nbsp;<em>Stumble</em>, comédia de estreia com Jenn Lyon. Sobrevivem em suspenso&nbsp;<em>Law &amp; Order</em>&nbsp;— a série mais longeva da televisão americana, agora na 24.ª temporada — e&nbsp;<em>Hunting Party</em>, que aguardam decisão.</p>



<p><em>Brilliant Minds</em>, baseada livremente na obra do neurologista Oliver Sacks, tinha ganho uma segunda temporada após uma primeira que dividiu a crítica mas conquistou uma base de espectadores fiel, em particular entre quem apreciou a abordagem de Quinto a um personagem brilhante e socialmente inabilitado. O cancelamento na segunda temporada é um resultado frequente na televisão americana — raramente um drama médico sem o orçamento de um&nbsp;<em>Grey&#8217;s Anatomy</em>sobrevive mais de dois anos — mas não deixa de decepcionar.&nbsp;<em>Stumble</em>, por sua vez, não teve tempo de afirmar a sua identidade.</p>



<p>O dado mais interessante desta ronda de decisões da NBC não é quem saiu, mas como a cadeia pensa a programação. Este ano, a NBC encomendou apenas oito pilotos — cinco dramas e três comédias — o número mais baixo em décadas. A explicação é simples: as cadeias generalistas americanas, confrontadas com a migração massiva de audiências para o streaming, perceberam que é mais eficiente apostar num número reduzido de títulos com maior probabilidade de sucesso do que encher a grelha com apostas arriscadas. O resultado prático é que os cancelamentos chegam mais cedo e com menor cerimónia — e que cada decisão pesa mais do que antes.</p>



<p>Para o mercado português, onde <em>Brilliant Minds</em> chegou através de plataformas de streaming, o cancelamento significa que a segunda temporada será também a última — e que quem a estiver a ver não terá continuação.<br /><br /><a href="https://clubedecinema.pt/greta-gerwig-leva-as-cronicas-de-narnia-aos-cinemas-antes-do-netflix-a-plataforma-recua-na-estrategia-de-streaming-directo/">Greta Gerwig leva “As Crónicas de Nárnia” aos cinemas antes do Netflix: a plataforma recua na estratégia de streaming directo</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/a-bilheteira-americana-de-2026-vai-14-acima-do-ano-passado-o-verao-pode-ser-o-melhor-da-ultima-decada/">A bilheteira americana de 2026 vai 14% acima do ano passado: o verão pode ser o melhor da última década</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/a-bilheteira-americana-de-2026-vai-14-acima-do-ano-passado-o-verao-pode-ser-o-melhor-da-ultima-decada/">A bilheteira americana de 2026 vai 14% acima do ano passado: o verão pode ser o melhor da última década</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/hokum-o-filme-de-terror-com-91-no-rotten-tomatoes-que-ficou-na-sombra-do-diabo-veste-prada/">“Hokum”: o filme de terror com 91% no Rotten Tomatoes que ficou na sombra do “Diabo Veste Prada”</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/dune-parte-um-o-epico-que-o-cinema-merecia/">Dune: Parte Um — O épico que o cinema merecia</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/as-estreias-de-30-de-abril-indielisboa-a-comecar-e-um-regresso-que-esperou-vinte-anos/">As Estreias de 30 de Abril: IndieLisboa a começar … e um regresso que esperou vinte anos</a></p>
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		<title>Os Óscares proibiram a IA: actores e argumentistas têm de ser humanos para serem nomeados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 19:10:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há muito que a indústria esperava que a Academia tomasse uma posição clara. Na sexta-feira, finalmente tomou. O conselho de governadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas aprovou as regras para a 99.ª cerimónia dos Óscares, marcada para 14 de Março de 2027, e as mudanças são as mais significativas em várias décadas. Três [&#8230;]]]></description>
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<p>Há muito que a indústria esperava que a Academia tomasse uma posição clara. Na sexta-feira, finalmente tomou. O conselho de governadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas aprovou as regras para a 99.ª cerimónia dos Óscares, marcada para 14 de Março de 2027, e as mudanças são as mais significativas em várias décadas. Três alterações redesenham o mapa dos prémios mais influentes do mundo.</p>



<p>A primeira é a mais simbólica: nas categorias de representação, apenas interpretações &#8220;demonstravelmente realizadas por humanos com o seu consentimento&#8221; são elegíveis para nomeação. A formulação surgiu directamente do debate gerado pela utilização da imagem de Val Kilmer, falecido em 2025, no filme&nbsp;<em>As Deep as the Grave</em>&nbsp;— uma produção em que a família do actor aprovou o uso da sua likeness através de IA, sem que Kilmer tivesse filmado uma única cena antes de morrer. Essa situação tornou urgente a necessidade de uma regra explícita. Nas categorias de argumento, a mesma lógica: os guiões têm de ser &#8220;de autoria humana&#8221; para poderem concorrer. A Academia reserva-se ainda o direito de solicitar informação adicional sobre o grau de envolvimento da IA em qualquer filme submetido.</p>



<p>A segunda mudança é a que terá maior impacto a longo prazo. A categoria de Melhor Filme Internacional — aquela que Portugal submete anualmente através do Instituto do Cinema e Audiovisual — deixa de exigir que cada país apresente apenas um título. A partir de agora, um filme em língua não inglesa pode qualificar-se de duas formas: pela via tradicional da submissão nacional, ou ganhando um dos prémios principais de seis festivais internacionais reconhecidos — Berlim (Urso de Ouro), Cannes (Palma de Ouro), Sundance (World Cinema Grand Jury Prize), Toronto (Platform Award), Veneza (Leão de Ouro) e Busan. Isto significa que um filme iraniano de Jafar Panahi ou Mohammad Rasoulof — cujos governos nunca os submeteriam — pode agora entrar na corrida se ganhar em Cannes ou Berlim. A academia muda ainda a titularidade do prémio: passa a ser atribuído ao filme, não ao país.</p>



<p>A terceira alteração diz respeito às categorias de representação: um actor pode agora ser nomeado por duas interpretações distintas na mesma categoria no mesmo ano, desde que ambas se encontrem entre as cinco mais votadas. Acabou o chamado &#8220;category fraud&#8221; — a prática de deslocar estrategicamente uma performance para a categoria de apoio para evitar que dois filmes do mesmo actor se canibalizem mutuamente.</p>



<p>Para o cinema português e europeu, as novas regras para o Melhor Filme Internacional são particularmente relevantes. Filmes como&nbsp;<em>Anatomia de uma Queda</em>&nbsp;de Justine Triet foram prejudicados no passado por escolhas de submissão nacional que os preteriam em favor de outros títulos. Com a nova regra, uma Palma de Ouro em Cannes pode valer uma entrada directa na corrida aos Óscares — independentemente do que o governo de cada país decida.</p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/a-bilheteira-americana-de-2026-vai-14-acima-do-ano-passado-o-verao-pode-ser-o-melhor-da-ultima-decada/">A bilheteira americana de 2026 vai 14% acima do ano passado: o verão pode ser o melhor da última década</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/hokum-o-filme-de-terror-com-91-no-rotten-tomatoes-que-ficou-na-sombra-do-diabo-veste-prada/">“Hokum”: o filme de terror com 91% no Rotten Tomatoes que ficou na sombra do “Diabo Veste Prada”</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/dune-parte-um-o-epico-que-o-cinema-merecia/">Dune: Parte Um — O épico que o cinema merecia</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/as-estreias-de-30-de-abril-indielisboa-a-comecar-e-um-regresso-que-esperou-vinte-anos/">As Estreias de 30 de Abril: IndieLisboa a começar … e um regresso que esperou vinte anos</a></p>
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		<title>Greta Gerwig leva &#8220;As Crónicas de Nárnia&#8221; aos cinemas antes do Netflix: a plataforma recua na estratégia de streaming directo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 18:59:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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					<description><![CDATA[É uma inversão de percurso que diz muito sobre o estado do cinema em 2026. O Netflix confirmou que As Crónicas de Nárnia — a adaptação realizada por Greta Gerwig da obra de C.S. Lewis, um dos projectos mais aguardados da plataforma — terá uma estreia teatral completa antes de chegar ao streaming, estreia nos cinemas a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É uma inversão de percurso que diz muito sobre o estado do cinema em 2026. O Netflix confirmou que <em>As Crónicas de Nárnia</em> — a adaptação realizada por Greta Gerwig da obra de C.S. Lewis, um dos projectos mais aguardados da plataforma — terá uma estreia teatral completa antes de chegar ao streaming, estreia nos cinemas a 12 de Fevereiro de 2027 e chegada ao Netflix a 2 de Abril do mesmo ano&#8221;. O título oficial é <em>Narnia: The Magician&#8217;s Nephew</em>, e o anúncio da data foi feito precisamente ontem pelo Netflix — o que torna este artigo ainda mais oportuno.. A decisão abandona o modelo de lançamento directo para plataforma que o Netflix tinha originalmente delineado para o filme.</p>



<p>Greta Gerwig, cujo&nbsp;<em>Barbie</em>&nbsp;fez mais de 1,4 mil milhões de dólares globalmente em 2023 e a transformou na realizadora viva com maior bilheteira de sempre, negoceou a janela de exibição como condição do projecto. A lógica é simples e irrefutável: um filme desta escala, com este nome por detrás das câmaras, tem um valor em sala que não se justifica desperdiçar. O Netflix, que nos últimos anos tem alternado entre a estratégia de streaming directo e a concessão de janelas teatrais para os projectos de maior prestígio, cedeu — e a decisão é um sinal de que a plataforma reconhece que há filmes que precisam do ritual da sala para existirem plenamente.</p>



<p>O projecto adapta as sete obras do ciclo de Lewis, com um universo narrativo que Gerwig quer construir de forma coerente ao longo de vários filmes. O elenco não foi ainda confirmado oficialmente, mas o mercado de Cannes — que arranca a 12 de Maio — deverá trazer as primeiras informações concretas sobre o projecto. O que já é certo é que a chegada de <em>As Crónicas de Nárnia</em> às salas portuguesas em 2027 será um dos eventos cinematográficos do ano. E que Greta Gerwig voltará a ser o centro de tudo.<br /><br />O elenco confirmado é de peso considerável. Emma Mackey — que trabalhou com Gerwig em <em>Barbie</em> — interpreta Jadis, a Feiticeira Branca, numa versão mais jovem da personagem que Tilda Swinton imortalizou em 2005. Daniel Craig é o Tio André, o excêntrico familiar de Digory Kirke. Meryl Streep empresta a voz a Aslan. Carey Mulligan é Mabel Kirke, a mãe de Digory. Os dois protagonistas infantis — Digory e Polly — são interpretados pelos jovens actores David McKenna e Beatrice Campbell. Completam o elenco Ciarán Hinds, Denise Gough, Kobna Holdbrook-Smith e Susan Wokoma. A partitura original é de Mark Ronson e Andrew Wyatt, que já tinham colaborado com Gerwig em <em>Barbie</em>, com figurinos de Jacqueline Durran — dois Óscares no currículo.</p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/a-bilheteira-americana-de-2026-vai-14-acima-do-ano-passado-o-verao-pode-ser-o-melhor-da-ultima-decada/">A bilheteira americana de 2026 vai 14% acima do ano passado: o verão pode ser o melhor da última década</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/hokum-o-filme-de-terror-com-91-no-rotten-tomatoes-que-ficou-na-sombra-do-diabo-veste-prada/">“Hokum”: o filme de terror com 91% no Rotten Tomatoes que ficou na sombra do “Diabo Veste Prada”</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/dune-parte-um-o-epico-que-o-cinema-merecia/">Dune: Parte Um — O épico que o cinema merecia</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/as-estreias-de-30-de-abril-indielisboa-a-comecar-e-um-regresso-que-esperou-vinte-anos/">As Estreias de 30 de Abril: IndieLisboa a começar … e um regresso que esperou vinte anos</a></p>
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		<title>A bilheteira americana de 2026 vai 14% acima do ano passado: o verão pode ser o melhor da última década</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 18:48:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[bilheteira americana 2026 recordes]]></category>
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		<category><![CDATA[cinema recuperação bilheteira EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Hollywood verão 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Os números são suficientemente bons para que a indústria os diga em voz alta. Entre Janeiro e Abril de 2026, a bilheteira norte-americana acumulou 2,57 mil milhões de dólares — um crescimento de 14% face ao mesmo período de 2025, segundo dados da ComScore. O contexto importa: 2025 foi já um ano de recuperação sólida, [&#8230;]]]></description>
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<p>Os números são suficientemente bons para que a indústria os diga em voz alta. Entre Janeiro e Abril de 2026, a bilheteira norte-americana acumulou 2,57 mil milhões de dólares — um crescimento de 14% face ao mesmo período de 2025, segundo dados da ComScore. O contexto importa: 2025 foi já um ano de recuperação sólida, e crescer 14% sobre essa base não é trivial.</p>



<p>Os catalisadores são conhecidos:&nbsp;<em>O Super Mario Galaxy Movie</em>&nbsp;tornou-se o primeiro filme de 2026 a superar os 400 milhões de dólares nas salas americanas, com uma carreira global que já vai em 832 milhões;&nbsp;<em>Project Hail Mary</em>, a adaptação do romance de Andy Weir com Matt Damon, aproxima-se dos 319 milhões domésticos na sétima semana de exibição — um feito notável para um filme de ficção científica original sem franchise por detrás; e&nbsp;<em>Michael</em>, o biopic de Michael Jackson, abriu o fim-de-semana passado com 97 milhões nos EUA e mantém-se forte na segunda semana.</p>



<p><em>O Diabo Veste Prada 2</em>, que estreou ontem em Portugal, insere-se neste contexto como o catalisador da temporada de verão americana — a primeira vez que um filme liderado por mulheres inaugura a temporada que vai de Maio a Setembro. Se os números do fim-de-semana nos EUA confirmarem as projecções mais optimistas, o verão de 2026 poderá rivalizar com os melhores anos do pré-pandemia.</p>



<p>Quanto ao impacto em Portugal, não há ainda dados que permitam traçar um paralelo directo com o mercado nacional. O que se pode dizer é que uma bilheteira americana saudável tende a traduzir-se num calendário de estreias mais robusto em toda a Europa: distribuidores mais confiantes, janelas de lançamento mais curtas entre os EUA e Portugal, e — em última análise — mais filmes a chegar às salas portuguesas com a urgência que merecem.</p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/a-verdadeira-dor-kieran-culkin-e-o-oscar-que-ninguem-esquece/">A Verdadeira Dor — Kieran Culkin e o Óscar que ninguém esquece</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/dune-parte-um-o-epico-que-o-cinema-merecia/">Dune: Parte Um — O épico que o cinema merecia</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/nao-fales-do-mal-quando-a-hospitalidade-se-torna-uma-armadilha/">“Não Fales do Mal” — Quando a hospitalidade se torna uma armadilha</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/as-estreias-de-30-de-abril-indielisboa-a-comecar-e-um-regresso-que-esperou-vinte-anos/">As Estreias de 30 de Abril: IndieLisboa a começar … e um regresso que esperou vinte anos</a></p>
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		<title>&#8220;Hokum&#8221;: o filme de terror com 91% no Rotten Tomatoes que ficou na sombra do &#8220;Diabo Veste Prada&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 18:39:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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		<category><![CDATA[Adam Scott horror filme]]></category>
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<p>Há semanas em que o cinema de grande escala engole tudo o que está ao lado. Esta foi uma delas. Enquanto&nbsp;<em>O Diabo Veste Prada 2</em>&nbsp;ocupava todos os ecrãs e toda a atenção mediática,&nbsp;<em>Hokum</em>&nbsp;— o novo horror de Damian McCarthy, realizador irlandês que já tinha mostrado o que era capaz em&nbsp;<em>Caveat</em>&nbsp;(2020), premiado no SXSW e com distribuição em 2.000 salas nos EUA — estreou praticamente invisível no ruído da semana.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="Hokum: O Pesadelo da Bruxa 2026 Trailer Oficial Legendado" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/jIqFRH8uPQI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Os números dizem outra coisa: 91% no Rotten Tomatoes e 78 no Metascore. Este segundo valor é particularmente revelador — o Metascore, que agrega críticas de publicações de referência com uma ponderação editorial, é habitualmente mais exigente e mais difícil de comprazer do que o agregador de críticas de audiência. Um 78 no Metascore em horror é um resultado que poucos filmes do género alguma vez atingem.</p>



<p>Adam Scott — melhor conhecido pelo seu papel em&nbsp;<em>Severance</em>, onde a sua capacidade de habitar uma normalidade progressivamente perturbadora se revelou completamente — protagoniza um filme descrito pela crítica como horror de construção lenta e psicológica, que usa a suburbia americana como pano de fundo para algo que se vai tornando cada vez mais difícil de nomear. McCarthy confirma com&nbsp;<em>Hokum</em>&nbsp;o que&nbsp;<em>Caveat</em>&nbsp;apenas prometia: um domínio do terror de atmosfera que é raro e que deve ser seguido de perto.</p>



<p><em style="caret-color: rgb(0, 0, 0); color: rgb(0, 0, 0); white-space: normal;">Hokum</em><span style="caret-color: rgb(0, 0, 0); color: rgb(0, 0, 0); font-family: -webkit-standard; font-size: medium; white-space: normal;"> estreia em Portugal a 25 de Junho. É tempo suficiente para marcar a data — e para confiar que Damian McCarthy vai fazer exactamente o que McCarthy faz: chegar devagar, instalar-se, e não sair facilmente.</span></p>



<p><a href="https://clubedecinema.pt/a-verdadeira-dor-kieran-culkin-e-o-oscar-que-ninguem-esquece/">A Verdadeira Dor — Kieran Culkin e o Óscar que ninguém esquece</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/dune-parte-um-o-epico-que-o-cinema-merecia/">Dune: Parte Um — O épico que o cinema merecia</a><br /><a href="https://clubedecinema.pt/nao-fales-do-mal-quando-a-hospitalidade-se-torna-uma-armadilha/">“Não Fales do Mal” — Quando a hospitalidade se torna uma armadilha</a></p>
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		<title>A Verdadeira Dor — Kieran Culkin e o Óscar que ninguém esquece</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 00:02:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Canais TV Cine]]></category>
		<category><![CDATA[A Verdadeira Dor]]></category>
		<category><![CDATA[drama familiar]]></category>
		<category><![CDATA[filme Sundance 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Jesse Eisenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Kieran Culkin Óscar]]></category>
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					<description><![CDATA[Existe cinema para entretenimento puro e depois existem aqueles filmes para perguntar algo e nos fazerem refletir e sentir. Não tenho pejo em admitir que gosto de ambos. E A Verdadeira Dor, de Jesse Eisenberg, pertence claramente ao segundo grupo — e fá-lo com uma elegância e uma honestidade que raramente se encontram juntas no mesmo [&#8230;]]]></description>
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<p>Existe cinema  para entretenimento puro  e depois existem aqueles  filmes  para perguntar algo e nos fazerem refletir e sentir. Não tenho pejo em admitir que gosto de ambos. E <em>A Verdadeira Dor</em>, de Jesse Eisenberg, pertence claramente ao segundo grupo — e fá-lo com uma elegância e uma honestidade que raramente se encontram juntas no mesmo ecrã. Estes valem sempre mais do que o contracto a prazo de cerca das 2 horas de que vale qualquer bilhete&#8230;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="A Verdadeira Dor | 3 Maio 22:05 | TVCine TOP" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/XztXOOs80Jk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>A premissa é simples até ao ponto em que deixa de o ser: dois primos, David e Benji, viajam pela Polónia para honrar a memória da avó recentemente falecida. Percorrem os lugares da herança judaica da família, incluindo o campo de concentração de Majdanek, e deixam que essa viagem faça aquilo que as viagens difíceis sempre fazem — expor o que estava enterrado.</p>



<p>O que Eisenberg percebeu, com uma maturidade invulgar para um realizador no seu segundo filme, é que a tensão entre os dois primos é tão rica quanto o peso da história que carregam. David (o próprio Eisenberg) é ansioso, metódico, controlado. Benji (Kieran Culkin) é impulsivo, expansivo, impossível de ignorar. São o tipo de opostos que só a família consegue unir — e que só uma viagem suficientemente intensa consegue obrigar a olhar um para o outro. A Polónia não é apenas cenário: é o catalisador que transforma um tributo numa ajuste de contas íntimo e, por isso mesmo, num filme sobre a vida.</p>



<p>Culkin é simplesmente extraordinário. Há uma qualidade na sua performance que é difícil de descrever sem recorrer a clichés — diremos apenas que ele faz parecer fácil o que é tecnicamente muito difícil: ser simultaneamente o elemento cómico, o mais vulnerável e o mais perturbador de qualquer cena em que aparece. O Óscar de Melhor Ator Secundário que recebeu este ano não foi uma surpresa para quem o viu — foi uma confirmação. Os BAFTA e os Critics Choice Awards disseram o mesmo antes.</p>



<p>Eisenberg, por seu lado, recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Argumento Original que diz muito sobre o tipo de realizador que está a tornar-se. Depois de&nbsp;<em>Quando Acabares de Salvar o Mundo</em>&nbsp;(2022), confirmou que tem algo a dizer — e que sabe encontrar a forma certa de o dizer sem gritar.&nbsp;<em>A Verdadeira Dor</em>&nbsp;estreou no Festival de Sundance em 2024 com aclamação generalizada, e a temporada de prémios que se seguiu transformou o que poderia ter sido um filme pequeno num dos títulos mais falados do ano.</p>



<p>O que fica, no final, não é a história do Holocausto — que é tratada com o respeito e a seriedade que merece, sem nunca ser instrumentalizada — mas a história de duas pessoas que precisavam de se ver de verdade e só conseguiram fazê-lo no lugar mais improvável. Há humor, desconforto, silêncios que pesam e momentos de uma ternura inesperada. É o tipo de cinema que não resolve nada e, por isso mesmo, ressoa durante dias.</p>



<p><em>A Verdadeira Dor</em>&nbsp;estreia esta noite, domingo, 3 de maio, às 22h05 no TVCine Top, ficando também disponível no TVCine+.</p>



<p></p>
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		<title>Dune: Parte Um — O épico que o cinema merecia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 22:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Max]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Denis Villeneuve]]></category>
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		<category><![CDATA[Dune Parte Um]]></category>
		<category><![CDATA[onde ver Dune streaming]]></category>
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<p>Há filmes que chegam com o peso de décadas de expectativas e saem sem as defraudar.&nbsp;<em>Dune: Parte Um</em>, de Denis Villeneuve, é um desses raros casos — uma adaptação que tantos consideravam impossível e que o realizador canadiano transformou numa das experiências cinematográficas mais imponentes dos últimos anos.<br /><br /></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="Vídeo do filme Dune Part One" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/M44Eekr_hDg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>A história é conhecida de quem leu Frank Herbert: Paul Atreides (Timothée Chalamet), filho de uma nobre casa galáctica, é arrastado para Arrakis, um planeta desértico e hostil que é, simultaneamente, o lugar mais valioso do universo. É lá que se extrai a especiaria, a substância que o poder quer controlar e que os Fremen — o povo do deserto — protegem com a sua vida. Numa outra mão, está Zendaya como Chani, figura misteriosa que Paul vê em sonhos antes de a encontrar na realidade. É a promessa de algo que, astutamente, Villeneuve guarda para a segunda parte.</p>



<p>Mas&nbsp;<em>Dune: Parte Um</em>&nbsp;não é apenas argumento. É, acima de tudo, uma obra de construção de mundo com uma generosidade visual raramente vista. A direcção de fotografia de Greig Fraser — que valeu um dos seis Óscares que o filme arrecadou — transforma Arrakis numa paisagem quase espiritual, onde a areia não é fundo mas personagem. A pontuação de Hans Zimmer, que escolheu este projecto em detrimento de&nbsp;<em>Tenet</em>&nbsp;de Christopher Nolan (uma escolha que diz muito sobre o estatuto do romance de Herbert no mundo da cultura), usa vozes e texturas para criar algo que soa simultaneamente antigo e alienígena.</p>



<p>O elenco é extraordinário na sua diversidade e no seu compromisso. Oscar Isaac como o Duque Leto transmite uma nobreza trágica em poucos planos. Rebecca Ferguson como a Senhora Jessica navega entre o amor maternal e os segredos de uma ordem quase religiosa. Jason Momoa como Duncan Idaho rouba todas as cenas em que aparece, com uma energia que o torna o elemento mais carismático do filme. E Josh Brolin, Stellan Skarsgård e Dave Bautista compõem os antagonistas com uma presença física que dispensa grandes falas.</p>



<p>O filme tem a coragem de ser lento quando a história pede lentidão, e esmagador quando os momentos de grandiosidade chegam. A sequência dos&nbsp;<em>vermes das areias</em>&nbsp;— os Shai-Hulud — não é apenas espectáculo: é uma declaração de filosofia visual. Villeneuve quer que o espectador sinta a escala, não que a processe. E consegue-o.</p>



<p>Há quem aponte que o filme termina abruptamente, em suspenso — e é verdade. Mas isso é também uma honestidade:&nbsp;<em>Dune: Parte Um</em>&nbsp;é, literalmente, metade de uma história, e Villeneuve nunca fingiu o contrário. Com a segunda parte disponível no mesmo lugar (e igualmente à altura), o argumento perde força.</p>



<p>Para quem ainda não viu, ou para quem quer rever antes do terceiro capítulo que está em produção, <em>Dune: Parte Um</em> está disponível para os subscritores do <strong>Netflix</strong> e do <strong>HBO</strong>. Não há desculpa para adiar mais.<br /></p>



<p>Visita o nosso canal de YouTube <a href="https://www.youtube.com/@clubedecinema-q2n" data-type="link" data-id="https://www.youtube.com/@clubedecinema-q2n" target="_blank" rel="noopener">aqui</a><br />&#8212; corrigido um erro de edição no primeiro filme dia 2 de Maio de 2026 às 00:49&#8211;</p>



<p></p>
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		<title>&#8220;Não Fales do Mal&#8221; — Quando a hospitalidade se torna uma armadilha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 21:07:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Canais TV Cine]]></category>
		<category><![CDATA[com James McAvoy]]></category>
		<category><![CDATA[estreia esta noite no TVCine Top. Um thriller psicológico sobre hospitalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Não Fales do Mal]]></category>
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<p>Há um tipo de horror que não precisa de monstros. Precisa apenas de um jantar em que ninguém diz o que pensa, de um sorriso que dura tempo a mais, de uma piada que não é bem uma piada. É exatamente esse o terreno de&nbsp;<em>Não Fales do Mal</em>, o thriller psicológico realizado por James Watkins que chega esta noite ao TVCine Top e que transforma a mais banal das situações sociais — o fim de semana em casa de novos amigos — num exercício de inquietação crescente.</p>



<p>Ben e Louise Dalton (Scoot McNairy e Mackenzie Davis) são um casal americano que, em férias na Europa, conhece um par de britânicos aparentemente encantadores. O convite para um fim de semana na sua casa de campo parece o gesto simpático de quem quer continuar uma amizade que nasceu bem. É claro que não é.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jupiterx-oembed"><iframe title="Não Fales Do Mal | 2 Maio 21:30 | TVCine TOP" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/XxDvp-6388Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>A partir daí, Watkins constrói a tensão com precisão cirúrgica, sem recorrer aos atalhos habituais do género. Não há sustos fáceis nem gore gratuito — há algo pior: a acumulação de pequenos desconfortos que qualquer pessoa reconhece. O comentário que passa do limite. A atitude que é invasiva mas não o suficiente para justificar uma saída de cena. A sensação de que algo está errado, mas a educação não deixa dizê-lo em voz alta. O filme explora com inteligência esse espaço incómodo entre a cordialidade social e o instinto de sobrevivência — e faz-o com uma eficácia que deixa o espectador a torcer para que os protagonistas abandonem de uma vez a boa educação.</p>



<p>James McAvoy é a revelação do elenco, num papel que oscila com desconcertante fluidez entre o charme genuíno e a intimidação velada. É o tipo de personagem que o espectador não consegue classificar — e é exactamente essa ambiguidade que o torna tão perturbadora. Ao seu lado, Aisling Franciosi completa um duo de anfitriões que ficará na memória por razões que seria criminoso revelar.</p>



<p>O filme é uma reinterpretação do original dinamarquês de 2022, de Christoffer Borgli, e Watkins — realizador de&nbsp;<em>A Mulher de Negro</em>&nbsp;— amplifica a tensão da premissa original sem a trair. Há aqui uma tese sobre os limites da tolerância e sobre o preço que pagamos por sermos agradáveis que torna&nbsp;<em>Não Fales do Mal</em>&nbsp;algo mais do que um thriller de entretenimento. É um filme que fica.</p>



<p><em>Não Fales do Mal</em>&nbsp;estreia esta noite, 2 de maio, às 21h30 no TVCine Top, ficando igualmente disponível no TVCine+.</p>
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