Críticas

Crítica – The Hobbit: An Unexpected Journey

CRÍTICA:

Passados exactamente nove anos desde “The Lord of the Rings: The Return of the King”, que encerrou uma das melhores trilogias de sempre, Peter Jackson volta à Terra Média, ao mundo mitológico de J.R.R. Tolkien, mundo este que o consagrou. É inevitável não cair na tentação de encarar “The Hobbit: An Unexpected Journey” com os mesmos olhos que se encarou a trilogia “The Lord of the Rings”, afinal de contas passa-se no mesmo Universo, a realização é a mesma e muitos dos actores repetem-se nesta aventura.

Está mais que comprovado que esta é a “praia” de Peter Jackson, prova disso é que são poucos os filmes de Peter Jackson fora deste mundo mitológico que realmente valem o preço do bilhete, exceptuando um ou outro, como por exemplo “Heavenly Creatures” ou “King Kong”. É em batalhas épicas e em paisagens majestosas que Peter Jackon se sente mais à vontade, foi assim que ele esteve tão perto de alcançar a perfeição com a sua última trilogia.

Não querendo retirar o devido valor a este início da nova trilogia de Peter Jackson, a meu ver, ele voltou a cometer um erro enormíssimo. Tal como “King Kong”, “The Hobbit: An Unexpected Journey” é um filme demasiado extenso, muito mal estruturado e planeado. Tendo em conta que esta é a primeira parte de uma trilogia adaptada de um livro infantil de 300 e poucas páginas, não se consegue perceber como essa adaptação é tão longa e cansativa. O resultado final desta extensão ao máximo por parte de Peter Jackson, onde havia tão pouco para contar, foram 169 minutos de filme, 169 minutos que fará até os maiores fãs da mitologia de J.R.R. Tolkien olhar para o relógio.

The Hobbit: An Unexpected Journey

Apesar da duração excessiva do filme, a história que é contada é sempre agradável e, para um filme de quase três horas, raramente se torna “chato” no verdadeiro sentido da palavra. Em termos de humor, bastante característico do livro, está também muito presente em “The Hobbit: An Unexpected Journey”, tornando-se agradável em muitas ocasiões, mas despropositado noutras.

No que diz respeito ás interpretações, Martin Freeman (Bilbo Baggins) desempenhou um papel importantíssimo, vindo dele quase todo o bom humor e alegria que o filme nos proporciona. Quanto a Ian McKellen, fez mais do mesmo, interpretando o sempre amigo e protector Gandalf. A única personagem relevante que não estava presente na anterior trilogia de Peter Jackson, é o anão Thorin (Richard Armitage), que assume um papel de líder e uma presença forte ao longo de todo o filme. Em termos de interpretações, o melhor estava guardado para o fim, com Gollum, no grande ecrã a ser interpretado por Andy Serkis, a ofuscar por completo todo o restante elenco, isto em pouco mais de 10 minutos, naquele que foi o apogeu do filme: um divertidíssimo jogo de adivinhas entre Gollum e Bilbo Baggins.

Em termos mais técnicos “The Hobbit: An Unexpected Journey” esteve sublime, com fantásticos efeitos especiais, cenários e sequências de batalha assombrosos e uma banda sonora divinal.

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  • A dimensão e poderio visual. Interpretação de Andy Serkis (Gollum).

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  • O ritmo irregular, consequência da duração excessiva do filme.

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TRAILER:

POSTER:

The Hobbit: An Unexpected Journey poster

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