Críticas

Crítica – Django Unchained

CRÍTICA:

“Django Unchained” é um dos melhores, senão o melhor filme que assisti nos últimos tempos. Depois de ter criado uma lista com aqueles que eu considero terem sido os melhores filmes de 2012, tenho certeza que “Django Unchained” vai figurar na minha futura lista dos melhores filmes de 2013. Após ter estado mais de três anos parado, Quentin Tarantino presenteia-nos com mais um filme bem ao seu estilo, não deixando em nenhum aspecto a dever nada em comparação com outros títulos do realizador norte-americano. As cenas de sangue e as personagens com um estilo “Bad Ass”, que de resto são imagem de marca de Tarantino, não foram esquecidas em “Django Uncahined”.

Django (o D não se pronuncia) aparece inicialmente no filme acorrentado a mais uma data de negros que se preparavam para ser vendidos como gado pelos irmãos Speck. Encontramo-nos no Estados Unidos da América, algures no Texas quando o Dr. King Schultz surge no seu caminho. Este alemão, caçador de recompensas, procura a todo o custo os irmãos Brittle, irmãos que Django conhece bem. Desta forma Django torna-se de imediato aliado de Schultz, que não tardou em libertar o pobre negro. Juntos traçam um plano para encontrar os irmãos Brittle, enquanto isso, Django conta a Schultz que à uns anos atrás ele tinha sido vendido num leilão e assim perdido o rasto da sua esposa Bromihlda von Shaft. Schultz, comovido pelo facto da história de Django se assemelhar bastante a uma antiga lenda alemã, logo se comprometeu a ajudar Django a recuperar Bromihlda. E em termos de história propriamente dita é isto em “Django Unchained”.

Quentin Tarantino sabe utilizar a história norte-americana e do cinema como poucos, subverte os seus mitos e ataca em todas as frentes, não faltando uma representação do ideal de pertença de terra associada à escravatura, ao racismo, à tortura, à violência, a actos desumanos, ao tráfico de seres humanos, com os estereótipos e o humor negro a servirem para uma crítica pungente, que solta gargalhadas com a mesma facilidade com que desperta consciências.

O humor viperino de Quentin Tarantino está mais que presente em “Django Unchained”, na representação da entrada em cena do grupo Ku Klux Klan, os membros deste grupo xenófobo podem parecer inicialmente em todo o seu esplendor, mas logo surgem ridicularizados ao não se conseguirem coordenar devido aos buracos nos sacos que enfiam na cabeça não terem o espaço correcto para os olhos, não conseguindo assim enxergar nada. Só mesmo Quentin Tarantino para brincar, com toda a sua inteligência e brilhantismo, com assuntos tão sérios e ao meu tempo conseguir duras críticas ao passado norte-americano.

Leonardo DiCaprio

Outro aspecto que deve ser salientado são as músicas que Quentin Tarantino escolheu para este filme, que aparentemente não se encaixam mas que se adequam maravilhosamente a cada uma das cenas. Existem filmes em que a banda sonora é um factor secundário, mas em “Django Unchained” a combinação de imagem e som é um dos factores mais brilhantes e sensacionais que o filme nos oferece.

Todas as personagens do filme são extremamente interessantes e bem interpretadas, onde temos um herói, representado por Jamie Foxx, que desde o início até ao fim do filme apresenta um crescimento bastante notório de todas as suas capacidades físicas e psicológicas, tornando-se, como já tinha referido, numa personagem totalmente “Bad Ass”. Christoph Waltz esteve sublime, a liderar uma personagem cheia de carácter e de respeito, conseguindo uma vez mais uma interpretação digna de Óscar, como de resto já ganhou num outro filme de Tarantino, “Inglourious Basterds”. Leonardo DiCaprio é mais do mesmo (será que este homem sabe representar mal?). Uma das interpretações que mais me fascinou foi a de Samuel L. Jackson, que normalmente costuma ser o “herói” do costume, e neste filme interpreta magistralmente, mesmo que com pouco tempo de cena, a personagem de um género de vilão.

E “Django Unchained” é isto, muito sangue, bastante humor negro, duras críticas à sociedade norte-americana, uma excelente banda sonora e interpretações fantásticas por parte de todos os actores. Por outras palavras, “Django Unchained” é Quentin Tarantino.

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  • A interpretação de Christoph Waltz. A banda sonora.

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[badlist]

  • Nada.

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TRAILER:

POSTER:

Django Unchained Poster

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2 Comments

2 Comments

  1. ricardo

    21 de Fevereiro de 2013 at 6:12 am

    Pra mim, o melhor filme do Tarantino.

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