Críticas

Crítica – The Wolf of Wall Street

CRÍTICA:

“The Wolf of Wall Street” tinha tudo para ser um filme super pesado, daqueles dramas que inundam os espectadores com inúmeras lições de moral, já que os temas abordados são sérios e muito graves. Porém, o génio Martin Scorsese decidiu olhar para os pecados de Jordan Belfort com outros olhos, explorando um território mais incomum, um território pautado por um espírito leve e por uma abordagem cómica a situações que não deveriam ter piada nenhuma mas que deixam os espectadores a rir-se às gargalhadas. Desta forma, além de não ser uma comédia pura, “The Wolf of Wall Street” torna-se num dos filmes mais cómicos e surpreendentes do ano.

The Wolf of Wall Street

As conquistas de Belfort tornam-se de tal forma colossais que, a partir de certo ponto, a sua história de vida começa a parecer um verdadeiro conto de fadas repleto de completa absurdidade. O ridículo passa a fazer parte do quotidiano dele e o dinheiro é tanto que a ganância e a imortalidade passam a andar lado a lado, assombradas por uma luxúria tão ridícula que quase parece falsa. Se não soubéssemos que se trata de uma história baseada em factos verídicos, dificilmente acreditaríamos que uma personagem como Jordan Belfort pudesse alguma vez ter existido. Mas a verdade é que Belfort existiu mesmo e os eventos retratados são de tal forma ridículos que a abordagem cómica de Martin Scoresese acaba por fazer sentido. Vendo bem as coisas, “The Wolf of Wall Street” é, basicamente, um grupo de miúdos inconscientes que não sabe o que fazer a tanto dinheiro. Daí a abordagem de Martin Scorsese se encaixar tão bem.

Leonardo DiCaprio interpreta magistralmente Jordan Belfort, um jovem discreto que sonha com a riqueza e que começa a ser endemoninhado pela febre do dinheiro. Este jovem, mal conduzido por Mark Hanna (Matthew McConaughey), um grande senhor da finança, depressa se deixa levar pelo mundo da luxúria e das drogas, acabando por perder o controlo da situação quando começa a ser investigado pelo FBI.

Depois de “Hugo”, Martin Scorsese volta a encantar tudo e todos, comprovando de uma vez por todas a sua grande versatilidade e mostrando a todos que, apesar dos seus 71 anos de idade, ainda tem forças para explorar territórios desconhecidos e sair vencedor dessa jornada. Este é um filme que mostra o lado mais obscuro de Wall Street e, como já nos habituou, Scorsese não tem medo de mostrar as coisas como elas realmente são, mesmo que isso abale seriamente a credibilidade dos corretores de Wall Street. Martin Scorsese consegue, com um filme de 180 minutos, prender o espectador ao assento, já que arranja sempre meios de nos surpreender com sequências cada vez mais loucas e com reviravoltas de argumento fantásticas. Quanto a Leonardo DiCaprio, ele apresenta uma interpretação irrepreensível na pele de Jordan Belfort e é um dos fortes candidatos a vencer a tão desejada estatueta dourada de melhor actor principal. O mesmo se pode dizer de Jonah Hill que, na pele de Donnie Azoff, conseguiu uma interpretação divinal, que lhe rendeu uma merecida nomeação ao Óscar de melhor actor secundário.

Concluindo, “The Wolf of Wall Street” é, definitivamente, um dos grandes filmes do ano e um dos fortes candidatos a brilhar na 86ª cerimónia dos Óscares.

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A brilhante interpretação de Leonardo DiCaprio.
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A duração, para muita gente pode tornar-se moroso.
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TRAILER:

POSTER:

Poster do filme The Wolf of Wall Street

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