Miguel Costa, um dos fundadores do Clube de Cinema e principal editor do site, acaba de lançar “Bolhas de Sabão no Fim do Mundo”, um filme musical de animação que cruza música, cinema e ferramentas de inteligência artificial para contar uma história sobre isolamento, certezas e a dificuldade de continuarmos a falar uns com os outros.
Formado em Engenharia Informática, Miguel Costa sempre manteve uma ligação próxima à música, ao cinema e à criação de conteúdos. A curiosidade pelas novas ferramentas de geração de imagem e vídeo acabou por levá-lo a explorar um território diferente daquele em que trabalha habitualmente: usar inteligência artificial não apenas para produzir imagens isoladas, mas para construir uma narrativa visual com continuidade, personagens, ambiente e intenção dramática.
“Bolhas de Sabão no Fim do Mundo” é a sua segunda experiência neste universo. O projecto nasceu primeiro como canção e cresceu depois para um filme construído plano a plano, numa praça europeia onde as pessoas vivem dentro de bolhas frágeis e translúcidas. Essas bolhas representam ecrãs, medos, crenças, vaidades, filtros, algoritmos pessoais e a forma como cada pessoa pode acabar fechada na sua própria interpretação da realidade.
Ao longo do filme, a praça transforma-se. O fogo surge no chão, a água invade as ruas, a multidão continua a dançar e um profeta mediático promete respostas simples a pessoas cada vez mais isoladas. Apesar da dimensão apocalíptica das imagens, o filme não pretende falar do fim literal do mundo. O centro da história está no colapso da conversa, na fragmentação da realidade comum e na possibilidade de ainda encontrarmos alguém do outro lado.
A produção implicou várias semanas de trabalho, com criação de imagens de referência, animação, montagem, correcções de continuidade e sucessivas tentativas para evitar que as ferramentas automáticas alterassem a lógica das cenas. Mais do que uma demonstração tecnológica, o objectivo foi perceber até que ponto estas ferramentas podem ser utilizadas para contar uma história com identidade própria.
O filme está disponível no canal de YouTube Miguel Costa — Música e Imagem, criado para reunir canções, videoclips, filmes curtos e outras experiências audiovisuais.
Miguel Costa deixa também um convite aos leitores do Clube de Cinema:
“Esta é a minha segunda experiência com estas ferramentas e gostava genuinamente de saber a vossa opinião. Mais do que discutir apenas a tecnologia, interessa-me perceber se a história funciona, se as imagens ajudam a transmitir a ideia e o que fica depois de o filme terminar.”
Vê “Bolhas de Sabão no Fim do Mundo” no vídeo abaixo, deixa a tua opinião nos comentários e subscreve o canal Miguel Costa — Música e Imagem para acompanhar os próximos projectos.
Canal de YouTube: https://www.youtube.com/@MiguelCosta-MúsicaeImagem
Vídeo
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